Repense seu mp3 com o Reclassified, de Iggy Azalea

Já percebeu que às vezes a gente se prende em um único estilo ou tipos musicais? Não se permite ouvir sons diferentes e até fica meio entediado?! Pois nossa resenha veio para ampliar seus horizontes. Falaremos do disco Reclassified, da rapper Iggy Azalea.

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Não se assuste, nem torça o nariz. Mesmo que o rap não esteja entre os seus ritmos musicais preferidos, vale a pena considerar esse trabalho da Iggy. O rap feito por ela é mais comercial, mais digesto, distante do tradicional feito pelos veteranos, como Jay-Z e Kanye West, e até mesmo das produções brasileiras.

O Reclassified é uma é uma reedição do primeiro álbum que tornou a Iggy Azalea conhecida, o The New Classic, porém, mesclando cinco novas faixas com colaborações de peso. A mais esperada foi a parceria com a artista pop/eletrônica Ellie Goulding, em “Heavy Crown”:

Outra participação incrível foi a da diva Jennifer Hudson, na faixa “Trouble”, em um hit mais dançante e divertido:

Mesmo fugindo um pouco dos padrões com letras e músicas que atendem mais ao gosto popular, Iggy manteve as raízes que a inspiravam em “Change Your Life”, em parceria com o T.I.:

Para quem ainda não conhece nada da Iggy, ela é australiana e migrou para Miami, nos Estados Unidos, sozinha, ainda muito nova, aos 16 anos de idade. Para conseguir sobreviver e alcançar o seu sonho americano, ela fazia serviços domésticos e limpezas em geral, em hotéis e casas de família. E é justamente essa experiência e suas dificuldades que ela canta na faixa “Work”:

O relacionamento ruim e mal resolvido, a volta por cima, a afirmação e a valorização feminina são retratados em “Black Widow”, que também conta com mais uma colaboração, da britânica Rita Ora:

A música mais animada encerra o disco, como uma surpresinha final, que tende mais ao pop/dance do que ao rap. É a excelente “Bounce”:

E, claro, a faixa que projetou Iggy, e também ajudou muito na divulgação do trabalho da Charli XCX, nas paradas de sucesso, não poderia ficar de fora.

O interessante do Reclassified é ser um álbum bastante dinâmico. Ele mistura músicas mais agitadas, com outras menos, letras que contam histórias, falam de relacionamento, autoafirmação, feminismo, conquistas, motivação etc. O que o torna um conjunto bem legal para ouvir durante a atividade física (corridas, caminhadas, corda e exercícios de força casam super bem), no trânsito, fazendo faxina e por aí vai. E então? Ficou animado para colocar um pouco de rap na sua vida?

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