Alergia alimentar tardia

Nosso corpo é bem peculiar, não é?! É até engraçado pensar que de uma hora para outra nosso organismo pode rejeitar um alimento ou substância. E acontece! É o que se chama de alergia ou intolerância tardia.

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Hoje, inclusive, aproveitei para selecionar esse texto, original da Mãe Terra, porque aconteceu esse episódio aconteceu comigo. Depois de quase 30 anos consumindo leite praticamente todos os dias, desenvolvi alergia. Comecei a ter crises fortes de rinite, sem motivo aparente. Até que parei para observar o comportamento da rinite relacionado à alimentação. E, pronto! Era só tomar leite e, depois de 20, 30 minutos, vinha uma crise terrível.

Atualmente, aprendi a compensar e não tive mais nenhum episódio alérgico. Não faço consumo diário de leite e mantenho meu cardápio bem variado em verduras, frutas e legumes. Vamos saber um pouquinho mais sobre isso:

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“Quando falamos de alergias alimentares, geralmente o que vem primeiro à mente são aquelas reações mais clássicas como prurido e vermelhidão da pele, edemas pelo corpo etc. Esses são sinais clássicos do que chamamos de alergia imediata, mas queremos lembrar que além deste, existe um outro tipo de alergia muito mais comum, que corresponde a  cerca de 98% das alergias alimentares: são as alergias tardias, que recebem esse nome porque seus sinais se manifestam  entre 2 e 72 horas depois do contato com o alimento.

Diferente das alergias imediatas (que se manifestam imediatamente ou até 8 horas depois do contato com o alimento, com grande atuação das imunoglobulinas do tipo E), as tardias nem sempre têm diagnóstico fácil, exatamente pela dificuldade de se saber exatamente qual alimento a causou. Com prevalência das imunoglobulinas do tipo G, os seus sinais podem aparecer de diversas formas, seja por problemas respiratórios (rinite, bronquite, sinusite), otite, enxaqueca, insônia, hiperatividade, ansiedade, depressão, dermatites, micoses, obesidade etc.

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Seja qual for o tipo de alergia diagnosticada, a primeira conduta do tratamento é a exclusão total do alimento alergênico por período que varia conforme a gravidade do caso. Há casos em que a exclusão total precisa ser permanente, principalmente quando o alimento coloca em risco a vida do paciente.

Confira os principais alimentos alergênicos e as sugestões de substitutos no tratamento:

Tabela Intolerancia

Outro ponto importante, que costuma causar confusão mesmo entre os profissionais é a diferença entre alergia e intolerância alimentar. A alergia é uma reação imunitária que acontece a partir do contato com as proteínas do alimento, já a intolerância refere-se a qualquer resposta anormal do organismo a um alimento ou aditivo, mas que não ativa o sistema imunitário.

Um exemplo clássico dessa diferença é a alergia ao leite (citada na tabela acima) e a intolerância à lactose, que acontece no trato digestório, quando há falta da enzima lactase (que digere a lactose). Os sinais mais comuns da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e sensação de estufamento abdominal.

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Tanto o diagnóstico das alergias quanto das intolerâncias não costuma ser simples, até porque, principalmente no caso das alergias tardias, deve-se considerar outros fatores como predisposição genética, exposição ambiental, fatores emocionais etc. A tarefa do nutricionista clínico e do médico é fazer uma avaliação bem detalhada para trazer melhores resultados no tratamento.”

Referências Bibliográficas:
1- CARREIRO, D.M. Terapia Nutricional na Alergia Alimentar. VP Consultoria, 2006.
2- PEREIRA, ACS e col. Alergia alimentar: sistema imunológico e principais alimentos envolvidos. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde. 29(2): 189-200, 2008.
3- CORDAIN, L e col. Modulation of immune function by dietary lectins in rheumatoid arthritis. Br J Nutr. 83(3): 207-17, 2000.
4. VIRTANEN, SM e KNIP, M. Nutritional risk predictors of beta cell autoimmunity and type 1 diabetes at a young age. Am J Clin Nutr. 78(6): 1053-67.
5- THUNE, P e GRANHOLT, A. Provocation tests with antiphlogistica and food additives in recurrent urticaria. Dermatologica. 151(6):360-7, 1975.
6- BITTENCOURT, AL e col. Immunogenicity and allergenicity of 2S, 7S and 11S protein fractions. Rev Bras Cien Farm. 43(40: 597-606,2007.

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