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Florais para se acalmar no fim do ano

Fim de ano é difícil para todo mundo. As metas que precisam ser batidas no trabalho, as incertezas do novo ano que chega e toda a carga emocional que vem com a virada. Procuramos a expert Marcia Rissato, professora de florais da Escola Mona’s, para descobrir cinco deles que ajudam a driblar a ansiedade, cansaço e as angústias desta época do ano. Anote:

1. Holly: para resgatar o mais profundo sentimento de amor universal e aceitação.
2. Star of Bethlehem: para cicatrizar as feridas da alma e atenuar a saudade doída.
3. Wild Oat: para receber o novo e encontrar o propósito de vida.
4. Walnut: para criar uma camada protetora, fortalecendo momentos de mudança e transformações.
5. Cerato: para estimular a confiança na intuição e ouvir a voz interior.

Conteúdo Vogue

Tudo vale a pena

Texto original de Obvious

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa)

“Amadurecer é olhar para trás e ver que tudo, todas as particularidades que passamos em experiências anteriores valeram a pena. Não pelas circunstâncias que as precederam, mas sim por notarmos que tudo serve para experiência e aprendizado. Acontecimentos ruins nos coroam não por sermos merecedores desse tipo de experiência, mas por certo, algo devemos aprender e extrair com o que acontece conosco.

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A vida realmente é uma caixinha de surpresas e não sabemos o que nos espera, mas o poder da aceitação em nós é o bálsamo capaz de curar toda e qualquer ferida. Quando amadurecemos emocionalmente, entendemos que a resignação é a resposta para as nossas frustrações, e se algo não aconteceu no momento ou da forma que gostaríamos que acontecesse é por que, muito provavelmente não era pra ser e o destino nos reservará algo ainda melhor.

Quando amadurecemos aprendemos a silenciar nossas rebeldias, entendendo que já passamos a fase da adolescência da alma, e a vida não aquiescerá todas as vezes ao nossos desejos.

Nem sempre é fácil lidar com problemas e a vida nos prega peças para que possamos aprender a lidar. Dificuldades de todos os gêneros, sejam físicos ou emocionais nos acometem para nos tornarmos ainda mais fortes.

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Ao amadurecermos, paramos de agir como crianças egocêntricas e mimadas e passamos automaticamente a nos queixar menos. Assumimos responsabilidade por nossas faltas e procuramos nos tornar pessoas melhores.

No final das contas, quando associamos aquele nosso lado que grita a tresloucada juventude, os sonhos, a falta de aceitação para a conduta que aprendemos (talvez a duras penas) adquirir, resta em nós aquele olhar profundo e a certeza de que sabiamente aprendemos a abrir mão das vãs expectativas que a imaturidade oferece, para adquirir a confiança, a fé e a brandura que apenas a maturidade é capaz de nos outorgar.”

É possível ser feliz sozinho?   

Uma reflexão para quem está às voltas se lamentando por estar sozinho(a) e deixando de aproveitar a melhor companhia, que é a sua própria. Ame-se, respeite-se e não tenha medo de ser feliz. Sozinho(a) ou acompanhado(a), a responsabilidade da felicidade não muda: continua sendo sua! #reflita

Texto de autoria da psicóloga Cláudia Morais

“Olhe à sua volta. Quem são as pessoas mais felizes que conhece? Como é que elas vivem? São casadas, solteiras, viúvas ou divorciadas? E como é que você sabe que essas pessoas são REALMENTE felizes?

Crescemos inundados de histórias de amor romântico que acabam por moldar a nossa percepção da felicidade. Ao ponto de muitos de nós se convencerem de que só é possível ser feliz a dois. Um dos problemas que decorrem deste pensamento irracional é a busca permanente de um parceiro, como se uma má companhia fosse melhor do que estar sozinho. Algumas pessoas sofrem deste mal – colecionam maus relacionamentos porque têm medo de estarem sozinhas.

Sem iludir ninguém: os estudos mostram que as pessoas mais felizes são aquelas que têm um companheiro. Em rigor, as pessoas mais felizes são as casadas. Mas atenção: isso só é verdade para aquelas que se sentem satisfeitas no casamento. Na prática, o casamento não só não é garantia de felicidade como, se se tratar de um mau casamento, também é garantia de infelicidade.

Se as pessoas insatisfeitas com o seu casamento (ou relação amorosa) são mais INFELIZES do que os solteiros, os viúvos ou os divorciados, por que teimamos em fugir a sete pés da solidão? Por que é que há pessoas que se desesperam perante a ideia de estarem solteiras? Por que é que alguns olham de lado para quem assume que prefere estar só?

A verdade é que é o medo do desconhecido que, muitas vezes, nos impede de fazer as escolhas certas. Até um dia. Até ao dia em que uma ruptura amorosa nos empurra para uma situação nova. E depois da dor surge uma admirável tranquilidade que nos faz apreciar a vida e os outros laços afetivos de uma forma diferente.

Há pessoas que se sentem muito bem sozinhas. Há até quem se sinta incrivelmente feliz nessa condição, por mais que isso seja gerador de incredulidade.

A maior parte dessas pessoas está sozinha a título temporário. É uma questão de tempo até que voltem a amar, a comprometer-se. Mas, às vezes, passam-se anos – 2, 3, 4, 5 anos! – até que isso aconteça. E, nesse período, conseguem ser estupidamente felizes. Precisamente porque reaprenderam a explorar outros laços afetivos, porque usufruem de total controle sobre as suas vidas e, fundamentalmente, porque não estão dispostas a comprometer-se com quem não as mereça. E essa é uma escolha emocionalmente inteligente.

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A maior parte das pessoas é mais feliz se viver uma relação amorosa que seja geradora de satisfação. Mas a resposta à pergunta que dá título a este texto é: SIM! É possível ser feliz sozinho. E, às vezes, estar sozinho é a escolha mais inteligente para que, mais cedo ou mais tarde, se possa voltar a amar.”

A sabedoria de aceitar

Para aqueles que acreditam em algo e para os que não creem em nada, mas são felizes e equilibrados da mesma forma.

Manter a fé em alguma coisa também é um uma maneira de manter um porto para se estabelecer o equilíbrio. Esse texto é uma reflexão de vida, que fala sobre fé e aprendizado.

Leia de coração aberto e faça dele uma lição, de alguma forma, para sua vida.
Boa semana!

Texto de Roberto Shinyashiki

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“Sabedoria também é compreender qual é o momento de parar de lutar como um leão e aceitar a perda. Não dá para ganhar sempre! Lembro que, durante minha vida de médico, às vezes via colegas se torturarem pela morte de um paciente que não tinha a mínima chance de viver. Eu admirava a capacidade de luta dessas pessoas, mas sempre achei que temos de aceitar que quem decide sobre nossa vida é Deus.

Minha mãe foi minha melhor professora na arte da superação e da aceitação. Ela foi sempre um exemplo de luta, mas no final da vida me deu uma aula de sabedoria ao aceitar uma perda. Ela teve câncer. E só Deus e os filhos sabem como lutou contra a doença.

As metástases se espalhavam por seu corpo, a dor ia tomando conta dos seus dias, mas nem o sofrimento diminuía sua força para lutar. Até que um dia, enquanto eu aplicava mais uma das inúmeras injeções para aliviar sua dor, ela me olhou com serenidade e falou:

— Seja feita a Sua vontade…
— O quê, mãe? Não entendi… — eu disse.
E ela completou:
— Seja feita a Sua vontade, assim na terra como no céu. Acho que chegou a hora de eu ir para o outro lado. Acho que Ele me quer perto dele. Meu filho, acho que é hora de parar de lutar e aceitar a minha morte…

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Para mim, foi impossível aceitar a morte de minha mãe e comecei a chorar muito. A gente se abraçou forte, enquanto as lágrimas escorriam dos meus olhos. Enxugando meu rosto, ela me disse: “Filho, fique tranquilo. Eu prometo que vou continuar cuidando de vocês…”

Depois desse momento, ela começou a se preparar e a nós, da família, para sua passagem. Tenho certeza de que continua cuidando de mim e dos meus irmãos, mas demorou muito tempo para eu entender isso.

Durante toda a sua vida, minha mãe sempre me ensinou a lutar intensamente para realizar um sonho, mas, no final, foi ela também que me fez entender que há um momento em que devemos nos entregar e dizer: “Seja feita a Sua vontade, assim na Terra como no céu…”

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A partir desse momento, aceitamos que existe uma lógica no universo acima da nossa compreensão. Aceitamos que é melhor deixar o incêndio queimar até o último móvel para então começarmos a construção de uma nova casa.

Afinal, sabedoria também é compreender qual é o momento de parar de lutar como um leão e aceitar a perda


Nesse instante, parece que a mente silencia e o coração se aquieta. Uma sensação de vazio toma conta da gente. E é exatamente esse vazio que você vai preencher com amor. Aceitar os momentos de perda vai ser fundamental para você se preparar para os novos desafios de sua vida.

Pense sobre isso!”

Detox na vida – Porque a saúde não mora só no corpo

Título e texto originais de RUTH MANUS:

“Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

2015 tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.

Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.

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Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

E eu quero um 2015 detox.

Detox de dias iguais.
Detox de gente ruim.
Detox de maus hábitos.
Detox de inveja.
Detox de relações doentes.
Detox de obsessões.
Detox de pessimistas.
Detox de medo de mudar.
Detox de dias desperdiçados.
Detox de sentimentos pobres.
Detox de superficialidade.
Detox de vícios.
Detox de viver por viver.

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?”

Para refletir: Solidão

 Texto de Maria Rocha, psicóloga clínica, autora do blog Papo Gula:

“A solidão é muito mais do que um sentimento de precisar estar com alguém, ou ter uma companhia ou querer alguém para fazer certos programas.

A solidão é um sentimento que te isola completamente do mundo, você pode estar em uma festa ou rodeado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho, completamente perdido, sem base, sem você.

O estar sozinho em um espaço físico te desespera mais ainda por não saber estar em sua própria companhia, não suportar o seus próprios pensamentos e ideias. É ambíguo, pois te desespera estar em volta de várias pessoas que nunca vão preencher aquele vazio que você está sentindo, mas também te desespera pensar em ficar sozinho na sua própria companhia.

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Vivemos em uma sociedade que oprime muito dos nossos pensamentos, das nossas emoções e que não nos permite estar triste. Temos que seguir um padrão que, às vezes, não nos agrada, só agrada às pessoas ao nosso redor. Essa sensação de ter que viver de acordo com a sociedade nos isola mais ainda do que nós somos de fato, nos deixando cada vez mais sozinhos. Na minha opinião o maior antidoto para a solidão é aprender a ficar sozinho, assim você vai poder estar em qualquer que seja a companhia.

Amar a si mesmo, buscar o autoconhecimento, reconhecer suas conquistas e vitorias, seus erros, aprender com eles, se auto analisar vão fazer de você a sua melhor companhia.

Não tenha medo de ser feliz, de dizer que ama, de falar o que pensa, de rir de si mesmo, de falar besteira ou o que não deve, de cometer erros, de comer demais, de fazer o que gosta, pagar mico, falar bobagens, cantar no chuveiro, de dançar como se ninguém tivesse te olhando, de ser sincero, diferente, rir alto, de se achar bonito estando fora do padrão de beleza, de ser brega, bagunçar o cabelo, chorar, borrar a maquiagem e de ir à praia com umas gordurinhas a mais. Não se sinta mal por não estar acompanhado, não se sentir desejado, amado… Tenha medo de não ser feliz, de não demonstrar o que sente e de viver prisioneiro de uma sociedade que dita valores.

A hora de ser feliz é agora, a felicidade não bate na sua porta, quem a cria é você. A felicidade e a vida acontecem sempre no presente.”

Que todos tenhamos uma excelente semana a todos!