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Um grande texto para uma grande mulher

Um grande texto para uma grande mulher

“Sabe aquele sapatinho de cristal? Troque-o pelo martelo do Thor, mulher. Você tem toda essa força e não sabe!

Se você acredita que pode fazer, então você pode mesmo. Acreditar em si mesma é primordial para conquistar grandes frutos no seu futuro, mas principalmente no agora. Quando você acredita em você, você se permite ser o que quiser, viver o seu agora. Se você não quer ser princesa, não seja.

Por favor, encare as bruxas e madrastas malvadas, que hoje estão presentes em diferentes papeis na sua vida, e deixe claro que você pode ir a qualquer baile e chegar a hora que quiser. A mulher carrega em si uma carga de responsabilidades muito grande. É imposta a ela uma missão: crescer, namorar, casar e ter filhos.

Muitas acreditam que a mulher hoje deve trabalhar fora, que a mulher deve ganhar igual ao homem, que a mulher deve comandar uma grande empresa. Mas, hoje, quero lhe falar muito mais que isso. A mulher pode escolher. Escolher ser o que ela quiser, escolher estar onde ela quiser.

Se a sua vontade é trabalhar em casa, você pode. Vontade de cuidar da casa e dos filhos e não ter outro trabalho, você pode. Muito se impõe hoje que a mulher deve buscar seu lugar de poder no mundo, mas o verdadeiro poder é se permitir escolher sua vida.

Os padrões são impostos de diferentes formas e épocas.Vemos histórias de grandes mulheres que mudaram o mundo. Nos séculos XIX e XX, o número de mulheres de destaque é bem grande e abarca vários setores, desde o cultural até o político. Nomes como Anita Garibaldi, Maria Quitéria e Princesa Isabel, no Brasil, têm lugar proeminente. Já na história da Inglaterra, por exemplo, nomes como Rainha Vitória e Margareth Thatcher também estão entre os principais.

Muitos outros também poderiam ser mencionados, mas esses exemplos já depõem sobre a grande influência que as mulheres exercem em nossa história. Mas se você é mulher e está em casa, neste momento, cuidando dos filhos, da casa, não se sinta menor do que essas que foram citadas. Você também muda o mundo, fazendo o que faz, inspirando do mesmo jeito que as outras inspiram multidões.

É preciso, sim, lutar para conquistar todos os direitos que já conquistaram até hoje. Muitas coisas ainda mudarão. O que se torna inaceitável é ver umas contra as outras por suas escolhas. Não é regra que a mulher hoje deve escolher ser política, não existe padrão de que você precise estar em uma grande empresa.

As mulheres hoje precisam deixar os julgamentos de lado e uma apoiar à outra, independentemente de sua escolha ser de carreira promissora no trabalho ou cuidar de seu lar. A busca pelo padrão de beleza, por exemplo, coloca mulheres que não gostam de usar maquiagem em um lugar na pirâmide abaixo das mulheres que usam maquiagem. Se você não cuida do corpo, a que cuida é melhor que você. Quando, na verdade, só importa o que há por dentro.

A essência da mulher deve prevalecer muito mais do que o que há por fora ou da tarefa que escolhe efetuar durante sua vida. Isso não deve importar. Ser mulher é muito mais do que qualquer padrão imposto hoje, seja de beleza ou de status social. Cresceu uma briga entre todas sobre como ser feminista ou não ser, adotar o nome do marido no casamento ou não mudar.

As mulheres deixaram de se apoiar por motivos tão banais, que no lugar onde se era para transcender, retrocede-se a tempos medievais.

Volte a acreditar que sua maior conquista como mulher é o poder de escolher. Você estudou, ou mesmo viu na televisão religiões, costumes e culturas em que as mulheres ainda não podem escolher o seu marido. Devem casar com a escolha dos pais. Já viu mulheres que escolheram não ter filhos e foram julgadas, já acompanhei centenas delas que quiseram expor sua opinião e foram julgadas por homens e, pior ainda, por outras mulheres.

Você pode querer aquele vestido rodado dos sonhos de princesa e, no outro dia, receber um martelo para sua tarefa mais árdua. Quando todas as mulheres se unirem pelo único propósito de serem quem elas quiserem, muitas lutam estarão ganhas. Direitos e espaços serão conquistados.

Quando entenderem que juntas farão a diferença, em suas profissões ou como as princesas que desejam ser, o mundo se abrirá para as grandes mulheres.”

Texto de Valéria Spinelli

Dia do Índio

Sextou!

A letra mais motivadora dos últimos tempos.

Para acompanhar a tradução, clique AQUI.

 

Acredite!

Bem-vindo, junho!

Acredite, você pode tudo

e quando mudar, entenda.
Se ficar difícil, enfrente,
e quando ficar fácil, agradeça.
Se a tristeza rondar, alegre-se,
e quando ficar alegre, contagie.
E quando recomeçar, acredite.
Você pode tudo. 😉😊

Boa noite!

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Via Be Brave

Seja gentil. Só isso

Conteúdo original Bons Fluídos

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Como o poeta certa vez lembrou, há pedras no caminho. Grandes ou medianas, elas atravessam os planos, e a linha reta que tentamos traçar vira um borrão. Nos aborrecemos, esbravejamos. Em segundos a raiva estrangula a garganta e incendeia a face. E, para piorar, a autocondenação pode passar dias hospedada na mente, tornando tudo mais difícil do que já é. Mas não precisa ser assim. Podemos arredondar algumas pontas da vida. Podemos encontrar maneiras mais gentis de lidar com a gente mesmo e com as adversidades.

O monge budista Thich Nhat Hanh, nascido no Vietnã, ensina que “temos que acolher o sofrimento como uma mãe que embala seu bebê com todo amor. Dessa forma o apreço e a compaixão por si mesmo irão brotar naturalmente”. O que nos tira do prumo e provoca aflição pode ser algo realmente sério, como também situações imprevistas, longe de serem trágicas, mas que nos assustam ou complicam o dia. Uma ligação do laboratório solicitando a refação do exame – “Será que tenho uma doença grave?”, a mente dispara –, o computador que resolve apagar o relatório que não foi salvo, o pé enfiado por descuido no cimento de uma obra na calçada.
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Todos esses são testes para os nervos. Desestabilizadores e potenciais geradores de fúria. Mas há veios mais saudáveis por onde despressurizar. Para que consigamos ser benevolentes com nossas limitações e capazes de contornar o destempero nos momentos de tensão, precisamos pegar mais leve e relativizar as coisas. “No dia a dia as pessoas exigem muito de si mesmas e até se maltratam. A gentileza para consigo mesmo é reflexo da atitude oposta, do autocuidado, do autoamor, que prevalece quando conseguimos nos ver com bons olhos”, diz a psicóloga Carla Bologna Wanderley, de São Paulo.
Os perfeccionistas, informa a especialista, tendem a sofrer mais com os dissabores. Para eles é difícil conviver com a realidade irregular e imperfeita. Mas há também perfis estourados, que explodem ferindo a si mesmos e as pessoas ao redor. No ápice da tormenta, o melhor a fazer é se afastar da situação e mergulhar no silêncio interior. Um passo atrás e o cenário ganha nitidez, sabe como é?. Desse ponto fica mais fácil se valer da flexibilidade de resposta para mudar de perspectiva e até de opinião. Sair do piloto automático, do habitual, e rapidamente reagir de maneira mais habilidosa. Isso é ser mais gentil consigo mesmo e com aquilo que nos acontece.
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O método mindfulness, que significa atenção plena, auxilia nesse aprendizado. “Mindfulness é a consciência que emerge quando prestamos atenção ao momento presente com abertura e intenção de fazer escolhas ponderadas”, define a paulista Moira Malzoni, instrutora da modalidade, formada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Com o treino, a atitude de estar presente no aqui e agora e de fazer escolhas conscientes perpassa todas as atividades diárias e vira ferramenta útil até no ápice do nervosismo – para o bem de todos. “A prática implica acolher nossas necessidades e se dar carinho, o que acaba se estendendo ao entendimento dos outros.”
Aceitação O primeiro passo para modificar a resposta a qualquer situação que nos leva a atitudes extremas como as protagonizadas pelo executivo é aceitar que eventos desagradáveis acontecem. Todo mundo comete erros, às vezes, por desatenção – como a de enfiar o pé no cimento a caminho do trabalho. É normal esbravejar, xingar a si mesmo e até fazer escândalo. Contudo podemos superar esse padrão e reconhecer que, sim, aconteceu, mas estamos lidando com a adversidade da melhor maneira possível. “Nossa tendência frente às contrariedades é não aceitá-las, e isso dificulta as coisas”, ressalta Moira.
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O mindfulness nos ensina a prestar atenção às experiências do presente com curiosidade, sem interpretar ou julgar os fatos com base em experiências passadas. Você pode até continuar se irritando no trânsito, por exemplo, mas vai, aos poucos, melhorar sua resposta a esse estímulo, já que terá estoque de calma e centramento.
Lucidez Se podemos modificar nossas reações e substituí-las por outras menos automáticas, podemos mudar o rumo da realidade. Essa percepção nos leva a usar aquela inteligência superior que assume o leme e compreende que quando coisas ruins acontecem temos a chance de revisar algumas atitudes e adotar estratégias mais positivas. Em vez de praguejar, podemos começar aquele processo de compreensão que tanto queremos e que significa reagir sem violência.
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A consciência adquirida é o que nos leva a ponderar sobre os fatos e nos conhecermos melhor: “Como é esse erro que acabei de cometer?”; “Como eu estava quando reagi dessa forma?”; “O que pensei naquele instante?”; “Como meu corpo foi afetado por isso?”. “Não se trata de um procedimento analítico, e sim de uma conexão consigo mesmo num espaço interno de silêncio”, destaca Moira.
Esse autoexame refinado foi o que levou o executivo Marcelo Maia a um novo enfrentamento do cotidiano. “Esse entendimento nos ajuda a ficar mais receptivos com aquilo que a vida traz, da forma como ela traz. Passei a perceber os sinais que estavam me levando a outra crise, como me sentir impaciente e desanimado com a parceria profissional. Então parei, interrompi o fluxo da raiva, conversei com as pessoas envolvidas e resolvi as coisas de um jeito racional”, conta ele.
Gentileza. Abrir-se para o aprendizado embutido numa provação ou num imprevisto desagradável é a maneira mais perspicaz de deixar que os problemas sejam gentis com a gente. Quanto mais resistimos, mais nos maltratamos. Por outro lado, quanto mais flexíveis conseguimos ser, menos nos desgastamos.
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“Se formos capazes de passar pelas fases da aceitação e da tomada de consciência (lucidez), certamente iremos agir com mais abertura perante a vida”, assegura Moira. “É perda de tempo se martirizar com os problemas e deixar de aprender com eles”, opina Maia. Segundo o executivo, outra grande conquista desse treino rotineiro é ser capaz de dar aos problemas sua proporção real, o que funciona como uma blindagem contra a autodepreciação.
O ganho amplificado de mergulhar diariamente no próprio silêncio é que, quando somos menos reativos, menos agressivos, as pessoas à nossa volta também passam a agir da mesma maneira. “É como se desarmássemos os outros”, compara ele. Ser gentil consigo mesmo e com a vida vai gerando uma vibração suave que, aos poucos, toma conta do círculo de relacionamentos e mais além. É quase imperceptível como tudo acontece, mas é amorosamente eficaz. E aí reside o começo da esperança.
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Para interromper uma atitude intempestiva

O método mindfulness oferece um exercício providencial, que pode ser feito em qualquer lugar, para melhor observar nossas reações e trazer mais calma. Ele se chama Pare (originário do inglês stop). Veja abaixo como praticá-lo:

PARE agora o que você está fazendo

AR Deixe o ar entrar, respire por alguns instantes. Se precisar, respire profundamente três vezes e permita-se estar calmo
REPARE Observe suas sensações corporais, suas emoções e tudo o que está acontecendo para tomar a melhor decisão

EXECUTE Só depois de ter cumprido os três passos anteriores, escolha, conscientemente, qual ação vai tomar

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Na trilha do autoperdão

Muitas vezes, lembra a psicóloga Carla Bologna Wanderley, não conseguimos ser gentis com nós mesmos porque deixamos que vozes destrutivas que nos marcaram no passado continuem reverberando internamente, como: “Você é um desastre, só faz coisa errada”. “Se acreditarmos que isso é verdadeiro, não vamos ser capazes de sentir autocompaixão”, ela alerta. Para neutralizar esse condicionamento e voltar a se amar, propomos, a seguir, um exercício elaborado pela instrutora de mindfulness Moira Malzoni. “Ele ajuda a cultivar emoções positivas acerca de nós mesmos.”
1: Sente-se confortavelmente numa cadeira, com a coluna reta, as pernas descruzadas e os pés bem apoiados no chão
2: Feche os olhos e observe a respiração por três a cinco minutos. Só então mentalize as seguintes frases, observando como se sente ao repeti-las internamente em silêncio: “Eu posso me aceitar como eu sou” “Eu posso entrar em contato com o que eu estou sentindo” “Eu posso ser gentil comigo mesmo” “Eu posso me amar como eu sou”
3: Repasse as frases lentamente por cinco a dez minutos. Fique à vontade para incluir dizeres de sua autoria desde que estejam embebidos de amor