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Café da Manhã para alérgicos

Conteúdo original Mais Equilíbrio

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O café da manhã tipicamente brasileiro costuma ser o tormento de muitos alérgicos: café preto ou achocolatado, leite, pão francês, manteiga, queijo minas e em alguns casos ovos mexidos. Embora seja o mais tradicional, não é o mais adequado nessa situação. Então, o que comer?

Todos já ouvimos pelo menos alguma vez na vida que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Igualmente ouvimos que muita gente acaba pulando essa refeição por falta de tempo, para poder dormir mais um pouquinho ou não sente vontade de comer pela manhã.

E se somado à alergia alimentar, essa refeição acaba ficando de lado mesmo. Mas para incentivar os alérgicos a investir nesse super parceiro, tornando-o um aliado para sua vida saudável, segue a receita do que é chamado de “café da manhã PEGH”.

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P = proteínas

O ovo é uma maravilhosa fonte de proteínas, mas para quem tem alergia, o grande lance é investir no grão de bico. Você pode, inclusive, usar junto com tahine nas receitas, assim você já tem uma excelente fonte de cálcio, para substituir o queijo e o leite.

Pasta de Grão de Bico

  • 2 xícaras (chá) de grão de bico cozida
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 dente de alho
  • ½ cebola pequena
  • 1 colher (chá) de suco de limão
  • 2 colheres (sopa) de tahine (opcional)

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Bata tudo no processador. Se você gosta da sensação de mastigar, bata só o suficiente para unir os ingredientes ou até virar uma pasta. Pode congelar por 3 meses. Dica: divida em saquinhos de geladinho para consumo diário. Deixe na geladeira na noite anterior para descongelar.

E = energia

O pão francês é um vício nacional. Mas a tapioca já está tomando esse posto. Para quem gosta de recheios doces, pode bater frutas tipo: morango, manga, pêssego ou as frutas vermelhas no liquidificador com chia. Rende uma deliciosa e natural geleia.

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Geleia de frutas

  • 4 xícaras (chá) de morango ou outra fruta
  • 4 tâmaras
  • ½ xícara (chá) de chia

Adicione os morangos e as tâmaras no processador e misture durante 1 a 2 minutos. Transfira para uma tigela e misture as sementes de chia. Leve à geladeira por duas horas para engrossar. Dura 5 dias na geladeira.

Outro substituto ao pão são os tubérculos: mandioca, cará, inhame e batata-doce. Eles podem ser congelados já cozidos, facilitando muito na correria da manhã, e ficam ótimos com a pasta de grão de bico.

G= gorduras

Para a cota diária de gordura pode-se adicionar ao cardápio o creme de castanha de caju, que pode ser usado doce ou salgado.

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Creme de castanha de caju

  • 1 xícara (chá) de castanha de caju crua
  • Até ½ xícara (chá) de água
  • Suco de 1 limão

Para versão doce, acrescente 2 colheres (sopa) de mel, melado ou xarope de bordo e para versão salgada, 2 colheres (sopa) de azeite e ½ colher (chá) de sal.

Coloque água quente nas castanhas e deixe de molho por 10 minutos. Bata tudo no processador. Vá colocando a água aos poucos até chegar na consistência de creme. Dura 10 dias na geladeira. Pode ser congelado por 3 meses, e enquanto você se arruma para sair, ou tira uma soneca de mais 5 minutos, ele pode ficar no forno aquecendo.

H= hidratação

O café preto não é um problema para os alérgicos, mas o açúcar pode ser. Muitos conseguem tomar café sem açúcar batendo com óleo de coco e manteiga ghee, mas em alguns casos, há necessidade de liberação do médico ou nutricionista para consumir a ghee.

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Parece estranho mas é delicioso. Outras opções são chás de erva doce, camomila, capim cidreira puros ou em combinação com leite de amêndoas quente e canela. Para que tem dificuldade para comer pela manhã, as bebidas geladas e compostas com frutas, legumes e sementes são ótimas opções, ou ainda creme de frutas com granola para quem precisa mastigar para se sentir saciado.

Suco hidratante de melancia com gengibre e manjericão

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  • 3 xícaras (chá) de melancia
  • ¼ xícara (chá) de manjericão
  • ½ colher (chá) de gengibre ralado

Bata tudo no liquidificador. Não é preciso acrescentar água. Pode ser congelado, mas sem os temperos. Para descongelar, deixe no liquidificador um pouco, e depois basta dar uma leve batida com os temperos para homogeneizar. Outra opção é congelar as frutas já descascadas e cortadas, e só bater pela manhã.

Adapte a sua dieta ao horário de treino

Conteúdo original Minha Vida

Quem começa só quer saber de resultados e, quanto mais rápidos eles vierem, melhor. O problema é que, nessa pressa toda, muita gente se esquece de um ponto fundamental nessa história: a importância da dieta para eliminar gordura e tonificar os músculos. O corpo pede nutrientes específicos e em quantidades certas – tanto antes quanto depois do treino.

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“Treinar com o estômago cheio demais ou com falta de carboidratos e proteínas, por exemplo, pode prejudicar o seu desempenho e a própria recuperação do organismo, atrapalhando os resultados desejados”, afirma a nutricionista funcional Camila Borduqui, do Centro de Estética da Clínica Alan Landecker. Para ajustar o cardápio, há alguns cuidados que variam de acordo com o período do dia escolhido para a atividade física.

Treino de manhã, logo ao acordar

Deixe o café da manhã reforçado para depois do treino. Antes do exercício, prefira alimentos ricos em amido: pães, barra de cereal, bolo, biscoito simples e frutas pobres em fibras, como pêssego e melão. “Eles são fontes de carboidratos simples, que tem absorção rápida e energia imediata para o treino, poupando a reserva de proteína que alimenta os músculos”, afirma a nutricionista Graça Albuquerque, especialista em nutrição esportiva.

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Evite o consumo de opções ricas em açúcar, como mel e doces, ou alimentos com alto índice glicêmico, como melancia e açúcar refinado. “Esses alimentos podem gerar um aumento rápido da glicose no sangue, o que provoca descarga imediata de insulina no sangue e, como consequência, uma possível hipoglicemia ou sensação de fraqueza durante o treino”, diz a nutricionista Camila Borduqui.

Exercício no meio da manhã

Três horas antes de treinar, tome um café da manhã completo, com alimentos fontes de fibras – cereais, pão integral, entre outros. Quando faltar meia hora para a atividade física, faça outra refeição mais leve, mas sem opções integrais dessa vez. “O alimento integral é digerido lentamente, ou seja, não promove um esvaziamento gástrico rápido, o que pode causar desconforto no meio do exercício”, afirma Graça Albuquerque. Além disso, Camila Borduqui conta que as fibras reduzem a absorção de glicose do alimento, diminuindo o fornecimento de energia para o músculo.

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Prática na hora do almoço

Prefira os alimentos de baixo índice glicêmico para manter os níveis de glicose no sangue durante o treino. Biscoitos de água e sal, ameixa, pera, kiwi, pêssego, maçã, banana, oleaginosas e passas são algumas opções recomendadas pelas especialistas. “É melhor deixar o almoço para depois do treino, já que é uma refeição que apresenta uma grande variedade de alimentos e pode sobrecarregar o estômago durante a atividade física”, afirma Camila Borduqui. Depois de almoçar, é preciso esperar de uma a duas horas para fazer exercícios, dependendo do tipo de comida que foi consumida – quanto mais gordura ou difícil de digerir, maior o tempo de repouso.

Treino no final da tarde

 

Antes de se exercitar, consuma carboidratos simples: torradas ou pão branco com geléia, castanhas, suco de frutas natural, ameixa seca, entre outras opções. O consumo de leite e derivados deve ser evitado. “Esses alimentos costumam ser de difícil digestão e podem provocar desconfortos gástricos durante o exercício”, afirma Camila. Também não é recomendável ingerir alimentos fontes de fibras, já que elas possuem um índice glicêmico menor, ou seja, demoram a fornecer energia necessária para o treino.

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Exercício à noite

Nada de jantar antes da atividade física. A lógica é a mesma de quem treina na hora do almoço: uma refeição pesada pode sobrecarregar demais o organismo e prejudicar o desempenho. “Em casos de treinamento mais leve, o ideal é consumir uma fruta como maçã, pera, pêssego, maçã ou laranja ou alimentos fonte de energia (principalmente carboidratos), para preservar as reservas de energia e aproveitar o aumento do fluxo sanguíneo no tecido muscular”, afirma Camila Borduqui. Se seu o treino costuma durar mais de uma hora, é melhor aprimorar ainda mais o estoque de energia: faça um sanduíche de pão com queijo branco e peito de peru.

Cuidados durante o treino

Além de muita hidratação, as nutricionistas aconselham repor carboidratos se o treino passar de uma hora. A proporção é de 30 a 60 gramas por hora – um profissional poderá indicar a quantidade ideal ao seu organismo. “Isso é necessário para evitar a fadiga e o cansaço, já que as reservas nos músculos (glicogênio) e a glicose do sangue começam a ficar muito escassas”, justifica Camila Borduqui. Barra de cereais, isotônicos (suplementos à base de maltodextrina), carboidrato em gel dissolvido em água, banana e água de coco são opções práticas que podem ser consumidas durante a atividade física.

Depois do treino, não esqueça!

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Independentemente do período do dia escolhido, é preciso reforçar a alimentação após os exercícios. “Os melhores alimentos são os ricos em carboidratos complexos e proteínas, como peixe, carne, frango, ovos, queijo, pão integral e batata doce”, recomenda Graça. Antioxidantes também são importantes, pois bloqueiam a ação dos radicais livres formados durante o exercício. Exemplos: azeite, castanhas, frutas, verduras e legumes.

A ingestão de alimentos deve ser feita logo após o término do treino: entre 30 minutos e duas horas depois. “É importante respeitar essa urgência para garantir uma boa recuperação do organismo, evitando o catabolismo, ou seja, o uso de proteínas do músculo para gerar energia”, explica Camila.

Como tornar as preparações calóricas mais saudáveis

Conteúdo original Minha Vida

Você adora uma fritura? Não resiste a um doce? E a uma massa? Calma! É possível ingerir essas delícias de uma maneira mais saudável. Claro que algumas delas ainda vão continuar não sendo benéficas para a saúde, como as frituras, mas os malefícios podem ser muito reduzidos. Veja como:

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Frituras

O primeiro passo para fazer as frituras mais saudáveis é a escolha do óleo para fritar. “As melhores gorduras para esse fim são o óleo de coco extra virgem, o Ghee e o óleo de semente de uva. Dos óleos mais comumente encontrados, o óleo de soja e canola também são indicados. Eles toleram temperaturas elevadas por apresentarem um alto ponto de fumaça, demandando mais tempo para a gordura se tornar tóxica”, explica a nutricionista e culinarista funcional Anna Forcelini.

Também é importante prestar atenção à temperatura do óleo. “A 180 graus, esse óleo consegue cumprir a missão de fritar sem encharcar o alimento. O óleo não deve passar de 2010 grais, pois começa a entrar em saturação”, alerta a nutricionista e chef Carina Boniatti, da Colherada Gourmet.

A melhor maneira de saber se a temperatura do óleo está bom para a fritura é com um termômetro. Contudo, um método caseiro também pode ajudar. Jogue um pedacinho de pão no óleo, se ele afundar e demorar para voltar significa que ainda está frio. A temperatura está em torno de 180 graus quando jogamos o pedacinho de pão e ele instantaneamente começa a fritar.

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Quando a temperatura fica muito elevada, o óleo passa a soltar fumaça. Caso isso ocorre, este óleo deve ser descartado, pois ele possui substâncias que elevam os riscos de câncer. Utilize uma frigideira anti-aderente e pouco óleo. “Nada de fritura em imersão. Se precisar cozinhar o alimento por dentro, frite até dourar e leve ao forno para finalizar o cozimento. Dessa forma diminui a exposição do alimento ao óleo aquecido”, orienta Anna Forcelini. Se houver sobra de óleo, não reutilize.

Também é possível empanar de uma maneira mais saudável. Substitua o ovo por 3 colheres de linhaça ou chia triturada e deixadas de molho em 6 colheres de água por 10 minutos. Essa mistura formará um gel que terá a mesma função do ovo. Em seguida passe em farinhas de maior teor de fibra: farinha de arroz integral para sem glúten ou farinha de aveia. Sementes de gergelim misturadas na farinha agregam mais qualidade e textura na preparação.

Também é possível fazer alimentos assados similares a frituras. Um deles é a batata. Ao fazê-la no forno, coloque duas colheres de sopa de óleo, sal e algumas ervas. Essa quantidade é para duas a três batatas e leve ao forno com temperatura de 200 graus por 20 a 30 minutos. Também é possível empanar com a milharina ou o farelo de aveia ou flocos de amaranto para proporcionar maior crocância.

Carne vermelha

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A carne vermelha não deve fazer pare da alimentação diária, seu consumo deve ser restrito a duas vezes por semana, intercalando com fontes vegetais de proteína, peixe, frango e ovos. “E sempre respeitando a porção que devemos consumir na refeição: 1 porção é igual a palma da mão. Os cortes com menos gordura são o patinho, o músculo e a maminha. Nos demais cortes é importante remover toda gordura aparente”, afirma Anna Forcelini.

A melhor maneira de consumir as carnes vermelhas é cozido em molho. “Isto porque sempre que tem o tostado há produção de algumas substâncias tóxicas para o corpo. Quando é feita com um molho, a carne termina o cozimento dentro de um líquido e não vai produzir substâncias tão agressivas para o organismo”, orienta Carina Boniatti. Opte pelo molho de tomate, que tem poucas calorias e é rico em licopeno, substância com forte ação antioxidante que contribui para a prevenção do câncer de próstata.

Também é importante consumir a carne acompanhado de legumes e verduras. “Os crucíferos (brócolis, couve flor, couve manteiga, repolho) são ótimos aliados em pratos carnívoros pois contêm sulforafanos, compostos bioativos com ação anticancerígena”, destaca Anna Forcelini.

Massas

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Você adora uma macarronada? Não resiste a uma lasanha? Nestes casos, é importante optar pelas massas deitas com farinhas integrais. “Elas são mais saudáveis por serem ricas em fibras e contaram com vitaminas e minerais que são perdidos durante o processo de refinamento. Outro substituto é o macarrão asiáticos a base de arroz por serem mais leves e de mais fácil digestão”, diz Anna Forcelini. A escolha dos molhos também é essencial para que o prato fique mais magro e saudável. Neste caso, o molho de tomate também é uma ótima alternativa.

Pão

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Os pães mais saudáveis são os menos industrializados, feitos de farinha integral e/ou centeio. “Melhor ainda quando adicionados de outros alimentos funcionais como chia, quinoa e aveia”, destaca Anna Forcelini. Sempre leia o rótulo, escolha aquele que traz farinha integral como o primeiro item da lista de ingredientes. Outra forma é encontrar uma padaria que faça o pão integral de forma mais natural, sem aditivos e conservantes.

Doces

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O principal problema dos doces é a grande quantidade de açúcar adicionada. “Primeiro, temos que reduzir a quantidade de açúcar, pois o paladar do brasileiro é muito doce. É interessante substituir o açúcar comum pelo de cocô”, afirma Carina Boniatti.

Outra alternativa saudável é o açúcar mascavo, que possui um pouco mais de nutrientes do que o açúcar comum. O adoçante de xilitol também é uma boa alternativa para o consumo.

Salgadinhos

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Alguns petiscos salgados saudáveis são as castanhas, a pipoca, palitos de cenoura acompanhados de pasta de grão de bico e palitos assados de batata doce. “As castanhas devem ser consumidas moderadamente devido ao teor calórico, mas por outro lado fornecem gordura de boa qualidade, zinco, selênio, aminoácidos e saciam a fome. A pipoca pode ser adicionada de especiarias para alterar o sabor e sair da monotonia”, orienta Anna Forcelini.

Existem alguns salgadinhos de pacote saudáveis. A melhor maneira de observar se o produto é bom para a saúde ou não é lendo os rótulos. “Verifique a proporção de cada ingrediente, se a farinha branca vem listada em primeiro, seguida da gordura e do açúcar já sabe que não é uma boa opção”, constata Anna Forcelini.

Refrigerantes

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Nenhum refrigerante é saudável. “O refrigerante é uma bebida rica em químicos, cada vez que a tomamos ingerimos uma bebida que vai atrapalhar nosso organismo e dificultar a perda de peso, mesmo sendo light”, diz Carina Boniatti.

Uma bebida saudável que pode ajudar a matar a vontade de refrigerante é a água com gás com limão espremido. “Esta fruta é rica em nutrientes que vão favorecer o seu metabolismo”, destaca Carina Boniatti.

Receita: Maionese Caseira com Ovos Cozidos

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Sempre falo nisso por aqui, mas não tem como não amar as adaptações saudáveis das receitas clássicas. É uma forma maravilhosa de a gente conseguir manter a forma comendo de tudo, sem passar vontade, apenas alterando nossa forma de enxergar a alimentação. E é daí que vem o termo reeducação alimentar, que ao contrário do que muita gente pensa, não serve somente para auxiliar a atingir uma meta a curto prazo – como eliminar uns quilinhos, mas ser aplicada por toda a vida toda.
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Uma dessas reinvenções é a receita de maionese com ovo cozido, muito mais leve e saudável do que a versão tradicional com ovos crus. Além de mais segura, tanto para saúde, já que ovos crus podem acarretar em salmonelose, doença causada pelas bactérias do gênero Salmonella, que infectam cerca de 1% dos ovos de galinha, quanto para o sucesso da receita, que não tende a desandar.

Maionese Caseira com Ovos Cozidos

Receita original By Paulinha
  • 2 ovos cozidos e gelados
  • Leite gelado até cobrir os ovos
  • Óleo até alcançar a quantidade de maionese que você deseja
Corte os ovos grosseiramente, coloque no liquidificador e cubra com leite – somente o necessário para cobrir – e bata até desmanchar os ovos. Adicione o óleo aos poucos, continue batendo até engrossar e alcançar a quantidade desejada. Você também pode fazer com um ovo, com três, ou mais, seguindo o mesmo preparo que dará certo.
Caso você faça controle de colesterol, pode reduzir a quantidade de gemas usadas e aumentar a de claras. Por exemplo, ao usar uma receita com 3 ovos, utilize 1 ovo inteiro e 2 duas claras, ou 1 ovo inteiro e 1 clara ao invés de 2 ovos. Pode também optar por versões mais saudáveis de óleos, como o de coco ou manteiga ghee.

 

Receita: Picadinho light

Conteúdo original Lucilia Diniz

Aí está um típico representante do que se chama de “confort food”. Com palavras mais simples, ao gosto de seus ingredientes, o picadinho está mais para prato de mãe – ou da vó. Se bem que há quem dele se recorde como prato boêmio, para ser degustado no fim de noite, em um bistrô de perfil mais popular.

O certo é que, invariavelmente, fica difícil conter a gula diante deste clássico da culinária brasileira. Com moderação, não é com ele que precisamos nos preocupar, quando o assunto é controlar as medidas.

Se for preparado com cortes magros de carne, picada na ponta da faca, não é aqui que mora o perigo. O problema está com suas escoltas mais tradicionais, o arroz branco, a farofa, o ovo frito e a banana à milanesa. É neste quesito que torna-se propícia a prática das trocas vantajosas.

No preparo da carne, sai o molho roti, feito à base de gordura dos ossos, e entra o caldo de carne. Entre os acompanhamentos, sai a banana à milanesa e entram chips da fruta, desidratados no forno.

E o ovo frito dá lugar à versão mais formosa do ovo pochê – clique aqui para conferir. A receita a seguir fica pronta em 30 minutos e rende três porções, com 100,7 Kcal cada.

Picadinho light da Lucilia

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  • 150 g de carne magra em cubos pequenos
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 tomate sem pele e sem sementes picado
  • 1 ramo pequeno de tomilho fresco
  • 80 ml de caldo de carne
  • 1 fio de azeite
  • Sal e pimenta a gosto

Em uma panela, coloque o fio de azeite. Doure o alho e a cebola por três minutos. Junte a carne e mexa. Adicione o tomate picado e o tomilho. Tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe a carne dourar por mais três minutos, mexendo de vez em quando. Junte o caldo de carne. Tampe a panela e deixe ferver em fogo baixo até o caldo encorpar. Sirva com chips de banana e ovo pochê.

Chips de banana

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  • 1 banana não muito madura cortada em rodelinhas bem finas

Disponha as rodelas em uma forma de silicone. Leve ao micro-ondas por três minutos. Retire, vire as rodelas e retorne por mais três minutos. Se não tiver muito dourada, coloque por mais um minuto. Retire e coloque em uma assadeira. Leve ao forno a gás por 20 minutos em fogo baixo. Sirva em seguida.

Confira no vídeo a seguir o passo a passo desta receita:

Brigadeiro de colher light sem leite condensado

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Vamos combinar? Não importa o dia, a hora ou o momento. Brigadeiro é aquele tipo de doce que vai bem e é maravilhoso em qualquer momento da vida. Deixa tudo mais bonito, mais gostoso, melhora o humor. Enfim… é amor para além da eternidade. E com essa receita dá pra amar esse docinho sem culpa, é light, pouco açúcar, pouca gordura e não leva leite condensado.

Esse brigadeiro é a prova de que fazer (ou viver) de dieta não é, de jeito nenhum, sinônimo de sofrimento. E, apesar de toda a crítica por conta da pressão e das cobranças impostas por uma ditadura estética, o lado positivo é que quanto mais gente adere ao estilo de vida saudável e às restrições alimentares das dietas específicas, mais receitas alternativas de coisas gostosas surgem para quem já não podia mesmo consumir os produtos tradicionais.

Assim, quem não pode ingerir açúcares, gorduras, leites e derivados também ganha com possibilidades e acesso livre às gostosuras do mundo. E isso é bom, demais! Não deixar de comer aquilo que gosta, porém transitando por caminhos menos nocivos à saúde. Afinal, não importa qual a motivação ou o objetivo, ter saúde é imprescindível para todo mundo.

Vamos aprender? Essa receita foi compartilhada pela gata fitness Marina Strazzer nas redes sociais, mas é original da Marjorie Benitez, que tem um Instagram recheado de receitas incríveis. Estamos repassando-a totalmente original, sem alterar nenhum ingrediente. No entanto, se você tem ou não restrições, pode tentar alterações. Só testando mesmo para ver o que vai dar. Agora anote os ingredientes:

Brigadeiro de Colher sem Leite Condensado

Rende aproximadamente a mesma quantidade de uma lata de leite condensado

  • 1 e ½ xícara de leite integral (pode ser normal ou lacfree ou leite de coco ou leite de amêndoas – aqui no Equilibre-se, fizemos com desnatado comum)
  • 2 colheres de sopa cheias de cacau
  • 2 colheres de sopa cheias de açúcar de coco (ou mascavo, demerara, adoçante culinário de forno e fogão ou então troque o açúcar por 4 colheres de sopa cheias de achocolatado sem açúcar)
  • 1 colher de sopa de manteiga (ou ghee ou ½ colher de sopa de óleo de coco)
  • 1 colher de sopa de biomassa de banana verde (Opcional – fizemos sem)
  • 2 colheres de sopa de leite em pó (animal ou vegetal, ou proteína de chocolate. Opcional)

Modo de preparo: Junte todos os ingredientes, com exceção do leite em pó ou proteína (se você optar por usar) em uma panela e leve ao fogo médio, mexendo de tempo em tempo até que desgrude da panela. Só tome cuidado para não derramar, pois no início é bem líquido. Pode ficar a impressão de que vai queimar, mas não vai.

Quando começar a desgrudar da panela, retire do fogo e junte o leite ou a proteína em pó e mexa até que fique homogêneo. Pode ser comido morninho ou gelado, deixe uns 20 minutos na geladeira.

O tempo de preparo demora de 15 a 40 minutos, dependendo do fogão – fizemos alternando em fogo médio-alto e alto para acelerar o processo e demorou, mais ou menos, 12 minutos. Quase o mesmo tempo que leva para dar ponto ao brigadeiro convencional.

Festinha equilibrada e sem culpa + receitas

Quando você imagina uma festa o que lhe vem a cabeça? Salgadinhos, docinhos, bolo, churrasco, refrigerante, cerveja, drinks… enfim, comidas e bebidas de qualidade, certo? Já imaginou uma versão mais leve dessa festa, mas sem perder a graça e o sabor? Não? Pois é bem possível deixar sua festinha mais equilibrada e leve com pequenas substituições simples.

Segunda-feira foi o meu aniversário e eu sempre faço questão de comemorar, não pode faltar um bolinho e alguns comes e bebes. Como estou em processo de emagrecimento e fortalecimento muscular, chegando muito perto da minha meta (pretendo fazer um post sobre isso), pensei que enfiar os dois pés na jaca não seria benéfico, até porque meu corpo não suporta mais grandes quantidades de gorduras e açúcares, passo mal.

Então, como suavizar a comilança sem deixar a festa perder a magia? Matutei por alguns dias e concluí que deveria deixar os doces menos gordurosos e manter os salgadinhos fritos (estava louca por coxinhas e bolinhas de queijo). Não sofro por comida e acho que ninguém deve sofrer. É só se conhecer, reconhecer seus limites e buscar sempre o equilíbrio sadio.

Teve coxinha e bolinha de queijo fritas (sim!) e para compensar o abuso da gordura dos salgadinhos, pesquisei e adaptei uma receita leve de bolo branco com recheio de doce de leite e fiz brigadeiros usando leite condensado light. E, gente, deu super certo!

O bolo foi bem fácil. Fui atrás de uma receita neutra que levasse poucos ovos, mantive a farinha de trigo branca e substituí o açúcar refinado comum pelo mascavo. Olha só:

Bolo branco

  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de açúcar mascavo
  • 1 ½ colher de sopa de margarina (uso com baixo teor de gordura)
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 xícara de chá de leite desnatado
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Misturar os ingredientes, exceto o fermento, até que fique uma massa homogênea. Por fim, acrescente o fermento e misture devagar. Leve ao forno médio por, aproximadamente, 30 minutos ou até dourar.

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A minha massa ficou com um gosto forte da farinha, por isso, coloquei também uma colher de café de canela em pó para cortar (por isso esses pontinhos nela). Quem não gosta de canela, pode pingar umas gotinhas de essência de baunilha, que funciona muito bem.

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Essa quantidade de massa é ideal para a forma com furo no meio ou então aquelas pequenas. Eu assei no micro-ondas, por 10 minutos e numa forma grande de silicone. Por conta disso, desconfigurei todo o bolo e montei quadrado. Não ficou lá muito bonito (parece um tronco de árvore depois de um acidente de carro), mas o sabor estava maravilhoso.

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Eu umedeci o bolo com guaraná, porque gosto molhadinho, tem mais cara de festa, mas isso é opcional. Para o recheio e cobertura, usei o doce de leite light (quase sem gordura), da Frimesa. Paguei R$ 4 nesse pote de 400 gramas. Fiz duas camadas de recheio, mais a cobertura, usando apenas um pote.

E festa sem brigadeiro não é festa, né?! Por acaso, encontrei leite condensado light no supermercado, por um preço apenas R$ 1,50 mais caro que o tradicional da marca mais barata (paguei um por volta de R$ 4,60). Se fosse comparar com o produto comum da mesma marca, a diferença de preço seria ainda menor – porque um ‘leite moça’ está os olhos da cara, vamos combinar!.  Essa versão não tem quase nada de gordura por colher de sopa e super valeu a pena pelo custo-benefício.

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O sabor e a textura são idênticos ao leite condensado comum. Usei essa receita:

Brigadeiro light

  • 1 lata de leite condensado light
  • 1 colher de sopa de margarina (baixo teor de gordura)
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó (usei 1 de cacau e 3 de chocolate)

Leve todos os ingredientes numa panela em fogo médio e mexa sem parar até que o brigadeiro comece a desgrudar da panela, mais ou menos de 7 a 8 minutos. Deixe esfriar bem. Para enrolar, unte as mãos com um pouquinho de margarina, faça bolinhas e envolva-as em granulado ou confeitos.

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Essa receita rendeu 60 brigadeiros pequenos, do tamanho da forminha n.º 6. Se fizer maiorzinho, rende 30. Eu optei por passar os brigadeiros no próprio chocolate em pó e em leite em pó desnatado. Você pode usar granulado, coco ralado, cacau em pó, confeitos e tudo o que a sua criatividade permitir.

Não encontrei granulado em quantidade pequena e, por ser aquele tipo de coisa que você usa uma vez e fica esquecido na geladeira, achei que não valia comprar para usar um tiquinho e depois deixar rolando.

Em resumo foi isso e passei bem demais. Não fiquei enjoada com a fritura, o bolo ficou doce no ponto, sem ser enjoativo, e os brigadeiros ficaram maravilhosos. Não gastei demais, preparei o bolo e os brigadeiros na tarde do dia anterior e passei meu aniversário de bonita, só descansando e aproveitando.

Isso prova que não é difícil, nem pior, mais trabalhoso ou caro comer bem, sem ingerir tantas propriedades nocivas. Não é neurose ou exagero, como disse no início, cada um deve saber das suas necessidades e limites.

Por experiência própria, aprendi que não dá certo manter uma dieta e, de repente, em um dia, comer tudo aquilo que o meu corpo está desacostumado a digerir. Volta, não desce, não funciona. Então seria burrice minha insistir.

Essa foi a minha forma de adaptar minha alimentação aos meus momentos simples e comuns de prazer e festa. Não é preciso abrir mão de nada, deixar de ser feliz e passar vontade. É uma questão de encontrar saídas e alternativas e fazê-las portas para a felicidade.