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Uma nova experiência musical com Tiago Iorc

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Quem tem o hábito de ouvir música, muitas vezes, se pega curtindo os hits da rádio ou mesmo se repetindo com seus artistas preferidos em playlists. E isso acontece de um jeito tão natural, que a gente nem percebe. O lado negativo é deixar de conhecer novas músicas e talentos que correm mais por fora do circuito popular, como é o caso do músico que indicamos hoje, Tiago Iorc.

Se você acompanha a novela das 18h, Sete Vidas, ou pelo menos já prestou atenção na trilha de abertura, já conhece o Tiago Iorc. A versão de “What a Wonderful World” é interpretada por ele.

Uma outra ligação do Iorc com a novela Sete Vidas é a fofa da atriz Isabelle Drummond, a personagem Júlia, que é nada mais do que a namorada do cantor.

E parece que embalar novelas globais é sina desse rapaz. Ele também integrou o setlist das novelas Duas Caras, com “Scared” e Viver a Vida, com “My Girl”…

… além de A favorita, com “Blame”, a Vida da Gente, com “Gave Me a Name” e várias temporadas com sucessos na série juvenil Malhação, entre 2007 e 2011.

Deixando-se levar pela voz macia e estilo descolado, a gente até esquece que o Tiago Iorc é brasileiro. Sim, ele é um artista nacional e faz parte da nova geração de MPB. A intimidade com o inglês vem da experiência de ter passado boa parte da infância na Inglaterra.

Mas, ele também canta e compõe em português. Uma das suas músicas mais famosas é “Dia Especial”. Você já deve conhecer, ouça:

Outro hit que tem sido muito comentado é “Música Inédita”, que conta com a participação de Maria Gadú:

Apesar de não tocar nas rádios e nem ser conhecido do grande público, Iorc é um artista bem conhecido e admirado na internet. Vários dos seus vídeos têm mais de um milhão de visualizações. Dá uma olhada nessa versão da clássica “Na rua, na chuva, na fazenda”, com a, também bombada na internet, Clarice Falcão:

“Forasteiro” é uma das músicas que mais destacou o cantor na MPB, recebendo, inclusive uma indicação de destaque nos comerciais da MTV:

E então? Curtiu? Ele anunciou recentemente o lançamento do seu novo disco, todo em português, Troco Likes. “Coisa linda” é o hit de divulgação:

Se você gostou, esse é um bom momento para começar a acompanhar o moço. Disco novo, músicas novas e um universo de possibilidades e sensações para mudar sua rotina.

Grande, azul e bonito: Florence and The Machine lança novo disco

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Um dos lançamentos mais esperados do universo musical acaba de sair do forno. É o álbum How Big, How Blue, How Beautiful, da banda inglesa Florence and The Machine. E se você gosta de música boa, de qualidade, não pode deixar de conhecer.

Florence and The Machine é uma banda bastante conhecida e, inclusive, já passou pelo Brasil durante o Summer Soul Festival, em 2012. Com um estilo próprio, que circula entre o folk e indie, comandado pela voz paralisante da vocalista Florence Welch, eles emplacaram músicas em séries americanas, como Game of Thrones e Smash, produziram remixes com DJs famosos, e estão dominando o topo das paradas com seu último álbum.

How Big, How Blue, How Beautiful (Que grande, que azul, que bonito) traz 17 faixas consistentes em sentimento, ritmo e harmonia. Há opções para refletir, curtir e dançar, o que faz desse trabalho uma excelente alternativa para embalar várias situações do seu dia-a-dia.

O abre-alas “Ship to Wreck”, vem com uma mensagem densa, triste e reflexiva, mas ao mesmo tempo em ritmo contagiante, e, quem sabe, com um quê das batidas do R.E.M., que nos despertam aquela vontade de mexer o corpo e cantar junto.

A faixa que dá nome ao disco fala de uma espécie de fusão entre dois mundos e desencontros, retratando fortemente a marca de Florence and The Machine.

Já “St. Jude” (São Judas Tadeu) revela uma conversa com o padroeiro, uma espécie de diálogo em busca de respostas, de um sentido para a vida e de uma espera por revelações.

Para quem ainda não conhece o trabalho da banda, a Florence sempre interpreta e escreve algumas composições místicas, que relacionam os seus sentimentos à uma força maior, como no caso de “Seven Devils” e “Shake it out”.

E tem romance! O amor e suas armadilhas são retratados na canção “Long & Lost”, que, apesar de meio triste e lamentosa, é bem bonitinha.

“Caught” (Preso) é a balada do disco e fala sobre a dificuldade em se desprender das amarras de um relacionamento intenso. Na nossa humilde opinião, é uma das melhores, com a melhor letra, mais desenvolta, pouco repetitiva e profunda.

A pegada mais eletrônica e animada fica por conta de “Hiding” (Escondendo), que até lembra um pouco do mix da também banda inglesa La Roux. Ouça AQUI, é a segunda faixa da lista.

Não à toa que How Big, How Blue, How Beautiful, recém-lançado, se mantém firme e forte no top music e vem chamando cada vez mais atenção de ouvidos seletivos por aí. Se você gostou, se joga! Ouça e viaje nos hits dessa banda, porque música é vida! Música é equilíbrio.

Repense seu mp3 com o Reclassified, de Iggy Azalea

Já percebeu que às vezes a gente se prende em um único estilo ou tipos musicais? Não se permite ouvir sons diferentes e até fica meio entediado?! Pois nossa resenha veio para ampliar seus horizontes. Falaremos do disco Reclassified, da rapper Iggy Azalea.

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Não se assuste, nem torça o nariz. Mesmo que o rap não esteja entre os seus ritmos musicais preferidos, vale a pena considerar esse trabalho da Iggy. O rap feito por ela é mais comercial, mais digesto, distante do tradicional feito pelos veteranos, como Jay-Z e Kanye West, e até mesmo das produções brasileiras.

O Reclassified é uma é uma reedição do primeiro álbum que tornou a Iggy Azalea conhecida, o The New Classic, porém, mesclando cinco novas faixas com colaborações de peso. A mais esperada foi a parceria com a artista pop/eletrônica Ellie Goulding, em “Heavy Crown”:

Outra participação incrível foi a da diva Jennifer Hudson, na faixa “Trouble”, em um hit mais dançante e divertido:

Mesmo fugindo um pouco dos padrões com letras e músicas que atendem mais ao gosto popular, Iggy manteve as raízes que a inspiravam em “Change Your Life”, em parceria com o T.I.:

Para quem ainda não conhece nada da Iggy, ela é australiana e migrou para Miami, nos Estados Unidos, sozinha, ainda muito nova, aos 16 anos de idade. Para conseguir sobreviver e alcançar o seu sonho americano, ela fazia serviços domésticos e limpezas em geral, em hotéis e casas de família. E é justamente essa experiência e suas dificuldades que ela canta na faixa “Work”:

O relacionamento ruim e mal resolvido, a volta por cima, a afirmação e a valorização feminina são retratados em “Black Widow”, que também conta com mais uma colaboração, da britânica Rita Ora:

A música mais animada encerra o disco, como uma surpresinha final, que tende mais ao pop/dance do que ao rap. É a excelente “Bounce”:

E, claro, a faixa que projetou Iggy, e também ajudou muito na divulgação do trabalho da Charli XCX, nas paradas de sucesso, não poderia ficar de fora.

O interessante do Reclassified é ser um álbum bastante dinâmico. Ele mistura músicas mais agitadas, com outras menos, letras que contam histórias, falam de relacionamento, autoafirmação, feminismo, conquistas, motivação etc. O que o torna um conjunto bem legal para ouvir durante a atividade física (corridas, caminhadas, corda e exercícios de força casam super bem), no trânsito, fazendo faxina e por aí vai. E então? Ficou animado para colocar um pouco de rap na sua vida?