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Você sabe o que é PANC?

Repost do blog da nutricionista Carolina Damy

Você já ouviu falar sobre PANC? Já experimentou alguma? Gostou? Adicionou na sua lista de compras ou na sua horta?

Muita gente ainda não sabe, mas a sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais, e são todas as plantas que poderíamos consumir, mas que ainda não consumimos, ou nem conhecemos. Depois da redescoberta de algumas destas plantas, o consumo vem aumentando bastante, pois além de serem nutritivas, algumas também são medicinais.

Uma forma rica, sustentável e saudável para a alimentação de todos, é a utilização das Plantas Alimentícias Não Convencionais. Essas plantas, muitas vezes são vistas como pragas ou ervas daninhas, porém possuem importante valor nutricional. Podem ser desde sementes e frutas até gramíneas (sim, os famosos “matinhos”), e variam de região para região. Muitas vezes, o que é considerado PANC em um estado pode ser algo comum em outro.

A forma de preparo destas hortaliças não convencionais pode ser como as comuns, podemos colocar em sucos, em saladas cruas, refogar, utilizar como ingrediente em tortas, molhos, chás e etc.

Vejam alguns exemplos de Plantas Alimentícias Não Convencionais:

taioba, por exemplo, é rica em fibras e por isso nos dá saciedade e auxilia no funcionamento intestinal. O guaco, é um excelente fitoterápico contra doenças respiratórias, assim como a urtiga; a carqueja nos auxilia na digestão; o peixinho previne inflamações no trato-gastrointestinal; a capuchinha é ótima contra infecções urinárias e doenças de pele, etc. Cada uma com um sabor característico e um benefício importante à saúde.

E agora, depois de conhecer sobre as PANC, você ficou com vontade de incluí-las na sua alimentação? Espero que sim, pois uma alimentação variada de fontes naturais, nos trás muitos nutrientes e deixa nossa vida mais saudável e sustentável também.

Fonte: Guia Prático sobre PANCs: Plantas Alimentícias Não Convencionais. Instituto Kairós, São Paulo, 2017/ Revista Pensar Gastronomia, v.3, n.1, abr. 2017.

Compare cebolinha, alho-poró e salsa

Conteúdo original Saúde Abril

O trio guarda semelhanças que vão além do visual e da utilidade na cozinha. “Esses alimentos possuem magnésio e potássio, importantes para a saúde do coração“, diz a nutricionista Marina Pioltine, da capital paulista. Mas não vá considerá-los grandes fontes dessas substâncias. “Isso porque tendem a ser utilizados como temperos“, nota a profissional. Ora, é difícil comer 50 gramas desses ingredientes de uma só vez – quantidade que poderia ofertar doses interessantes de nutrientes.

De qualquer forma, Marina acredita que o consumo de salsa, cebolinha e alho-poró precisa ser incentivado entre os brasileiros. “Todas as necessidades nutricionais são atingidas quando se tem uma alimentação variada”, ensina. E ressalta que o trio deveria visitar especialmente a mesa de quem tem hipertensão ou se preocupa com ela. “Falamos de temperos que são bons substitutos do sal“, garante. Ou seja, enriquecem o paladar sem cobrar um preço à saúde.

Energia

Cebolinha – 10 cal
Alho-poró – 16 cal
Salsa – 16,5 cal

Carboidratos

Cebolinha – 1,7 g
Salsa – 2,8 g
Alho-poró – 3,4 g

Fibras

Cebolinha – 1,8 g
Alho-poró – 1,2 g
Salsa – 0,9 g

Magnésio

Cebolinha – 12,5 mg
Salsa – 10,5 mg
Alho-poró – 5,5 mg

Potássio

Salsa – 355 mg
Alho-poró – 112 mg
Cebolinha – 103 mg

Vitamina C

Salsa – 25,8 mg
Cebolinha – 15,9 mg
Alho-poró – 7 mg

(Os valores se referem a 50 gramas do alimento)

Placar Saúde

Cebolinha 4 x Alho-poró 0 x Salsa 2


Fonte: tabela brasileira de composição de alimentos (TACO/UNICAMP)