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Começando bem a semana com Auto-Estima

Texto original de Ithia Farah

Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa auto-imagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com freqüência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma auto-estima sem muita estima.

Auto-estima significa gostar de si mesmo. O primeiro passo para isso, portanto, é se conhecer. Não posso amar nem dar valor ao que não conheço, pois corro o risco de fazer uma análise ruim da minha pessoa, se a base vem de valores que não são meus, mas dos outros: são do mundo e esse mundo adora pendurar os valores em lugares tão altos, que nunca são alcançados.

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E como é fácil para as pessoas caírem nas armadilhas do “eu não valho nada!” Se não possuo o corpo perfeito, se não sou tão inteligente como fulana, se não causo uma impressão em todos os homens da festa quando entro, então não devo ser grande coisa. Não vale a pena gostar de mim e nem investir na vida e nas relações.

Quando a auto-estima é negativa, baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos até de arriscar coisas novas, de sonhar. Por isso, diz-se que a auto-estima é um valor de sobrevivência.

Se nessa auto-consideração, ao contrário, se consegue ter sentimentos de aceitação e aprovação a respeito da própria aparência, pensamentos e capacidades, a predisposição para ser bem aceita e recebida será maior. Ao estabelecer contatos, esses sentimentos farão parte da nossa atitude. E a nossa crença sobre nós mesmos é o que passamos aos outros. Se eu sei que sei, começo a acreditar nisso e crio confiança para agir conforme a minha verdade e vou em frente! E da autoconfiança para o auto-respeito é um passo.

A pessoa com auto-estima elevada é comumente considerada egoísta. Parece que, infelizmente, na nossa língua, ter amor-próprio significa excesso de vaidade e arrogância, quando deveria ser o mesmo que gostar corretamente… Gosto de uma definição, do psicólogo Carl Rogers: pessoa significativa, que conhece o seu próprio significado e SABE que significa muito. 

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Saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evita-se também assim aqueles com “baixa -estima”, que rodeiam a vida, e a intoxicam em vez de alimentar. Muita gente quer encontrar a “pessoa certa”. Só podemos encontrar a pessoa, a vida e a atitude certas quando acharmos que nós somos a pessoa certa!

Lembre-se: Ame-se primeiro e  muito! Se dê colo, força, apoio, faça mimos a você, se dê conforto e bem estar! Você merece! Tenha certeza que assim, será impossível alguém não lhe amar! Com mais amor ainda, vocês irão somar e não dividir!

Afinal, amor nunca é demais!!!”

Para refletir: Solidão

 Texto de Maria Rocha, psicóloga clínica, autora do blog Papo Gula:

“A solidão é muito mais do que um sentimento de precisar estar com alguém, ou ter uma companhia ou querer alguém para fazer certos programas.

A solidão é um sentimento que te isola completamente do mundo, você pode estar em uma festa ou rodeado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho, completamente perdido, sem base, sem você.

O estar sozinho em um espaço físico te desespera mais ainda por não saber estar em sua própria companhia, não suportar o seus próprios pensamentos e ideias. É ambíguo, pois te desespera estar em volta de várias pessoas que nunca vão preencher aquele vazio que você está sentindo, mas também te desespera pensar em ficar sozinho na sua própria companhia.

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Vivemos em uma sociedade que oprime muito dos nossos pensamentos, das nossas emoções e que não nos permite estar triste. Temos que seguir um padrão que, às vezes, não nos agrada, só agrada às pessoas ao nosso redor. Essa sensação de ter que viver de acordo com a sociedade nos isola mais ainda do que nós somos de fato, nos deixando cada vez mais sozinhos. Na minha opinião o maior antidoto para a solidão é aprender a ficar sozinho, assim você vai poder estar em qualquer que seja a companhia.

Amar a si mesmo, buscar o autoconhecimento, reconhecer suas conquistas e vitorias, seus erros, aprender com eles, se auto analisar vão fazer de você a sua melhor companhia.

Não tenha medo de ser feliz, de dizer que ama, de falar o que pensa, de rir de si mesmo, de falar besteira ou o que não deve, de cometer erros, de comer demais, de fazer o que gosta, pagar mico, falar bobagens, cantar no chuveiro, de dançar como se ninguém tivesse te olhando, de ser sincero, diferente, rir alto, de se achar bonito estando fora do padrão de beleza, de ser brega, bagunçar o cabelo, chorar, borrar a maquiagem e de ir à praia com umas gordurinhas a mais. Não se sinta mal por não estar acompanhado, não se sentir desejado, amado… Tenha medo de não ser feliz, de não demonstrar o que sente e de viver prisioneiro de uma sociedade que dita valores.

A hora de ser feliz é agora, a felicidade não bate na sua porta, quem a cria é você. A felicidade e a vida acontecem sempre no presente.”

Que todos tenhamos uma excelente semana a todos!