Conheça o óleo de mostarda

Conteúdo original Lucilia Diniz

Os óleos culinários trazem ácidos graxos à nossa dieta. Mas trazem também os problemas intrínsecos às gorduras na alimentação. Para oferecer uma opção, cientistas dinamarqueses conseguem “domar” a semente de mostarda.

O desafio de alimentar a população global levou fazendeiros e cientistas a colaborarem. Juntos, chegaram nos anos 1970 ao desenvolvimento da canola. Com flor amarela, a planta melhorava geneticamente as características da colza.

Com nome esquisito, a colza é uma oleaginosa rica em ácidos graxos. Mas, ao mesmo tempo, tem alta concentração da toxina ácido erúcico. Removido o risco, o óleo de canola parecia a solução definitiva. Até que, décadas depois, nos deparamos com o aquecimento global.

Na busca de uma lavoura mais resistente e que supra o fornecimento de óleo alimentar, os cientistas encontraram a saída. A pesquisa foi feita pela Universidade de Copenhague (Dinamarca). Quem diria, a alternativa foi encontrada na família. Em muitas formas, a mostarda é similar à colza.

Seu óleo tem as mesmas características, com elevado teor de ácidos graxos mono e poli-insaturados (ômega 3 e 6) e mais antioxidantes e vitaminas. No entanto, seu plantio é muito mais resistente, mesmo quando cultivado sob condições áridas e após a exposição à doenças. A mostarda é, portanto, a melhor candidata para substituir a canola e a colza.

“Até agora tem sido um desafio superar os compostos de defesa das sementes de mostarda, que lhes dão seu sabor amargo característico”. A declaração é de uma das autoras, Dra. Barbara Ann Halkier. “Consequentemente, seus subprodutos se tornam inúteis como alimento”. Em colaboração com a Bayer CropScience, foi encontrada uma solução.

O estudo foi publicado no periódico científico Nature Biotechnology.

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Saiba quais alimentos devem ser consumidos crus

Conteúdo original Minha Vida

Incluir verduras e legumes nas refeições é um dos pilares para ter uma alimentação saudável. No entanto, você já prestou atenção na forma como consome esses alimentos? O que acontece é que existem alguns alimentos que quando cozidos, fritos ou refogados perdem consideravelmente suas propriedades nutricionais.

De acordo com a nutricionista Flávia Vicentini, ao colocar legumes para cozinhar em água fria, 35% dos carboidratos, vitaminas e minerais se transferem para ela. “Até mesmo o aquecimento de verduras e legumes em fornos de microondas acarreta em alguma perda de nutrientes”, diz.

Para tirar melhor proveito das suas refeições saiba quais itens é melhor consumir in natura.:

Couve-flor

Fonte de vitaminas A e C, rica em clorofila e glicosinolatos. Se a couve-flor for cozida em grande quantidade de água ela pode perder até 40% de seus nutrientes. Ao levá-la ao forno, perde-se zinco, ferro, cálcio e glicosinolatos.

Cenoura

Rica em sódio, potássio, carboidratos, vitaminas A e C, a cenoura sofre uma perda de 10% a 50% da vitamina C se levada ao fogo com água. Na versão assada, minerais como sódio e potássio são reduzidos.

Beterraba

Ao ser levada ao fogo com água ele perde potássio e pode elevar o índice glicêmico ao ser consumida. Já assada, há perda de minerais como ferro, vitaminas C e B e ácido fólico. No entanto, nesta versão, há uma melhora na absorção da vitamina A.

Brócolis

Fonte de vitaminas A e C e antioxidantes. Possui uma grande quantidade de vitaminas do complexo B, enxofre, cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e potássio. Mesmo sendo rico em nutrientes há uma elevada perda das vitaminas se ele for cozido. Preparado no vapor as propriedades nutritivas e antioxidantes são mantidas. Assado, o brócolis perde minerais como ferro, cálcio e enxofre

Alho

O alho cozido perde suas propriedades, por isso, sempre consuma o alho in natura. Escolha cabeças de alho redondas e cheias – evite aquelas com dentes soltos, moles ou murchos. A parte exterior deve estar intacta e sem manchas. Procure comprar a quantia suficiente para uma semana, e não mais do que isso.

Agrião

Segundo um estudo publicado no British Journal of Clinical Pharmacology, o agrião tem múltiplos benefícios vasculares, como a redução da pressão arterial, pois ajuda a mantê-la saudável, sendo vantajoso para pessoas que costumam ter uma dieta pobre em cálcio, magnésio e potássio. É importante destacar que isso só é possível se for ingerido in natura, e não através de suplementos.

Aspargos

Uma dica importante de preparo é não cozinhar o vegetal em panela de ferro, uma vez que os taninos presentes reagem com o ferro e os talos perdem a cor e as propriedades nutritivas

Conheça o kefir, kombucha e outras comidas vivas

Conteúdo original Saúde Abril

À primeira vista, os alimentos cheios de micro-organismos que protagonizam esta matéria podem até causar rejeição. Mas isso não é um problema para os seus fãs cada vez mais numerosos. Se cultivadas direito, essas receitas podem durar anos e beneficiar a saúde.

Kombucha

A teoria mais antiga diz que ele era considerado um elixir da longa vida na China há pelo menos 4 mil anos. O kombucha nada mais é do que um chá fermentado com um disco gelatinoso, conhecido como scoby, onde vivem diversos fungos do tipo levedura e bactérias. É a combinação de todos esses minúsculos seres vivos que traria um efeito proveitoso ao nosso corpo.

“Os micro-organismos ingeridos no caldo ajudam a recolonizar o intestino e a melhorar o trânsito por ali. Isso é bem-vindo tanto para a eliminação de toxinas como para o controle do colesterol”, explica a microbiologista Sheyla Rodrigues, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. A pesquisadora viu na prática como esse grupo combate agentes por trás de infecções intestinais, como a Escherichia coli. Sem contar que a base da bebida é o chá, que por si só contém minerais, vitaminas e antioxidantes.

Para cultivar em casa, é preciso ganhar um “filhote” do scoby e mantê-lo vivo com uma mistura de açúcar e chá-preto, verde ou mate. As alegações terapêuticas propagadas são muitas: de perda de peso a tratamento do câncer. Mas nem todas têm comprovação. Embora estudos de laboratório mostrem resultados animadores, faltam evidências de superbenefícios em humanos.

Para evitar efeitos indesejados, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda um limite de 300 mililitros por dia. Tem mais: o teor alcoólico da receita. Algumas pesquisas mostram que, na versão caseira, ele chega a 3%. A título de comparação, uma cerveja comum tem cerca de 4%. Nas versões industrializadas, ainda pouco comuns aqui, o nível não ultrapassaria 0,5%. Veja se você tem contraindicações.

Kefir

 

O gosto levemente azedo divide opiniões, mas suas proezas à saúde estão virando unanimidade entre os especialistas. “O kefir é um probiótico, ou seja, tem micro-organismos que chegam vivos ao intestino e são vantajosos à microbiota”, define a nutricionista Cynthia Antonaccio, da consultoria Equilibrium, em São Paulo.

Formada por grãozinhos de polissacarídeos (um tipo de carboidrato), a colônia se reproduz tanto no leite quanto na água com açúcar mascavo — o leite, porém, é mais usado. “Trata-se de uma associação de bactérias e leveduras, que fermentam de três maneiras diferentes e liberam ácidos láctico e acético, vitaminas do complexo B, vitamina C e alguns aminoácidos”, detalha Karina Magalhães, microbiologista da Universidade Federal da Bahia.

A união dos bichinhos dá uma força para o organismo. “Já existem efeitos comprovados no aumento da imunidade, controle de inflamações e melhora do sistema digestivo”, diz Karina. Assim como o kombucha, o kefir parece enfrentar micróbios que causam infecções intestinais e outros pepinos.

Estela Saraiva Pitanga, confeiteira de 29 anos, é adepta do preparo e testemunha do seu valor. “Comecei a consumir há dois anos principalmente para aliviar as cólicas renais e agora é muito difícil eu sentir dor”, relata a paulistana, que também viu o intestino entrar no ritmo. Dificilmente encontrada à venda, a cultura costuma ser doada pela internet ou entre amigos.

Levain

De origem francesa, ele é um fermento natural produzido artesanalmente e que dura décadas. “A base é feita com um líquido rico em nutrientes e farinha de trigo branca”, explica Leonardo Andrade, sócio da Companhia dos Fermentados, em São Paulo, que dá cursos sobre o levain.

Assim como na versão comprada no supermercado, as bolhas de ar da mistura caseira são fruto do Saccharomyces cerevisiae, o mesmo fungo que é usado na cerveja. Mas ele não está sozinho. “Com as outras leveduras do levain, a fermentação ocorre melhor. Como resultado, o pão fica mais leve e com textura agradável mesmo que seja integral”, destaca a nutricionista e expert em gastronomia Andrea Esquivel, de São Paulo. “Além disso, o sabor do pão é único, uma vez que o fermento artesanal contém as bactérias do ambiente onde vive”, completa.

É comum ouvir dizer que ele também melhora a digestão das receitas onde é usado, mas ainda não há confirmação científica. O que se sabe é que o levain pode aumentar a disponibilidade de minerais da farinha, como magnésio, zinco e ferro.

Leite fermentado

A vantagem das bebidas com probióticos (as bactérias do bem) que já são vendidas prontas no mercado é que, além de praticidade, oferecem segurança. “A fermentação natural é ótima, mas há o risco de contaminação pelo meio ambiente”, pondera o nutrólogo Dan Waitzberg, da Universidade de São Paulo (USP).

Além disso, o consumo dos cultivos domésticos não é liberado para todos. “Pessoas com doenças que abalam o sistema imune, como câncer, estão sujeitas a infecções oportunistas que normalmente não afetariam outros indivíduos”, ilustra Andrea. Nos produtos industrializados, a cultura não cresce livremente. As bactérias são registradas e controladas. Até por isso a bebida deve ficar na geladeira. “Esses cuidados evitam que a multiplicação saia de controle e micro-organismos nocivos apareçam”, diz a bioquímica Susana Saad, da USP.

Em nome da segurança

Todos os preparos desta reportagem demandam extremo cuidado. A regra básica é manipular tudo com as mãos limpas e tampar os recipientes com tecidos higienizados ou materiais que permitam a passagem dos gases produzidos pela fermentação. Os vasilhames mais seguros são os de vidro, que não deixam a mistura azedar.

Pimenta caiena confere sabor aos pratos e benefícios à saúde

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Conteúdo original Dicas de Mulher

Quem procura seguir uma alimentação saudável certamente já está acostumado a consumir pimenta. Isso porque, além de dar um toque picante aos alimentos e ser utilizada na culinária de diversos países do mundo, essa especiaria é bastante conhecida pelos benefícios que pode oferecer à saúde e, também, por ter efeito termogênico.

De uns tempos para cá, porém, um tipo de pimenta tem ganhado destaque especial: a pimenta caiena. Mas, o que ela tem de diferente? Quais benefícios pode oferecer? Como consumi-la? Essas são dúvidas bastante comuns.

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Karina Valentim, nutricionista da Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição, explica que a pimenta (Capsicum Frutensces L.) é composta por mais de 200 variedades, e uma delas é o tipo Caiena, originário da cidade de Caiena, na Guiana Francesa.

“As pimentas do gênero Capsicum são conhecidas por apresentarem um grau de ardência maior do que as pimentas do gênero Piper – popularmente conhecidas como pimenta do Reino”, destaca a nutricionista.

Vermelha, a pimenta caiena também pode ser chamada de “pimenta de caiena” ou “pimenta de cayenne” – variação que se deve ao nome da cidade de Caiena (Cayenne), na Guiana Francesa.

A pimenta é muito utilizada na culinária de diversos países, como Índia, Estados Unidos e México, e tem ganhado bastante atenção no Brasil, sendo ingrediente, inclusive, de muitas receitas saudáveis.

Benefícios da pimenta caiena

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1. Tratamento de doenças

Karina explica que, na medicina tradicional chinesa e indiana, a pimenta caiena tem sido utilizada para o tratamento de artrite, reumatismo, dores de estômago, erupções cutâneas, dentre outras aplicações. “Estas aplicações terapêuticas estão relacionadas com o teor de capsaicinoides, compostos fenólicos e carotenoides presentes nas pimentas”, diz.

2. Prevenção de doenças

Karina destaca que vários glicosídicos diterpenos isolados a partir da pimenta caiena exibiram efeitos anti-hipertensivos,o que pode estar relacionado com a prevenção da hipertensão.

“Entre os fitoquímicos presentes nesta pimenta, os polifenóis merecem uma menção especial: alguns estudos epidemiológicos têm demonstrado uma possível correlação entre a ingestão dietética de polifenóis da pimenta e a prevenção de estados de doença, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios neurovegetativos. Porém ainda são poucos estudos realizados em humanos”, acrescenta a nutricionista Karina.

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Outros estudos , segundo Karina, têm mostrado que capsaicina em cultivares de pimenta caiena poderia agir inibindo o crescimento in vitro da bactéria Helicobacter pylori, responsável por muitos casos de gastrite e ulcera gástrica.

3. Auxílio da digestão

“De acordo com relatos da medicina chinesa e ayurvédica, a utilização da caiena auxilia na digestão, uma vez que estimula a produção da saliva e as enzimas proteolíticas no estômago”, destaca Karina.

4. Propriedades antioxidantes, descongestionantes e anti-inflamatórias

Michelle Inforçatti Rodrigues, nutricionista da clínica Dr. Família, destaca que a capsaicina presente na pimenta confere a ela propriedades antioxidantes, descongestionantes e anti-inflamatórias.

5. Auxílio no emagrecimento

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Ainda devido à presença da capsaicina, a pimenta caiena promove aumento do ritmo cardíaco e melhora a circulação sanguínea. Além disso, tem poder termogênico. “Pois o organismo tem mais dificuldade em digerir e, com isso, gasta mais energia, induzindo o metabolismo a acelerar mais”, explica Michelle.

“Dessa forma, ela auxilia na perda de peso e queima de gordura se o seu consumo for associado a uma alimentação saudável, equilibrada, fracionada e à prática regular de atividade física”, acrescenta a nutricionista Michelle.

Como consumir a pimenta caiena

A pimenta caiena é encontrada em pó, in natura ou cápsulas. “A melhor forma de consumo é a mais natural possível, adicionando em alimentos e preparações do dia a dia, dando assim mais sabor e agregando propriedades funcionais aos alimentos”, diz Karina.

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Mas não adianta achar que, para usufruir dos benefícios que a pimenta caiena pode oferecer, basta consumi-la eventualmente. Michelle destaca que é necessário consumi-la regularmente e sempre associada a uma alimentação saudável e equilibrada e à prática regular de atividade física.

“Não há quantidade máxima estipulada, o consumo varia de pessoa para pessoa, mas é preciso tomar cuidado, pois o excesso pode causar insônia ou dor de cabeça”, acrescenta Michelle.

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Karina explica que a pimenta caiena pode ser utilizada em pequenas doses (pitadas) em preparações do dia a dia, molho de salada, para temperar carnes e peixes, ou até mesmo para consumir em sopas, caldos e sucos. “Alguns especialistas em medicina tradicional ayurvédica indicam o consumo junto com chás”, diz.

A nutricionista Michelle destaca que os benefícios da pimenta podem ser obtidos se ela for consumida de diversas formas: “podemos adicioná-la ao recheio da tapioca, a temperos de vários pratos como de carnes, frangos, peixes, arroz e omeletes ou fazer geleia. Adicionada ao chá verde ou de gengibre intensificamos ainda mais seu efeito termogênico”, exemplifica.

Benefícios do aspargos para a sua saúde e dieta

Conteúdo original Minha Vida

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Conhecido desde a Roma Antiga, o aspargo é valorizado como iguaria gastronômica e como medicamento há, pelo menos, 200 anos A.C. Pouco calórico e altamente nutritivo, ele deve ser incluído no cardápio para ajudar a manter a saúde em dia e é opção para as dietas de pessoas que querem emagrecer, além de fortalecer o organismo, ele acelera o funcionamento e ajuda a eliminar as toxinas.

Alguns estudos já provaram a ação protetora das substâncias antioxidantes contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e o câncer. O aspargo apresenta uma série de antioxidantes, como compostos fenólicos e flavonoides, que contribuem diretamente com a saúde.

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Há, ainda, a presença de carotenóides beta caroteno, luteína e zeaxantina, que têm ação preventiva em alguns tipos de câncer, como o de mama, e diminuem o risco de doenças oculares como degeneração macular e catarata.

O aspargo é colhido, no Brasil, de agosto a novembro, razão pela qual adquirir o vegetal fresco se torna mais fácil e barato nessa época do ano. Uma dica importante de preparo é não cozinhar o vegetal em panela de ferro, uma vez que os taninos presentes reagem com o ferro e os talos perdem a cor e as propriedades nutritivas.

Sempre dizemos que o aspargo é um vegetal completo, por apresentar vitaminas e minerais que compõe uma dieta saudável. Ele é classificado no segundo degrau da pirâmide alimentar, onde ficam os grupos dos legumes, das verduras e das frutas, e que devem ser consumidas em três porções diariamente.

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Entre vitaminas e minerais, podemos destacar a vitamina C, que contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico; o potássio, que atua como regulador da pressão; e o manganês, que facilita os processos metabólicos.
É importante lembrar que, em algumas pessoas, o consumo de aspargo provoca um odor característico na urina, causado pela degradação de certas substâncias sulforosas presentes. Mas essa reação não traz nenhuma consequência à saúde.

O aspargos e as mulheres

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Estudos recentes relatam que o folato, que é encontrado em abundancia no vegetal, é essencial para a produção do material genético e previne más-formações fetais. Por isso, o aspargo é indicado para todas as mulheres em idade fértil, principalmente para as futuras mamães.

Outra relação do vegetal com a saúde feminina é a presença dos fitoestrógenos, substâncias que têm estrutura similar aos hormônios humanos, e que podem ter ação redutora nos sintomas da menopausa.

Uva: benefícios da fruta para a saúde

Conteúdo original Dicas de Saúde

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A uva pode ser considerada uma das frutas mais saborosas e mais saudáveis e, por isso, é uma das mais populares por todo o mundo. Além disso, é usada em vários doces, geleias, sucos, vinhos e xaropes, assim como as uvas passas, um produto bem conhecido e uma variação da uva.

Benefícios da uva

A uva é uma rica fonte de carboidratos e são conhecidas por fornecer energia instantânea, por conta do açúcar, basicamente glicose e frutose. Tem baixo teor calórico e fornece apenas cerca de 70 calorias em 100 gramas.  Contém fibra dietética, que a faz muito útil na digestão. Também é uma excelente fonte de vitaminas C, B, K, E, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio e zinco.

Faz bem para o coração

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A uva aumenta o nível de óxido nítrico no sangue que, por sua vez, reduz a coagulação do sangue. Possui grande concentração de antioxidantes, que ajudam na redução do processo de oxidação do mau colesterol, bem como uma substância chamada pterostilbeno está presente nas uvas que pode também reduzir o nível de colesterol. A ação dos flavonóides (poderosos antioxidantes) ajuda na proteção das paredes das artérias e reduz a atividade de um hormônio conhecido como angiotensina, responsável por aumentar a pressão arterial. O consumo de uvas também inibe os danos que podem ser provocados por radicais livres, limpando, assim, as toxinas do sangue.

Comer uvas traz benefícios ao trato intestinal

Pois são ricas em fibra dietética que as torna potentes na limpeza do intestino. Elas acalmam a membrana intestinal e do estômago e suas fibras insolúveis podem ajudar na formação de grandes quantidades de bolo fecal e promover a excreção saudável.

A uva pode atrasar o aparecimento de doenças como Alzheimer

Várias doenças relacionadas à demência podem ser adiadas pelo consumo de uva. O resveratrol encontrado nas uvas pode ajudar no retardamento do processo de danos em células do cérebro, bem como os danos que ocorrem devido aos radicais livres. O fluxo de sangue é aumentado em 200%, devido a essa substância, o que pode ajudar a melhorar as atividades cerebrais, juntamente com a melhora das funções cognitivas.

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A uva também é excelente para a saúde dos olhos, pois ajuda na redução de ocorrência de doenças tais como a degeneração e a catarata. Os antioxidantes, inclusive, impedem o processo de oxidação e perda de visão.

Ademais, a fruta traz maravilhas para a pele, evitando o envelhecimento, rugas, acne e manchas escuras, que podem ser prevenidas através do consumo de suco. Um corpo saudável reflete diretamente sobre a pele, trazendo brilho e viço.

Café verde emagrece, queima gordura e combate diabetes

Conteúdo original de Bolsa de Mulher

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A nova moda das dietas é apostar no café verde. O grão é muito mais poderoso do que o café comum e é extraordinário para ajudar a emagrecer e queimar gorduras, além de dar muito mais disposição. Contudo, também há o jeito certo de consumir para poder usufruir desses benefícios.

O que é

O café preto comum, consumido com frequência no Brasil, é feito a partir de grãos torrados. Antes de passarem pelas altas temperaturas, eles não tinham a coloração amarronzada tão conhecida, eram grãos verdes. Portanto, o café verde nada mais é do que os grãos que não foram submetidos a esse processo de queima. Sem passar pela torra, o café tem muito menos aroma e o sabor também é diferente, podendo ser mais amargo.

Benefícios do café verde

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Segundo a endocrinologista Dra. Tatiana Cunha, o grão do café verde é mais potente porque tem duas vezes mais cafeína que o grão torrado. Essa propriedade faz com que ele entre no grupo dos alimentos termogênicos e emagrecedores de maneira mais efetiva do que o café comum. Isso porque a cafeína favorece a perda de peso, além de promover a oxidação de gorduras corporais e facilitar a sua eliminação. Já a disposição vem pela característica de inibir as adenosinas, substâncias responsáveis por induzir o sono.

Possui também uma alta quantidade de antioxidantes, que limpam as células e fazem o organismo funcionar melhor. Tatiana aponta: contém de 0,06% a 0,32% de teobromina, teofilina, taninos e flavonoides.. Tem ainda uma média de 15% de proteína, além de aminoácidos como ácido glutâmico, ácido aspártico e leucina.

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No café verde há também duas vezes mais ácido clorogênico, presente em uma quantidade que varia de 5% a 10%. Ele diminui a absorção de glicose no intestino, inibindo assim a enzima responsável pela liberação de açúcares do fígado para a corrente sanguínea. Sendo assim, o café verde combate a diabetes.

Como consumir

Há algumas formas de encontrar o produto. A mais comum é em cápsulas de café verde, mas que não são completamente confiáveis, segundo Tatiana, já que nem sempre é possível saber o que realmente está adicionado à fórmula do comprimido. Além disso, ele não deve ser um suplemento, mas sim um alimento funcional. Por isso, o jeito certo é optar pelas versões em pó ou solúvel, encontradas em lojas especializadas.

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A indicação geral para conquistar os benefícios é consumir 200 mg diariamente, dividindo em duas vezes: pela manhã e à tarde, já que à noite poderia causar dificuldades para dormir. Contudo, a endocrinologista alerta que essa não é uma regra aplicável a todos, já que cada organismo reage de um jeito. O certo é sempre consultar um médico antes de iniciar o consumo.

O uso é contraindicado para pessoas com hipertensão, tendência ao nervosismo, hipertireoidismo, gastrite crônica, úlceras gastroduodenais e problemas hepáticos e reumáticos.