O que acontece quando você para de malhar?

Conteúdo original Mais Equilíbrio

Então você finalmente consegue sair do sedentarismo e pegar firme na malhação. Um, dois, quatro, seis meses de treino e você já é outra pessoa! Mais disposta, mais saudável… Até que de uma hora para outra tudo muda. Imprevistos, recessos e até mesmo a boa e velha preguiça podem acabam afastando muita gente dos treinos. Mas o que acontece com o corpo quando seguimos esse “mau caminho”?

Assim que diminuímos o ritmo dos treinos, uma série de mudanças começam a acontecer em nosso corpo. De acordo com o Dr. Harry Pino, personal trainer e profissional de reabilitação, nosso corpo sente tudo! Segundo um artigo publicado por George Dvosrsky no portal io9, Pino disse que o quanto mais “fit” você fica, piores os resultados ao parar de malhar, ou seja, “quanto maior a altura, maior a queda”!

Veja abaixo o que exatamente muda quando paramos de malhar:

Perda do condicionamento cardíaco

Você desenvolve menos resistência cardíaca. Além disso, ocorre a perda de flexibilidade, diminuição do ritmo no limiar de lactato (e isso pode ocasionar em mais cãibras nos músculos), e grande redução na concentração de glicogênio nos músculos e atividade aeróbica das enzimas, o que fornece energia pro nosso corpo.

Perda de massa muscular

Sem exercícios regulares o metabolismo começa a ficar mais e mais devagar. Isso significa mais gordura e menos músculos.

Perda de força

Embora nosso corpo tenha memória muscular, a perda de força é inevitável. De acordo com a especialista em força e condicionamento Molly Galbraith, apenas três semanas sem exercícios já são suficientes para deixar qualquer um mais fraco.

Ganho de peso e gordura

Se você parar de malhar e continuar comendo as mesmas besteiras de sempre, é claro que seu corpo vai sentir! De acordo com um estudo liderado pelo pesquisador Nikolaos E. Androulakis, a pausa na malhação implica em ganho de gordura e regressão aeróbica.

Mudança de humor e diminuição da autoestima

Junto com o ganho de peso vem a mudança na aparência e a baixa da autoestima. Afinal, é triste ver aquela barriguinha chapada sumindo lentamente.

Sendo assim, nada de parar de fazer exercícios! Além de fazerem bem pro corpo, são ótimos pra cabeça!

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Veja como identificar se a carne que você consome está estragada

Conteúdo original Minha Vida

Ficou difícil sentir segurança para comprar carne depois da nova operação da Polícia Federal. Denominada “Carne Fraca”, a ação trouxe à tona a venda e distribuição de carnes estragadas por parte de grandes frigoríficos e companhias.

Segundo as investigações as carnes podres recebiam substâncias capazes de disfarçar a cor e a aparência do produto vencido, que depois era reembalado. Também estavam entre as irregularidades produtos contaminados por bactérias. Alguns produtos também apresentavam excesso de água para aumentar o peso – e consequentemente o preço.

De acordo com a nutricionista Andréa Marim, o momento pede atenção. “O cenário é preocupante e é necessário ficar em alerta, pois as carnes contaminadas podem causar infecções gastrointestinais sérias, como a salmonela, que em pessoas com um sistema imunológico mais delicado, como crianças, idosos e gestantes pode trazer sérios danos à saúde”, conta.

Fatores como embalagem, data de validade, aparência, cheiro, textura e até mesmo preço devem ser levados em consideração. “Se o valor do produto estiver muito barato, é sinal de que a carne pode não estar em boas condições”, afirma a nutricionista.

Veja a seguir como identificar se a carne está estragada:

Carne de boi e porco

No caso das carnes de boi e de porco, quando estão estragadas apresentam coloração cinza e manchas esverdeadas. Elas também podem exalar odores fortes e apresentar textura viscosa e rançosa.

Carne de frango

 

Já no caso da carne de frango, o diferencial é o odor azedo que remete ao amoníaco. No aspecto visual, apresenta-se descolorado e com textura viscosa. Em relação à cor, pode apresentar nuances amarelas e esverdeadas. “Muitas vezes a carne de frango está com uma aparência bonita e um gosto bom”, explica Andrea. Esse “disfarce” torna mais difícil a identificação da carne estragada, por isso é sempre importante se atentar ao cheiro e sempre consumir a carne bem passada.

Carne de peixe

O mesmo acontece com a carne do peixe, que quando estragada, remete ao cheiro de amônia. Além disso, ele normalmente apresenta alguma descoloração – amarronzado, amarelado ou acinzentado – ou mesmo cor opaca. Em relação ao aspecto, se o peixe não estiver duro e começar a descamar também é um sinal de que está estragado.

Poder do cheiro

Mesmo com a tentativa de algumas empresas de maquiar o aspecto da carne com conservantes, Andrea explica que essas substâncias não são capazes de disfarçar o cheiro. “Independente do conservante que tenha sido usado, o cheiro sempre denuncia, por isso é tão importante prestar atenção nesse aspecto”.

Armazenamento

As carnes de modo geral são altamente perecíveis, pois ficam suscetíveis à contaminação microbiológica. Portanto, no momento de escolher a carne certifique-se de que ela está armazenada em freezers e geladeiras em temperatura de 0º C a 2°C.

Caso você compre uma carne congelada e deseje mantê-la nessa temperatura, o ideal é colocá-la diretamente no freezer. De acordo com Andréa a carne pode ficar no freezer até seis meses, dependendo do tipo de carne. Bifes, independentemente de serem de carne ou frango, podem ficar congelados por até seis meses. Já a carne moída tem prazo de validade de até três meses.

Se a pessoa descongelou a carne, cozinhou e guardou o resto na geladeira, ela pode ser consumida por até três ou quatro dias.

Caso a carne tenha sido comprada fresca e o intuito é congelar, o ideal é temperar o alimento e depois guardar no freezer por até seis meses.

No entanto, no momento de preparo é sempre importante observar o estado da carne e jogar o produto fora se houver qualquer suspeita em relação à procedência. “Isso porque alguns fabricantes podem alterar a data de validade do produto e o consumidor só percebe que adquiriu uma carne com data de validade menor do que esperado no momento do preparo”, ressalta.

O que vem pela frente

Em declaração à imprensa, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pesca e Agropecuária, Eumar Novacki disse que os casos de irregularidades apontados na operação Carne Fraca são específicos e não apresentam risco à saúde pública. No entanto, é importante atenção na hora de comprar a carne e, especialmente no momento de consumir.

Até o momento, a Polícia Federal identificou que 40 empresas do setor de alimentos cometeram irregularidades. Segundo o Ministério da Agricultura, três unidades foram fechadas: duas do frigorífico Peccin, em Jaraguá do Sul (SC) e em Curitiba (PR), e uma da BRF, em Goiás. Outras 21 estão sob investigação.

Distorção da autoimagem corporal

Por Thaiana Brotto, psicóloga, em Mais Equilíbrio

Hoje, muito se fala em moda Fitness, e isso envolve um mercado muito abrangente, que é o de roupas para academia, suplementos, tênis, até garrafa de água entra na moda. Muito se fala na busca do corpo perfeito… Mas, o que é o corpo perfeito?

Reprodução Mais Equilíbrio/ Foto: iStock / © hartphotography1

É muito fácil falarmos que estamos buscando o corpo perfeito, mas, muitas vezes, sequer sabemos qual de fato é a nossa busca, o nosso real objetivo. Ideal de corpo perfeito é o daquela pessoa que você segue na rede social, que tem muitos seguidores e uma legião de comentários cheios de elogio? Então, vamos falar de algo muito mais sério: o que você vê quando se olha no espelho?

Já recebi inúmeras perguntas a respeito do tema, pessoas que falam que não conseguem alcançar seus objetivos, que, basicamente, são: peso ideal, corpo ideal, músculos, aparência, dentre tantos outros fatores que envolvem a autoimagem. Poucas vezes me abordam perguntando sobre qual o equilíbrio entre “mente sã e corpo são”, o que isso quer dizer? Que hoje, com a pressão desse novo mundo Fitness, as pessoas estão esquecendo-se de cuidar da parte de dentro.
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Antes de buscar o corpo perfeito, existe um histórico de vida. Dentro deste “histórico” existe uma composição de fatores, como: genética, limitações, biotipo, etc. Ou seja, algumas pessoas ficam incessantemente buscando o corpo que julgam perfeito, ou porque viu numa rede social, ou porque alguém comentou, e esquecem que cada pessoa possui um organismo, uma forma de corresponder às reações de medicamentos, e que não existem corpos e nem pessoas iguais.

Por isso, quando se olham no espelho, nunca estão satisfeitas com o que enxergam ali. E a busca não pára. Porque, na maioria das vezes, não olham para o que alcançaram, olham para o que estão buscando. E isso afeta, inclusive, a saúde. Vale ressaltar que “corpo perfeito” não é sinônimo de saúde!

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O mais importante de todos estes pontos levantados, é que, simplesmente, não existe padrão de beleza. Não existe o cabelo ideal, o formato de unha ideal, o corpo ideal. Simplesmente, não existe. O que existe são “idéias” do que pode ser ideal, mas idéias vagas e infundadas. Afinal, cada pessoa nasceu de uma família com genes completamente diferentes, um bom exemplo são irmãos gêmeos: nem mesmo eles são iguais em termos de organismo e metabolismo. Hoje, com a febre de redes sociais, as pessoas se esqueceram de olhar para dentro. Para o que sentem, para o que de fato querem, perderam até suas próprias opiniões sobre o que de fato considera bonito ou não.

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Para aquelas pessoas que são fissuradas num ideal de corpo, é recomendado que busquem (e até deem prioridade) para um auxílio psicológico. Entender sobre o que de fato querem, recuperar seus próprios ideais e formas de enxergar este mundo, até mesmo de se conhecerem, saberem quais são seus próprios padrões e limites, o que pode ser melhorado – porque, é claro, exercícios físicos e alimentação saudável são fundamentais para qualquer pessoa – mas não deixarem suas essências escaparem pelos dedos. Nossa essência, o que de fato somos, ninguém pode mudar, alterar, e cada um tem sua própria beleza.

Vale lembrar que se a pessoa tem essa fissura por um corpo perfeito, nunca está satisfeito com o que vê quando se olha no espelho, quer sempre mais e mais, não necessariamente esquadra-se numa doença. Isso pode ser ocasionado por uma baixa autoestima, e até mesmo sintomas de inferioridade. O auxílio de um profissional poderá ser fundamental para que este quadro se reverta.