Tag: atenção

Checklist do amor: a diferença entre o gostar e outros sentimentos

Conteúdo original Revista Bons Fluídos

1. É amor ou medo?

O sentimento de “eu não mereço receber amor” é uma das principais causas de problemas em um relacionamento. Se você não é capaz de amar a si mesma, como vai amar o outro?

2. É amor ou dependência? 

É claro que você deve pedir ajuda ao seu parceiro. Mas quando a dependência ultrapassa o limite, você começa a ver no outro a única forma de sobrevivência! A sensação de que você não consegue viver sem o outro, além de prejudicar o relacionamento à dois, vai afetar a sua autoestima.

3. É amor ou carência?  

Amar alguém e precisar do outro para ser feliz tem a sua diferença. No estado de carência, você oscila entre os sentimentos de medo e ansiedade o tempo todo: medo do outro te deixar, ansiedade quando ele não está.

4. É amor ou eu tenho algo a ganhar com isso?

Amor não inclui a palavra ganho, porque suas atitudes não esperam algo em troca – é sobre ser e estar junto. Se você dá amor pra receber amor, eventualmente vai se desapontar.

5. É amor ou sacrifício?

Tem limite: sacrifícios saudáveis baseados no amor e aquele sacrifício baseado no medo – de desapontar, de perder, de ser deixado. Quando você percebe a diferença, fica mais fácil saber quando o amor vai bem.

6. É amor ou estou tentando mudar o outro?

Se incomodar com algumas atitudes é uma coisa, mas não dá pra amar alguém e, ao mesmo tempo, tentar mudar quem essa pessoa é – já parou pra pensar que talvez você não a ame de verdade e ame uma ideia que você tem dela?

7. É amor ou estou tentando controlar essa pessoa?

Aonde vai, com quem, por que motivo. São perguntas como essas que demonstram o controle excessivo com outro, ultrapassando o carinho e o cuidado. Amor é sobre crescer junto e o controle excessivo impede esse crescimento.

Exercícios para dobrar sua atenção

Conteúdo original Bons Fluídos 

A prática pode ser aplicada a qualquer atividade – no trabalho, dirigindo, comendo, andando – basta estar concentrado nesse propósito. Conheça alguns exercícios extraídos do livro The Miracle of Mindfulness: A Manual on Meditation, do monge vietnamita Thich Nhat Hanh.

Lavando a louça: faça isso relaxadamente, como se cada panela, garfo, copo, fosse um objeto de contemplação. Inspire e expire profundamente e controle sua respiração para evita que a mente se distraia. Não tente acelerar o ritmo para terminar a tarefa mais cedo, lavar os pratos é meditação. Se você não consegue lavar os pratos com consciência plena, tampouco pode meditar em silêncio.

Preparando o chá: faça cada movimento lentamente, com plena consciência dele. Perceba que sua mão levanta o bule pela asa, que você está despejando o chá perfumado na xícara. Siga cada passo com atenção. Respire suavemente e de forma mais profunda que o habitual. Controle sua respiração caso sua mente tenda a se distrair. Sirva com gentileza aos amigos ou saboreie-o sozinho, sentindo o cheiro, a temperatura, etc.

Toca aquela, DJ: 7 músicas que elevam a saúde ao máximo

Conteúdo original Women’s Health Brasil 

“A razão principal pela qual a frase ‘sexo, drogas e rock and roll’ existe é porque todas essas coisas estimulam centros de prazer no cérebro”, diz Andrew Knight, professor assistente de musicoterapia na Universidade Estadual do Colorado (EUA). E agora nós temos a ciência para provar a parte do jargão que diz respeito à música: estudos recentes mostraram que ouvir tipos específicos de sons oferecem benefícios para o corpo e para a mente. Seja para diminuir seu lapso de atenção ou acalmá-la em um dia tenso, essas sete músicas irão elevar sua saúde ao máximo. Aperte o play. Sinta-se bem. Repita.

Gwen Stefani – Me Without You

Dê o PLAY para curar o mau humor

Ouvir a música em que a cantora conta como está chateada com seu ex-marido quando você está triste? Boa ideia – mesmo. Letras e melodias que ecoam seu estado emocional validam seus sentimentos – o primeiro passo para se sentir melhor. “Isso pode facilitar o modo como você se expressa. É como se sentir ouvida ou ter alguém falando com você”, diz Tereza Alcântara, professora de musicoterapia da Universidade Federal de Goiás. Se você está passando por um término brutal, desabafe com essa música. Depois, quando seu humor melhorar, escute algo mais positivo – tente a “Make Me Like You”, música na qual Gwen fala da sua felicidade com o novo namorado – para deixar sua tristeza para trás de vez.

Brian Eno – Ambient 1: Music for Airports

Dê o PLAY para acabar com o estresse

Deitar-se em uma sala silenciosa com uma música ambiente tocando ao fundo e focando apenas em sua respiração é tão eficaz quanto receber uma massagem – mas por um preço muito menor. Uma hora de qualquer uma das duas pode baixar seu nível de ansiedade em 40%. Pratique isso com sua música instrumental relaxante favorita, como uma desse álbum do Brian Eno, por cinco minutos por dia e, eventualmente, o som vai remeter você a essa sensação menos estressante a qualquer momento em que você botá-lo para tocar. “A música se torna um gatilho para o seu cérebro fazer aquilo com o que você o associou”, diz Knight. Nesse caso: relaxamento.

Tegan and Sara – Boyfriend

Dê o PLAY para ser criativo

Tocar músicas novas (ou pelo menos novas para você) pode manter seu cérebro funcionando no trabalho. Sua cabeça se concentra melhor quando não está entediada ou superocupada. Quando você escuta músicas que já conhece, “o cérebro fica passivo, porque ele sabe onde a música está indo”, diz Knight. Sons menos familiares fazem sua mente alternar entre o trabalho e a música, o que distrai você o suficiente para quebrar o seu padrão de pensamento, colaborando com a criatividade enquanto a mantém longe de perder o foco, ao mesmo tempo.

Eric Clapton – Wonderful Tonight

Dê o PLAY para reprimir a dor

Pesquisas mostraram que a música pode ajudar na distração de incômodos pós-cirurgia. Quer acabar com suas dores de cabeça ou nas costas? Escolha uma canção que evoque uma memória vívida e feliz (como o seu casamento, onde você dançou com o seu pai ao som de Clapton; ou as festas da faculdade onde você requebrou ao som de “Whisky a Go Go”, do Roupa Nova). Os centros de prazer e recompensa do seu cérebro irão responder como se você tivesse voltado a esses momentos alegres ao lançar um fluxo de neuroquímicos analgésicos, como a dopamina e a oxitocina.

Yo-Yo Ma – Unaccompanied Cello Suite No. 1 in G Major (Bach)

Dê o PLAY para garantir um sono mais leve

Músicas relaxantes podem empurrá-la para o mundo dos sonhos assim como qualquer cantiga de ninar. Estudos mostram que escutar 45 minutos de uma relaxante música clássica antes de dormir ajuda insones a adormecerem, possivelmente porque diminuíram suas frequências cardíacas e respiratórias. Se você não gosta de Bach, tente The Piano Guys, que fazem versões mais calmas de tons pop, como “Titanium”, do David Gueta (feat. Sia). Coloque para tocar, apague as luzes, entre debaixo do lençol e pegue no sono.

Lana Del Rey – Cruel World

Dê o PLAY para acelerar a recuperação pós-treino

Sua playlist de treino só tem Beyoncé? Nós compreendemos totalmente. Mas considere colocar de cinco a 20 minutos de melodias mais melosas no fim da sua playlist. Músicas que têm cerca de 60 a 80 batidas por minuto (bpm) abaixam a pressão sanguínea e os níveis de cortisol, que ajudam seu corpo a se recuperar mais rápido, segundo Costas Karageorghis, autor do livro Applying Music in Exercise and Sport (não disponível no Brasil). Escute enquanto se alonga gentilmente ou se acomoda durante a shavásana.

Rihanna (feat. Drake) – Work

Dê o PLAY para ter um sexo quente

Sons ajudam você a se acalmar – e a ser acalmada. Casais que escutam música em casa reportaram fazer 67% mais sexo do que aqueles que não. Pesquisas mostraram que cantar juntos gera o mesmo laço de intimidade gerado durante o sexo. “A música envolve o lado afetivo. Escutar com alguém pode gerar memórias prazerosas para as duas pessoas, já que aquele som evoca o momento em que passaram juntos escutando-o”, diz Tereza. Ou seja: você + o seu parceiro + Rihanna + Drake = hora do sexo.

Meditação programada

Conteúdo original Bons Fluídos

Reprodução Bons Fluídos
Quem deseja iniciar ou consolidar a prática da meditação encontra no aplicativo gratuito Insight Timer um gostoso empurrãozinho. Disponível na App Store e no Google Play – para Android e IOS –, o programa oferece ferramentas variadas, entre elas, 3349 meditações guiadas de diferentes linhas (e idiomas), tais como zen-budismo, vipassana, theravada etc., e podcasts com ensinamentos de mestres espalhados pelo mundo.

Há ainda prática de ioga nidra e cantos sagrados, além de playlists para dormir, relaxar ou acessar a plena atenção. O sistema de despertar é imbatível. Por meio dele é possível definir a duração da meditação, a quantidade de intervalos e os tipos de sino a serem tocados nesses momentos, bem como o som ambiente. Outra curiosidade? Gráficos registram as incursões diárias e um ranking de estrelas vai se formando à medida que a “milhagem” meditativa avança.

“Esse recurso permite que o praticante perceba quanto já meditou nos últimos dias, semanas, meses”, aponta a revisora Hellen Silva, adepta do aplicativo desde dezembro de 2014. O usuário não precisa experimentar tudo isso sozinho. Há a possibilidade de se conectar a grupos de discussão e de prática ao redor do globo. Imagine interagir com um monte de gente vibrando na mesma sintonia, escolher os grupos com os quais quer meditar e poder ver, através de um mapa, quem está meditando junto com você em tempo real.

É possível enviar a esses colegas uma mensagem automática com os dizeres: “Obrigado por ter meditado comigo”. “Muitos deles, de várias partes do mundo, devolvem o agradecimento no mesmo momento. É muito rico. Com o tempo as pessoas vão se tornando amigas nessa rede”, detalha Hellen. A ideia é que os adeptos possam se encorajar mutuamente, criando as condições para que a paz brote dentro de cada um. Até envolver o planeta todinho.

É saúde!

saude

É saúde, gente!

Do insta @motivacao24h

Consciência corporal afasta dores e lesões

Conteúdo original Minha Vida

burpee-1203903_960_720

Consciência é um processo diretamente relacionado ao autoconhecimento. E faz parte deste movimento conhecer o próprio corpo. A técnica da consciência corporal tem a ver com prestar atenção aos próprios movimentos e a relação do seu corpo com o espaço que ele ocupa, com seus músculos e articulações. “Muitas causas estão por trás dos bloqueios de percepção corporal”, conforme diz a osteopata (ciência terapêutica que trata das disfunções de mobilidade articular e tecidual) Grace Alves Ferreira.

“Vivemos muito sentados ou em posições incorretas, o que facilita a má postura e acaba piorando a percepção corporal”, diz a especialista. Os aspectos emocionais também estão evolvidos na consciência corporal: um sujeito reprimido por questões morais ou com baixa autoestima acaba tendo reflexos no corpo, tornando-se retraído, o que se reflete principalmente na postura curvada e, consequentemente nas dores cervicais.

photography-945822_960_720

O sedentarismo não é necessariamente causador da falta de consciência corporal, mas grande parte das pessoas que fazem exercícios físicos interage mais com o próprio corpo e, por isso, tendem a conhecê-lo melhor, mas também vale o cuidado com as posturas e excessos no esporte.

Um erro comum de desleixo com o corpo é sentar errado. “Muitas pessoas passam mais de metade de seu dia nessa posição e fazer isso de forma inadequada pode trazer muitos problemas”, explica Grace. Uma boa dica é apoiar sempre os pés no chão, mantendo o ângulo dos joelhos em 90°, assim como o do quadril, e prestar atenção para que esse ângulo não diminua e você não acabe curvado.

men-1179452_960_720

A alimentação também tem influência na percepção corporal: comidas gordurosas retardam o metabolismo, prejudicando o funcionamento do sistema digestivo. “Quem conhece o próprio funcionamento corporal sabe os limites alimentares que mantêm o bem-estar em dia”, diz a osteopata.

Reconhecimento do corpo

A professora Letícia Nabuco, responsável pelas aulas de Conscientização do Movimento do curso de consciência corporal oferecido anualmente pela Universidade de Juiz de Fora, explica que o principal objetivo das aulas – com duração de oito meses – é “despertar no aluno um olhar crítico e investigativo para o próprio corpo”. O curso – que atrai principalmente profissionais da área da saúde, mas também é aberto ao público interessado – envolve a parte teórica e a prática, visando à prevenção de problemas musculares e ósseos, o reconhecimento das incorreções e práticas de correção postural, respiratória e muscular, além da prevenção de lesões.

sport-1087028_960_720
Os alunos trabalham em exercícios que envolvem princípios de dança contemporânea, de pilates e a análise do movimento, que visam trabalhar a harmonia espacial e a reestruturação do próprio corpo. Os benefícios vão desde uma maior sensação de conforto corporal, o aumento da capacidade circulatória, respiratória e a ampliação da capacidade de movimento. “O aluno, ao mesmo tempo, amplia e toma consciência de sua capacidade e limites corporais”, explica Letícia.

O que acontece se você não dormir nada?

Conteúdo original El País

O que aconteceria se uma pessoa não dormisse nada?, perguntava um usuário do Quora, uma rede social de perguntas e respostas: “Não apenas uma noite ou duas, mas sempre”. “Enlouqueceria?”. “Morreria?”.

boy-828850_640

Chris Morrison resumia os possíveis sintomas que poderia sentir, que também estão explicados neste vídeo da Asap Science (com legendas em espanhol) sobre o sono, com link em uma das respostas.

Depois de uma primeira noite sem dormir, o sistema mesolímbico é estimulado e a dopamina é liberada, por isso nos sentimos com mais energia, motivação, otimismo e desejo sexual. Mas, claro, essa sensação positiva é enganosa, já que a partir daí tudo vai ladeira abaixo.

Pouco a pouco, o cérebro começa a desativar as regiões que se encarregam de planejar e avaliar decisões, o que resulta em um comportamento mais impulsivo. O esgotamento provoca, além disso, uma lentidão no tempo de reação e uma piora das funções perceptivas e cognitivas.

sleeping-child-812181_640

Depois de um ou dois dias, o corpo deixa de metabolizar a glicose de forma adequada, e o sistema imunológico começa a falhar. Como lembra Morrison, a partir do segundo dia também pode haver uma piora geral da memória. Três dias sem dormir provocaram alucinações em alguns casos.

O recorde (documentado cientificamente) é de Randy Gardner, que passou 264 horas (11 dias) sem dormir e sem ajuda de estimulantes. O feito ocorreu em 1964, quando tinha 17 anos, e foi acompanhado pelo médico especialista em sono da Universidade Stanford, William Dement. Como outros que se submeteram a testes semelhantes, Gardner não apresentou efeitos negativos em sua saúde a longo prazo.

airport-205758_640

Isso não quer dizer que ficar sem dormir não possa levar à morte. Os ratos conseguem ficar sem dormir entre duas e quatro semanas. Depois morrem, embora não esteja claro se por falta de dormir (e o hipermetabolismo que isso provoca) ou pelo estresse de serem despertados constantemente.

Em relação aos seres humanos, passar tanto tempo acordado está associado apenas a distúrbios estranhos, como a insônia familiar fatal: essa doença genética (e muito rara) do cérebro causa insônia, alucinações, demência e, depois de 18 meses, a morte.

sleeping-340277_640

Outro caso é o mencionado pela Scientific American: um jovem de 27 anos com síndrome de Morvan, que praticamente não dormiu durante vários meses, sem se sentir sonolento nem cansado e sem demonstrar problemas de humor e de memória. Mas, quase todas as noites, entre 21h e 23h, passava entre 20 e 60 minutos sofrendo alucinações auditivas, visuais, olfativas e táteis, além de dor nos dedos das mãos e pés.