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Yoga: conheça a postura da meia-lua (ardha chandrasana)

Recentemente a Revista Bons Fluídos compartilhou o passo a passo de uma postura da yoga que é muito benéfica para o bem-estar diário, a ardha chandrasana (ou postura da meia-lua).

O movimento, inclusive, auxilia na diminuição do ronco durante o sono, além de tonificar e afinar o centro do corpo (cintura), fortalecer os músculos superiores das costas, coxas e quadris, e também ajudar no aumento da flexibilidade da coluna e no melhor funcionamento de órgãos como o fígado e os rins.

Como fazer

Foto divulgação
  1. De pé, com os pés unidos, inspire e estique os braços para cima entrelaçando os dedos, exceto os indicadores.

  2. Contraia os músculos das coxas, quadris e abdômen.

  3. Ative os músculos dos braços, puxando-os para cima ao inspirar; leve-os para a direita e os quadris para a esquerda, formando uma meia-lua.

  4. “Empurre os quadris para a frente e traga o peito para trás para alinhar todo o corpo como se ele estivesse colado em uma parede atrás de você”, diz a professora de ioga Andrea Wellbaum.

  5. Sustente de 30 segundos a um minuto e repita do outro lado.

A sintonia nossa de cada dia: segunda-feira

Conteúdo original Bons Fluídos

As forças lunares favorecem o uso da energia psíquica e da intuição | Crédito: iStock
As forças lunares favorecem o uso da energia psíquica e da intuição | Crédito: iStock

A segunda-feira chega trazendo uma energia pacificadora, convidando à interiorização. Caso esteja em casa ou em algum lugar calmo, tranquilo, medite por alguns minutos ou, pelo menos, volte o olhar um pouco para dentro de si mesmo. No trabalho, evite ações enérgicas e situações de confronto. Sinta suas forças sendo restauradas para enfrentar a semana de trabalho com mais equilíbrio.

Os indianos há 3 mil anos já acreditavam que a energia receptiva do dia da lua (somvar, em seu antigo idioma, o sânscrito) favorecia a resolução de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou problemas ligados às origens e raízes pessoais, que são assuntos regidos pelo astro.

Cultive a feminilidade

As forças lunares favorecem o uso da energia psíquica e da intuição, além da compreensão das mensagens que nos chegam do inconsciente por meio dos sonhos, por exemplo. Aproveite os momentos de recolhimento para fazer o planejamento da semana e agendar suas tarefas.

Deus romano: Luna, deusa lunar
Deus indiano: Shiva, deus da transmutação
Planeta: Lua
Bom para: interiorização e meditação
Ruim para: frequentar lugares agitados

Como manter o Equilíbrio em tempos difíceis

Por Rosane Queiroz e Kátia Stringueto em Bons Fluídos Digital

Osho (1931-1990), filósofo e mestre espiritual indiano, certa vez ouviu de um aprendiz: “Por que o senhor não diz algo sério?”. Porque ele vivia brincando e contando piadas, ao mesmo tempo em que passava seus ensinamentos. “Ele criava o discurso em torno da piada, e não poderia ser diferente. Rir é uma maneira de sair da mente”, atesta AnandGoloka, mestre de meditação no Osho Internacional MeditationResorte, em Puna (Índia), e no Brasil.

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 No Tarô Zen de Osho, a carta “Espírito Brincalhão” dá o recado sobre o valor do bom humor: “O zen excluiu-se do mundo sério, criou um mundo próprio muito divertido, cheio de risos, no qual até os grandes mestres se comportam como crianças”.

Mas é no texto “A Revolução: Conversas Sobre Kabir” que Osho passa a maior mensagem sobre a importância de cultivar o riso: “A vida inteira é uma grande piada cósmica. Não é um fenômeno sério — leve-a a sério e você continuará a perder o essencial. Ela só é compreendida por meio do riso. (…) A minha definição do homem é que ele é o animal que ri. Nenhum computador ri, nenhuma formiga ri, nenhuma abelha ri. (…) É só o homem que pode rir; é o pico mais alto do crescimento. (…) Se você puder rir, será capaz de amar. Se puder rir, será capaz de relaxar. O riso relaxa como nenhuma outra coisa. Assim, todas as piadas para mim são orações —é por isso que eu as conto. E você pergunta: ‘Por que você não ri de suas próprias piadas?’. Porque eu as ouvi antes”.

Benefícios de corpo e alma

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Além de trazer mais leveza para a vida, uma exuberante gargalhada também melhora a saúde.Pesquisas assinalam que brincar, rir e não se levar tão a sério é absolutamente desejável. “Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave”, define Silvia Cardoso, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que estuda o riso e seus efeitos.

Ela constatou que não importa se a risada é por algo engraçado ou um gesto de cumprimento. Para ser benéfica, ela tem é de ser sincera. “Só quando o sorriso passa pela emoção é que libera substâncias que reduzem a tensão, relaxam os músculos e aumentam a imunidade”, avisa.

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Rir oxigena o sangue e faz pensar melhor, minimiza o excesso de dor, de rigor consigo próprio e com as outras pessoas. E, ao contrário do que se pode imaginar, estar bem com a vida não significa ser super-herói e esconder sentimentos ruins. A palavra humor vem do latim humore, que significa “deixar fluir”. Isso inclui desculpar-se das próprias falhas e expandir-se internamente. Em outras palavras, significa saber rir de si mesmo.

Outras chaves para o equilíbrio são voltar a mente para o presente, nutrir-se de alimentos e relações saudáveis e, não importa a situação, ter consciência de que está dando o seu melhor.

Veja como cultivar seu senso de humor:

* Liste as coisas de que você mais gosta e considere seriamente a possibilidade de colocá-las em prática.

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* Lembre do que você fazia com prazer na infância. O que o fazia ficar horas absorto, ler, olhar as estrelas, assistir um jogo…

* Perceba as atividades divertidas que pratica durante o dia. Jantar fora com um amigo, fazer amor, brincar com o cachorro, cozinhar. Observe como a alegria custa pouco.

* Tudo tem sua parte divertida e outra nem tanto. Só não deixe o que é divertido ficar escondido.

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* Brincar é tão natural quanto respirar, sentir, pensar.

Autorize-se. Tente caminhar por um quarteirão observando quantos sorrisos encontra pela frente. Depois, faça o mesmo percurso sorrindo e comprove que rir é contagioso. 

“Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave”, Silvia Cardoso, neurocientista.

Beleza gera mais beleza? Quando olhamos para o belo do cotidiano trazemos o melhor para dentro de nós

Texto de Rosane Queiroz

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“Fui assaltada. Pela beleza. Era uma terça-feira luminosa, por volta de 11h. Parei o carro no farol vermelho, com o vidro aberto. Um homem, segurando quatro buquês de rosas na mesma mão se aproximou e, como quem aponta uma arma, ostentou aquele mar de rosas, bem diante do meu nariz. Deu para sentir o perfume. “São lindas!”, comentei.
O farol abriu e segui em frente, com um sorriso. Senti que o vendedor quase me ofereceu um ramalhete de presente, pelo encanto que as flores despertaram em mim. A beleza de algo ou alguém talvez possa ser medida assim, pelo tamanho do impacto e deleite que provoca. A imagem daquelas flores robustas, envoltas em celofane, me acompanhou até em casa.
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Ao chegar, o encanto se quebrou. Abri o laptop e, no meu feed de notícias, uma amiga dizia: “Eu não quero ver um homem sendo queimado vivo!”, referindo-se a mais um vídeo-barbárie dos terroristas islâmicos, exibido nas redes sociais naquela semana. Entre o horror e as rosas, lembrei do que tinha ouvido há poucos minutos: “Ver o belo é um treino e uma escolha”, disse o professor Basilio Pawlowicz, filósofo e cofundador da Associação Palas Athena, organização sem fins lucrativos que tem como missão aprimorar a convivência humana por meio da articulação  de culturas e de saberes diferentes. Bonito, não?
Professor Basilio, um doce senhor de olhos azuis, sotaque argentino e fala suave, confessa que todos os dias pela manhã se deprime “un poquito” ao ler os jornais. “As feiuras do mundo são mais do que evidentes. Resgatar o belo é uma necessidade imperiosa. Mas onde ele está?”, o filósofo mesmo se pergunta.
Bem-humorado, se declara compadecido com minha dura tarefa de buscar o significado da beleza e traduzi-la em palavras. “A clareza do jornalista é uma gentileza para o leitor. Sem beleza, ninguém lê nada”, ele desafia. “Pergunte a um sapo o que é belo e ele dirá que é sua fêmea. Pergunte a mesma coisa a um filósofo e ele responderá com um imbróglio”, brinca, citando Voltaire. Para sair do “imbróglio”, três parágrafos depois, vamos à beleza que mora na filosofia. Não há como fugir do feio, concordamos eu e o sábio Basilio.
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Somos produtos desse tempo, portanto, possuímos as virtudes e defeitos dele. Reconhecer a existência da feiura, e, no entanto, optar bela harmonia (sem se alienar), é um caminho possível. Imagine: “Se alguém lhe oferece um prato de comida estragada, com mau cheiro, o que faz? Vai comer? Você é o resultado daquilo com o que se alimenta. Da qualidade dos pensamentos depende a qualidade da nossa vida. Se nos comprometemos apenas com as fealdades do mundo, enxergando apenas o que há de ruim, também nos tornamos feios, deprimidos, cúmplices dos horrores”, diz o professor. (…)”
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Pense nisso e cerque-se do que é belo. Aguce seus sentidos para enxergar aquilo que realmente pode ser capaz de preencher a sua alma e o seu espírito!
Boa semana!