Tag: Camellia Sinensis

Tisana: bebida para todas as horas

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Sabe aquele “chazinho” de camomila para acalmar os nervos que sua mãe ou avó já deve ter feito algum dia? E aquele de hortelã ou erva-cidreira para minimizar os efeitos de uma gripe ou resfriado? Pois bem. Essas bebidas caseiras que citamos, assim como outras parecidas que costumamos chamar de chás, na verdade, são denominadas de tisanas.

A nomenclatura “chá de ervas” é frequentemente utilizada para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas – casca, folhas, flores, etc). No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis, como o chá verde e o branco, por exemplo.

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A tisana consiste em adicionar ervas em água e deixar ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tampado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tampado) por até 15 minutos.

Além de ajudar na desintoxicação e redução do estresse, a tisana pode ser uma aliada na redução de medidas. Isto porque é feita com diversas plantas que, combinadas entre si, aumentam os benefícios da bebida. A infusão não contém cafeína e pode ser tomada principalmente nos meses após o inverno, já que no frio tendemos a consumir mais gorduras e sobrecarregamos a função do fígado e dos rins.

Para preparar a tisana, você deve escolher uma planta principal. O dente-de-leão e a ulmeira são duas plantas que têm efeito depurativo, preferidas de celebridades como Madonna. Outra bastante usada é o ginseng, que devolve o equilíbrio ao organismo, e a passiflora, que ajuda no sono.

Aprenda algumas combinações de ervas que você pode preparar em casa:

Tisana anti-insônia

Age diretamente no sistema nervoso, diminuindo as tensões nervosas e musculares.

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  • 1 col. (sopa) de casca de maracujá
  • 1 col. (sopa) de capim-cidreira
  • 1 col. (sopa) de camomila

Tisana para boa digestão

Combinação de ervas capaz de melhorar a digestão dos alimentos, evitando que eles fiquem parados nas paredes do intestino e acumulem toxinas.

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  • 1 col. (sopa) de camomila
  • 1 col. (sopa) de hortelã
  • 1 col. (sopa) de espinheira-santa

Tisana termogênica

Aumenta a queima de calorias e reduz o colesterol.

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  • 1 col. (sopa) de hibisco
  • 3 cm de gengibre
  • 1 pedaço de canela em rama (3 cm)
  • 1 col. (sopa) de laranja amarga

Fontes: Chá Benefícios, Mais Equilíbrio e Wikipedia

Matchá: novo queridinho para o emagrecimento

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Já percebeu que cada vez mais surgem opções facilitadas no mercado que prometem lhe auxiliar a perder peso, queimar gordura e ser mais saudável? Estamos vivendo uma explosão de novidades e essa atmosfera mais natural parece que chegou para ficar. Dentre tantas variedades, o queridinho da vez é o matchá. Já ouviu falar?

O matchá vem da mesma planta que dá origem aos chás verde, branco e preto, a Camellia Sinensis. O diferencial dele, no entanto, é a forma de extração e produção. Ele tem um ponto diferente de colheita e é liofilizado e moído.

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O processo de liofilização consiste na desidratação das folhas, que são submetidas a baixas temperaturas, mas sem perder suas propriedades originais. Essa é a mesma técnica utilizada para preparar os alimentos dos astronautas, por facilitar o transporte e preservar as qualidades do alimento.

Toda essa conservação faz do matchá uma erva muito mais potente do que todas as variações da Camellia Sinensis produzidas até o momento. Para se ter uma ideia, o matchá possui 137 vezes mais antioxidantes do que o chá verde comum. Além de manter a alta concentração de substâncias que auxiliam na queima e eliminação de gorduras.

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Ele também ajuda na recuperação dos músculos, o que é muito benéfico para quem pratica atividade física, e acelera o metabolismo. Por ser um pó fino, é bastante versátil, podendo ser adicionado à diversos preparos e receitas.

Tudo de bom, né gente?! A única coisa que não é lá muito boa é o preço. Uma embalagem como essa da foto, com 7 gramas, para o preparo de um litro de matchá, custa em média R$ 5. Caro! Até porque para sentir os reais benefícios seria preciso manter um consumo regular e dá para ficar na dúvida (inclinando mais para o não) se todo o investimento valeria mesmo a pena.

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Esse foi comprado com intuito investigativo e o feedback é superpositivo. Ao contrário do chá verde tradicional, com o matchá não é preciso sofrer com o sabor amargo. Esse preparado é bem gostosinho e adocicado. O aspecto é que é meio esquisito e nada bonito. Por ser um pozinho verde, a bebida fica com uma cor de água suja, meio caldo de cana.

A recomendação da embalagem é que se dilua o pó em água gelada ou em temperatura ambiente. O rendimento pode ser expandido, o fabricante indica a diluição em até 1,5 litro. Dispensa ser adoçado e sabor é mesmo muito agradável.

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Contudo, vale lembrar que não existe milagre. Ainda que seja uma experiência aprazível de um produto que promete queimar seus pneuzinhos, nada acontece do dia para a noite como mágica. Ele tem efeito diurético sim e até proporciona uma redução visível do inchaço pela retenção de líquidos, mas a gente sabe que o que propicia o emagrecimento, de fato, são a queima de calorias e a perda de gordura.

Caso você pretenda complementar seu plano alimentar e dar uma potencializada no projeto verão, o matchá pode ser um grande aliado para dar aquele empurrãozinho e lhe ajudar a atingir sua meta.