Tag: campanha

De olho na gripe H1N1

É o assunto do momento e nada melhor do que a informação para sabermos como evitar e nos proteger da contaminação.

O texto é original da Erika Alk Blog, editado pelo blog que subtraiu alguns trechos, vale a pena ler e compartilhar:

O vírus da gripe H1N1 volta a ameaçar o Brasil e já está instalado em 11 Estados, principalmente São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, o País registrou 305 casos da doença até 19 de março. Foram 46 mortes até a data, 10 a mais que no ano passado inteiro. A Região Sudeste concentra o maior número de casos (266), sendo 260 em SP. (…)

Este ano o vírus apareceu mais cedo, em março – ele é esperado normalmente para maio, junho e julho. Mas o que pode ter mudado o ciclo do H1N1? Esta é a pergunta que muitos profissionais de saúde estão fazendo no momento. Acredita-se que esta circulação precoce possa estar relacionada à forte temporada de influenza que ocorreu no hemisfério norte neste último inverno. De acordo com o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha a antecipação do surto, que costuma ocorrer somente no inverno, está provavelmente relacionada a paulistas que viajaram ao hemisfério norte nos últimos meses, e trouxeram o vírus.

h1-3

“Nós e o governo do Estado já pedimos ao Ministério da Saúde a antecipação da campanha de vacinação, marcada inicialmente para o dia 30 de abril, mas isso vai depender de quando as vacinas serão finalizadas pelo Instituto Butantã”, declarou. Mas a explicação mais plausível ainda não foi determinada.

“O que sabemos há muito tempo é que o vírus influenza é sempre surpreendente e que nunca podemos saber com exatidão como será o comportamento dele a cada ano”, afirma a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana.

O vírus H1N1 é do tipo influenza A, um dos causadores da gripe comum. É o mesmo responsável pela pandemia de gripe suína ocorrida em 2009. Só no Brasil, naquela época, foram 50 mil casos e mais de 2 mil pessoas morreram.

h1n1

Sintomas

Apesar das semelhanças com os sintomas iniciais da gripe comum – febre, tosse, coriza, dor de garganta, na cabeça e no corpo –, a H1N1 pode ser ainda mais perigosa. Segundo Richtmann, além dos sintomas normais de gripe, outra forma de apresentação do H1N1 mais grave é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Ela é caracterizada por falta de ar, diminuição da saturação de oxigênio, desconforto respiratório, podendo evoluir para insuficiência respiratória, choque e até a morte.” Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia. Testes laboratoriais são capazes de identificar por qual tipo de vírus o paciente foi infectado. E ao primeiro sinal destes sintomas é muito importante que se procure um posto de saúde, hospital ou médico de sua confiança.

h1n1-5

Tratamento

O tratamento basicamente é realizado com um medicamento antiviral, de uso oral, por cinco dias. “Para ser efetivo, deve ser iniciado o mais precoce possível, preferentemente até 48h do início dos sintomas. Além do uso do antiviral, podemos prescrever sintomáticos, para aliviar os sintomas”, diz a infectologista.

A prevenção, contudo, é a maneira mais eficaz de combater a doença. “As medidas mais importantes são a higienização das mãos frequentemente, com água e sabão ou álcool gel”, recomenda Richtmann. Além disso, indica-se manter ambientes arejados e ventilados e evitar locais fechados com grande número de pessoas. Alimentação correta, ingestão de água e a prática de exercícios físicos também reduzem as chances de contrair o vírus.

H1N1-4

Vacinação

Outra forma efetiva de prevenção é o uso da vacina específica contra a gripe. Ela já está disponível na rede privada e, a partir de 30 de abril, está prevista para ser disponibilizada também na campanha do programa nacional de imunização, da rede pública.

O Ministério da Saúde, no entanto, vai permitir a antecipação da vacinação contra a doença, e os Estados interessados poderão começar a imunizar grupos considerados mais vulneráveis antes da campanha nacional. Em São Paulo, o primeiro lote está previsto para ser liberado nesta sexta-feira (dia 1º) e nos demais Estados, a partir de segunda (04 de abril).

Nas unidades públicas de saúde, a vacina é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras que comprometam a imunidade.

Tanto a vacina das clínicas privadas quanto a da campanha governamental previne o H1N1, além de outros dois tipos de influenza (H3N2 e influenza B). “Estima-se que o tempo de proteção conferido pela vacina seja de um ano, porém essa resposta pode variar, conforme o tipo de paciente, idade e hábitos”, afirma Rosana Richtmann.

h1n1-2

São Paulo

A cidade de São Paulo já registrou oito mortes e 66 casos confirmados de gripe H1N1 somente em 2016, informou na segunda-feira (28/03) o secretário de Saúde Alexandre Padilha. No mesmo período de 2015, foram contabilizados 12 casos e nenhum óbito. A vacina já foi antecipada, com lotes do ano passado, na região noroeste do Estado. Já são 16 mortes causadas pelo vírus este ano na área.

O governo também negocia adiantar a compra da nova vacina, da fabricante francesa Sanofi Pasteur. Há relatos da falta do medicamento Tamiflu, fabricado pelo laboratório Roche, usado para combater a gripe, nas farmácias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há qualquer restrição por parte da agência na comercialização do Tamiflu. Mas tome apenas quando indicado pelo médio!

Fontes: Agências Nacionais de Saúde e IgSãoPaulo  | Fotos: Google FreeShare

No Outubro Rosa, tire 13 dúvidas sobre câncer de mama

Conteúdo original Terra Saúde

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 49.240 novos casos para 2010. No mês mundial de conscientização sobre a doença, tire 13 dúvidas sobre ela, com explicações dos seguintes profissionais do Inca: Fábio Gomes, nutricionista da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer; Jeane Glaucia Tomazelli, técnica da Divisão de Atenção Oncológica; e Carlos Federico Lima, vice-diretor do Hospital do Câncer III (unidade do instituto responsável pelo tratamento do câncer de mama).

1 – O que causa o câncer de mama?

Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).

2 – Atinge homens em que proporção?

O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.

3 – Existe algum sintoma além de caroço no seio?

female-832266_640

A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

4 – É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?

Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo não-palpáveis. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.

5 – Segundo o Inca, o autoexame não é estimulado como medida de detecção. Por quê?

Considerando as evidências atualmente disponíveis, não se pode recomendar ou fomentar o ensino do autoexame como método de rastreamento. Também não foi evidenciada diminuição da mortalidade por câncer de mama com o uso do autoexame. Entretanto, o Inca destaca a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico.

6 – Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?

woman-683334_640

Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

7 – Como é o tratamento de câncer de mama?

O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.

8 – Quais são as chances de cura de câncer de mama?

Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

9 – Quais mudanças de hábito podem diminuir a chance de desenvolver câncer de mama?

 

Mudar estilo de vida pode reduzir 28% dos casos de câncer de mama. A ingestão excessiva de álcool aumenta as chances de ter câncer de mama porque altera os níveis hormonais, como o do estrogênio (toda mulher o produz, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia). Caso tenha células precursoras de câncer, essas taxas elevadas podem favorecer a multiplicação delas. Se o consumo de bebidas alcoólicas fosse moderado, com no máximo um drinque por dia (uma lata de cerveja, um cálice de vinho, uma dose de bebida destilada), reduziria em 6% a incidência. 

girl-97433_640

O excesso de peso precisa ser eliminado, porque significa alteração nos níveis hormonais. Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos. O recomendado é que o índice de massa corporal não ultrapasse 25, prevenindo 14% dos diagnósticos.
Deixar de lado o sedentarismo queima as gorduras e equilibra os hormônios. Mas tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. A medida isolada pode diminuir em 11% os casos de câncer de mama.

10 – Quais alimentos ajudam a prevenir a doença?

Os de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada.

woman-847059_640

A ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo. A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.

11 – O que não se deve comer para ajudar na prevenção?

Entre os alimentos prejudiciais estão os embutidos, que apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos. Evite ao máximo comê-los, mas o ideal é que não sejam consumidos.

Limite carne vermelha a 50 gramas semanais. A forma de preparo dos alimentos, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. Os feitos na chapa ou fritos trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-los ao forno ou usá-los em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento. O churrasco também eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático), que impregnam na refeição.

12 – Qual é a importância da amamentação?

breastfeeding-827169_640

Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.

13 – Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?

Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.

woman-506120_640