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Como escolher carne, frutas, verduras e legumes

Conteúdo original de Bolsa de Mulher

Na hora de ir ao supermercado ou feira, mais do que ter à mão a lista de itens a ser comprados, é preciso saber como escolher carnes, frutas, verduras e legumes. Além de economizar, saber escolher os alimentos evita o desperdício.

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A nutricionista Priscila Andrade lista os detalhes que diferenciam um alimento pronto para o uso daquele que precisa ser descartado.

Como escolher temperos frescos

Cebola

Ingrediente coringa em muitas receitas, a cebola deve estar adequada para o consumo. A dica da especialista é ficar atenta a textura, que deve ser lisa e firme. “Além disso, o miolo não deve estar murcho, a superfície não pode ter furinhos e a casca não pode estar machucada”, ensina ela.

Alho

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Na hora de comprar alho, a especialista aconselha a prestar atenção na textura e aparência do alimento. Segundo ela, ele também deve estar liso e não podem apresentar machucados ou aspecto de alimento murcho. “O ideal é que a pessoa consiga tirar a casca para verificar se os dentes também estão em condições de consumo”, completa.

Como escolher legumes

Escolher os legumes pode ser uma tarefa fácil e rápida desde que a pessoa preste atenção aos detalhes certos. De acordo com Priscila, eles devem estar com a textura lisa, sem machucados e resistentes ao toque.

Batata

A batata requer um cuidado a mais, porque ela apresenta um indício importante de que não está boa para o consumo. “O ideal é que ela não tenha aqueles ‘olhinhos’, que são aqueles brotos que crescem quando a batata já está velha”, alerta a nutricionista.

Como escolher verduras

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Segundo a especialista, as verduras devem estar com a cor viva e sem furos ou machucados. Outra dica de Priscila é evitar aquelas com as folhas amareladas ou amolecidas. “As folhas orgânicas são as mais indicadas porque são cultivadas sem agrotóxico. Elas costumam ser menores, mais escuras e saborosas”, define ela.

Como escolher frutas

Para escolher frutas que possam ser 100% aproveitadas, a dica da nutricionista é prestar atenção ao cheiro, cor e textura. “As frutas devem estar cheirosas, firmes, de cor sempre bonita e sem machucados”, afirma.

Abacaxi

Para garantir que o abacaxi esteja no ponto certo, a especialista ensina um truque. “Para saber se o abacaxi está pronto para o consumo, basta tirar uma das folhas de sua coroa. Se sair fácil, é sinal que de ele está bom”, ensina Priscila.

Laranja, limão e frutas cítricas

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Na hora de escolher frutas cítricas, como laranja e limão, a dica da nutricionista é analisar a casca da fruta, que deve estar lisa e brilhante. “Além disso, eles devem estar macios ao toque para garantir que estejam suculentos”, completa.

Como escolher proteínas

Carne vermelha

De acordo com a especialista, para não errar na hora de comprar carne bovina o truque é ficar atenta à cor do alimento. “Elas devem estar sempre com a cor vermelho vivo e brilhante. A gordura deve estar sempre clarinha, porque quanto mais amarelada, mais “velho” era o animal”, diz ela.

Frango

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Para garantir que o frango esteja bom para o consumo, a dica é escolher aqueles com a pele úmida, odor agradável e cor uniforme por toda extensão do pedaço. “Nesse caso, a cor amarelada apenas significa que o frango pode ser do tipo caipira”, ensina a nutricionista.

Peixe fresco

Segundo Priscila, o peixe fresco é aquele que tem odor suave e textura firme. “No caso de peixes inteiros também é preciso ficar atenta aos olhos, que devem estar brilhantes e úmidos, e a pele que deve estar com cor vibrante”, completa.

Como comprar alimentos enlatados e em caixinhas

No caso das embalagens de lata ou embalagens tetra pak, a dica é prestar atenção se elas estão amassadas ou estufadas e evitar produtos com esses problemas. “Isso ajuda a garantir que o alimento não esteja contaminado”, explica a especialista.

Como comprar grãos: feijão, arroz e outros

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De acordo com a nutricionista, a compra de grãos requer atenção em dois pontos importantes. “O primeiro é a existência de buraquinhos nos grãos. Isso traduz a presença de carunchos e bichinhos”, afirma ela. Outra dica é reparar se a embalagem possui algum tipo de farelo no fundo. “Isso também é indício de que bichinhos passaram por lá”, finaliza.

A dieta do mediterrâneo é tão saudável como dizem?

A dieta de estilo mediterrânico é amplamente aclamada como um dos mais saudáveis ​​padrões de dieta que se poderia escolher, apesar do fato de você acabar comendo quase metade das calorias diárias em forma de gordura.

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Porém, as pesquisas apenas mantêm os argumentos positivos, dando os créditos à dieta mediterrânea pela redução ao risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e mal de Alzheimer. Assim como o retardo do envelhecimento, aumento da perda de peso, proteção da memória e até mesmo a melhora do desempenho escolar em crianças.

No entanto, no livro best-seller The Big Fat Surprise (“A Grande Gordura Surpresa”), a jornalista Nina Teicholz argumenta que a dieta mediterrânea é superestimada e baseada na ciência pobre. Estaria essa paixão atual com o azeite de oliva e o vinho tinto baseada em uma farsa? Todos os estudos são falsos?

Teicholz e seus editores defendem e posicionam o The Big Fat Surprise como um livro extremamente controverso em relação à sabedoria convencional de dietas que temos em mente. Mas seu argumento central – de que gorduras alimentares (gordura saturada, em particular) não são os inimigos que eram antes – não é apenas uma controvérsia. O livro é exaustivamente pesquisado e impressionantemente bem documentado.

Esse ataque auxiliar na dieta mediterrânea levantou questionamentos. Poderíamos ter cometido o mesmo erro da dieta mediterrânea com dietas de baixa gordura, baseando-as em premissas falsas e, em seguida, sem querer, projetar estudos tendenciosos que confirmassem nossas convicções?

Como é a dieta mediterrânea?

O padrão da dieta mediterrânea é abundante em grãos integrais, legumes, frutas, vegetais, azeite de oliva, nozes e vinho tinto, com menores quantidades de peixes, ovos, frango, laticínios e gordura em geral, muito pouca carne vermelha. Em outras palavras, é uma dieta a base de plantas (mas, não estritamente vegetariana) de refeição completa.

Mas, será que a dieta mediterrânica realmente existe? Toda essa história começou quando alguns epidemiologistas nutricionais observaram que os habitantes da ilha de Creta levavam uma vida excepcionalmente longa e saudável e decidiram saber o que eles estavam fazendo.

No centro da denúncia da Teicholz está que a dieta foi documentada nas ilhas gregas durante os anos 1950 e não refletem a dieta tradicional dos habitantes atuais. “Eles foram pesquisados ​​logo após a Segunda Guerra Mundial, quando a sua economia estava em ruínas”, disse o Dr. Frank Teicholz Lipman em uma entrevista. “Além disso, sua dieta foi amostrada durante a Quaresma, quando os alimentos animais eram severamente restringidos. Os dados, portanto, não são bons e nunca foram melhorados “.

Pode ser verdade que o padrão dietético que ficou conhecido como a dieta mediterrânea foi uma exceção. Não sabemos o que os cretenses normalmente comiam antes da guerra ou fora do período da Quaresma. E, realmente, não importa. Porque este padrão alimentar já foi extensamente pesquisado em populações em todo o mundo e tem sido apontado como muito mais saudável do que a dieta ocidental moderna padrão.

A atração das Ilhas

Por que a dieta mediterrânea foi tão estudada? A resposta está, em parte, por ter se tornado cada vez mais uma boa aposta. Pesquisadores queriam encontrar coisas que funcionassem e a dieta mediterrânea estabeleceu um histórico muito bom de resultados positivos em várias gerações. Teicholz, por outro lado, argumenta que a verdadeira razão de tantos pesquisadores terem concordado com a dieta é que o Mediterrâneo é um lugar agradável para visitar.

“Não há dúvida de que todo mundo se interessou em razão de a dieta ser, em parte, o fascínio do coletivo do Mediterrâneo”, disse Teicholz. “Há pessoas de vida longa nas regiões de estepe da Sibéria, mas ninguém quer ir a conferências de alimentos na Sibéria.”

OK, mas isso refuta a validade da pesquisa? Claro que não. E Teicholz admite que a dieta mediterrânea tem realizado muito em ensaios clínicos, mas afirma que qualquer dieta rica em gordura semelhante teria um bom desempenho quando comparado a uma dieta de baixa gordura. “Uma dieta alemã de teor de gordura mais elevado ou uma dieta chilena de maior teor de gordura ou uma dieta finlandesa com maior teor de gordura, provavelmente, também parecia melhor do que a dieta de baixo teor de gordura”, ela disse.

Por todos os meios, vamos parar de colocar a dieta mediterrânea contra dietas de baixo teor de gordura (que ninguém apoia mais) e começar a compará-la com outras dietas com composição de gordura semelhante e ver o que podemos aprender.

Outros padrões dietéticos podem estar sob pesquisa, mas o entusiasmo em torno da dieta mediterrânea tem um monte de dados para apoiá-la. É claro que, quanto mais você aderir ao padrão, melhor os seus resultados estarão susceptíveis de ser.

Fonte Quick na Dirty Tips