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Distúrbios alimentares: tipos, causas, como evitar

Distúrbios alimentares: tipos, causas, como evitar

A expectativa que criamos em torno da nossa própria imagem vem ganhando cada vez mais força. Já parou para pensar no tempo em que investimos para conseguir a melhor selfie, nos arrumando para um evento ou mesmo nos preocupando em como vamos parecer para o mundo? A maneira como a gente se sente e se enxerga, na essência, parece importar menos do que a forma como as pessoas nos enxergam.

Aparentar estar magro, em forma, com as curvas delineadas e a musculatura desenvolvida, manter-se dentro de um padrão de beleza que se altera constantemente, entre outras cobranças impostas pela sociedade atual tem levado milhares de pessoas a desenvolverem distúrbio alimentares. Você conseguiu se imaginar em alguma dessas situações?

O que é e como evitar

Distúrbios alimentares, também conhecidos como disfunções ou transtornos alimentares, são doenças associadas à distorção da aparência física que o indivíduo tem de si mesmo, como, por exemplo, enxergar-se muito gordo, mesmo sendo muito magro, associada a posturas alimentares extremas, como reduzir drasticamente, ou zerar, a ingestão de alimentos. Os tipos mais conhecidos são a anorexia, a bulimia, a ortorexia nervosa e a compulsão alimentar.

Cada condição possui suas próprias características: a anorexia é identificada pela magreza extrema, em níveis esqueléticos. Além de restringir a alimentação, a pessoa com anorexia ainda pratica exercícios físicos e se utiliza de métodos purgativos (como diuréticos, laxantes e provocação de vômito).

Já a bulimia se diferencia por episódios de descontrole, onde a pessoa come demais e de tudo, associados a técnicas para aumentar o gasto calórico e compensar a comilança, como longos jejuns, exercícios intensos e purgação da comida, sem, no entanto, resultar em grande perda de peso, como na anorexia.

A ortorexia nervosa é um distúrbio relativamente novo, desencadeado pela onda da vida saudável, e é definida pela obsessão em comer apenas alimentos saudáveis. Enquanto a compulsão alimentar representa a perda total de controle sobre a alimentação, onde a pessoa sente necessidade de comer, até sem sentir fome, e não consegue parar, ainda que já esteja satisfeita.

Não há uma causa exata que explique o desenvolvimento dos distúrbios alimentares. O que se sabe é que os transtornos têm origem psicológica e que a sua evolução está vinculada à relação que o indivíduo desenvolve com a alimentação e a forma física desde à infância. Quando não tratados, esses problemas podem progredir e converterem-se em doenças ainda mais graves, tanto no âmbito psiquiátrico quanto na própria saúde, afetando o bom funcionamento do corpo.

Como tratar

A forma mais indicada de tratamento dos distúrbios alimentares é o acompanhamento do paciente por um profissional de saúde mental, nutricionistas e médicos, nos casos mais extremos de desnutrição ou descontrole.

O importante é criar hábitos saudáveis equilibrados, ou seja, buscar manter uma rotina prazerosa de alimentação variada e atividades físicas, que permitam a promoção da autoestima e do bem estar.

Rinite: conheça os tipos e saiba como tratá-los

Artigo da Dra. Rosane Bleivas Bergwerk, alergologista e imunologista, para Minha Vida.

A rinite vasomotora pode ser definida por um estado de hiperreatividade (reatividade aumentada) a estímulos não específicos, como mudança de temperatura ambiente e umidade, odores fortes – como perfumes, cloro e solventes – ou irritantes, como fumaça de cigarro. Esses fatores funcionam como um gatilho para desestabilizar o sistema nervoso autônomo levando a uma hiperreatividade da mucosa nasal.

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Atualmente a rinite vasomotora é conhecida como rinite idiopática. Descobriu-se posteriormente que o componente vasomotor não era o único mecanismo fisiopatológico deste tipo de rinite. Além do mais, esse componente não está presente unicamente neste tipo de rinite, mas em todos em maior ou menor grau. Ela é classificada como idiopática por não se conhecer a sua causa e os fatores desencadeantes serem inespecíficos. Geralmente acomete adultos entre os 40 e os 60 anos.

A rinite alérgica é definida como inflamação da mucosa nasal com sintomas de obstrução nasal (entupimento nasal), espirros, prurido nasal (coceira no nariz) e/ou rinorreia aquosa (coriza). É uma doença de natureza genética mediada por um anticorpo denominado IgE e os sintomas acontecem após exposição a diversos alérgenos, como ácaros da poeira, fungos, baratas, pólens e epitélios de gatos e cães.

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rinite alérgica pode ser desencadeada ou agravada também pela exposição à mudanças bruscas de clima, inalação de irritantes específicos (odores fortes, gás de cozinha, fumaça de cigarro, ar frio e seco) em indivíduos predispostos. Nos casos de rinite alérgica, há uma história familiar positiva para alergia e os testes alérgicos são positivos, com dosagens de IgE total que podem ser aumentadas e IgE específica positiva.

Na rinite idiopática, tanto a história familiar para alergia como os testes alérgicos são negativos, com IgE total normal e IgE específica negativa. Os fatores desencadeantes são os já citados.

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Na rinite alérgica o paciente pode apresentar qualquer um desses sintomas: obstrução nasal, coriza, espirros e/ou prurido nasal. Na rinite idiopática há obstrução nasal, que é o fator mais importante, gotejamento nasal posterior e rinorreia (coriza) abundante. Geralmente espirros e prurido nasal não estão presentes.

O tratamento da rinite idiopática consiste na aplicação de corticosteroide tópico nasal por determinado período com acompanhamento do especialista alergista ou otorrinolaringologista. O objetivo é de melhorar a obstrução nasal e secundariamente a rinorreia e o gotejamento nasal posterior. Pode-se utilizar em sintomas agudos anti-histamínico oral com descongestionante. Em casos mais graves de obstrução nasal um período curto de corticosteroide oral pode ser necessário.

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No tratamento da rinite alérgica pode-se utilizar corticoesteroides nasais tópicos, anti-histamínicos orais e imunoterapia específica injetável ou sublingual, além de orientação de higiene ambiental.

A doença não tem cura, mas é possível obter o controle com medicamentos tópicos preventivos e tentar evitar, dentro do possível, os fatores desencadeantes.

Por que estou tão cansado?

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“Cansado” é uma palavra escorregadia.
Há o fisicamente cansado: membros pesados ou olhos sonolentos. Mas há também o cansaço emocional: falta de motivação, incapacidade de lidar com as situações e as comparações mais comuns: “Eu não me sinto animado como fulano.”

A fadiga pode ser uma questão médica decorrente de anemia, disfunções da tireoide, gravidez, problemas cardiovasculares ou outras causas. Discutiremos as nove principais causas médicas, psicológicas e passionais da fadiga.

1. Depressão

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A depressão tem reflexos tanto físicos, como emocionais, desgastando não só a energia, mas também a motivação. Tudo representa um esforço, até mesmo sair da cama ou tomar uma ducha.

A depressão é particularmente complicada, porque mesmo que se tenha muito sono, o cansaço não é aliviado. Por outro lado, ela também pode diminuir o sono, provocar dificuldades em adormecer, sono picado ou curto. E, de qualquer forma, a sensação de cansaço e a exaustão são certeiros.

Nesse caso, conte com a ajuda de um médico ou psicólogo assim que suspeitar de depressão. Mostre-se. Pode parecer inútil e vazio no momento, você não vai se sentir em êxtase, mas vai se sentir melhor e, aos poucos, voltará a vida.

2. Ansiedade

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A preocupação é cansativa. A vigilância é extenuante. Preocupar-se com as coisas o tempo todo, drenando constantemente tudo o que fica no caminho de viver a sua vida é chamado de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Os principais sintomas são cansaço, tensão muscular e pressão psicológica e sono perturbado: uma receita para a exaustão.

A ansiedade é uma maneira de a natureza dizer-lhe que alguma coisa pode não ser segura, o que, muitas vezes, é errado. A cura para a ansiedade é fazer aquilo que você tem medo. Não é preciso altar com os dois pés, você pode começar devagar e, então, crescer a partir daí.

Às vezes, a ansiedade é mais sobre o “e se…”. Mudar seu foco das infinitas possibilidades terríveis do que poderia ser ao que está acontecendo no momento é uma boa tática. Descreva o que está acontecendo ao seu redor. O que você pode ver, ouvir, sentir e cheirar? Analise o seu corpo e observe como ele se sente. Encontre-se no que é ao invés de deixar que os “ses” puxem o seu tapete.

3. Prestação de cuidados

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Cuidar de um ente querido com doença crônica ou de uma criança com necessidades especiais é desgastante, uma maratona diária esgotante.

Quando você está no auge da prestação de cuidados, precisa de uma rede de segurança. Diga “Sim!”, quando perguntarem se existe alguma coisa que podem fazer por você. Crie seu próprio sistema.

Saiba mais sobre os serviços na sua comunidade, centros de adultos e creches, grupos de jogos integrados, serviços de transporte e entrega de supermercado e farmácia. Permita-se sentir o que sente e perceba os benefícios do apoio.

4. Grandes expectativas em um único objetivo

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Um foco singular pode ser virtuoso: o vício em trabalho, foco inabalável, um relacionamento estável. Se funcionar, é devoção, mas se não acontecer, é um ralo. Muitas vezes, criamos laços muito justos em torno de um resultado. A ascensão e a queda são inevitáveis na vida e mesmo um pequeno contratempo pode ser devastador se você não está amortecido por outros interesses e valores.

Um estudo muito citado de 2011 mostrou que mães que trabalham em tempo parcial têm uma saúde melhor e menor risco de depressão do que as mães que ficam em casa. Isso, certamente, não condena as mães domésticas, mas a mensagem é: vários papéis (gerenciáveis) criam uma espécie de para-choque. Assim, se uma área da vida não está indo bem, você tem expectativa nas demais áreas. A versão tradicional é o trabalho e a família, mas, no mundo de hoje, vale tudo.

5. Desordem

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Sim, esse é um contribuinte surpreendente à fadiga. Coisas são uma faca de dois gumes. Por um lado, a matéria pode fazer você se sentir seguro. Há mulheres que carregam três bolsas e homens que carregam uma mala no carro, para “no caso de…”. Esse cerco nos faz preparados. Mas, às vezes, tantas coisas podem puxá-lo para baixo. Desordem sem local designado e números enlouquecedores de itens perdidos tornam o lar um local desgastante, não um refúgio.

Se você sabe que a desordem está sugando sua energia, mas não busca um descarte ou doação, pergunte-se o que é que você está mantendo. Segurança? Memórias significativas? Registros de informações? Existe outra maneira de encontrar o que você está procurando? Será que a segurança/ memórias/ informação realmente serão perdidos se você não tiver o material em mãos? Teste a ideia de se livrar de alguns itens. E depois, veja se você perdeu tanto o quanto tinha previsto.

6. Sobrecarga

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“Estou muito cansado” pode ser código para “Eu não posso fazer isso”, ou “Eu não sei por onde começar.” Enfrentar uma tarefa imensa, muitas vezes, nos impede de enxergar caminhos. Ficamos cansados ​​demais para lidar.

Dica: Pare de procrastinar e resolva a tarefa.

Comece com um pedaço da tarefa, de um tamanho que não vá sugar sua energia. Assim, limpar um sótão torna-se arrumar uma caixa. Escrever um artigo de 20 páginas torna-se trabalhar em um esboço por 15 minutos. Após concluir um pedaço, pare por algum tempo e, então, recomece pequeno. Pedaço por pedaço, até terminar.

7. Tédio e esforço

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Todo mundo sofre um ataque ocasional de comer brigadeiro, bolo ou tomar um sorvete em frente à tv, ou na internet, sem pensar em nada. Mas, se um dia inteiro de tv a cabo, de pijama, faz você se sentir lento e com a cabeça vazia, isso não é mais uma pausa. Ficar em casa o dia todo, sem nenhuma atividade com propósito é estranhamente mais desgastante do que uma programação agradavelmente completa.

Ele funciona em sentido inverso: aja como se tivesse um pouco de energia, fique um pouco mais alto, coloque uma mola em seu passo e você se sentiár mais fortalecido. Coloque um pouco de maquiagem ou faça a barba, mesmo se estiver em casa. Escove os dentes, mesmo se não estiver falando com ninguém. Aja “como se” e sua energia irá segui-lo.

No geral, se você estiver desgastado, esgotado, fadigado ou simplesmente cansado, identifique uma causa, física ou psicológica, e será o primeiro passo na mudança de “eu não me sinto disposto” para “eu estou pronto para qualquer coisa!”

Referências
Centers for Disease Control and Prevention.  (2010).  Current Depression Among Adults—United States, 2006 and 2008.  MMWR, 59, 1229-1235.

Buehler, C. and O’Brien, M.  (2011).  Mothers’ part-time employment: Associations with mother and family well-being.  Journal of Family Psychology, 25, 895-906.

Fonte Quick and Dirty Tips

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