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Dieta cetogênica: entenda o que é e como atua no corpo

Dieta cetogênica: entenda o que é e como atua no corpo

Você já ouviu falar da dieta cetogênica certo?! Muitos famosos, inclusive internacionais, têm usado a dieta pobre em carboidratos e gorduras em busca de melhor desempenho e perda de peso. Mas você sabe do que se trata ou em que consiste?!

O objetivo da dieta cetogênica é fazer com que o corpo produza cetonas – uma fonte de energia fundamentalmente diferente da dos carboidratos e gorduras que as nossas células normalmente usam como energia. Pode-se levar vários dias até que o corpo comece a produzir cetonas e o tempo necessário para entrar na cetose (estado onde a queima de gordura está em níveis altíssimos) varia entre os indivíduos.

Cetogênico é o termo que indica a produção de cetonas pelo corpo, a partir da gordura. Quando os níveis de cetona no sangue excedem 0,5 mm o corpo alcança a cetose. O estado de cetose pode ser alcançado através de dieta, jejum (onde o corpo produz cetonas próprias) ou consumindo produtos que elevam os níveis de cetona no sangue.

Limitar a ingestão de carboidratos e de proteínas estimula o corpo a queimar gordura – e, assim, a produzir cetonas. Por ser baixa em carboidratos, muitas vezes, a dieta cetogênica se confunde com outras dietas low-carb. As diferenças sutis nos macronutrientes fornecidos na dieta determinam se ela é ou não cetogênica.

Um macronutriente é a substância que fornece a maior parte da energia para o corpo. Os principais macronutrientes são carboidratos, gorduras e proteínas. Para uma dieta ser cetogênica, ela deve ser rica em gordura, moderada em proteínas e muito pobre em carboidratos.

Aqui estão algumas definições úteis de dietas com um elemento de consumo reduzido de carboidratos:

Dieta Cetogênica

  • O objetivo é desencadear a produção de cetonas no corpo;
  • Alta gordura, proteína baixa / moderada e baixo teor de carboidratos.

Dieta Cetogênica de Baixa Caloria

  • O objetivo é restringir severamente as calorias a um nível abaixo das necessidades metabólicas básicas (isto é, menos que 800 kCal);
  • Mesmo que essa dieta seja relativamente rica em carboidratos, o déficit calórico criado ainda pode levar a um estado de cetose;
  • Não sustentável a longo prazo.

Dieta com baixo teor de carboidratos

  • Definido na literatura médica como uma dieta com 30% de energia a partir de carboidratos ;
  • Não pode levar à cetose, pois a ingestão de carboidratos e proteínas pode ser muito alta.

Dieta de Atkins

  • Esta dieta tem várias fases;
  • Inicialmente, o objetivo é restringir a ingestão de carboidratos para menos de 20g por dia. Este grau de restrição é susceptível de conduzir a cetose, embora este não seja um objectivo explícito;
  • Posteriormente, a dieta reintroduz os carboidratos a um nível em que “o corpo pode tolerar”;
  • Menor restrição de proteína comparado a uma verdadeira dieta cetogênica – alta gordura, proteína moderada, baixo teor de carboidrato.

Dieta Paleo

  • O objetivo é limitar a dieta a alimentos que estariam disponíveis para o homem paleolítico;
  • Ampla variabilidade nas interpretações;
  • Os alimentos permitidos incluem legumes, frutas, nozes, raízes e carne;
  • Os alimentos excluídos incluem laticínios, grãos, açúcar, legumes, óleos processados, álcool e café;
  • Nenhum alvo de macronutrientes estruturado; no entanto, seguir uma dieta paleo resulta em maior consumo de proteína e gordura do que uma dieta comum.

Seguir uma dieta cetogênica pode não ser sugerida para pessoas com as seguintes considerações médicas:

  • Gravidez;
  • Falência renal;
  • Função hepática prejudicada;
  • Digestão de gordura prejudicada (doença da vesícula biliar, bypass gástrico, pancreatite).

Em todo o caso, procure orientação médica e mantenha o acompanhamento deste profissional. A dieta deve sempre ser encarada como uma ferramenta de auxílio à saúde e bem estar. Lembre-se disso!

Este artigo foi originalmente publicado na HVMN.

Como e por que os brasileiros fazem dieta

A relevância das orientações de médicos e nutricionistas foi praticamente unanimidade em uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Nutrologia — 95% dos participantes as acham fundamentais. Mesmo assim, 77% dos 503 entrevistados afirmaram que já iniciaram alguma dieta por conta própria: amigos (3,1%), sites (3,1%), livros (1,7%) e influenciadores digitais (1,5%) estão entre as fontes de informações mais citadas.

Como foi feita a pesquisa? Entre agosto e setembro deste ano, médicos enviaram questionários a seus pacientes. Foram contemplados voluntários de dez estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Ceará e Distrito Federal.

Pois bem, 76% dos respondentes declararam ter entrado em uma dieta nos últimos 12 meses, sendo que 21,6% estão pelo menos na quarta tentativa ao longo desse período. Detalhe: 40,6% não incluíram a prática de atividade física na. Uma pena.

Cetogênica e low carb (30%), detox (19,1%), Dukan (15,7%), hiperproteica (13,3%) e sem glúten (12,9%) lideram o ranking dos cardápios da moda escolhidos pelos participantes. O objetivo? A maioria (70%) buscava emagrecer. Mas 45% queriam melhorar a qualidade de vida, 43% decidiram se alimentar bem e 18% desejavam turbinar o condicionamento físico. Atenção: era possível escolher mais de uma alternativa em ambas as questões.

Esmiuçando a lista de restrições, 65% cortaram os doces, embora 28% tenham voltado a se alimentar como antes justamente por não aguentarem ficar muito tempo longe das guloseimas. Abolir frituras do cardápio (61,8%), diminuir as porções (48,3%) e o número de refeições ao longo do dia (24,2%) e cortar o sal(18,6%) e carboidratos (3,2%) também se destacaram nesse sentido.

Chocolates e companhia à parte, a dificuldade para emagrecer (45,3%) e a falta de tempo para preparar as refeições (40,5%) foram considerados entraves extras para a motivação do grupo em questão. Vamos combinar que essas são reclamações corriqueiras por aí, não é mesmo?

Claro que, como nem todos os estados foram contemplados — e só pacientes de alguns médicos foram ouvidos —, não dá pra cravar que esses resultados seriam iguais na população como um todo. Ainda assim, o levantamento indica como a busca pela alimentação saudável é comum (e complexa).

Conteúdo Saúde Abril