Publicado em Música

Música pode contribuir no tratamento contra a hipertensão, diz estudo

Boas novas: a música pode potencializar os efeitos de medicamentos contra a hipertensão arterial, conforme revelou uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com a Faculdade de Juazeiro do Norte, a Faculdade de Medicina do ABC e a Oxford Brookes University (Inglaterra).

O estudo identificou os benefícios da associação em 37 pacientes, os quais foram avaliados durante dois dias. No primeiro, ouviram música durante uma hora, logo após ingerir a medicação. Já no segundo dia, os participantes foram normalmente medicados e usaram fones, porém sem nenhum som. “Nós concluímos que a música intensificou, em curto prazo, os efeitos benéficos do medicamento anti-hipertensivo sobre o coração”, disse Vitor Engrácia Valenti, coordenador do estudo e professor do Departamento de Fonoaudiologia da Unesp.

Para a análise dos efeitos causados pela música foi aplicado o método da variabilidade da frequência cardíaca, preciso e sensível para avaliar as alterações no coração. Nos resultados, observou-se a desaceleração dos batimentos e a redução da pressão arterial.

A partir de estudos realizados em animais, a hipótese dos pesquisadores para os resultados da associação entre o anti-hipertensivo e a música é de que a combinação aumenta a absorção dos remédios pelo organismo. “[A música age sobre] um nervo que estimula o sistema gastrointestinal, causa uma vasodilatação e aumenta a absorção no intestino. Podemos supor que a música acelera a absorção do medicamento pelo intestino”, explicou o coordenador do trabalho.

Além de potencializar o tratamento em pacientes cardíacos ou hipertensos, Valenti acredita que a música pode se tornar um método auxiliar para prevenir o desenvolvimento da doença em pessoas com essa propensão. “A música pode ser associada com o medicamento para melhorar ainda mais a saúde dos pacientes, até preventivamente, quando a pessoa tem risco de desenvolver uma doença cardiorrespiratória”, acrescentou.

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Publicado em Saúde e Bem-estar

Workshop de PNL Gratuito

Se você tem interesse em treinamento de Programação Neurolinguística, PNL, e estiver Santos no dia 03 de abril, marque o compromisso na agenda: haverá um Workshop de PNL Autoaplicável grátis, no período noturno.

Para quem ainda não conhece muito bem sobre o assunto, mas tem curiosidade em aprender e se aprofundar, nós explicamos resumidamente:

“A PNL permite compreender melhor nosso funcionamento interno, identificar nossos modelos mentais, para que possamos questioná-los, refletir sobre os mesmos e se é preciso ressignificá-los.

Esse aspecto é que influenciou o surgimento do nome “programação”, pois esse conhecimento sugere que a partir das nossas histórias, experiências, valores, somos programados a ter determinadas crenças e modelos mentais que impactam diretamente o nosso comportamento. Da mesma forma, que a partir de técnicas de PNL e ferramentas podemos “reprogramar” a nossa estrutura interna com foco nos resultados que queremos alcançar.” – Definição da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

As inscrições podem ser feitas na página da Ápice Desenvolvimento Humano nas redes sociais.

O workshop é no dia 03/04, às 19:15, no Hotel Confort (Rua Alberto I, 177, Ponta da Praia, Santos/SP), para a entrada é necessário doar 1 Kg de alimento não perecível.

Publicado em Alimentação, Saúde e Bem-estar

Saiba como o corpo funciona em jejum

Pular a “refeição mais importante do dia” ainda é um assunto polêmico. Descubra como o hábito influencia estes aspectos da sua saúde.

Performance física

  • Graças ao jejum durante o sono, os níveis de glicose nos seus músculos chegam ao mínimo quando você acorda. Vá para a academia antes do café da manhã, já que pesquisas recentes mostram que, assim, seu corpo queima melhor a reserva que ainda resta de gordura.

  • Se a perda de peso não é o seu objetivo, pular o desjejum trará problemas. Um estudo da Loughborough University (Inglaterra) mostrou que aqueles que não comem ao acordar não possuem um bom desempenho nos treinos à tarde ou à noite.

Peso

  • Um estudo publicado no periódico internacional Journal of Nutritional Science descobriu que aqueles que já estão com quilinhos a mais e pulam o café perdem mais gordura, mas também possuem níveis mais elevados de colesterol, em comparação àqueles que se alimentam com equilíbrio de manhã.

  • A ideia de que comer logo ao acordar vai acelerar o seu metabolismo, já que ele não vai se acostumar com jejuns tão longos, é falsa. Na verdade, é a qualidade das calorias que você ingere que interfere nisso. Prefira um “café das campeãs” cheio de proteína, incluindo ovos, aveia ou iogurte.

Comportamento

  • Uma pesquisa recente mostrou que quem pula o café da manhã tem mais tendência a cair nos maus hábitos como fumar, beber demais e se exercitar de menos.

  • Apesar de a queima de gordura quando você malha ser maior antes de comer, a ligação entre magreza e tomar ou não café da manhã é mais comportamental do que realmente culpa do organismo. Pessoas que comem de manhã tendem a ter uma dieta mais balanceada.

  • Já acordou com a ideia de que o dia será horrível? Coma às 8h da manhã. Esse é o horário em que os níveis de cortisol – hormônio do estresse – estão no máximo, e uma refeição balanceada vai acalmar os ânimos.

Fontes: nutricionista Emer Delaney e preparador físico David Kingsbury, ambos da Inglaterra, e pesquisas das Loughborough University (Inglaterra), Helsinki University (Finlândia) e University of Missouri Columbia (EUA)

Conteúdo Women’s Health Brasil

Publicado em Saúde e Bem-estar

Nefrologista do HCor fala sobre a relação entre obesidade e doenças renais

Conteúdo original Revista Suplementação

Estudos epidemiológicos têm demonstrado o aumento da prevalência da obesidade, doença considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como epidemia global do século XXI. No Brasil, mais de 50% da população está acima do peso. Estima-se que, até 2025, 18% dos homens e 21% das mulheres de todo o mundo serão obesos. Números como estes reforçam a maior causa de morte no País: as doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por 70% dos óbitos.

Diversos estudos e revisões da literatura médica mostram que a obesidade é importante fator de risco para diversas doenças graves. Problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, apneia obstrutiva do sono, doenças da vesícula, cânceres e, não menos importante, porém pouco difundida, está a doença renal crônica (DRC).

Afinal, qual a relação entre a obesidade e a doença renal? “A função dos rins é filtrar o sangue de toxinas e líquidos em excesso. Em uma pessoa obesa, o aumento do tecido gorduroso comprime os rins e altera a sua estrutura, aumentando o seu trabalho de filtração e ativando sistemas que podem causar hipertensão arterial. Essa doença, denominada glomerulopatia da obesidade, pode determinar perda de proteína na urina e causar prejuízo significativo da função renal”, explica a nefrologista Leda Lotaif, chefe de diálise do HCor – Hospital do Coração de São Paulo.

Um em cada 10 adultos, segundo Dra. Leda, sofre de doença renal crônica. A maioria deles não sabe ser portador da doença. Isso ocorre porque, na maioria dos casos, quando descoberta, a DRC já está em estágio avançado, pois não há sintomas. A melhor forma de prevenir é investir na educação desde a infância. “Conscientizar as pessoas quanto aos fatores de risco da doença renal e a importância de ter hábitos saudáveis, como manter uma dieta balanceada e praticar atividade física regularmente é crucial para combater o aumento da incidência da doença”, orienta.

Regras de ouro

Para prevenir a Doença Renal Crônica (DRC), vale seguir estas dicas da nefrologista do HCor:

  • Pratique atividade física regularmente;
  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Mantenha-se hidratado;
  • Controle o nível de açúcar no sangue;
  • Monitore a pressão arterial;
  • Visite um médico regularmente;
  • Abandone o cigarro e o álcool em excesso;
  • Evite a automedicação.

Fonte: HCor

Publicado em Equilibrando

Como encontrar o equilíbrio? Os caminhos para uma vida saudável

Conteúdo original Revista Suplementação

Não é de hoje que as pessoas procuram por soluções rápidas e fáceis para emagrecer. Seja excluindo algum alimento, comprando o produto do momento ou apostando em dietas milagrosas. Porém, é necessário entender que manter-se saudável depende de diversos fatores.

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“O segredo para obter resultado é permanecer na dieta por mais tempo, então a dica é encontrar maneiras que você goste, experimente novos temperos, novas maneiras de preparar os alimentos, ou então sobremesas que possam matar a sua vontade de comer doces, como essa que eu adoro, que está 100% dentro da dieta” – Carol Saraiva.

Segundo o endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Marcio Mancini é fácil culpar determinados alimentos por problemas de saúde, como é o caso do açúcar e a obesidade.

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Outros mitos sobre o ingrediente e sobre alimentação saudável circulam em diversos canais, porém, é necessário ter em mente a importância do equilíbrio. “Muita gente perdeu o contato com o ato de comer, pois vigora um olhar ‘funcional’ que desumaniza a comida e enxerga os alimentos somente como fonte de nutrientes. A alimentação é muito mais que isso”, explica o médico.

De acordo com o especialista “sem os carboidratos, o corpo fica mais cansado, pois não está recebendo sua principal fonte de energia, a glicose, responsável também pela liberação do neurotransmissor serotonina que traz a sensação de bem-estar. Já a restrição da ingestão de gorduras pode interferir na reserva energética que protege o corpo das alterações de temperatura, na produção hormonal e das membranas celulares”.

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Para manter o corpo e a mente saudáveis o ideal, seja para emagrecer ou manter o peso é a reeducação e o equilíbrio alimentar, junto à prática de exercícios físicos e um sono adequado. Segundo o Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, é possível abarcar tudo dentro de uma dieta saudável, seja um doce, uma batata frita ou uma cerveja.

O importante é não sentir culpa e lembrar de manter o equilíbrio e se exercitar sempre. “As pessoas precisam resgatar o prazer de comer. Mais importante do que seguir dietas da moda é conhecer o próprio corpo e suas necessidades, suprindo-as de maneira adequada e equilibrando sempre as calorias ingeridas e as gastas”, indica o nutrólogo.

Publicado em Saúde e Bem-estar

Especial de Natal: Comer bem e com saúde

Conteúdo original Mais Equilíbrio

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Geralmente, nesta época do ano, as pessoas exageram na alimentação. Comem tudo aquilo que sentem vontade. Mas assim como em todos os outros dias do ano, é importante ter moderação, ou seja, comer de tudo mas sem exageros. Para ter uma ceia equilibrada, é fundamental saber equilibrar a sua refeição.

No prato, deve constar um alimento de cada grupo: cereais (arroz, massas, batata, mandioca, etc.); carnes (carnes em geral), hortaliças (verduras e legumes, neste grupo você poderá ter mais de uma preparação), leguminosas (soja, feijão, ervilha e lentilha) e frutas.

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Uma dica interessante para que o seu prato esteja repleto de diferentes tipos de vitaminas e minerais é que ele esteja colorido, porque assim há o fornecimento de nutrientes diferentes.

Outro ponto importante é a quantidade. Para que você não adquira uns quilinhos a mais após as festas, não exagerar nas quantidade é fundamental. Comer de tudo mas em quantidades pequenas é o segredo para saborear todas as delícias, sem culpas.

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Pronto, agora que você já sabe todos os itens importantes para compor sua ceia para que ela esteja balanceada, vamos dar algumas dicas sobre como deve ser sua alimentação neste dias de festas:

  • Como a ceia é somente à noite, não fique o dia inteiro sem comer. Faça as refeições durante o dia normalmente, optando por consumir preparações leves.
  • Enquanto você elabora os pratos, evite ficar beliscando ou experimentando as preparações.
  • Durante a ceia, faça apenas 1 prato. Não fique repetindo.
  • Use e abuse das frutas e de sucos de frutas naturais.

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  • Muito cuidado com a bebida alcoólica. Escolha apenas um tipo de bebida para consumir durante à noite e beba com moderação.
  • Quanto às sobremesas, dê preferência pelas frutas ou doces à base de frutas, como mousses, gelatinas e pudins, ao invés de doces muitos elaborados como pavês, tortas e etc. Evite repetir.

Seguindo as dicas e tendo uma ceia balanceada, conforme explicamos acima, você vai saborear de tudo, com saúde, sem ter que ficar preocupada em adquirir quilinhos extras.

Publicado em Saúde e Bem-estar

O que acontece se você não dormir nada?

Conteúdo original El País

O que aconteceria se uma pessoa não dormisse nada?, perguntava um usuário do Quora, uma rede social de perguntas e respostas: “Não apenas uma noite ou duas, mas sempre”. “Enlouqueceria?”. “Morreria?”.

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Chris Morrison resumia os possíveis sintomas que poderia sentir, que também estão explicados neste vídeo da Asap Science (com legendas em espanhol) sobre o sono, com link em uma das respostas.

Depois de uma primeira noite sem dormir, o sistema mesolímbico é estimulado e a dopamina é liberada, por isso nos sentimos com mais energia, motivação, otimismo e desejo sexual. Mas, claro, essa sensação positiva é enganosa, já que a partir daí tudo vai ladeira abaixo.

Pouco a pouco, o cérebro começa a desativar as regiões que se encarregam de planejar e avaliar decisões, o que resulta em um comportamento mais impulsivo. O esgotamento provoca, além disso, uma lentidão no tempo de reação e uma piora das funções perceptivas e cognitivas.

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Depois de um ou dois dias, o corpo deixa de metabolizar a glicose de forma adequada, e o sistema imunológico começa a falhar. Como lembra Morrison, a partir do segundo dia também pode haver uma piora geral da memória. Três dias sem dormir provocaram alucinações em alguns casos.

O recorde (documentado cientificamente) é de Randy Gardner, que passou 264 horas (11 dias) sem dormir e sem ajuda de estimulantes. O feito ocorreu em 1964, quando tinha 17 anos, e foi acompanhado pelo médico especialista em sono da Universidade Stanford, William Dement. Como outros que se submeteram a testes semelhantes, Gardner não apresentou efeitos negativos em sua saúde a longo prazo.

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Isso não quer dizer que ficar sem dormir não possa levar à morte. Os ratos conseguem ficar sem dormir entre duas e quatro semanas. Depois morrem, embora não esteja claro se por falta de dormir (e o hipermetabolismo que isso provoca) ou pelo estresse de serem despertados constantemente.

Em relação aos seres humanos, passar tanto tempo acordado está associado apenas a distúrbios estranhos, como a insônia familiar fatal: essa doença genética (e muito rara) do cérebro causa insônia, alucinações, demência e, depois de 18 meses, a morte.

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Outro caso é o mencionado pela Scientific American: um jovem de 27 anos com síndrome de Morvan, que praticamente não dormiu durante vários meses, sem se sentir sonolento nem cansado e sem demonstrar problemas de humor e de memória. Mas, quase todas as noites, entre 21h e 23h, passava entre 20 e 60 minutos sofrendo alucinações auditivas, visuais, olfativas e táteis, além de dor nos dedos das mãos e pés.