Publicado em Saúde e Bem-estar

Melatonina é aprovada como medicamento manipulado no Brasil

Recentemente a Anvisa liberou o hormônio mais conhecido como “do sono” para ser comercializado no Brasil na condição de medicamento manipulado.

A melatonina é o hormônio responsável pelo bom funcionamento do nosso ritmo biológico, ditando ao corpo qual é o momento para descansar e relaxar (à noite), bem como de despertar e estar em atividade (durante o dia). Quem sofre de insônia e procurar por orientação médica, agora pode encontrar a solução por aqui mesmo, no Brasil.

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Publicado em Alimentação

Motivos para você não sentir culpa por comer pão

Vamos falar a verdade – é difícil achar alguém que não ame pão. Talvez você tenha cortado a delícia porque achou que o alimento faria seu corpo engordar, que o glúten traria mal à saúde ou simplesmente porque as dietas low carb estão em alta. A verdade é que o pão pode, sim, fazer parte de uma alimentação saudável.

Claro, não estamos falando sobre o tradicional pãozinho francês, feito com farinha branca e adição de açúcar. A opção liberada (em moderação, de acordo com a quantidade prescrita pela sua nutricionista, e se você não for intolerante ao glúten) é a integral, que oferece uma longa lista de benefícios à saúde. “Além de carregar o rico valor nutricional dos grãos integrais, quando acompanhado de oleaginosas, por exemplo, o pão fica ainda mais nutritivo e vitaminado, com o adicional das gorduras do bem”, explica a nutricionista clínica e esportiva Bruna Burti, de São Paulo.

Então, se um pãozinho do bem (confira se o primeiro elemento da lista de ingredientes é a farinha integral) estiver dando mole na sua despensa, aqui vão 5 motivos pelos quais você não deveria sentir-se culpada por consumi-los:

 1. O alimento é rico em fibras

De acordo com a especialista, as fibras são essenciais para um bom funcionamento do intestino, prevenindo doenças como o câncer nesse órgão. Elas também geram saciedade, ajudam no controle da glicemia e garantem a integridade da mucosa intestinal. O ideal é consumir de 20 a 30 gramas de fibras por dia (cada fatia oferece em torno de 1 grama do elemento). Ou seja, um sanduíche pode fornecer até 10% do valor recomendado.

2. Fornece energia para o treino

Os carboidratos (macronutriente encontrado no pão) são responsáveis pelo fornecimento de energia – e não dá pra malhar, nem para enfrentar um dia cheio de compromissos sem pique, certo? “O momento ideal para consumir o alimento seria 30 minutos antes do treino, pois ele será responsável por dar a energia necessária para a prática de exercícios, evitando a fadiga”, esclarece a nutricionista.

3. Facilita as refeições nos dias corridos

Para quando estamos com pressa, os sanduíches são uma opção de lanche muito conveniente: podem ser feitos em casa, nos ajudam a economizar dinheiro e ainda são fáceis de carregar!

4. Combinam com outros alimentos saudáveis

Muitos itens podem ser parte de um sanduíche fit: manteiga de amendoim com frutas, homus, abacate, vegetais, ovo, frango grelhado, queijo, tofu e atum… Além disso, é fácil criar novas combinações e tirar a dieta da monotonia.

5. Já existem opções low carb

Se para você o problema está na quantidade de carboidratos, saiba que os pães proteicos estão ganhando força. “É uma ótima opção para matar a vontade de comer um pãozinho. Para garantir o baixo teor de carbo, verifique o tipo de farinha nos ingredientes. Geralmente são utilizadas a de amêndoa, farinha de coco, de grão-de-bico…”, comenta Bruna. Opções: Pão Proteico em pó, da Proteofit, R$ 21,95; Pão proteico, da Fit Food, R$ 27,90; Mistura proteica para pão low carb, da Pura Vida, R$ 39,97.

Conteúdo Boa Forma

Publicado em Saúde e Bem-estar

Atividade física regular pode reduzir sintomas de dor crônica

Caminhadas e corridas nunca estiveram tão presentes na vida do brasileiro. Na última década, movimentar-se é considerado um dos pilares determinantes para a manutenção de uma vida saudável. Mas não só isso, ao contrário do senso comum, que acredita no repouso como combate a algumas doenças, o exercício é indicado pelos médicos como tratamento para dores crônicas.

A dor crônica é definida quando acontece de forma contínua ou intermitente, por um período igual ou superior a três meses. “Este é o tempo mínimo para que o sistema nervoso crie uma memória associada à dor intensa e de longa duração, o que a caracteriza como dor crônica”, explica Dr. Thiago Bernardo de Carvalho Almeida, médico do esporte do Hospital IFOR, da Rede D’Or São Luiz.

Ela pode ser combatida com atividade física em diversas ocasiões, como nas dores da região lombar – chamada de lombalgia – que acomete até 85% da população mundial uma vez na vida, segundo dados da literatura médica.

As doenças como a lombalgia, cefaleia, artropatias e osteomusculares relacionadas ao trabalho também podem ser atacadas com a atividade física regular. “São raros os casos de pacientes com artrose em que a atividade física está contraindicada, por exemplo”, explica.

Thiago orienta que no caso da osteoporose, é importante se exercitar tanto na prevenção quanto no tratamento. No caso da fibromialgia, na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso não surte efeito se não estiver associado à atividade física. “O uso terapêutico do exercício vem se provando cada vez mais eficiente”, sugere.

Além da atividade física, os especialistas recomendam que os pacientes mantenham também hábitos alimentares saudáveis e uma boa rotina de descanso, pois são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida.

O tratamento da dor crônica pode variar de acordo com cada pessoa. Ele cita o exemplo da musculação, que pode ter cargas e repetições diferentes para cada etapa. “Nem sempre o tratamento da dor deve ser individualizado, mas orientado de acordo com as necessidades de cada pessoa. Isso inclui uso de medicamentos, mudança do estilo de vida, prática esportiva, entre outras coisas”.

O Dr. Thiago recomenda ainda que os pacientes procurem uma atividade física ao seu agrado, mas sempre acompanhado de um profissional. “É a manutenção do exercício que trará o bem-estar e uma melhor qualidade de vida”.

Conteúdo Revista Suplementação

Publicado em Alimentação, Saúde e Bem-estar

Saiba como o corpo funciona em jejum

Pular a “refeição mais importante do dia” ainda é um assunto polêmico. Descubra como o hábito influencia estes aspectos da sua saúde.

Performance física

  • Graças ao jejum durante o sono, os níveis de glicose nos seus músculos chegam ao mínimo quando você acorda. Vá para a academia antes do café da manhã, já que pesquisas recentes mostram que, assim, seu corpo queima melhor a reserva que ainda resta de gordura.

  • Se a perda de peso não é o seu objetivo, pular o desjejum trará problemas. Um estudo da Loughborough University (Inglaterra) mostrou que aqueles que não comem ao acordar não possuem um bom desempenho nos treinos à tarde ou à noite.

Peso

  • Um estudo publicado no periódico internacional Journal of Nutritional Science descobriu que aqueles que já estão com quilinhos a mais e pulam o café perdem mais gordura, mas também possuem níveis mais elevados de colesterol, em comparação àqueles que se alimentam com equilíbrio de manhã.

  • A ideia de que comer logo ao acordar vai acelerar o seu metabolismo, já que ele não vai se acostumar com jejuns tão longos, é falsa. Na verdade, é a qualidade das calorias que você ingere que interfere nisso. Prefira um “café das campeãs” cheio de proteína, incluindo ovos, aveia ou iogurte.

Comportamento

  • Uma pesquisa recente mostrou que quem pula o café da manhã tem mais tendência a cair nos maus hábitos como fumar, beber demais e se exercitar de menos.

  • Apesar de a queima de gordura quando você malha ser maior antes de comer, a ligação entre magreza e tomar ou não café da manhã é mais comportamental do que realmente culpa do organismo. Pessoas que comem de manhã tendem a ter uma dieta mais balanceada.

  • Já acordou com a ideia de que o dia será horrível? Coma às 8h da manhã. Esse é o horário em que os níveis de cortisol – hormônio do estresse – estão no máximo, e uma refeição balanceada vai acalmar os ânimos.

Fontes: nutricionista Emer Delaney e preparador físico David Kingsbury, ambos da Inglaterra, e pesquisas das Loughborough University (Inglaterra), Helsinki University (Finlândia) e University of Missouri Columbia (EUA)

Conteúdo Women’s Health Brasil

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Como e por que os brasileiros fazem dieta

A relevância das orientações de médicos e nutricionistas foi praticamente unanimidade em uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Nutrologia — 95% dos participantes as acham fundamentais. Mesmo assim, 77% dos 503 entrevistados afirmaram que já iniciaram alguma dieta por conta própria: amigos (3,1%), sites (3,1%), livros (1,7%) e influenciadores digitais (1,5%) estão entre as fontes de informações mais citadas.

Como foi feita a pesquisa? Entre agosto e setembro deste ano, médicos enviaram questionários a seus pacientes. Foram contemplados voluntários de dez estados: Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Ceará e Distrito Federal.

Pois bem, 76% dos respondentes declararam ter entrado em uma dieta nos últimos 12 meses, sendo que 21,6% estão pelo menos na quarta tentativa ao longo desse período. Detalhe: 40,6% não incluíram a prática de atividade física na. Uma pena.

Cetogênica e low carb (30%), detox (19,1%), Dukan (15,7%), hiperproteica (13,3%) e sem glúten (12,9%) lideram o ranking dos cardápios da moda escolhidos pelos participantes. O objetivo? A maioria (70%) buscava emagrecer. Mas 45% queriam melhorar a qualidade de vida, 43% decidiram se alimentar bem e 18% desejavam turbinar o condicionamento físico. Atenção: era possível escolher mais de uma alternativa em ambas as questões.

Esmiuçando a lista de restrições, 65% cortaram os doces, embora 28% tenham voltado a se alimentar como antes justamente por não aguentarem ficar muito tempo longe das guloseimas. Abolir frituras do cardápio (61,8%), diminuir as porções (48,3%) e o número de refeições ao longo do dia (24,2%) e cortar o sal(18,6%) e carboidratos (3,2%) também se destacaram nesse sentido.

Chocolates e companhia à parte, a dificuldade para emagrecer (45,3%) e a falta de tempo para preparar as refeições (40,5%) foram considerados entraves extras para a motivação do grupo em questão. Vamos combinar que essas são reclamações corriqueiras por aí, não é mesmo?

Claro que, como nem todos os estados foram contemplados — e só pacientes de alguns médicos foram ouvidos —, não dá pra cravar que esses resultados seriam iguais na população como um todo. Ainda assim, o levantamento indica como a busca pela alimentação saudável é comum (e complexa).

Conteúdo Saúde Abril

Publicado em Alimentação, Saúde e Bem-estar

Dietas podem te engordar ainda mais!

Quantas dietas você já fez ao longo da vida? E você conseguiu manter o peso perdido ou voltou a engordar? Talvez você até tenha emagrecido, mas o fato é que 95% das pessoas que fazem dieta voltam a engordar (1) e um dos motivos desse reganho de peso são as alterações metabólicas presentes nos indivíduos que possuem a mentalidade da dieta e as alterações das funções cerebrais de controle da fome e saciedade decorrentes das privações alimentares.

A origem da palavra dieta origina do grego diaita (2) e relatava um estilo de vida completo tanto mental como físico. O conceito foi criado pelo filósofo e médico Hipócrates, que tinha como foco de estudo a alimentação e o ambiente em que vivemos. Tanto os médicos gregos como os romanos sabiam que nosso organismo era impactado pela maneira como comíamos e como nos exercitávamos (3).

Todas as dietas que conhecemos são réplicas de dietas antigas e, se fizermos uma breve retrospectiva histórica, iremos constatar como a multimilionária indústria da dieta é enganadora, maléfica e tendenciosa. mesmo sabendo que somos apenas mais um número no orçamento de um setor que vende “doença”, continuamos a seguir as dietas da moda em busca de resultados rápidos e milagrosos.

Por que as dietas não nos ajudam a emagrecer?

Biologicamente existem diversos recursos adaptativos que o corpo utiliza para nos manter vivos, nossa constituição metabólica e mental não assimila a prática de fazer dietas como “prática para perda de peso” e é exatamente nesse ponto que começa o sofrimento de quem segue dietas da moda regularmente.

Você já deve ter percebido que cada vez que se inicia uma nova dieta, mais difícil fica emagrecer, pois ocorre a descoberta de que para perder o mesmo peso do que na última dieta, você tem que comer muito menos. Esse é o principal efeito colateral de quem faz dietas repetidamente.

E, sinto informar, quando você chega nesse ponto seu metabolismo passou a gastar menos calorias do que antes, devido ao processo de adaptação celular. Ou seja, para manter todos os órgãos funcionando corretamente, seu corpo gastará menos calorias do que gastava antes do inicio das dietas e esse efeito é permanente.

Outro fator determinante de ganho de peso é a adaptação na absorção dos nutrientes, e passamos a absorver os nutrientes mais rapidamente depois das dietas. Por fim, ocorrem também alterações cerebrais em que os sinais de fome e saciedade ficam desregulados, fazendo com que aumente o apetite, ou seja, você passa a sentir mais fome.

Como sair deste círculo vicioso?

Uma dica valiosa que dou aos meus clientes é que eles abandonem a mentalidade da dieta, ações e comportamentos disfuncionais que temos com o intuito de controlar a alimentação e que prejudicam nosso comportamento alimentar (4).

Aconselho que todas as revistas, livros, artigos e demais informações sobre dietas sejam descartados e que eles façam as pazes com a comida, reintegrando alimentos que foram excluídos por serem “proibidos”. Inclusive é importante que eles abandonem o pensamento de que existe alimento ruim, que não façam escolhas alimentares somente com o intuito de emagrecer e, o principal, não pratiquem o julgamento.

Você deve estar se perguntando, mas e a pizza, o hambúrguer, o chocolate? Eu vou poder reintegrar esses alimentos também? A resposta é sim, todos os alimentos devem ser vistos apenas como comidas. O que engorda não é você comer um pedaço de pizza com seu marido, ou levar seu filho para comer um brigadeiro, e sim a maneira como você se relaciona com a comida. Sabemos, por exemplo, que toda compulsão alimentar iniciou-se com uma dieta, então retirar alimentos por serem calóricos pouco tem a ver com o emagrecimento saudável. Muito pelo contrário, essa prática gera pensamentos e comportamentos compulsivos (5).

Se seu objetivo é emagrecer, antes de qualquer coisa você deve procurar entender o que te fez engordar: seus sentimentos, pensamentos, como você reage em situações de perdas e em situações emocionais extremas, assim como a maneira que você lida com sua aparência corporal deve ser revista. Se não existe uma ligação saudável entre você e seu corpo, a probabilidade de você voltar a engordar é muito maior, por isso não importa seu peso, o que importa é como você se vê.

Durante um atendimento, escutei uma frase belíssima que resume muito bem essa questão peso versus aceitação: “Por que eu tenho que sofrer para ser o que sei que não é da minha constituição? O que me define não é meu peso, o peso é apenas um número“.

Com essa frase terminarei esse bate papo: vamos tentar ser menos julgadores do prato e da silhueta nossa e dos outros, vamos nos permitir sentir e amar mais.

Referências bibliográficas

1- O peso da dieta ? Sofhie Deram 2- Nutrição comportamental, cap.4 3- A Tirania das dietas, cap. a origem das dietas 4- Genta – http://gentabrasil.blogspot.com.br/2012/09/o-pensamento-dieta.html 5- Nutrição e Transtornos Alimentares ? cap. 18

Conteúdo Minha Vida