Tag: crescer

Tudo vale a pena

Texto original de Obvious

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa)

“Amadurecer é olhar para trás e ver que tudo, todas as particularidades que passamos em experiências anteriores valeram a pena. Não pelas circunstâncias que as precederam, mas sim por notarmos que tudo serve para experiência e aprendizado. Acontecimentos ruins nos coroam não por sermos merecedores desse tipo de experiência, mas por certo, algo devemos aprender e extrair com o que acontece conosco.

pocket-watch-560937_960_720 (1)

A vida realmente é uma caixinha de surpresas e não sabemos o que nos espera, mas o poder da aceitação em nós é o bálsamo capaz de curar toda e qualquer ferida. Quando amadurecemos emocionalmente, entendemos que a resignação é a resposta para as nossas frustrações, e se algo não aconteceu no momento ou da forma que gostaríamos que acontecesse é por que, muito provavelmente não era pra ser e o destino nos reservará algo ainda melhor.

Quando amadurecemos aprendemos a silenciar nossas rebeldias, entendendo que já passamos a fase da adolescência da alma, e a vida não aquiescerá todas as vezes ao nossos desejos.

Nem sempre é fácil lidar com problemas e a vida nos prega peças para que possamos aprender a lidar. Dificuldades de todos os gêneros, sejam físicos ou emocionais nos acometem para nos tornarmos ainda mais fortes.

summer-still-life-785231_960_720

Ao amadurecermos, paramos de agir como crianças egocêntricas e mimadas e passamos automaticamente a nos queixar menos. Assumimos responsabilidade por nossas faltas e procuramos nos tornar pessoas melhores.

No final das contas, quando associamos aquele nosso lado que grita a tresloucada juventude, os sonhos, a falta de aceitação para a conduta que aprendemos (talvez a duras penas) adquirir, resta em nós aquele olhar profundo e a certeza de que sabiamente aprendemos a abrir mão das vãs expectativas que a imaturidade oferece, para adquirir a confiança, a fé e a brandura que apenas a maturidade é capaz de nos outorgar.”

Não se esforce demais

“Você lê, o tempo todo, por aí, que precisa dar o seu melhor, que precisa fazer sempre o melhor que pode, que tem que se virar do avesso para atingir seus objetivos com distinção e orgulho. Nossa culpa interior, aquela que não nos deixa dormir à noite, fica repetindo que você simplesmente podia ter se esforçado mais, que aquele trabalho podia ter ficado melhor, que isso e aquilo…

person-507791_640

Agora que a sua voz interior está quietinha enquanto você lê este post aqui, pense bem. Às vezes, quando você se esforça demais e tenta prever e resolver todos os problemas e dificuldades, acaba estressada. E, estando estressada, seu trabalho vai acabar ficando pior do que o normal, ao invés de melhor. Quanto mais concentrada você tenta ficar, mais acaba se desconcentrando.

Então, não se esforce demais. Não nade contra a corrente, não tente controlar o que não tem controle. Uma piadinha popular na internet afirma que o nosso cabelo está na cabeça justamente para nos provar que nós não temos controle sobre nada. A piada pode ser batida, mas é verdadeira. Ou vai dizer que o dia em que você tem um compromisso importante não é justamente o dia em que seu cabelo acorda mais rebelde e difícil de controlar?

guess-attic-837156_640

Por isso, não se esforce demais. Não além da conta. Faça o seu melhor, todos os dias. Mas aceite as coisas como elas são. Alguns problemas simplesmente se resolvem por conta própria, outros seriam muito mais simples se você não se preocupasse demais. Muitas vezes, a gente antecipa os problemas, por medo do fracasso ou do sofrimento ou do trabalho mais árduo. Só que antecipação é apenas uma forma mais rápida de estressar a si mesma.

É e sempre será impossível agradar a todos, fazer tudo perfeito e ter a mente em paz. Então não se esforce demais, não remoa as coisas aí dentro da sua cabeça, não force nada. Aceite as pequenas imperfeições, aprende com elas. Afinal, não há jeito melhor de crescer do que vivendo nossos próprios problemas com tranquilidade e sem frustração.”

ocean-731339_640

Por Daniele Sinhorelli
em Círculo

EDC – Brincadeira de criança: as atividades mais indicadas para cada faixa etária

Conteúdo original M de Mulher

Pega-pega, duro ou mole, esconde-esconde, casinha… Com os jogos e as situações de faz de conta, os pequenos compreendem regras sociais, desenvolvem habilidades físicas e aprendem a lidar com as próprias emoções. Além desses benefícios, a diversão pura e simples também é muito importante.

children-271591_640

Ouvimos dois especialistas no assunto: a psicóloga Cisele Ortiz, do Instituto Avisa Lá, e o pedagogo Luca Rischbieter, do grupo Positivo. Além de explicar as características de cada atividade, eles sugerem as mais indicadas para cada faixa etária. Confira as dicas  e divirta-se com a molecadada:

Até 2 anos: O bebê costuma se divertir sozinho, explorando o corpo.  Ofereça brinquedos que tenham cores, formas e tamanhos diferentes, para estimular o bom desenvolvimento dos cinco sentidos (tato, olfato, visão, paladar e audição).

baby-921293_640
2 a 3 anos: Boa fase para introduzir o jogo simbólico e o faz de conta. Ofereça a oportunidade de seu filho sentir a textura da água, da areia, da grama e de outros materiais. Nessa fase, as crianças adoram dançar, cantar e pular.

3 a 4 anos: Desenho, pintura, colagem e modelagem ganham força nessa idade. Ofereça jogos de montar, lápis, tintas, papel, argila e giz de cera. Mas forre bem a mesa em que seu filho vai “trabalhar”, para que ele não pinte a casa inteira…

sun-451441_640

4 a 5 anos: Surgem os heróis e as brincadeiras que imitam o mundo adulto. Ofereça lousa, bonecas, casinhas, carrinhos, fazendinhas e imitações de objetos cotidianos, como telefone, caixa registradora e apetrechos de cozinha.

6 a 7 anos: Época dos jogos com regras, que estimulam o raciocínio lógico. Ofereça jogos em geral (eletrônicos, de cartas ou tabuleiro), para lidar com vitórias e derrotas.

Os 5 tipos de brincadeiras mais comuns e seus benefícios para a criança

ARTESANAIS: Alguns brinquedos simples são confeccionados pelas próprias crianças. Qualquer menino ou menina que brinque na rua já fez uma pipa para empinar ou uma bola de meia para jogar queimada.
Benefícios: Além de construir algo sozinha, a criança exercita a capacidade de resolver os problemas que possam aparecer durante o processo. Ela aprende a criar cores e formas diferentes ou mesmo escolher os materiais mais adequados para a atividade proposta

children-593313_640
ELETRÔNICOS: Engana-se quem pensa que a criança não aprende nada quando passa horas na frente do computador ou fica com o dedo quase adormecido de tanto jogar videogame.
Benefícios: Os jogos eletrônicos são ótimas oportunidades para os pequenos expressarem a agressividade ou para aliviar uma situação traumática de tristeza ou medo. Só mantenha o controle do tempo de uso e da qualidade dos programas a que seu filho tem acesso. Afinal, há muita violência nesse tipo de diversão

FAZ DE CONTA: Bolas, bonecas, carrinhos e outros objetos estimulam histórias reais ou imaginadas.
Benefícios: Essas brincadeiras fazem a molecada viver problemas ainda desconhecidos.

play-184783_640

TRAVA-LÍNGUAS: “O rato roeu a roupa do rei de Roma.” “Três pratos de trigo para três tigres tristes.” Esses são exemplos de como as palavras geram desafios.
Benefícios: Esses jogos ajudam a treinar a fala. Duvida? Tente repetir: “Se o príncipe de Constantinopla quisesse se desconstantinopolizar, qual seria então o desconstantinopolizador que iria a Constantinopla para desconstantinopolizá-lo?”

JOGOS DE LOCOMOÇÃO: Amarelinha e pega-pega fazem parte da lista de brincadeiras tradicionais que exigem o uso do corpo.
Benefícios: Essas atividades estimulam a flexibilidade e o equilíbrio. À medida que os pequenos crescem, os desafios de ritmo, força e coordenação motora ficam cada vez mais complexos.

street-chalk-73583_640