Algas na alimentação – como beneficiar-se delas!

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As algas, como são conhecidas as ervas marinhas, provavelmente fazem parte da sua alimentação diária e você nem se dá conta disso. Elas são usadas para muitas funções na culinária, como engrossar alimentos, e fazem parte até mesmo de coisas que usamos diariamente, incluindo medicamentos para emagrecimento e até cremes dentais.

Um estudo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Estados Unidos, mostra que um tipo de alga chamada “carragena” é frequentemente adicionada aos produtos lácteos para dar a eles uma consistência mais densa. E até produtos alimentares comuns como o creme de leite podem conter algas.

Alimentos que contêm algas

Quem está habituado com a culinária japonesa sabe que as algas são aproveitadas em sushis para revestir os rolinhos feitos de arroz. Aliás, a alga usada no sushi  é especialmente rica em vitaminas e nutrientes. Além do sushi, as algas servem também para engrossar shakes, e podem ser adicionadas à maionese para impedir que este alimento se liquefaça. Isso porque o ácido algínico presente na alga atua como um estabilizador ou emulsionante, garantindo a consistência mais firme da maionese.

A gelatina também é outro alimento que contém um tipo de alga chamado ágar. O agar é capaz de solidificar qualquer coisa a partir de uma forma líquida. Mas não pense que todas as algas podem ser consumidas. Apenas seis tipos são indicados para o consumo, e são eles:

  • Hijiki: tipo de alga de cor azul escura, que possui 14 vezes mais cálcio que o leite normal. Rica em fibras e minerais, como cálcio, ferro e magnésio, melhora a saúde e a beleza dos cabelos, deixando-os mais brilhantes.

  • Ágar-ágar: esta alga é uma mistura de oito tipos diferentes de algas vermelhas, sendo aproveitada em gelatinas de frutas e para encorpar molhos. O ágar-ágar atua como um regulador das funções do intestino, proporciona a sensação de saciedade, reduz os níveis de colesterol e ajuda a eliminar gorduras.

  • Espirulina: fonte de proteínas, esta alga pode ser polvilhada sobre alimentos ou colocada em sucos e sopas. Ela é também utilizada em forma de medicamento para controlar a fome e levar à perda de peso.

  • Kombu: usada em sopas, cozidos e refogados, a Kombu conta com alto teor de fósforo, potássio, cálcio e iodo, importante para o bom funcionamento da tireoide.

  • Dulse: rica em potássio, magnésio, ferro e iodo, é usada em medicamentos de controle da tireoide. Na culinária, pode colocada em saladas, sopas e molhos.

  • Nori: rica em proteína, cálcio, ferro, além das vitaminas A, B e C, contendo duas vezes mais proteína do que algumas carnes. Por conter muito iodo, ajuda na prevenção do bócio e hipotiroidismo. Auxilia a manter os níveis de colesterol sempre estáveis e previne problemas cardiovasculares, fazendo um bem enorme também à saúde da pele.

Sabendo de tudo isso, há inúmeros motivos para incluir as algas na sua alimentação e ter uma vida mais saudável!

Pimenta caiena confere sabor aos pratos e benefícios à saúde

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Quem procura seguir uma alimentação saudável certamente já está acostumado a consumir pimenta. Isso porque, além de dar um toque picante aos alimentos e ser utilizada na culinária de diversos países do mundo, essa especiaria é bastante conhecida pelos benefícios que pode oferecer à saúde e, também, por ter efeito termogênico.

De uns tempos para cá, porém, um tipo de pimenta tem ganhado destaque especial: a pimenta caiena. Mas, o que ela tem de diferente? Quais benefícios pode oferecer? Como consumi-la? Essas são dúvidas bastante comuns.

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Karina Valentim, nutricionista da Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição, explica que a pimenta (Capsicum Frutensces L.) é composta por mais de 200 variedades, e uma delas é o tipo Caiena, originário da cidade de Caiena, na Guiana Francesa.

“As pimentas do gênero Capsicum são conhecidas por apresentarem um grau de ardência maior do que as pimentas do gênero Piper – popularmente conhecidas como pimenta do Reino”, destaca a nutricionista.

Vermelha, a pimenta caiena também pode ser chamada de “pimenta de caiena” ou “pimenta de cayenne” – variação que se deve ao nome da cidade de Caiena (Cayenne), na Guiana Francesa.

A pimenta é muito utilizada na culinária de diversos países, como Índia, Estados Unidos e México, e tem ganhado bastante atenção no Brasil, sendo ingrediente, inclusive, de muitas receitas saudáveis.

Benefícios da pimenta caiena

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1. Tratamento de doenças

Karina explica que, na medicina tradicional chinesa e indiana, a pimenta caiena tem sido utilizada para o tratamento de artrite, reumatismo, dores de estômago, erupções cutâneas, dentre outras aplicações. “Estas aplicações terapêuticas estão relacionadas com o teor de capsaicinoides, compostos fenólicos e carotenoides presentes nas pimentas”, diz.

2. Prevenção de doenças

Karina destaca que vários glicosídicos diterpenos isolados a partir da pimenta caiena exibiram efeitos anti-hipertensivos,o que pode estar relacionado com a prevenção da hipertensão.

“Entre os fitoquímicos presentes nesta pimenta, os polifenóis merecem uma menção especial: alguns estudos epidemiológicos têm demonstrado uma possível correlação entre a ingestão dietética de polifenóis da pimenta e a prevenção de estados de doença, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios neurovegetativos. Porém ainda são poucos estudos realizados em humanos”, acrescenta a nutricionista Karina.

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Outros estudos , segundo Karina, têm mostrado que capsaicina em cultivares de pimenta caiena poderia agir inibindo o crescimento in vitro da bactéria Helicobacter pylori, responsável por muitos casos de gastrite e ulcera gástrica.

3. Auxílio da digestão

“De acordo com relatos da medicina chinesa e ayurvédica, a utilização da caiena auxilia na digestão, uma vez que estimula a produção da saliva e as enzimas proteolíticas no estômago”, destaca Karina.

4. Propriedades antioxidantes, descongestionantes e anti-inflamatórias

Michelle Inforçatti Rodrigues, nutricionista da clínica Dr. Família, destaca que a capsaicina presente na pimenta confere a ela propriedades antioxidantes, descongestionantes e anti-inflamatórias.

5. Auxílio no emagrecimento

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Ainda devido à presença da capsaicina, a pimenta caiena promove aumento do ritmo cardíaco e melhora a circulação sanguínea. Além disso, tem poder termogênico. “Pois o organismo tem mais dificuldade em digerir e, com isso, gasta mais energia, induzindo o metabolismo a acelerar mais”, explica Michelle.

“Dessa forma, ela auxilia na perda de peso e queima de gordura se o seu consumo for associado a uma alimentação saudável, equilibrada, fracionada e à prática regular de atividade física”, acrescenta a nutricionista Michelle.

Como consumir a pimenta caiena

A pimenta caiena é encontrada em pó, in natura ou cápsulas. “A melhor forma de consumo é a mais natural possível, adicionando em alimentos e preparações do dia a dia, dando assim mais sabor e agregando propriedades funcionais aos alimentos”, diz Karina.

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Mas não adianta achar que, para usufruir dos benefícios que a pimenta caiena pode oferecer, basta consumi-la eventualmente. Michelle destaca que é necessário consumi-la regularmente e sempre associada a uma alimentação saudável e equilibrada e à prática regular de atividade física.

“Não há quantidade máxima estipulada, o consumo varia de pessoa para pessoa, mas é preciso tomar cuidado, pois o excesso pode causar insônia ou dor de cabeça”, acrescenta Michelle.

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Karina explica que a pimenta caiena pode ser utilizada em pequenas doses (pitadas) em preparações do dia a dia, molho de salada, para temperar carnes e peixes, ou até mesmo para consumir em sopas, caldos e sucos. “Alguns especialistas em medicina tradicional ayurvédica indicam o consumo junto com chás”, diz.

A nutricionista Michelle destaca que os benefícios da pimenta podem ser obtidos se ela for consumida de diversas formas: “podemos adicioná-la ao recheio da tapioca, a temperos de vários pratos como de carnes, frangos, peixes, arroz e omeletes ou fazer geleia. Adicionada ao chá verde ou de gengibre intensificamos ainda mais seu efeito termogênico”, exemplifica.

Receita: Bolo de Cacau com Farinha de Aveia

Um bolo de chocolate sempre é bom a qualquer hora e lugar, não é?! Ainda mais se é saudável, é fofinho, cheio de nutrientes benéficos à saúde e fácil de fazer. Nem precisa de muito, né?! Só a imagem já diz tudo! A receita é da nutricionista Flávia Diniz, @flanutrifit.

Bolo de Cacau com Farinha de Aveia

Reprodução Instagram
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  • 1 xícara de cacau em pó puro (sem adição de açúcar)
  • 2 xícaras de farinha de aveia (ou outra que desejar)
  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa cheia de manteiga de ghee ou outra de sua preferência ou 1/2 xic de óleo de coco
  • 1 xícara de açúcar mascavo (mas pode usar o que preferir)
  • 1 xícara cheia de leite de coco (ou outro leite que preferir)
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó

Bata no liquidificador: os ovos, o leite, a manteiga, o açúcar. Depois, acrescente o cacau e bata bem. Em uma tigela, jogue a massa do liquidificador, que ficou pronta, e adicione a farinha aos poucos. Coloque o fermento, misture, e leve ao forno por volta de 40 min, a 180 graus. Fique de olho! Pode fazer o teste do palito.

É uma ótima opção para os lanchinhos da manhã ou da tarde, para acompanhar um cafezinho ou mesmo para as crianças.

Como usar os temperos? Aprenda a combinar as ervas aromáticas

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Conteúdo original Blog Bololo

Na cozinha, tão importante quanto escolher bem os ingredientes é saber combiná-los na medida certa. E, quando falamos em combinações e medidas nas refeições, entram em cena os queridinhos da culinária: os temperos ou condimentos.

Tecnicamente, podemos chamar de condimento (ou tempero) qualquer substância que é usada para dar sabor, aroma ou realçar o paladar de um prato. Entre os temperos mais utilizados estão as ervas, as especiarias, os legumes, o sal, entre outros.

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Em meio ao universo dos temperos, alho, sal e cebola são a trilogia básica usada para dar sabor aos alimentos. Porém, na hora de preparar uma refeição especial, o básico já não serve. Para aguçar ainda mais o paladar, é preciso inovar, trazer à tona novos sabores, incitar novas sensações. Para isso, é importante conhecer uma gama variada de temperos e saber quando usá-los e como combiná-los.

Como combinar?

O verbo temperar vem do Latim temperare, que significa “misturar corretamente, moderar, regular”. Na cozinha, escolher as combinações e quantidades corretas dos condimentos para cada tipo de alimento pode ser um verdadeiro desafio para o cozinheiro inexperiente.

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Por isso, antes de sair misturando tudo por aí, vale a pena conferir algumas dicas sobre quais temperos combinam com o tipo de comida que você pretende preparar. Com o tempo e a vivência na culinária, você desenvolve um paladar aguçado e adquire o chamado “bom-senso” na cozinha. Com essa habilidade, sem ter lido nada antes, você vai saber se um tempero combina com determinado alimento só de cheirar e provar. E a partir daí você mesmo acaba criando suas combinações, como um Chef profissional!

Para quem ainda não chegou nesse estágio, preparamos um guia básico de como usar as ervas aromáticas na cozinha. Pode se aventurar no mundo dos temperos sem perigo de errar!

O quê combina com o quê?

Hortelã: Seu aroma transmite frescura. É perfeita dar sabor e enfeitar sobremesas e bebidas de verão. Em carnes de cordeiro, peixes, aves e sopas de legumes acrescenta um sabor especial.

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Cebolinha: Seus talos são muito usados em pratos com ovos como omeletes e preparações com batatas em geral. Fica uma delícia polvilhada no arroz. A erva ainda dá um sabor especial ao queijo minas e ricota para sanduíches e canapés. Serve também como ingrediente base para os molhos verde e tártaro.

Coentro: Combina com refogados, peixes, mariscos, camarão, sopas e saladas.

Estragão: Possui um sabor muito parecido com o do anis, pela suas propriedades refrescantes. Fica ótimo em pratos à base de ovos, no frango, em saladas e batata.

Cominho: Muito usada em preparações com carnes, aves, sopas, queijos, pães e molhos. Combina com couve, arroz e recheios de legumes.

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Alecrim: Tanto o ramo quanto suas folhas podem ser adicionadas aos pratos. É um excelente tempero para carnes, como cordeiro, frango assado, vitela, porco, carne vermelha e peixes. Combina com preparações à base de batatas e molhos.

Manjericão: Muito presente na culinária italiana, mediterrânea e tailandesa. Combina perfeitamente com preparações que levam tomates, como saladas, molhos, sopas e sanduíches. Legumes como abobrinha, berinjela, abóbora e batata também ganham um toque especial com a erva. Alho, azeite e limão são condimentos que formam uma parceria incrível com o manjericão.

Louro: Muito versátil, combina com quase tudo. Suas folhas dão aroma ao feijão, caldos, molhos, batatas, cenouras, assados e refogados de carnes de porco, aves e peixes. Diferentemente de outros temperos, podem cozinhar por um tempo prolongado sem perder suas propriedades.

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Salsão: Muito popular na culinária asiática fica ótimo em saladas e aves.

Salsinha: Uma das ervas mais versáteis da culinária, a salsinha combina com tudo (mesmo). Se for a única erva que você tem na geladeira, não hesite em adicionar ao prato que você estiver preparando.

Sálvia: Combina bem com carnes mais gordurosas como porco, pato, ganso e vitela. Harmoniza muito bem com aves leves como peru e frango (na canja fica uma delícia!), carboidratos (pães, batatas, panquecas, polentas e massas) e queijos frescos.

Tomilho: De sabor acentuado é ideal para fugir da rotina. Combina com carnes de sabor forte. Dá um toque único em patês de carne e molhos que levam alcaparras, tomates, pimentão e anchovas.

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Orégano: Vai muito além da pizza! Dá um sabor especial a massas, molhos, vegetais assados, saladas e sopas. Tem muita afinidade com ovos, berinjela, champignons, pimentões, batatas e queijos (ricota, queijo minas e mussarela). Ainda tempera carnes, peixes e aves refogados.

Erva doce: Dá um sabor inusitado ao salmão e recheio de massas, além de ser muito usada no preparo de sobremesas.

Composições de ervas

Algumas combinações de ervas muito usadas na culinária são renomadas por harmonizarem perfeitamente. Vamos a elas:

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Cheiro-verde: Salsinha e cebolinha.

Bouquet Garni: Tomilho, louro, salsa, salsão e alecrim.

Ervas finas: manjericão, orégano, sálvia, tomilho, manjerona e alecrim.

Ervas de Provence: manjericão, manjerona, alecrim, segurelha, tomilho, flores de lavanda e louro em proporções diversas.

Dicas gerais:

– A maioria das ervas devem ser retiradas do prato no momento de servir.

– Sempre prefira a versão fresca das ervas ao invés da desidratada.

-Não compre em grandes quantidades, pois as ervas estragam rapidamente, perdendo sua cor e o sabor.

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– A maioria das ervas não deve ser cozida por muito tempo. É sempre recomendado acrescentá-las nos momentos finais da preparação dos pratos.

– Quando falamos de ervas e temperos em geral, menos é sempre mais. Um pouquinho do tempero já cumpre o papel de dar sabor e aromatizar o prato.