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Esquecer das coisas melhora nossa capacidade de tomar decisões

Conteúdo original Super Interessante

Deixar o que passou para trás e focar em coisas mais recentes é um exercício constante para nosso cérebro. Por conta dessa postura desapegada da central de comando é que você não se lembra do momento em que começou a andar – mas não esquece nenhum caractere da senha da conta bancária e se lembra de entregar um relatório para o dia seguinte.

O que pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, queriam descobrir era a influência disso em nossa capacidade de fazer escolhas e focar no que realmente importa. Segundo o estudo, publicado no jornal Neuron, nossa memória funciona não para que guardemos mais coisas durante o tempo, mas sim para tomarmos decisões mais inteligentes.

“Se seu cérebro se manter constantemente trazendo memórias conflitantes, isso torna mais difícil para você fazer uma decisão mais racional”, explica Blake Richards, um dos líderes do estudo.

Se nos lembrássemos com detalhes de todos os momentos da vida, teríamos de carregar memórias muito complexas. A tarefa do cérebro é simplificar essas memórias, fazendo com que fique apenas o necessário. Isso nos torna mais eficientes em fazer previsões e lidar com novas experiências.

Isso é vital para nossa adaptação em diferentes ambientes. Lugares que estão sempre em mudança fazem que precisamos nos lembrar menos. Para alguém que trabalha como caixa de supermercado, por exemplo, lembrar dos nomes dos clientes por alguns dias já está de bom tamanho. No entanto, um designer que está fechando um projeto com um grupo de clientes que encontra todo dia, tem a obrigação de levar seus nomes na ponta da língua.

A partir disso, os pesquisadores acreditam que coisas pontuais são esquecidas de forma mais rápida do que informações que temos de recorrer diariamente. Ou seja: se você não usa, você perde. E isso não é nem um pouco ruim – pelo menos no que diz respeito àquilo que você escolhe guardar.

O que acontece se você não dormir nada?

Conteúdo original El País

O que aconteceria se uma pessoa não dormisse nada?, perguntava um usuário do Quora, uma rede social de perguntas e respostas: “Não apenas uma noite ou duas, mas sempre”. “Enlouqueceria?”. “Morreria?”.

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Chris Morrison resumia os possíveis sintomas que poderia sentir, que também estão explicados neste vídeo da Asap Science (com legendas em espanhol) sobre o sono, com link em uma das respostas.

Depois de uma primeira noite sem dormir, o sistema mesolímbico é estimulado e a dopamina é liberada, por isso nos sentimos com mais energia, motivação, otimismo e desejo sexual. Mas, claro, essa sensação positiva é enganosa, já que a partir daí tudo vai ladeira abaixo.

Pouco a pouco, o cérebro começa a desativar as regiões que se encarregam de planejar e avaliar decisões, o que resulta em um comportamento mais impulsivo. O esgotamento provoca, além disso, uma lentidão no tempo de reação e uma piora das funções perceptivas e cognitivas.

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Depois de um ou dois dias, o corpo deixa de metabolizar a glicose de forma adequada, e o sistema imunológico começa a falhar. Como lembra Morrison, a partir do segundo dia também pode haver uma piora geral da memória. Três dias sem dormir provocaram alucinações em alguns casos.

O recorde (documentado cientificamente) é de Randy Gardner, que passou 264 horas (11 dias) sem dormir e sem ajuda de estimulantes. O feito ocorreu em 1964, quando tinha 17 anos, e foi acompanhado pelo médico especialista em sono da Universidade Stanford, William Dement. Como outros que se submeteram a testes semelhantes, Gardner não apresentou efeitos negativos em sua saúde a longo prazo.

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Isso não quer dizer que ficar sem dormir não possa levar à morte. Os ratos conseguem ficar sem dormir entre duas e quatro semanas. Depois morrem, embora não esteja claro se por falta de dormir (e o hipermetabolismo que isso provoca) ou pelo estresse de serem despertados constantemente.

Em relação aos seres humanos, passar tanto tempo acordado está associado apenas a distúrbios estranhos, como a insônia familiar fatal: essa doença genética (e muito rara) do cérebro causa insônia, alucinações, demência e, depois de 18 meses, a morte.

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Outro caso é o mencionado pela Scientific American: um jovem de 27 anos com síndrome de Morvan, que praticamente não dormiu durante vários meses, sem se sentir sonolento nem cansado e sem demonstrar problemas de humor e de memória. Mas, quase todas as noites, entre 21h e 23h, passava entre 20 e 60 minutos sofrendo alucinações auditivas, visuais, olfativas e táteis, além de dor nos dedos das mãos e pés.

8 caminhos para ser feliz

Por Luis Miguel Andrés (Plan Sin Fin)

“1. Não deposite esperanças no passado nem na estúpida crença de que só lá poderá ser feliz: está desperdiçando oportunidades incríveis no presente, lugar que habitarás para o resto de sua vida, para começar de novo, para ser feliz.

2. Não se apegue, não tente deter a passagem do tempo nem finja que algo não terminou quando na verdade já aconteceu. Nada dura para sempre, nem o bom nem tampouco o mal: se fundamenta a sua felicidade em algo material, seja uma empresa, sua esposa ou marido, seus filhos, um carro… estará dando força para que, uma vez que isso esteja fora do controle, seja um completo infeliz.

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3. Não se engane planejando e maquinando continuamente o que é que te faz feliz: assim está deixando de lado o domínio das emoções, a alegria de viver e de sentir. Todos os que estiveram à beira da morte e voltaram dizem o mesmo: o que lembram de quando estavam indo embora é o mesmo do que quando retornam: mosaicos feitos de pequenos momentos que se dividiam com os seres mais queridos. Nunca ninguém se lembrou do último contracheque ou da última letra da hipoteca.

4. Não adie nenhuma decisão, não temas viver como um principiante, não deprecie o dom que te foi dado. Se traíres a si mesmo, trairá as possibilidades que te foram confiadas para ser feliz. Muito pouco basta. Na verdade, quase nada. Como dizem os taoístas: quem muito acumula, sofrerá grandes perdas.

5. Não seja surdo com a sua intuição e satisfaça seus desejos na medida que puder, ou não os aumente se sabe que não poderá preencher-los. Sentir-se infeliz é sentir-se insatisfeito, podemos ser responsáveis se não nos propusermos metas impossíveis que, suspeitosamente, se parecem muito com as do vizinho e não como genuinamente nossas.

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6. Se você se mantiver sempre ativo no trabalho, se deixará levar pelo turbilhão de acontecimentos, cavalgarás todo o tempo em cima de um tigre louco que só parará quando quiser, sem que você possa decidir o momento. Cultive a arte de estar em si mesmo, sentir seu corpo, seja através da meditação ou de um esporte mais dinâmico.

7. Se fechar toda a possibilidade para o novo, inclusive se congelar o seu conceito de felicidade e não a deixar fluir, estará condenado à dor. Os conceitos mudam conosco, com nossas vivências e nossas experiências. Se não puder mudar, ao menos tente aceitar a mudança. Pela imitação, diziam na Idade Média, também se chega à santidade. Imita o seu melhor ‘eu’, e assim, personagem e ator se tornarão um.

8. Partindo do ponto de querer ser bem-sucedido em tudo , incluindo o desejo de ser feliz, novamente estaremos colocando a energia no lado oposto: o fracasso, que será a sombra que nos cercará. Todos buscamos o mesmo: a verdadeira conquista é reconhecer no outro nossa oportunidade de ser feliz, de reencontrar esse estado de ânimo e de vibrar o máximo que pudermos com ele.