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Transtorno do Pânico: o que é e como tratar

Muita gente passa por episódios e experiências que incluem dois sintomas que podem parecer bem comuns: dor no peito e ansiedade. Mas será que eles são realmente inocentes ou querem indicar algum tipo de desordem? Vamos abordar um estado que inclui esses sintomas: o transtorno do pânico.

Síndrome do pânico, transtorno do pânico e ataque de pânico são tudo a mesma coisa ou tem alguma diferença? Antes de falarmos do que se trata esse quadro, é importante diferenciarmos cada situação.

O que é o Transtorno do Pânico?

Ter um ataque de pânico é diferente do transtorno do pânico. Um ataque de pânico ocorre de repente e, normalmente, atinge o seu pico dentro de 10 minutos antes que o paciente se acalme. O incidente inclui uma intensa sensação de medo ou ansiedade, juntamente com, pelo menos, quatro dos seguintes sintomas:

  • Suor
  • Dor no peito
  • Taquicardia
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Formigamento
  • Tremor / agitação
  • Náusea / desconforto abdominal
  • Arrepios / afrontamentos
  • Medo de morrer

O transtorno ou síndrome do pânico, por outro lado, é diagnosticado quando os ataques de pânico são recorrentes e imprevisíveis. Pois eles parecem ocorrer do nada e os pacientes, muitas vezes, sofrem com o medo de ter outro. Este receio deve ser tecnicamente presente durante, pelo menos, um mês para que a pessoa seja diagnosticada com transtorno do pânico.

E esse medo é tão grande que começa a mudar a maneira como as pessoas se comportam, a fim de evitar que os episódios de pânico aconteçam. Por exemplo, aqueles com transtorno podem se recusar a deixar suas casas por medo de ter um ataque em lugares públicos ou em meio a multidões. Eles podem recusar-se a tomar um ônibus ou participar de reuniões de trabalho por medo de sofrerem um ataque. Isto é referido como “agorafobia” ou o medo do lado de fora.

Além disso, pelos sintomas serem tão angustiantes, os pacientes, muitas vezes, têm muito medo de possivelmente estarem sofrendo um ataque cardíaco e serem vistos várias vezes nas salas de emergência por alarmes falsos. Na verdade, ataques de pânico e ansiedade são algumas das causas mais comuns de dores no peito.

Quem sofre com o Transtorno do Pânico?

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Cerca de 5% da população sofre de transtorno do pânico, embora estudos mostram que até um terço de nós já experimentou um ataque de pânico. Ele tende a ser duas vezes mais comum em mulheres e pode começar cedo, ainda na adolescência.

O transtorno do pânico tende a ocorrer em pessoas com histórico familiar de ansiedade, mas fatores ambientais também contribuem para o seu desenvolvimento. Por exemplo, pessoas que experimentam eventos estressantes ou que tenham sofrido traumas de infância podem desenvolver o transtorno do pânico, especialmente se elas já têm uma tendência genética.

O que pode ser confundido o Transtorno do Pânico?

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Antes de chegarmos às conclusões, é importante descartar outras causas, fatores e sintomas semelhantes. Ao discutir seus sintomas com o seu médico, você provavelmente fará um exame de sangue para descartar o hipertireoidismo, além de um possível eletrocardiograma e/ou monitoramento cardíaco, se tiver sintomas cardíacos, tais como palpitações ou dor no peito.

A cocaína, anfetaminas e o uso excessivo de cafeína também podem desencadear ataques de pânico e/ou agravá-los. Portanto, se você for usuário dessas substâncias, é importante parar e compartilhar essa informação com o seu médico.

Como é tratado o Transtorno do Pânico?

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A primeira linha de tratamento é feita com um grupo de medicamentos chamado “Selective Serotonin Reuptake Inhibitors” (ou SSRIs) [traduzindo: Inibidores Seletivos da Recaptação], que tendem a funcionar muito bem na prevenção de futuros ataques de pânico através da regulação das substâncias químicas do cérebro, que são muitas vezes são desequilibradas em pacientes com distúrbios de pânico. Essas drogas podem demorar de 2 a 6 semanas para começar a fazer efeito, mas tendem a reagir bem para a maioria das pessoas.

Alguns médicos prescrevem benzodiazepínicos, como o alprazolam, que são necessários nas primeiras semanas, até que o SSRI entre em ação. No entanto, as benzodiazepinas são altamente viciantes e têm efeitos colaterais significativos. Elas não devem ser tomadas a longo prazo e não são o  melhor tratamento para a desordem de pânico.

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Também é importante dormir o suficiente todos os dias, exercitar-se e evitar a cafeína, a fim de minimizar os sintomas.

Além disso, muitos pacientes com transtorno de pânico automedicam-se com álcool, abuso de substâncias ou medicamentos prescritos. Essa atitude pode aliviar temporariamente os sintomas, porém irá piorar a situação em curto prazo.

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Portanto, se você sofre de transtorno do pânico, busque a ajuda de que precisa com um médico generalista ou um psiquiatra que poderá prescrever-lhe o tratamento adequado, o que pode incluir medicamentos, terapia de diálogo ou ambos. O que você não deve fazer é negociar um transtorno com outro, criando um vício apoiado em seu pânico.

Por favor, note que todo o conteúdo aqui é estritamente para fins informativos. Este conteúdo não substitui qualquer conselho, julgamento ou raciocínio médico, que é o seu provedor habilitado de saúde pessoal. Por favor, procure sempre um profissional licenciado em sua área sobre todas as questões e problemas relacionados com a saúde.

Fonte: Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

Por que estou tão cansado?

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“Cansado” é uma palavra escorregadia.
Há o fisicamente cansado: membros pesados ou olhos sonolentos. Mas há também o cansaço emocional: falta de motivação, incapacidade de lidar com as situações e as comparações mais comuns: “Eu não me sinto animado como fulano.”

A fadiga pode ser uma questão médica decorrente de anemia, disfunções da tireoide, gravidez, problemas cardiovasculares ou outras causas. Discutiremos as nove principais causas médicas, psicológicas e passionais da fadiga.

1. Depressão

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A depressão tem reflexos tanto físicos, como emocionais, desgastando não só a energia, mas também a motivação. Tudo representa um esforço, até mesmo sair da cama ou tomar uma ducha.

A depressão é particularmente complicada, porque mesmo que se tenha muito sono, o cansaço não é aliviado. Por outro lado, ela também pode diminuir o sono, provocar dificuldades em adormecer, sono picado ou curto. E, de qualquer forma, a sensação de cansaço e a exaustão são certeiros.

Nesse caso, conte com a ajuda de um médico ou psicólogo assim que suspeitar de depressão. Mostre-se. Pode parecer inútil e vazio no momento, você não vai se sentir em êxtase, mas vai se sentir melhor e, aos poucos, voltará a vida.

2. Ansiedade

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A preocupação é cansativa. A vigilância é extenuante. Preocupar-se com as coisas o tempo todo, drenando constantemente tudo o que fica no caminho de viver a sua vida é chamado de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Os principais sintomas são cansaço, tensão muscular e pressão psicológica e sono perturbado: uma receita para a exaustão.

A ansiedade é uma maneira de a natureza dizer-lhe que alguma coisa pode não ser segura, o que, muitas vezes, é errado. A cura para a ansiedade é fazer aquilo que você tem medo. Não é preciso altar com os dois pés, você pode começar devagar e, então, crescer a partir daí.

Às vezes, a ansiedade é mais sobre o “e se…”. Mudar seu foco das infinitas possibilidades terríveis do que poderia ser ao que está acontecendo no momento é uma boa tática. Descreva o que está acontecendo ao seu redor. O que você pode ver, ouvir, sentir e cheirar? Analise o seu corpo e observe como ele se sente. Encontre-se no que é ao invés de deixar que os “ses” puxem o seu tapete.

3. Prestação de cuidados

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Cuidar de um ente querido com doença crônica ou de uma criança com necessidades especiais é desgastante, uma maratona diária esgotante.

Quando você está no auge da prestação de cuidados, precisa de uma rede de segurança. Diga “Sim!”, quando perguntarem se existe alguma coisa que podem fazer por você. Crie seu próprio sistema.

Saiba mais sobre os serviços na sua comunidade, centros de adultos e creches, grupos de jogos integrados, serviços de transporte e entrega de supermercado e farmácia. Permita-se sentir o que sente e perceba os benefícios do apoio.

4. Grandes expectativas em um único objetivo

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Um foco singular pode ser virtuoso: o vício em trabalho, foco inabalável, um relacionamento estável. Se funcionar, é devoção, mas se não acontecer, é um ralo. Muitas vezes, criamos laços muito justos em torno de um resultado. A ascensão e a queda são inevitáveis na vida e mesmo um pequeno contratempo pode ser devastador se você não está amortecido por outros interesses e valores.

Um estudo muito citado de 2011 mostrou que mães que trabalham em tempo parcial têm uma saúde melhor e menor risco de depressão do que as mães que ficam em casa. Isso, certamente, não condena as mães domésticas, mas a mensagem é: vários papéis (gerenciáveis) criam uma espécie de para-choque. Assim, se uma área da vida não está indo bem, você tem expectativa nas demais áreas. A versão tradicional é o trabalho e a família, mas, no mundo de hoje, vale tudo.

5. Desordem

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Sim, esse é um contribuinte surpreendente à fadiga. Coisas são uma faca de dois gumes. Por um lado, a matéria pode fazer você se sentir seguro. Há mulheres que carregam três bolsas e homens que carregam uma mala no carro, para “no caso de…”. Esse cerco nos faz preparados. Mas, às vezes, tantas coisas podem puxá-lo para baixo. Desordem sem local designado e números enlouquecedores de itens perdidos tornam o lar um local desgastante, não um refúgio.

Se você sabe que a desordem está sugando sua energia, mas não busca um descarte ou doação, pergunte-se o que é que você está mantendo. Segurança? Memórias significativas? Registros de informações? Existe outra maneira de encontrar o que você está procurando? Será que a segurança/ memórias/ informação realmente serão perdidos se você não tiver o material em mãos? Teste a ideia de se livrar de alguns itens. E depois, veja se você perdeu tanto o quanto tinha previsto.

6. Sobrecarga

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“Estou muito cansado” pode ser código para “Eu não posso fazer isso”, ou “Eu não sei por onde começar.” Enfrentar uma tarefa imensa, muitas vezes, nos impede de enxergar caminhos. Ficamos cansados ​​demais para lidar.

Dica: Pare de procrastinar e resolva a tarefa.

Comece com um pedaço da tarefa, de um tamanho que não vá sugar sua energia. Assim, limpar um sótão torna-se arrumar uma caixa. Escrever um artigo de 20 páginas torna-se trabalhar em um esboço por 15 minutos. Após concluir um pedaço, pare por algum tempo e, então, recomece pequeno. Pedaço por pedaço, até terminar.

7. Tédio e esforço

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Todo mundo sofre um ataque ocasional de comer brigadeiro, bolo ou tomar um sorvete em frente à tv, ou na internet, sem pensar em nada. Mas, se um dia inteiro de tv a cabo, de pijama, faz você se sentir lento e com a cabeça vazia, isso não é mais uma pausa. Ficar em casa o dia todo, sem nenhuma atividade com propósito é estranhamente mais desgastante do que uma programação agradavelmente completa.

Ele funciona em sentido inverso: aja como se tivesse um pouco de energia, fique um pouco mais alto, coloque uma mola em seu passo e você se sentiár mais fortalecido. Coloque um pouco de maquiagem ou faça a barba, mesmo se estiver em casa. Escove os dentes, mesmo se não estiver falando com ninguém. Aja “como se” e sua energia irá segui-lo.

No geral, se você estiver desgastado, esgotado, fadigado ou simplesmente cansado, identifique uma causa, física ou psicológica, e será o primeiro passo na mudança de “eu não me sinto disposto” para “eu estou pronto para qualquer coisa!”

Referências
Centers for Disease Control and Prevention.  (2010).  Current Depression Among Adults—United States, 2006 and 2008.  MMWR, 59, 1229-1235.

Buehler, C. and O’Brien, M.  (2011).  Mothers’ part-time employment: Associations with mother and family well-being.  Journal of Family Psychology, 25, 895-906.

Fonte Quick and Dirty Tips

Atenção: Todo o conteúdo é estritamente para fins informativos. Ele não substitui qualquer conselho, raciocínio ou julgamento médico, seu provedor de saúde pessoal. Por favor, procure sempre um profissional licenciado em sua área em relação a todas as questões de saúde.