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Tudo vale a pena

Texto original de Obvious

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa)

“Amadurecer é olhar para trás e ver que tudo, todas as particularidades que passamos em experiências anteriores valeram a pena. Não pelas circunstâncias que as precederam, mas sim por notarmos que tudo serve para experiência e aprendizado. Acontecimentos ruins nos coroam não por sermos merecedores desse tipo de experiência, mas por certo, algo devemos aprender e extrair com o que acontece conosco.

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A vida realmente é uma caixinha de surpresas e não sabemos o que nos espera, mas o poder da aceitação em nós é o bálsamo capaz de curar toda e qualquer ferida. Quando amadurecemos emocionalmente, entendemos que a resignação é a resposta para as nossas frustrações, e se algo não aconteceu no momento ou da forma que gostaríamos que acontecesse é por que, muito provavelmente não era pra ser e o destino nos reservará algo ainda melhor.

Quando amadurecemos aprendemos a silenciar nossas rebeldias, entendendo que já passamos a fase da adolescência da alma, e a vida não aquiescerá todas as vezes ao nossos desejos.

Nem sempre é fácil lidar com problemas e a vida nos prega peças para que possamos aprender a lidar. Dificuldades de todos os gêneros, sejam físicos ou emocionais nos acometem para nos tornarmos ainda mais fortes.

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Ao amadurecermos, paramos de agir como crianças egocêntricas e mimadas e passamos automaticamente a nos queixar menos. Assumimos responsabilidade por nossas faltas e procuramos nos tornar pessoas melhores.

No final das contas, quando associamos aquele nosso lado que grita a tresloucada juventude, os sonhos, a falta de aceitação para a conduta que aprendemos (talvez a duras penas) adquirir, resta em nós aquele olhar profundo e a certeza de que sabiamente aprendemos a abrir mão das vãs expectativas que a imaturidade oferece, para adquirir a confiança, a fé e a brandura que apenas a maturidade é capaz de nos outorgar.”

Conheça a Air Yoga, a nova modalidade do gênero

Conteúdo original Lucilia Diniz

Esta sempre foi uma prática fortemente ligada ao solo. Afinal, a yoga usa o solo para garantir sustentação às posturas, baseadas no equilíbrio. Quem pratica adora, e várias correntes já foram criadas, diversificando e aumentando o número de praticantes.

Depois da Hot Yoga, em que à dificuldade dos movimentos são acrescentadas altas temperaturas. Agora, uma corrente prega exatamente tirar a yoga do chão. Criada em 1991 pelo coreógrafo Christopher Harrisson, a tendência conhecida como Air Yoga começou a “bombar” apenas recentemente. E ganha público rapidamente, com adeptos em mais de 50 países, ao adicionar um elemento à la Cirque de Soléil aos belos movimentos da yoga.

Pendurados por grandes lenços de seda, presos por ganchos no teto, os alunos eliminam a pressão do sistema músculo-esquelético. Isso proporciona o espaçamento na medula espinhal, permitindo uma hidratação sem igual dos discos vertebrais.

Somam-se, ainda, os benefícios de irrigar o cérebro com sangue fresco e cheio de endorfina – hormônio com potente ação analgésica que, ao ser liberado, estimula a sensação de bem-estar melhorando o estado de humor e alegria.

Em entrevista à revista American Way, o criador da Air Yoga declarou que os praticantes ganham um bônus, ao praticar algo que jamais imaginariam serem capazes. Este fator novo (exercitar-se de ponta-cabeça) permite uma conexão entre corpo e mente mais energizada.

Confira no vídeo a seguir como a Air Yoga funciona.

Entre o bom e o ruim há mais do que se imagina

Conteúdo original World of Dance

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“Há pessoas que dão a impressão de terem nascido com um humor privilegiado, uma capacidade maior de superar obstáculos, uma resistência especial para enfrentar quaisquer circunstâncias. Sem contar que nunca parecem cansadas, estão sempre sorridentes, arrumadas e perfumadas, prontas para a próxima festa. Outras parecem caminhar pela vida acompanhadas por uma nuvem negra. Para estas, o copo está constantemente meio vazio, e lembram a hiena do desenho Lippy e Hardy, sempre repetindo: “Ó dia, ó vida, ó azar, eu disse que não ia dar certo.”

Mas tanto a percepção de indivíduos que parecem ter saído de um comercial de margarina quanto a dos eternos pessimistas não correspondem à verdade. Todo mundo reage a estímulos externos e está sujeito a oscilações de humor.

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O que diferencia as pessoas é a forma como pensam e sentem as adversidades. Todos têm seu dia ruim, quando nada parece dar certo, mas é a intensidade e a frequência das respostas emocionais que vão definir os comportamentos das pessoas e sua qualidade de vida.

Se os contratempos se repetem, as frustrações se avolumam e a balança do cotidiano parece pender com mais constância para o lado negativo, a resistência a tais dificuldades pode sobrecarregar o indivíduo, atrapalhar suas noites de sono, modificar seus hábitos alimentares, causando-lhe estresse, ansiedade e depressão.

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Ele fica mais vulnerável às dificuldades e passa a dar um peso exagerado a tudo, desde problemas no trabalho e de relacionamento a aborrecimentos comuns no dia a dia, como engarrafamentos, atrasos, telefonemas inúteis para operadoras de telefonia. Irrita-se e sofre por qualquer motivo e olha tudo com lentes de aumento, supervalorizando defeitos e pequenos deslizes em si mesmo e nos outros.

Quando se é dominado por longo tempo pela sensação de desvalor, de ser inadequado, falho e indigno de afeto; por insegurança, medo, dúvidas, tristezas e pensamentos repetitivos de culpa e ressentimento que, em vez de refletir a realidade, a distorcem, deve-se considerar a possibilidade de haver desenvolvido um transtorno e ser indicado procurar tratamento psicológico.

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Segundo Epicteto (filósofo grego, século 1 d.C.), “O que perturba o ser humano não são os eventos, mas a interpretação que se faz deles.” Já ia me esquecendo. Sobre as pessoas referidas no início do texto, que veem tudo em cor-de-rosa, como Pollyanna, personagem símbolo de superação e otimismo, que nunca reclamam nem se indignam com injustiças e maldades dirigidas a elas, também podem se beneficiar de psicoterapia. Afinal, quanta raiva e insatisfação estarão escondidas pelo eterno sorriso de anúncio de creme dental?”

Como ser feliz aplicando a Gratidão

A gratidão é um estado de espírito. E como cada estado de nossa mente, ela pode ser treinada e conscientemente adotada. A gratidão não é sobre o que é verdade numa dada situação; mas, trata-se de como você reage emocionalmente com a situação.

No entanto, sua resposta vai mudar o mundo real. Como regra geral, a raiva, o rancor, a frustração e todas as emoções relacionadas colocam-no em um horrível estado de espírito. E, claro, as decisões tomadas a partir desse lugar são, geralmente, muito ruins.

O copo meio cheio (ou mesmo 10% completo)

Quando você está em um bom estado de espírito, toma as melhores decisões. Isso porque se sente mais criativo, gera melhores opções e escolhe de forma mais racional. A gratidão, em particular, está poderosamente correlacionada com a felicidade, saúde e bem-estar geral.

Dar graças pelo copo 10% cheio (nem precisa ser a metade) vai lhe deixar mais feliz do que com os 90% vazio, que trarão irritação, e você estará em um quadro mental mais poderoso para investir seus esforços em conquistar um copo mais completo do que 10%.

A gratidão é uma habilidade

Você pode aprender a ser grato simplesmente praticando. Pegue um pedaço de papel e liste 10 coisas pelas quais você é grato. As coisas podem ser enormes (como uma herança) ou pequenas (ter alimento à mesa). Encontre coisas que lhe despertem gratidão e passe alguns segundos sentindo-se realmente grato por cada uma delas. Apenas deixe-se absorver pelo sentimento. Pronto! Você acabou de começar a praticar a gratidão.

Repetindo esse processo algumas vezes, você partir para a prática do vidro 10% cheio. Anote algumas coisas que lhe incomodam, frustram ou despertam raiva. Em seguida, reflita sobre cada um deles até que possa encontrar alguma situação para ser grato.

Se você ficou com raiva porque o carro emperrou no meio do caminho para o trabalho, você pode agradecer por ter tido tempo suficiente para pisar no freio e não ferir ninguém. Lembre-se: não se trata de encontrar o que é verdadeiro; trata-se de descobrir no que você pode ser grato, o que vai ajudá-lo a encontrar um estado de espírito com mais recursos positivos.

Use a gratidão com as pessoas que você ama

Se você quer turbinar o seu relacionamento, melhorar como casal, como família ou parceiro, tente praticar a gratidão. Invista 10 minutos antes de ir dormir listando as 10 coisas pelas quais você é grato em relação à outra pessoa.

Faça um exercício: primeiro você diz o motivo da sua gratidão e então o outro conta o seu. Alterne até que tenha declarado essas 10 situações em que você é grato para com o outro. Em pouco tempo, você verá seu relacionamento cada vez melhor. Mantenha essa prática leve e divertida. Pesquisas mostram que você só precisa de 2 ou 3 sessões por semana para obter o efeito completo da gratidão.

A gratidão transforma e tudo é mental. Ao concentrar-se nas coisas pelas quais você deve ser grato, estará colocando-se em um poderoso lugar mental para melhorar as coisas.

Um copo pode ser verdadeiramente 90% vazio, mas ser grato para os outros 10% que estão cheios dá-lhe uma vida mais feliz, mesmo durante o seu árduo trabalho para preencher o resto.

Pratique a gratidão explicitamente, mesmo depois que encontrar motivos para agradecer pelas coisas que lhe incomodam. Faça com o seu parceiro ou membros da família (filhos, pais, irmãos) duas vezes por semana e revolucione sua maneira de seu relacionar.

Trabalhe menos na ideia, faça mais, e tenha uma vida ótima!

Texto original em Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog.