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O que é ácido lático e qual a relação com a atividade física

O que é ácido lático e qual a relação com a atividade física

Você já sentiu aquela dorzinha ardida algumas horas após um bom treino muscular?! É uma sensação de queimação local que deixa a gente cauteloso nos movimentos e só passa após os próximos treinos. Sabe porquê isso acontece?! Vem do acúmulo de lactato nos músculos.

Também conhecido como ácido lático, o lactato pode ser produzido por todo o corpo naturalmente. Ele é um resultado da rápida queima de carboidratos quando a demanda por energia é alta e a disponibilidade de oxigênio é baixa, como durante os treinos de alta intensidade.

A glicose é o combustível mais prontamente disponível do corpo, facilmente transportado e quebrado para suportar explosões curtas de exercício intenso. A glicose é metabolizada por um processo chamado glicólise, resultando em piruvato. Existem dois usos possíveis para o piruvato: produção de energia anaeróbica ou aeróbica.

Quando há bastante oxigênio, o piruvato é transformado em energia na forma de ATP através da via aeróbica. Sem oxigênio suficiente presente, o piruvato tem outro destino: a conversão anaeróbica para lactato. Então, todo aquele bufar e ofegar durante o exercício intenso é usado (entre outras coisas) para alimentar as reações metabólicas que fazem nossos músculos funcionarem.

A maioria do lactato liberado no sangue é levado ao fígado, onde pode ser convertido novamente em glicose através de um processo chamado gliconeogênese, e então liberado de volta à circulação. Os níveis de lactato no sangue aumentam gradualmente à medida que nos exercitamos. Quanto mais difícil o exercício, mais alto ele sobe; Este é um indicador de uma mudança na nossa produção de energia de aeróbica (muito oxigênio) para anaeróbica (menos oxigênio). O acúmulo de lactato é resultado da rápida quebra anaeróbica do carboidrato.

O ácido láctico é o culpado pela dor muscular, mas a produção de lactato é um processo metabólico importante. Diferentes estratégias podem ajudar a minimizar o acúmulo de lactato durante o exercício.

O aquecimento é importante para reduzir o risco de lesões e minimizar o acúmulo potencial de lactato. Durante um aquecimento, a frequência cardíaca aumenta e os vasos sanguíneos se dilatam, o que significa que há mais fluxo de sangue e mais oxigênio chegando aos músculos.

Da mesma forma, desaquecer e alongar imediatamente após um treino é especialmente relevante. O exercício suave (corrida lenta ou bicicleta leve) ou o uso de um rolo de espuma podem ajudar a eliminar o acúmulo de ácido lático do músculo, estimulando o fluxo sanguíneo e a drenagem linfática.

Este artigo foi originalmente publicado pela HVMN.
Fotos Unsplash

Meditação guiada para superação

Meditação guiada para superação

Pensando em tudo o que representa o dia de hoje, finados, e todo o esforço emocional dispensado por cada pessoa, afinal, cada um sabe onde dói e como essa dor opera, separamos uma meditação guiada especial que auxilia a lidar com sentimentos e emoções e superar seja qual for o momento que você esteja enfrentando.

O texto e a narração são de Raissa Zoccal, do canal Yoga Mudra.

Atividade física regular pode reduzir sintomas de dor crônica

Caminhadas e corridas nunca estiveram tão presentes na vida do brasileiro. Na última década, movimentar-se é considerado um dos pilares determinantes para a manutenção de uma vida saudável. Mas não só isso, ao contrário do senso comum, que acredita no repouso como combate a algumas doenças, o exercício é indicado pelos médicos como tratamento para dores crônicas.

A dor crônica é definida quando acontece de forma contínua ou intermitente, por um período igual ou superior a três meses. “Este é o tempo mínimo para que o sistema nervoso crie uma memória associada à dor intensa e de longa duração, o que a caracteriza como dor crônica”, explica Dr. Thiago Bernardo de Carvalho Almeida, médico do esporte do Hospital IFOR, da Rede D’Or São Luiz.

Ela pode ser combatida com atividade física em diversas ocasiões, como nas dores da região lombar – chamada de lombalgia – que acomete até 85% da população mundial uma vez na vida, segundo dados da literatura médica.

As doenças como a lombalgia, cefaleia, artropatias e osteomusculares relacionadas ao trabalho também podem ser atacadas com a atividade física regular. “São raros os casos de pacientes com artrose em que a atividade física está contraindicada, por exemplo”, explica.

Thiago orienta que no caso da osteoporose, é importante se exercitar tanto na prevenção quanto no tratamento. No caso da fibromialgia, na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso não surte efeito se não estiver associado à atividade física. “O uso terapêutico do exercício vem se provando cada vez mais eficiente”, sugere.

Além da atividade física, os especialistas recomendam que os pacientes mantenham também hábitos alimentares saudáveis e uma boa rotina de descanso, pois são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida.

O tratamento da dor crônica pode variar de acordo com cada pessoa. Ele cita o exemplo da musculação, que pode ter cargas e repetições diferentes para cada etapa. “Nem sempre o tratamento da dor deve ser individualizado, mas orientado de acordo com as necessidades de cada pessoa. Isso inclui uso de medicamentos, mudança do estilo de vida, prática esportiva, entre outras coisas”.

O Dr. Thiago recomenda ainda que os pacientes procurem uma atividade física ao seu agrado, mas sempre acompanhado de um profissional. “É a manutenção do exercício que trará o bem-estar e uma melhor qualidade de vida”.

Conteúdo Revista Suplementação

Exponha

Cólica menstrual: ioga pode ser alternativa para trazer alívio

Conteúdo original Boa Forma

Yoga Nidra ou “sono psíquico”. Mesmo que você nunca tenha ouvido falar nessa prática – antiga, mas pouco conhecida –, talvez queira experimentá-la em breve, muito provavelmente perto da data da sua próxima menstruação.

O que a ciência tem observado sobre o método interessa para a maioria das mulheres: ele pode ser uma terapia complementar eficiente para amenizar o impacto negativo dos distúrbios da TPM, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico.

Mas será que funciona? Pesquisadores coreanos fizeram uma revisão de estudos relacionados ao assunto para sanar a dúvida. Eles selecionaram 250 indianas com idade média de 26 anos, que, no período menstrual, apresentavam queixas como cólicas, náuseas e dor de cabeça, além de irritação e ansiedade.

Todas as participantes receberam medicação, mas apenas aquelas do grupo que praticou Yoga Nidra de 30 a 35 minutos por dia, 5 dias na semana, durante 6 meses, apresentaram níveis de ansiedade e depressão significativamente menores.

Os pesquisadores acreditam que a prática aumenta a atividade do sistema nervoso parassimpático, o que diminui a intensidade dos sintomas psicológicos. Outro mecanismo seria a liberação de dopamina – neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Mas, para que ela seja realmente considerada uma terapia complementar aliada das mulheres, ainda são necessários mais estudos. Só nos resta meditar para que isso aconteça e os benefícios da prática sejam confirmados!

O QUE É YOGA NIDRA

É uma forma de meditação ou relaxamento – um meio termo entre o estado de vigília e o sono. O corpo relaxa, mas a mente trabalha em um nível mais profundo. Os efeitos são mais benéficos quando você pratica Yoga Nidra depois de exercitar – ter feito um pouco de exercícios de contração muscular. Assim, corpo e mente estarão calmos, sem stress e tensão.

Como praticar

Passo a passo da Arte de Viver para a prática de Yoga Nidra

  1. Deitada de costas, feche os olhos e relaxe. Inspire e expire lenta e profundamente. Se você sentir algum desconforto ou dor na lombar, ajuste a postura ou use uma almofada para elevar um pouco as pernas.

  2. Leve gentilmente sua atenção para o seu pé direito. Permaneça lá por alguns segundos e, então, mova sua atenção para o joelho direito, coxa e quadril (de novo por alguns segundos). Tente se conscientizar de toda sua perna direita. Repita com a perna esquerda.

  3. Faça o mesmo com todas as parte do corpo: área genital, região do umbigo, estômago, tórax, ombro direito e braço direito, seguido do ombro esquerdo e braço esquerdo, garganta, rosto e o topo da cabeça.

  4. Inspire profundamente, observe as sensações no seu corpo e relaxe por mais alguns minutos.

  5. Consciente do seu corpo e do ambiente a sua volta, vire para o lado direito e permaneça por alguns minutos.

  6. Sente-se lentamente e, quando se sentir confortável, abra os olhos devagar.

O alívio pela música

Conteúdo original Isto É

O gerente de sistemas paulista Rodrigo Pereira, 40 anos, é doador assíduo de sangue. Na manhã da quarta-feira 3, quando se preparava para mais uma doação no Banco de Sangue do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, surpreendeu-se com uma oferta singela no gesto, mas intensa no resultado. Foi convidado a ouvir música enquanto passava pelo procedimento. Ao som de “Passarinhos”, de Emicida, o processo foi bem mais gratificante do que costuma ser. A canção é dessas que alegram qualquer alma e, no caso de quem está fazendo uma boa ação, como Rodrigo estava, alegra ainda mais. “Foi um relax”, conta. “Até esqueci que tinha uma agulha no meu braço.”

A iniciativa faz parte de um projeto recém-iniciado na instituição paulista cujo objetivo final é identificar com precisão científica os benefícios que a música traz no cuidado com o corpo. A investigação está alinhada com uma vertente crescente de pesquisas que pretendem aprofundar os efeitos sobre a saúde de métodos complementares, como o uso da música ou das artes plásticas.

Para quem ainda encara abordagens assim com preconceito, a ciência responde com evidências cada vez mais sólidas de que elas têm espaço real no bem-estar das pessoas. Uma das provas recentes foram os resultados de uma revisão de 52 estudos a respeito de câncer e música feita na Drexel University, nos Estados Unidos. A principal conclusão foi a de que ouvir música melhora muito a qualidade de vida dos pacientes. “O bem-estar e o prazer influenciam positivamente a recuperação dos pacientes”, afirma o cirurgião gastrointestinal Sidney Klajner, presidente da instituição paulista.

EFEITO MOZART

Em sua iniciativa, o Albert Einstein criou vinte playlists com base em sugestões dos seus profissionais de saúde, curadores do serviço de streaming de música Spotify e nas certeiras considerações do maestro Walter Lourenção. Aos 87 anos, o músico contribuiu para a seleção das canções eruditas que tocam na sala de Hemodinâmica, onde são realizados procedimentos como a colocação de stents (dispositivos para desobstruir artérias). Foi uma contribuição preciosa.

Era costume da equipe médica ouvir música em som ambiente, e o paciente acabava escutando também. Em uma dessas vezes, o paciente era o maestro. Foi tudo muito bem, ele agradeceu ter podido ouvir também, mas fez uma observação. Na trilha, estava um réquiem, peça feita para homenagear alguém que morreu, para que descanse em paz. Considerando a situação, não seria de fato uma boa escolha.

Hoje na playlist da Hemodinâmica não há mais réquiem. Há preponderância de clássicos que evocam sentimentos positivos, como as em tom maior. Esses causam o chamado efeito Mozart, em referência à obra do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. “E são todas instrumentais. Árias, coros e duetos podem incomodar um pouco”, diz o cardiologista – e guitarrista – Adriano Caixeta.

O outro serviço no qual os pacientes do Einstein são convidados a escutar uma trilha enquanto se submetem aos procedimentos é o do exame de ressonância magnética. Quem já passou por um desses sabe o quanto ele pode ser desconfortável por causa do barulho e da sensação de claustrofobia que provoca em muita gente. O paciente escolhe a playlist e a ouve por meio de um fone especial acoplado ao aparelho. Era a primeira vez da paulista Francisca Lemos, 47 anos, na máquina. Estava lá para investigar a origem de sua dor nas costas. Francisca pôs para tocar Roupa Nova, uma das bandas de maior sucesso nos anos 1980. “Acabei me sentindo bem melhor”, diz.

Por enquanto, os estudos ainda não estão desenhados (precisam, por exemplo, serem submetidos ao Comitê de Ética do hospital). A coordenação dos trabalhos está a cargo de Eliseth Leão, pesquisadora de música e saúde há 21 anos. “Está demonstrado que escutar canções favorece o controle da dor e reduz a ansiedade”, afirma. A terapia também auxilia no tratamento da Doença de Alzheimer, caracterizada pela perda gradual da memória. As lembranças musicais estão entre as últimas a se perderem. Mantê-las vivas é a forma de preservar a conexão que resta do paciente com o mundo, fazendo emergir lá de dentro emoções que contam a história de cada um. Nesta tarefa, a música é mesmo imbatível.

O SOM DO CORPO

A evidência dos benefícios da música para o organismo é sólida. Alguns deles:

  • Reduz a ansiedade
  • Diminui a dor
  • Auxilia no tratamento do Alzheimer. Uma canção é uma das últimas memórias a serem esquecidas

Nas seleções do hospital, a variedade de canções contempla gostos e idades. Algumas delas:

  • My girl (The Temptations)
  • Garota Nacional (Skank)
  • Mulher de Fases (Raimundos)
  • Body and Soul (Billie Holiday)
  • Summertime (Chet Baker)
  • Let it go (tema de Frozen)
  • Perdoa (Paulinho da Viola)
  • 24k Magic (Bruno Mars)
  • Laudate Dominum (Wolfang Amadeus Mozart)
  • Sonata para Piano no. 8 (Ludwig van Beethoven)