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Passar horas sentado é equivalente à fumar?!

Passar horas sentado é equivalente à fumar?!

A fumaça do cigarro contribui significativamente para doenças cardiovasculares. Mesmo o fumo passivo pode predispor eventos cardiovasculares. Isso se deve em grande parte às toxinas presentes nos cigarros, que aumentam a inflamação, a trombose e a oxidação do colesterol LDL (o tipo ruim de colesterol). O resultado? O estresse oxidativo como um potencial para impactar negativamente a saúde cardiovascular.

A ação de passar horas sentado(a) tem sido associado a doenças cardíacas e aí está o gancho por qual a associação com o ato de fumar começou. Cerca de 25% dos adultos ficam sentados por mais de oito horas por dia, sendo que adultos mais velhos geralmente mantém-se nessa posição por mais tempo. Mesmo com um estilo de vida sedentário, é justo comparar sentar e fumar?

Vamos ser claros: sentar não é bom para você. Mas a questão permanece: é tão ruim quanto fumar?

Quando comparado com menores quantidades da ação (menos de quatro horas por dia), sentar-se por mais tempo (mais de oito horas) pode ter resultados negativos em sua saúde. Em geral, preocupações com a saúde associadas à longo tempo sentado incluem: doença cardiovascular, mortalidade por todas as causas, câncer e diabetes.

Estudos mostram uma forte correlação entre sentar-se por muitas horas e diabetes. Ficar sentado pode aumentar o risco de diabetes em duas vezes. Associações com doenças cardiovasculares, câncer e mortalidade por todas as causas não são tão efetivas, mas ainda estão presentes. Além disso, estilos de vida sedentários também têm sido associados ao maior risco de depressão.

Os dados são menos concretos quando comparados a como o tabagismo afeta a saúde geral. Em termos das preocupações em torno dos principais problemas de saúde e mortalidade, parece que o ato de sentar-se só pode aumentar esses riscos entre 10% e 20%. Sentar-se por horas pode levar a problemas de saúde relativamente menores, como obesidade, dores nas costas e no pescoço e nervo ciático.

A maioria das pessoas concorda com o Dr. Terry Boyle, pesquisador da Universidade da Austrália do Sul, que deixou claro: “O fato é que fumar é simplesmente um dos maiores desastres de saúde pública do século passado. Ficar sentado não é, e você realmente não pode comparar as duas situações.”

Levantando para a mudança

É improvável que você simplesmente caia morto(a) na sua mesa! Mas você ainda deve tomar medidas para reduzir a inatividade. Não há dúvida de que sentar demais não é saudável. Uma grande mudança nos locais de trabalho é a mesa mais alta, que leva o(a) trabalhador(a) a manter-se de pé. Lembrando que a permanência em pé por longo período pode ser prejudicial à saúde também.

Permanecer em pé por períodos prolongados pode ter efeitos musculoesqueléticos prejudiciais na região lombar e nas extremidades inferiores. Um estudo mostrou que ocupações predominantemente em pé estavam associadas a um risco duas vezes maior de doença cardíaca incidente (em comparação àquelas com ocupações predominantemente sentadas). Ou seja, assim como sentar ficar o dia todo em pé pode ter efeitos adversos.

Então, realmente, é o ato de se mexer que pode ser benéfico para sua saúde. Levantar-se da mesa e mover-se a cada 30 minutos reduz a taxa de mortalidade precoce por todas as causas. Os móveis que lhe dão a opção de sentar ou ficar em pé podem ser a resposta.

Uma meta-análise mostrou a capacidade de mudar o comportamento, incentivando as pessoas a se movimentarem com mais frequência. Alguns participantes que usaram mesas multifuncionais tiveram a pressão arterial ligeiramente menor e uma freqüência cardíaca levemente elevada, o que é considerado bom para a saúde. Há também um elemento de conforto geral observando um pequeno grupo de pessoas que experimentou esse tipo de móvel: foram notadas melhorias na dor lombar ao incorporar tanto a posição em pé quanto a posição sentada.

Portanto, o que isso significa é a necessidade de movimento. De acordo com as diretrizes de saúde, os adultos precisam de um mínimo de 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada. As diretrizes atualizadas também tiveram uma adição interessante: mova-se mais, sente-se menos. Alguns estudos mostram que apenas 30 minutos por dia de atividade física podem neutralizar alguns dos efeitos da postura sentada.

Sentar não é o novo fumar. É quase injusto comparar os dois, apesar dos dados que apontam para o impacto negativo global na saúde de se sentar por longo tempo. A comparação pretende ressaltar o perigo potencial generalizado de um estilo de vida sedentário. É provável que mais pessoas permaneçam sentadas por mais de cinco horas por dia do que fumando cigarros. Isso é ilustrativo da mudança geral da população para um novo tipo de trabalho, um novo tipo de estilo de vida.

O objetivo? Mexa-se! Ao aumentar a atividade física durante a semana (e até mesmo se movimentar durante o dia, na sua mesa de trabalho), você provavelmente ficará melhor.

Este artigo foi originalmente publicado pela HVMN.
Fotos Unsplash

O que são e como atuam os fitosteróis

Foto: Pixabay

Você já ouviu falar em fitosteróis ou fitoesteróis?! Eles vem sendo apresentados no mercado como a mais nova solução para quem enfrenta problemas com altos índices do colesterol dito ruim.

O que são

São parte do grupo de esteróis (um tipo de lipídio, gordura, para o melhor entendimento), naturalmente presentes nas plantas. É uma substância encontrada em pequenas quantidades nos óleos vegetais, como azeites, óleo de milho e de soja.

Como funciona

Tem sido utilizado, e comercializado, como suplemento alimentar e age dificultando a absorção do colesterol e LDL pelo intestino, diminuindo o fluxo dessa gordura no sangue, o que consequentemente reduz, em torno de 10%, os níveis de colesterol total.

Apesar de já presente no mercado, não há provas científicas de que a ação dos fitosteróis na redução do colesterol implique em algum benefício contra doenças, como as cardiovasculares, por exemplo.

Você já fez uso?! Ou conhece alguém que faz?!
Conte-nos se possui conhecimento sobre os efeitos e o que você acha da implementação dos fitosteróis para a saúde.
E lembre-se de, primeiramente, consultar um médico antes de utilizar qualquer suplemento e/ou medicamento.

Reclamar demais pode fazer mal para a saúde, diz estudo

Conteúdo original Minha Vida

Todos nós vivemos cercados por hábitos, que determinam ações cotidianas e também pensamentos. Grande parte das reclamações que fazemos ao longo do dia, por exemplo, fazem parte de um ecossistema de negatividade difícil de ser quebrado.

De acordo com o cientista e filósofo Steve Parton, do Psych Pedia, esses hábitos negativos reestruturam o cérebro, facilitando o surgimento de novos pensamentos ruins no futuro, de forma aleatória. Inclusive, reclamar demais pode até enfraquecer o sistema imunológico, provocando o aumento da pressão arterial.

Parton explica que as informações dentro do cérebro fluem de um neurônio para o outro através das sinapses. Estas, por sua vez, são separadas por um intervalo chamado fenda sináptica. Quando você tem um pensamento, um pulso elétrico sinaliza a sinapse para disparar uma reação através da fenda para a outra sinapse, formando uma ponte para o sinal elétrico.

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“Toda vez que essa carga elétrica é acionada, as sinapses ficam mais juntas, diminuindo a distância que a carga elétrica tem que atravessar”, afirma Parton. Dessa forma, quanto mais você faz comentários ruins e reclamações, mais facilmente esses pensamentos serão repetidos pelo seu cérebro.

“Pela repetição do pensamento, você aproxima cada vez mais as sinapses que representam essas inclinações negativas e, quando surgir o momento oportuno, o pensamento que surgirá primeiro será o que tem a menor distância para percorrer, o que irá criar uma ponte entre sinapses mais rápido”, explicou o cientista.

Além disso, a raiva e a frustração geradas pelas reclamações fazem o organismo liberar cortisol, o hormônio do estresse. O aumento do cortisol no organismo contribui para uma maior pressão arterial e colesterol, enfraquecimento do sistema imunológico e problemas de aprendizagem e memória, de acordo com Parton. Os efeitos do cortisol podem também contribuir para o aumento do risco de diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

O cientista também alerta que conviver com pessoas negativas e que reclamam muito pode ter um efeito ruim igualmente ruim na sua saúde. Isso acontece por causa da empatia, que mesmo inconscientemente nos faz compartilhar as emoções de nossos amigos, realizando sinapses semelhantes em nossos próprios cérebros.

Seis dicas para adaptar o corpo ao horário de verão

Conteúdo original MSN

As horas a menos para descansar durante o horário de verão geram um desgaste natural, acentuado pela adaptação inicial ao relógio. Uma pesquisa conduzida por laboratórios de cinco países sul-americanos, incluindo mais de 9.250 pessoas do Brasil, mostrou que 46% da população sente algum tipo de desconforto com o começo do horário de verão. “Entre os distúrbios resultantes da mudança estão a dificuldade para dormir e a consequente sonolência pela manhã”, afirma o fisioterapeuta e especialista em fisiologia da Universidade Guarulhos (UnG), Renato Costa.

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Quando a rotina muda, não importante se no começo ou no fim do horário de verão, seu ciclo biológico é alterado e o organismo não consegue se preparar. Resultado: você acorda cansado e não consegue render no trabalho e na escola. Há ainda mais riscos de acidentes de trânsito e no trabalho. Os perigos só desaparecem cerca de duas semanas depois, quando o corpo já teve tempo de se acostumar aos novos horários. Por outro lado, tem gente que atravessa a estação inteira com problemas. Para sofrer menos com o horário de verão, siga as dicas do fisioterapeuta:

1 Mantenha o ritmo mais leve

Relaxe no dia em que o horário de verão entra em vigor, evitando indisposição. Pegar leve nos exercícios, realizar atividades que acalmem, como ioga, por exemplo, é uma saída.

2 Não exagere nas refeições

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Faça refeições mais leves, que não exijam muito esforço do seu organismo para a digestão.

3 Durma mais

Tente ir para a cama duas horas mais cedo do que o habitual. Provavelmente, você não vai pegar no sono imediatamente, mas o clima calmo prepara o corpo para o descanso.

4 Não perca tempo

Deixe todas as suas coisas arrumadas para o dia seguinte, evitando perder tempo ou passar nervoso antes de sair de casa na segunda-feira.

5 Aproveite para descansar

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Até sentir que seu organismo está acostumado com a mudança, recuse os convites para sair e voltar tarde demais para casa. No dia seguinte, acordar pode ser muito complicado.

6 Organize seus horários

Pelo menos na primeira semana do horário de verão, fixe horários para todas as suas atividades e tente respeitá-los ao máximo. Isso evita distúrbios de apetite (como fome fora de hora) e um cansaço exagerado.

Gengibre: raiz emagrecedora e anti-inflamatória

Conteúdo original de Minha Vida

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Vegetal nativo da Ásia, o gengibre é uma raiz tuberosa usada tanto na culinária quanto na medicina. A planta assume múltiplos benefícios terapêuticos: tem ação bactericida, é desintoxicante e ainda melhora o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório. O gengibre também é um reconhecido alimento termogênico, capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal.

Principais nutrientes do gengibre

O gengibre apresenta uma substância chamada gingerol, dotada de propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o organismo de bactérias e fungos. O gingerol é responsável pelo sabor picante do gengibre.

As propriedades terapêuticas do gengibre se devem à ação conjunta de várias substâncias, principalmente encontradas no óleo essencial do gengibre, rico nos componentes medicinais cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

O gengibre também é rico em substâncias termogênicas que ativam o metabolismo do organismo e potencializam a queima de gordura corporal.

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Reprodução Minha Vida

A raiz é composta por vitamina B6, assim como nos minerais potássio, magnésio e cobre, mas tais propriedades se tornam pouco relevantes levando-se em conta o consumo diário da planta. Como trata-se de uma especiaria, bastam pequenas quantidades do gengibre no chá ou preparações culinárias para aromatizar as preparações. Note que a tabela de valores nutricionais abaixo considera 100g de gengibre, porém o uso numa receita pode não alcançar a 2g.

Benefícios do gengibre

O gengibre é referência quando se fala em problemas estomacais, pois combate enjoos, gases, indigestão, náuseas causadas pelo tratamento do câncer e perda de apetite. Também auxilia na digestão de alimentos gordurosos. Não é à toa que uma substância presente na raiz do gengibre é usada na fabricação de medicamentos laxantes, antigases e antiácidos.

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A raiz também é bastante utilizada para combater o mau hálito, cólica menstrual e até ressaca. Graças ao poder anti-inflamatório, o gengibre ainda é usado para aliviar dores decorrentes da artrite, dores musculares, infecções do trato respiratório, tosse e bronquite. A planta integra a formulação de xaropes por causa de sua ação anti-inflamatória e antibiótica.

O óleo extraído do vegetal é apontado como eficaz no tratamento de queimaduras. Além disso, o gengibre desempenha um importante papel na dieta, pois estimula olfato e paladar, contribuindo com a diminuição do uso do sal para temperar os alimentos. O chá, por sua vez, aumenta o consumo de líquidos, favorecendo a hidratação e ajudando a eliminar as toxinas.

Por que o gengibre ajuda a emagrecer

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Todas as atividades realizadas pelo corpo consomem energia. Isso inclui o processo digestivo, que pode ser usado a seu favor para emagrecer quando o que está em questão são os alimentos termogênicos, como o gengibre. Esses alimentos são capazes de aumentar o gasto calórico do organismo durante a digestão e o processo metabólico.

Quanto mais difícil for a digestão do alimento, maior será o seu poder termogênico. As substâncias termogênicas contidas no gengibre têm a capacidade de aumentar a temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura. A termogênese é um processo regulado pelo sistema nervoso e interferências neste sistema podem favorecer o emagrecimento.

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O gengibre pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. No entanto, sabe-se que não existem milagres quando o assunto é perder peso. Para que o consumo de gengibre com este objetivo mostre resultado, é necessário aliá-lo à dieta regrada e exercícios físicos.

O gengibre pode ser consumido cru, em conserva, como chá ou como óleo. Ele ainda é usado em alimentos e bebidas como agente aromatizante.

Clique na imagem abaixo para aprender uma receita de missô com gengibre:

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Chás: a infusão de pedaços frescos de gengibre é utilizada no tratamento de gripes, tosses e resfriados. Além de ser um relaxante eficaz, hidrata o corpo e ajuda a eliminar as toxinas, ajudando também no emagrecimento, devido à sua ação termogênica. O preparo consiste em deixar raízes, cascas ou talos de molho por cerca de 30 minutos e, após esse período, acrescentar água e levar o gengibre ao fogo por mais de 30 minutos

Na panela: o gengibre pode ser utilizado no preparo de pratos doces e salgados da culinária. Pode ser encontrado desidratado, fresco, em conserva ou cristalizado. Cuide para não substituir uma forma pela outra nas receitas, pois seus sabores são distintos

Sucos: tem ação anti-inflamatória, favorecendo a eliminação de toxinas do organismo. O suco gera mais disposição para o corpo, melhora a aparência da pele e o funcionamento do intestino. Para ficar mais saboroso, bata no liquidificador com abacaxi, hortelã ou raspas da casca do limão.

Pedaços: mastigar as lascas de gengibre, assim como chupar a bala, ajuda a aliviar a rouquidão e irritações na garganta, mas é preciso atenção, pois, elas somente mascaram a dor. O gengibre irá aliviar os sintomas até que o corpo se encarregue de curar a doença.

Contraindicações para o consumo de gengibre

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A princípio, o consumo do gengibre é seguro para a maioria das pessoas. A ingestão da raiz por gestantes é controversa. Alguns especialistas defendem que o gengibre pode afetar os hormônios sexuais do feto e até favorecer um aborto. Estudos sugerem, entretanto, que o risco de malformação em recém-nascidos de mulheres que faziam uso de gengibre não se mostrou mais elevado do que o normal.

A raiz também não tem relação com malformações ou partos prematuros. Mesmo assim, recomenda-se que o alimento seja evitado especialmente perto da data do parto, pois ele pode aumentar o risco de hemorragia. Não se sabe muito a respeito da segurança do consumo de gengibre no período de amamentação e, por isso, o ideal é que ele seja evitado.

O consumo de alimentos termogênicos, como o gengibre, não é recomendado para quem tem hipertireoidismo, visto que o metabolismo já está muito elevado, o que aumenta o risco de perda de massa muscular. Além disso, crianças e gestantes, pessoas com cardiopatias, enxaqueca, úlcera e alergias não devem abusar dos alimentos termogênicos, pois eles podem levar a aumento da pressão arterial, hipoglicemia, insônia, nervosismo e taquicardia.

Riscos do consumo de gengibre

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O gengibre pode favorecer hemorragias e, por isso, deve ser evitado por pacientes com distúrbios hemorrágicos. Além disso, a raiz mostrou piora em quadros de doenças cardíacas, devendo ser banidas da dieta, neste caso. O vegetal ainda diminui os níveis de glicose no sangue, podendo ser necessário o reajuste das doses de insulina por pessoas que sofram de diabetes.

Efeitos colaterais do consumo de gengibre

Há relatos de azia, diarreia e desconforto estomacal após o consumo de gengibre. Neste caso, ele deve ser excluído da dieta.

Quantidades recomendadas de gengibre

Embora não exista uma quantidade adequada de ingestão estabelecida, estudos sugerem que benefícios podem ser alcançados com o consumo de 2 a 4 g de gengibre por dia.

Para obter os benefícios termogênicos do gengibre, o ideal é o consumo diário, mas dentro de um limite estabelecido para que o aumento do metabolismo não se torne prejudicial. No caso do gengibre, é recomendada uma fatia média ou uma colher de café da forma em pó.

Fontes consultadas:

U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. 2001. USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 14.
Nutricionista Daniela Jobst, da clínica NutriJobst, em São Paulo
Nutricionista Thatyana Freitas, da clínica Stesis, em São Paulo

Por que gostamos de ouvir música triste?

Música triste pode evocar emoções positivas, revela um novo estudo realizado por pesquisadores japoneses publicado na revista Frontiers in Psychology (Fronteiras na Psicologia). “Os resultados ajudam a explicar porque as pessoas gostam de ouvir música triste”, diz Ai Kawakami e colegas da Universidade de Artes de Tokyo e do RIKEN Instituto de Ciência do Cérebro, no Japão.

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Kawakami e seus colegas pediram a 44 voluntários, entre músicos e não-especialistas, para ouvir duas peças de músicas clássicas tristes e uma peça de música alegre. Cada participante foi obrigado a usar um conjunto de palavras-chave para avaliar tanto a sua percepção da música, quanto o seu próprio estado emocional.

As peças tristes de música incluíam “La Séparation” em Fá menor, de Glinka,  e “Sur Mer” em Sol menor, de Felix Blumenfeld. A peça de música alegre foi a “Allegro de Concierto” em Sol maior, de Granados. Para controlar o efeito “feliz” da chave principal, eles mesclaram pedaços das duas peças, tocando trechos das peças tristes na alegre e vice-versa. [Você também pode ouvir as músicas e vivenciar essa experiência, basta clicar nos nomes das composições.]

Os pesquisadores explicaram que a música triste evoca emoções contraditórias porque os participantes do estudo tenderam a senti-las como trágicas, menos românticas, e menos alegres do que eles mesmos se sentiram ao ouvir.

“Em geral, a música triste induz tristeza nos ouvintes e tristeza é considerada como uma emoção desagradável. Se a música triste, na verdade, evoca apenas emoção desagradável, nós não queremos ouvir”, escreveram os pesquisadores.

“A música que é percebida como triste, na realidade, induz a emoção romântica, bem como a emoção triste. E as pessoas, independentemente de sua formação musical, experimentam esta emoção ambivalente ouvindo a música triste”, acresceram.

Além disso, ao contrário da vida diária, a tristeza experimentada através da arte, na verdade, gera uma sensação agradável, possivelmente porque não representa uma ameaça para a nossa segurança. E isso pode ajudar as pessoas a lidarem com as suas emoções negativas na vida cotidiana, concluíram os autores.

“A emoção vivida por música não tem nenhum perigo direto ou dano ao contrário da emoção vivida no dia a dia. Portanto, podemos ainda desfrutar de emoção desagradável, como a tristeza. Se sofrermos da emoção desagradável evocada através da vida diária, a música triste pode ser útil para aliviar a negatividade dessa emoção”, acrescentaram.

Jornal de referência:
Kazuo Okanoya, Kentaro Katahira, Kiyoshi Furukawa, Ai Kawakami. Sad music induces pleasant emotion. Frontiers in Psychology, 2013; 4 DOI: 10.3389/fpsyg.2013.0031

Captou a mensagem? Isso significa que nem sempre o desejo de escutar uma música triste ou sentir-se bem ao ouvi-la é um sinal de depressão ou infelicidade. Mais do que um estado, é uma experiência emocional. Apenas uma válvula de escape para externar toda a negatividade presente na sua vida.

Então, se joga no bode, cante alto, se apegue na sofrência e desapegue de tudo que é ruim, pra ser mais leve, menos estressado e mais feliz.

Fonte: Science Daily
Tradução literal de autoria do blog.