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Por que deixar tudo para última hora?

Por Aline Bezerra Abrantes de Alencar, psicóloga
Conteúdo original de Mais Equilíbrio

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As pessoas de um modo geral adiam compromissos, afazeres, os quais se juntam com outros, sentem-se muita vezes envergonhadas por não conseguir cumprir com suas responsabilidades, tornando o adiamento um hábito. O maior motivo do que nós podemos chamar de procrastinação é a falta de motivação, planejamento para realizar as tarefas, fazendo assim com que as pessoas procurem fazer algo que seja mais agradável, o que as deixam satisfeitas rapidamente.

Acaba virando um hábito, porém, é uma atitude individual e isolada. O que ocorre é a total falta de planejamento, necessidade de traçarmos alguns planos em nossa vida profissional, pessoal, amoroso, como por exemplo: fazer faculdade, para ter um crescimento profissional, planejar o casamento, ter filhos e futuramente ter uma aposentadoria que lhe dê condições para sobreviver.

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Esse é o pensamento mais corriqueiro existente na sociedade de um modo geral, preferimos tarefas que nos trarão retorno imediato e deixamos a longo prazo os que não nos agradam momentaneamente. Porém, o planejamento pode vir a atrapalhar tudo se não for bem feito, se não acontecer conforme o esperado, surgindo a frustração, o prejuízo e assim a desmotivação com a culpa.

A maior frustração com essa situação são as pessoas não acreditarem que elas são capazes de realizar as tarefas mais simples que seja, perdem o prazer tornando a vida como uma obrigação e não como algo simples que deve resolver, tendo perda de autoestima, medo, ansiedade, podendo ter problemas mais graves como a depressão.

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Os comportamentos em geral aprendidos ao longo da vida nos tornam quem somos hoje, por isso uma recomendação muito importante para melhorar a sua procrastinação é criar objetivos e metas a serem cumpridas de curto ao longo prazo, compreendendo a importância de cada etapa, fazendo com que a sua ansiedade diminua, tornando os compromissos mais acessíveis e com menos sofrimento de realização nesses comportamentos envolvidos.

Nesse momento, a espontaneidade, faz com que tudo fique mais leve, para enfrentar a situação com mais encorajamento. Viver o hoje nos deixa mais confiantes para enfrentarmos o amanhã, tornando a vida mais equilibrada e concreta.

“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.

Você pode superar!

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“Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para “dentro de nós”, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos ‘nãos’, quantos momentos difíceis já vencemos.

Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, está a nossa capacidade de vencer.

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Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar.

Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior numero de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem você recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória.

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Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso.

Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória, convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista e lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!!”

Nestor de Almeida, Administradores

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