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Dill (endro): como usar esse tempero em nome da saúde

Conteúdo original Saúde Abril

Origem:

O dill, planta com aroma picante e fresco, começou a ser utilizado em receitas do Leste Europeu, principalmente nas culinárias russa e escandinava. De lá, o tempero, também chamado de endro, conquistou paladares no Oriente Médio e na Europa.

Forma de uso:

Pode-se optar pelas sementes secas, que devem ser adicionadas sempre no começo da cocção para liberar o aroma, ou pelas folhas frescas. Mas essas entram só no fim das receitas, ok?

Com o que combina:

A picância do dill cai bem para marinar pescados, aromatizar molhos e dar potência a conservas de peixes e legumes, picles, vinagres e maioneses. O condimento também é bem-vindo para acompanhar queijos e pães.

Com o que não combina:

Melhor descartá-lo para o preparo de doces.

Benefícios nutricionais:

Aposte no endro se quiser diminuir cólicas estomacais e intestinais. Segundo uma pesquisa publicada no jornal BMC Pharmacology and Toxicology, a erva também inibe a produção de secreção ácida pelo estômago, aliviando os sintomas de gastrite e refluxo.

Como plantar:

Em vasos, com terra fofa e adubada. E preste atenção onde vai colocá-lo: a planta não tolera temperaturas extremas ou excesso de sol. Regue com bastante frequência.

Receita: Chá de hibisco anticelulite

O hibisco estimula a queima das gordurinhas em excesso na barriga e nos quadris, além de facilitar a digestão, regularizar o intestino e diminuir a retenção de líquido. Não é só isso. “Os antioxidantes presentes na erva combatem os radicais livres”, diz a nutricionista Sabrina Theil, da Clínica Juliana Neiva, do Rio de Janeiro.

Receita Boa Forma

Ingredientes

• 1 1/2 litro de água filtrada
• 1 colher (sobremesa) de hibisco
• 1 colher (sobremesa) de amora (folhas secas)
• 1 colher (sobremesa) de cavalinha

Modo de fazer

Leve a água ao fogo e, assim que surgirem as primeiras bolhinhas, junte as ervas. Desligue o fogo e abafe por 5 minutos. Coe e beba 1 xícara a cada 3 horas, longe das refeições para não atrapalhar a absorção do ferro vindo dos alimentos.

Tisana: bebida para todas as horas

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Sabe aquele “chazinho” de camomila para acalmar os nervos que sua mãe ou avó já deve ter feito algum dia? E aquele de hortelã ou erva-cidreira para minimizar os efeitos de uma gripe ou resfriado? Pois bem. Essas bebidas caseiras que citamos, assim como outras parecidas que costumamos chamar de chás, na verdade, são denominadas de tisanas.

A nomenclatura “chá de ervas” é frequentemente utilizada para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas – casca, folhas, flores, etc). No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis, como o chá verde e o branco, por exemplo.

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A tisana consiste em adicionar ervas em água e deixar ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tampado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tampado) por até 15 minutos.

Além de ajudar na desintoxicação e redução do estresse, a tisana pode ser uma aliada na redução de medidas. Isto porque é feita com diversas plantas que, combinadas entre si, aumentam os benefícios da bebida. A infusão não contém cafeína e pode ser tomada principalmente nos meses após o inverno, já que no frio tendemos a consumir mais gorduras e sobrecarregamos a função do fígado e dos rins.

Para preparar a tisana, você deve escolher uma planta principal. O dente-de-leão e a ulmeira são duas plantas que têm efeito depurativo, preferidas de celebridades como Madonna. Outra bastante usada é o ginseng, que devolve o equilíbrio ao organismo, e a passiflora, que ajuda no sono.

Aprenda algumas combinações de ervas que você pode preparar em casa:

Tisana anti-insônia

Age diretamente no sistema nervoso, diminuindo as tensões nervosas e musculares.

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  • 1 col. (sopa) de casca de maracujá
  • 1 col. (sopa) de capim-cidreira
  • 1 col. (sopa) de camomila

Tisana para boa digestão

Combinação de ervas capaz de melhorar a digestão dos alimentos, evitando que eles fiquem parados nas paredes do intestino e acumulem toxinas.

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  • 1 col. (sopa) de camomila
  • 1 col. (sopa) de hortelã
  • 1 col. (sopa) de espinheira-santa

Tisana termogênica

Aumenta a queima de calorias e reduz o colesterol.

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  • 1 col. (sopa) de hibisco
  • 3 cm de gengibre
  • 1 pedaço de canela em rama (3 cm)
  • 1 col. (sopa) de laranja amarga

Fontes: Chá Benefícios, Mais Equilíbrio e Wikipedia

Conheça os tipos de chá e seus benefícios

Conteúdo original de M de Mulher

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Confortar o corpo e a alma não é o único benefício do chá. Dependendo da erva com a qual é feito, ele também é capaz de acabar com o mal-estar, estimular o metabolismo, deixar o cérebro mais alerta e até auxiliar na perda de peso.

Não são poucas as plantas com propriedades terapêuticas: de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem cerca de 60 espécies que ajudam a manter a saúde plena e podem ser ingeridas sem prescrição médica.

Mesmo assim, se a ideia é tomar um determinado tipo de chá todos os dias, é importante consultar um médico ou um nutricionista para monitorar o tratamento, pois existem contraindicações e efeitos adversos relacionados a algumas ervas. Altas doses de chá de alho, por exemplo, podem causar desconforto gastrointestinal e de carqueja, queda de pressão arterial.

O jeito certo

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“Tradicionalmente, o chá é preparado por infusão. O ideal é juntar a água fervente às ervas e manter a mistura abafada por três minutos. Quando o chá for composto da casca e do caule da planta, é preciso ferver a água com essas partes de dois a cinco minutos”, ensina Sula de Camargo, que é membro da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Não é necessário adoçá-lo.

A erva ideal

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Para aproveitar as propriedades terapêuticas dos chás, compre ervas a granel. Mas fique de olho na embalagem – caso contrário, há risco de levar para casa espécies contaminadas ou velhas. “Prefira os produtos com certificados de qualidade. As embalagens devem ser fechadas a vácuo ou com o sistema zip lock e exibir o nome científico da planta, a procedência, a data de validade e a parte da planta que contém”, ensina Michelly Eggert, professora de um curso de naturologia.

Poção mágica

Que tal incluir algumas xícaras de chá no seu dia? Para fazer as receitas poderosas que indicamos nesta reportagem, reserve 50 gramas de cada erva recomendada, misture-as bem e guarde num recipiente de vidro com tampa. Para preparar a bebida, use 1 colher (sopa) da combinação para cada 350 ml de água fervente. Faça o chá uma só vez e tome de acordo com as instruções dadas até sentir alívio dos sintomas.

Digestivos

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Quais são – Cáscara sagrada, boldo-do-chile, camomila, espinheira-santa, carqueja e hortelã-pimenta.

Benefícios – “As plantas com esse poder promovem o relaxamento da musculatura do trato gastrointestinal, reduzindo tanto as cólicas quanto o desconforto no abdome. Também diminuem os gases que se formam no intestino e no estômago e facilitam, e muito, todo o processo digestivo”, explica a nutricionista Sula de Camargo.

Receita esperta – Reúna boldo, hortelã-pimenta, carqueja e camomila.

Beba – 1 xícara (chá) meia hora depois das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar).

Contraindicações – Grávidas e lactantes.

Termogênicos

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Quais são – Canela, gengibre, cravo-da-índia, chá verde e laranja-amarga.

Benefícios – São indicados para potencializar a termogênese – processo regulado pelo sistema nervoso que leva à transformação da glicose e da gordura em energia. Eles aceleram o metabolismo e aumentam a queima de calorias, por isso o consumo é recomendado para quem segue dietas de emagrecimento.

Receita esperta – Combine canela, gengibre, cravo e chá verde.

Beba – 1 xícara (chá) de duas a quatro vezes ao dia.

Contraindicações – Grávidas e cardíacos.

Antivirais

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Quais são – Alho, eucalipto, gengibre, limão, sabugueiro, salgueiro, alcaçuz e guaco.

Benefícios – Fortalecem o sistema imunológico e têm propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Algumas plantas, como o gengibre, são ainda mais poderosas: elas conseguem dificultar o
acesso dos vírus às células, impedindo que as doenças – principalmente gripes e resfriados, tão comuns nesta época do ano -, acabem se instalando no organismo.

Receita esperta – Junte limão, gengibre e alho (de preferência frescos).

Beba – 1 xícara (chá) três vezes ao dia.

Contraindicações – Grávidas, lactantes, pessoas que sofrem de gastrite e que geralmente têm pressão baixa.

Diuréticos

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Quais são – Quebra-pedra, chapéu-de-couro, cavalinha, cana-do-brejo, bardana e dente-de-leão.

Benefícios – Estimulam o bom funcionamento dos rins, colaborando com a eliminação da urina. “Como essas plantas auxiliam na reabsorção de sódio e de água, atuam no processo de desintoxicação e no tratamento das infecções urinárias”, explica Michelly Eggert.

Receita esperta – Misture cavalinha, cana-do-brejo, chapéu-de-couro e quebra-pedra.

Beba – Três xícaras (chá) por dia (de manhã, à tarde e à noite).

Contraindicações – Grávidas e pessoas com pressão baixa. Quem sofre de insuficiência renal ou cardíaca também não deve lançar mão desse tipo de chá.

Matchá: novo queridinho para o emagrecimento

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Já percebeu que cada vez mais surgem opções facilitadas no mercado que prometem lhe auxiliar a perder peso, queimar gordura e ser mais saudável? Estamos vivendo uma explosão de novidades e essa atmosfera mais natural parece que chegou para ficar. Dentre tantas variedades, o queridinho da vez é o matchá. Já ouviu falar?

O matchá vem da mesma planta que dá origem aos chás verde, branco e preto, a Camellia Sinensis. O diferencial dele, no entanto, é a forma de extração e produção. Ele tem um ponto diferente de colheita e é liofilizado e moído.

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O processo de liofilização consiste na desidratação das folhas, que são submetidas a baixas temperaturas, mas sem perder suas propriedades originais. Essa é a mesma técnica utilizada para preparar os alimentos dos astronautas, por facilitar o transporte e preservar as qualidades do alimento.

Toda essa conservação faz do matchá uma erva muito mais potente do que todas as variações da Camellia Sinensis produzidas até o momento. Para se ter uma ideia, o matchá possui 137 vezes mais antioxidantes do que o chá verde comum. Além de manter a alta concentração de substâncias que auxiliam na queima e eliminação de gorduras.

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Ele também ajuda na recuperação dos músculos, o que é muito benéfico para quem pratica atividade física, e acelera o metabolismo. Por ser um pó fino, é bastante versátil, podendo ser adicionado à diversos preparos e receitas.

Tudo de bom, né gente?! A única coisa que não é lá muito boa é o preço. Uma embalagem como essa da foto, com 7 gramas, para o preparo de um litro de matchá, custa em média R$ 5. Caro! Até porque para sentir os reais benefícios seria preciso manter um consumo regular e dá para ficar na dúvida (inclinando mais para o não) se todo o investimento valeria mesmo a pena.

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Esse foi comprado com intuito investigativo e o feedback é superpositivo. Ao contrário do chá verde tradicional, com o matchá não é preciso sofrer com o sabor amargo. Esse preparado é bem gostosinho e adocicado. O aspecto é que é meio esquisito e nada bonito. Por ser um pozinho verde, a bebida fica com uma cor de água suja, meio caldo de cana.

A recomendação da embalagem é que se dilua o pó em água gelada ou em temperatura ambiente. O rendimento pode ser expandido, o fabricante indica a diluição em até 1,5 litro. Dispensa ser adoçado e sabor é mesmo muito agradável.

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Contudo, vale lembrar que não existe milagre. Ainda que seja uma experiência aprazível de um produto que promete queimar seus pneuzinhos, nada acontece do dia para a noite como mágica. Ele tem efeito diurético sim e até proporciona uma redução visível do inchaço pela retenção de líquidos, mas a gente sabe que o que propicia o emagrecimento, de fato, são a queima de calorias e a perda de gordura.

Caso você pretenda complementar seu plano alimentar e dar uma potencializada no projeto verão, o matchá pode ser um grande aliado para dar aquele empurrãozinho e lhe ajudar a atingir sua meta.