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Cãibras musculares: como evitar e aliviar

Conteúdo original Minha Vida

Dolorosas e extremamente desconfortáveis, as cãibras são por definição, a contração involuntária de um músculo esquelético que tem sua ação de contrair e relaxar realizada através de estímulos nervosos comandados pela vontade, ou seja, de maneira voluntária.

Na atividade física (esportiva ou não) aparecem como sintoma da fadiga, de esforços que já esgotaram nutrientes, enzimas, eletrólitos, água entre outros, prejudicando o comando responsável pela ação de músculos durante a cadeia de movimento requerida para o gesto esportivo realizado naquele instante.

Algumas doenças crônicas e algumas medicações de uso contínuo podem ter a cãibra como efeito secundário. Claro que são as mesmas da atividade física mas completamente diferentes na sua causa primária.

Evitar a cãibra não é tarefa muito simples pois seu aparecimento é multifatorial e aqui vão algumas poucas recomendações.

Como evitar cãibras musculares

  • Mantenha-se hidratado constantemente: essa recomendação – reposição hídrica, vale para o dia a dia e não só para aquele em que a atividade ocorre ou mesmo durante sua execução. Evite dias e horários de calor mais intenso. O controle da temperatura corporal nessas ocasiões fará com que se perca mais água e eletrólitos do que nos dias frescos. Note que muitos maratonistas usam a água para resfriar o corpo, às vezes, pois consideram-se bem hidratados e sabem da importância do controle da temperatura corporal

  • Evite o frio intenso: a contração muscular faz parte do aquecimento para manter a temperatura corporal. Estímulos nervosos contínuos para a produção de calor podem resultar em cãibra

  • Faça provas e competições do tamanho do seu preparo físico. Lembre-se que a fadiga é o gatilho para as cãibras. Saber seu limite é fundamental para que ela não ocorra

  • Tenha uma boa noite de sono na véspera das competições e de esforços intensos. Evite o consumo de álcool pois ele é causador de desidratação aguda, tudo o que você não vai querer para o dia seguinte.

Bem, mas, e se apesar de todos os cuidados, a cãibra ocorrer? O que fazer? Hum, muito cuidado nessa hora. Como comentei, a cãibra deixa o músculo em um estado prolongado de contração e para “desfazer” deve-se alongá-lo. Simples, não é? Não!

Recomendações básicas para aliviar as dores

  • Se você for o sofredor, tente se concentrar e “comandar” novamente o músculo para relaxar e desfazer a contração. Imaginar o movimento contrário ao que ele tenta fazer pode ser a saída. Ele deverá relaxar para permitir esse gesto necessário para o movimento proposto

  • Não funcionou voluntariamente, ativamente, peça para alguém fazer esse movimento por você. Mas cuidado – deve ser realizado de maneira extremamente gentil pois é movimento antagônico ao comando de contração. Lembre-se que o músculo não alonga (contrai e relaxa) e se a força for excessiva a cãibra torna-se uma ruptura muscular, afastando-o por mais tempo da atividade física.

E, finalmente, não existe remédio para a cãibra nos esportes, exceto seguir as regras gerais de um bom condicionamento e uma vida saudável. Respeite seus limites e seja feliz!

Defesa pela diversidade do corpo: priorizar o bem-estar sobre a perda de peso

Uma nova avaliação dos profissionais de saúde, e da forma como eles enfatizam o peso para definir a saúde e o bem-estar, sugere que esse tipo de conduta possa ser prejudicial aos pacientes.

A autora do artigo de revisão, Dra. Rachel Calogero, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Kent, em conjunto com especialistas de outras instituições e organizações, recomenda que esta abordagem, conhecida como “peso-normativo”, seja substituída por profissionais de saúde, autoridades públicas e membros políticos pela condução de “peso-inclusivo”.

Conduções pelo peso-inclusivo, como a iniciativa Health At Every Size (Saudável em todos os tamanhos), enfatizam uma visão da saúde e bem-estar com esforços multifacetados e diretos para a melhoria do acesso a saúde e redução do estigma de peso.

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Baseados em seu estudo, os autores dizem que todos os responsáveis oficiais pela promoção da saúde devem erradicar o estigma de peso, a vergonha da gordura e as prescrições de mantas para perda de peso e defender políticas de facilitação da saúde e bem-estar para todos, independentemente da forma do corpo.

A revisão, publicada na atual edição do Journal of Obesity (Jornal da Obesidade), aponta para o fracasso das intervenções de emagrecimento em sustentar o baixo peso e promover a melhoria da saúde.

O conteúdo destaca os perigos da dieta iô-iô na saúde física e mental, a ligação entre as dietas e os transtornos alimentares e o estigma generalizado do peso como evidências dos custos físicos, mentais, emocionais e éticos de uma abordagem de peso-normativo.

Os autores dizem que a prática do peso-inclusivo abandona o foco na balança e destacar determinantes sociais da saúde, como o racismo e a pobreza. É uma abordagem que aceita e apoia a diversidade humana – incluindo a diversidade de tamanho.

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A revisão sugere ainda que o peso-inclusivo seja capaz de bloquear alguns problemas de saúde já marcados na sociedade, como os de peso, e oferece uma compreensão baseada em pesquisa mais acuradas sobre a saúde positiva e o bem-estar para todas as pessoas.

Fonte: ScienceDaily
Tradução fiel de autoria do blog.