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A percepção do volume de alimentos

O grande número de calorias em uma prato cheio de comida gordurosa pode não ser a única razão pela qual você sai da mesa sentindo-se cheio. Um estudo apresentado em uma reunião da Sociedade de Psicologia Britânica, em 2017, sugere que sensações de fome e saciedade podem estar ligadas à forma como percebemos uma refeição e não apenas em quantas calorias consumimos.

Em duas ocasiões, pesquisadores britânicos serviram aos participantes do estudo uma omelete de três ovos para o café da manhã, mas disseram aos voluntários que a primeira refeição tinha dois ovos e a segunda tinha quatro. As pessoas que achavam ter comido um desjejum menor relataram sentir fome mais cedo e também comeram mais durante o dia; ao contrário dos que pensaram ter consumido um café da manhã maior. O estudo não detectou alterações nos hormônios da fome, sugerindo que nossas percepções mentais de uma refeição podem influenciar significativamente a ingestão de alimentos mais tarde.

Assim, para ficar satisfeito, com menos calorias, tente adicionar volume de baixa caloria às refeições; por exemplo, preencha um prato de macarrão integral ou ovos mexidos com legumes. Colocar mais alimentos em um prato ou em uma tigela pode enganar o cérebro para pensar que você está consumindo muitas calorias e, por sua vez, você precisará de menos comida em refeições e lanches ao decorrer do dia.

Fonte: Idea

Resiliência: você sabe para que serve?

Conteúdo original Minha Vida

Você já ouviu falar sobre resiliência? A resiliência é considerada um aspecto psicológico que pode ser entendido como sendo a capacidade que o indivíduo tem para:

  • Lidar com problemas
  • Superar obstáculos
  • Responder com equilíbrio a situações adversas
  • Manter-se sereno em momentos de estresse.

Toda ação deve ser feita sem que esses fatores externos negativos desequilibrem o bom andamento da vida. Para que isso aconteça é preciso que o indivíduo tome decisões adequadas sem ser afetado pela tensão externa ou interna. A força emocional individual se mantém. Quem é resiliente se sente capaz de enfrentar as adversidades sem perder o foco nos seus objetivos e bem-estar.

As características são muito positivas e as mais comuns de quem é resiliente são:

  • Rápida tomada de ação
  • Adaptação
  • Criatividade
  • Menor vulnerabilidade ao medo de errar e mais força na certeza que será capaz de lidar com as consequências de suas escolhas

  • Confiança em si próprio
  • Domínio das emoções e da própria vida.

É possível se tornar resiliente?

Algumas pessoas são consideradas naturalmente resilientes. Mas isso não tão simples assim. A grande verdade é que quem tem essa sábia habilidade, foi ao longo dos anos se desenvolvendo para isso, mesmo que de forma inconsciente. Vou dar um exemplo: se uma criança é criada por pais resilientes, aumenta sua chance de desenvolvimento nesse aspecto, por observação, repetição de padrão e aprendizado.

Mas não se preocupe, se seus pais não são resilientes, você ainda tem tempo não só de aprender a ter excelência nisso, como até mesmo, ensiná-los a serem pais resilientes, caso essa seja da vontade de todos envolvidos.

Quem é capaz de administrar as emoções mais facilmente, consegue superar as dificuldades de forma rápida e eficaz, a consequência disso é encontrar harmonia e equilíbrio na vida. Talvez você esteja se perguntando: será que alguém que não consegue administrar as emoções é capaz desenvolver resiliência? Sim, é perfeitamente possível. Segue algumas dicas e orientações:

1) Consiga desenvolver e treinar seu foco de atenção – para onde vai sua energia quando você precisa resolver algo na vida? Observe seus pensamentos. Você está enxergando o problema ou a solução? Habitualmente onde está sua atenção e pensamento? Como exatamente você faz o que faz?

2) Melhore sua capacidade de compreensão do outro – desenvolva empatia, sintonia, criação de aliança com as pessoas a sua volta – saber colocar-se no lugar do outro e com isso, estabelecer vínculos sociais. Você ouve o que as pessoas falam? Você se importa com o próximo? Sabe entender as necessidades alheias? Consegue se colocar no lugar de outra pessoa respeitando o mundo, valores e aprendizados diferentes dos seus? O que é capaz de perceber diferente quando faz essa mudança de perspectiva?

3) Coloque sua energia no controle emocional e no controle dos impulsos – perceba que você é capaz de autocontrole e disciplina. Se esse é um ponto importante para o seu aprendizado, invista em cursos, terapia, sessões de coaching, livros, vídeos, e assuntos que possam agregar diretamente sobre esse tema. Prosperar na vida requer dedicação, planejamento e tempo. Use seu tempo a seu favor.

4) Desenvolva criatividade para responder aos estímulos negativos – que suas escolhas sejam livres de repetições passadas e negativas. Você não precisa ficar eternamente preso no mesmo padrão de resposta que não te agrada.

5) Cultive a positividade – acredite que as coisas vão melhorar e aja nessa direção. Não espere o futuro trazer as respostas. Use o seu presente para construir aquilo que depende de você.

6) Ponha em prática o conceito de 1/3:

  • 1/3 depende de você
  • 1/3 depende do outro
  • 1/3 depende do acaso.

Faça seu 1/3 bem feito. Tenha certeza que sua parte foi executada da melhor forma possível. E que se tem algo que não depende de você, saiba encontrar ajuda e orientação necessária.

7) Explore e aumente sua capacidade de análise – seja da situação como um todo, de pontos específicos, tomada de decisão e ação – ser apto a entender os problemas, sua gravidade, impacto, consequência e possíveis estratégias de solução.

8) Supere-se – se você tem alguma “trava”, crença limitante de sucesso e bem-estar, medo, insegurança, ansiedade, etc, encontre caminhos para amenizar, suavizar e principalmente curar-se para viver em harmonia e bem estar.

Você pode seguir as dicas desse artigo para o seu crescimento pessoal e criar novas formas de superação e desenvolvimento das suas habilidades. Havendo interesse busque ajuda especializada. Você pode se beneficiar através de atendimento individual com sessões de coaching, EMDR, hipnose ericksoniana, programação neurolinguística (PNL), técnica de terapia breve, etc.

Entre o bom e o ruim há mais do que se imagina

Conteúdo original World of Dance

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“Há pessoas que dão a impressão de terem nascido com um humor privilegiado, uma capacidade maior de superar obstáculos, uma resistência especial para enfrentar quaisquer circunstâncias. Sem contar que nunca parecem cansadas, estão sempre sorridentes, arrumadas e perfumadas, prontas para a próxima festa. Outras parecem caminhar pela vida acompanhadas por uma nuvem negra. Para estas, o copo está constantemente meio vazio, e lembram a hiena do desenho Lippy e Hardy, sempre repetindo: “Ó dia, ó vida, ó azar, eu disse que não ia dar certo.”

Mas tanto a percepção de indivíduos que parecem ter saído de um comercial de margarina quanto a dos eternos pessimistas não correspondem à verdade. Todo mundo reage a estímulos externos e está sujeito a oscilações de humor.

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O que diferencia as pessoas é a forma como pensam e sentem as adversidades. Todos têm seu dia ruim, quando nada parece dar certo, mas é a intensidade e a frequência das respostas emocionais que vão definir os comportamentos das pessoas e sua qualidade de vida.

Se os contratempos se repetem, as frustrações se avolumam e a balança do cotidiano parece pender com mais constância para o lado negativo, a resistência a tais dificuldades pode sobrecarregar o indivíduo, atrapalhar suas noites de sono, modificar seus hábitos alimentares, causando-lhe estresse, ansiedade e depressão.

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Ele fica mais vulnerável às dificuldades e passa a dar um peso exagerado a tudo, desde problemas no trabalho e de relacionamento a aborrecimentos comuns no dia a dia, como engarrafamentos, atrasos, telefonemas inúteis para operadoras de telefonia. Irrita-se e sofre por qualquer motivo e olha tudo com lentes de aumento, supervalorizando defeitos e pequenos deslizes em si mesmo e nos outros.

Quando se é dominado por longo tempo pela sensação de desvalor, de ser inadequado, falho e indigno de afeto; por insegurança, medo, dúvidas, tristezas e pensamentos repetitivos de culpa e ressentimento que, em vez de refletir a realidade, a distorcem, deve-se considerar a possibilidade de haver desenvolvido um transtorno e ser indicado procurar tratamento psicológico.

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Segundo Epicteto (filósofo grego, século 1 d.C.), “O que perturba o ser humano não são os eventos, mas a interpretação que se faz deles.” Já ia me esquecendo. Sobre as pessoas referidas no início do texto, que veem tudo em cor-de-rosa, como Pollyanna, personagem símbolo de superação e otimismo, que nunca reclamam nem se indignam com injustiças e maldades dirigidas a elas, também podem se beneficiar de psicoterapia. Afinal, quanta raiva e insatisfação estarão escondidas pelo eterno sorriso de anúncio de creme dental?”

Rinite: conheça os tipos e saiba como tratá-los

Artigo da Dra. Rosane Bleivas Bergwerk, alergologista e imunologista, para Minha Vida.

A rinite vasomotora pode ser definida por um estado de hiperreatividade (reatividade aumentada) a estímulos não específicos, como mudança de temperatura ambiente e umidade, odores fortes – como perfumes, cloro e solventes – ou irritantes, como fumaça de cigarro. Esses fatores funcionam como um gatilho para desestabilizar o sistema nervoso autônomo levando a uma hiperreatividade da mucosa nasal.

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Atualmente a rinite vasomotora é conhecida como rinite idiopática. Descobriu-se posteriormente que o componente vasomotor não era o único mecanismo fisiopatológico deste tipo de rinite. Além do mais, esse componente não está presente unicamente neste tipo de rinite, mas em todos em maior ou menor grau. Ela é classificada como idiopática por não se conhecer a sua causa e os fatores desencadeantes serem inespecíficos. Geralmente acomete adultos entre os 40 e os 60 anos.

A rinite alérgica é definida como inflamação da mucosa nasal com sintomas de obstrução nasal (entupimento nasal), espirros, prurido nasal (coceira no nariz) e/ou rinorreia aquosa (coriza). É uma doença de natureza genética mediada por um anticorpo denominado IgE e os sintomas acontecem após exposição a diversos alérgenos, como ácaros da poeira, fungos, baratas, pólens e epitélios de gatos e cães.

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rinite alérgica pode ser desencadeada ou agravada também pela exposição à mudanças bruscas de clima, inalação de irritantes específicos (odores fortes, gás de cozinha, fumaça de cigarro, ar frio e seco) em indivíduos predispostos. Nos casos de rinite alérgica, há uma história familiar positiva para alergia e os testes alérgicos são positivos, com dosagens de IgE total que podem ser aumentadas e IgE específica positiva.

Na rinite idiopática, tanto a história familiar para alergia como os testes alérgicos são negativos, com IgE total normal e IgE específica negativa. Os fatores desencadeantes são os já citados.

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Na rinite alérgica o paciente pode apresentar qualquer um desses sintomas: obstrução nasal, coriza, espirros e/ou prurido nasal. Na rinite idiopática há obstrução nasal, que é o fator mais importante, gotejamento nasal posterior e rinorreia (coriza) abundante. Geralmente espirros e prurido nasal não estão presentes.

O tratamento da rinite idiopática consiste na aplicação de corticosteroide tópico nasal por determinado período com acompanhamento do especialista alergista ou otorrinolaringologista. O objetivo é de melhorar a obstrução nasal e secundariamente a rinorreia e o gotejamento nasal posterior. Pode-se utilizar em sintomas agudos anti-histamínico oral com descongestionante. Em casos mais graves de obstrução nasal um período curto de corticosteroide oral pode ser necessário.

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No tratamento da rinite alérgica pode-se utilizar corticoesteroides nasais tópicos, anti-histamínicos orais e imunoterapia específica injetável ou sublingual, além de orientação de higiene ambiental.

A doença não tem cura, mas é possível obter o controle com medicamentos tópicos preventivos e tentar evitar, dentro do possível, os fatores desencadeantes.