Tag: estudos

A percepção do volume de alimentos

O grande número de calorias em uma prato cheio de comida gordurosa pode não ser a única razão pela qual você sai da mesa sentindo-se cheio. Um estudo apresentado em uma reunião da Sociedade de Psicologia Britânica, em 2017, sugere que sensações de fome e saciedade podem estar ligadas à forma como percebemos uma refeição e não apenas em quantas calorias consumimos.

Em duas ocasiões, pesquisadores britânicos serviram aos participantes do estudo uma omelete de três ovos para o café da manhã, mas disseram aos voluntários que a primeira refeição tinha dois ovos e a segunda tinha quatro. As pessoas que achavam ter comido um desjejum menor relataram sentir fome mais cedo e também comeram mais durante o dia; ao contrário dos que pensaram ter consumido um café da manhã maior. O estudo não detectou alterações nos hormônios da fome, sugerindo que nossas percepções mentais de uma refeição podem influenciar significativamente a ingestão de alimentos mais tarde.

Assim, para ficar satisfeito, com menos calorias, tente adicionar volume de baixa caloria às refeições; por exemplo, preencha um prato de macarrão integral ou ovos mexidos com legumes. Colocar mais alimentos em um prato ou em uma tigela pode enganar o cérebro para pensar que você está consumindo muitas calorias e, por sua vez, você precisará de menos comida em refeições e lanches ao decorrer do dia.

Fonte: Idea

Música ajuda a prevenir e frear desenvolvimento de Alzheimer, diz estudo

Conteúdo original Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Toca uma música antiga no rádio e, de repente, você se vê cantando junto. Já passou por isso? Mesmo sem nem lembrar que a canção existia, de alguma forma ela estava lá, armazenada na sua cabeça.

headphones-926072_960_720

Há alguns anos, cientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e da Cognição Humana, em Leipzig, na Alemanha, se questionaram por que pacientes com Alzheimer conseguiam se lembrar de melodias ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções que marcaram suas vidas. Foi quando eles descobriram que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias.

O documentário “Alive Inside” mostra isso na prática. Um dos pacientes com Alzheimer retratados no filme começa a responder sobre seu passado com lucidez logo após ouvir uma música. Custódio Michailowsky, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, explica que o uso da musicoterapia no tratamento de pacientes com Alzheimer está bem estabelecido. “Ela pode trazer memórias passadas e retardar o processo de degeneração”, explica.

brain-2062057_960_720

Além disso, a música ainda pode ajudar na socialização do paciente. “Se a pessoa se isola, isso vira uma bola de neve. A música traz emoção, traz motivação para a pessoa. Além de fazer dançar, se mexer”, afirma Michailowsky. Portanto, pode-se dizer que ela estimula até a atividade física.

Prevenção

Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical. “É importante a ativação das atividades artísticas. Através da educação artística, o cérebro se desenvolve mais rapidamente. Pode ser pela música, escultura, desenho…”, defende o especialista. “Pessoas que têm a habilidade de ouvir uma música e tocá-la ou identificar as notas têm o lobo temporal esquerdo melhor desenvolvido”, explica. A música “exercita” diversas partes do cérebro ao mesmo tempo, o que ajuda a prevenir o Alzheimer.

the-1763660_960_720

Sensações

“Acredita-se que a única forma de nos comunicarmos com uma civilização de fora da Terra, se encontrarmos uma, é pela música”, relata, ainda Michailowsky, já que as notas musicais transmitem sensações sem precisar de palavras. “A música é muito importante. É umas das coisas que mais provocam excitação do cérebro. Além dos circuitos, há liberação de substâncias, como a serotonina e até algumas análogas da morfina”, finaliza o neurologista.

Aprenda técnica de respiração e equilibre suas emoções

Texto de Emilce Shrividya Starling

peaceful-442070_640

“Você pratica a conscientização da respiração? Sente como lhe tranquiliza e energiza ao mesmo tempo? Tem percebido como esse treinamento diminui sua inquietação e estresse? Se você ainda não tem praticado essa consciência da respiração, comece a praticar agora. É uma maneira eficiente de equilibrar as emoções e a mente.

Aprenda que apenas respirando você pode dissolver o estresse e a ansiedade e pode alcançar o equilíbrio das emoções. Você precisa do doce autoesforço, da disciplina com motivação para praticar e ter benefícios.

Para diminuir as fobias, a insegurança, inquietude, não podemos apenas ler textos, ou querer que alguém nos cure. Para conquistar a paz da mente, precisamos da prática constante e não apenas da teoria.

Ao respirar de maneira consciente, profunda, ritmada, você está praticando Yoga. Como diz o texto do Hatha Yoga Pradipika: “Yoga é acalmar as flutuações da respiração”.

Entenda bem isso: a mente flutua em muitas direções em uma fração de segundo. Porém, a respiração só tem um percurso: inspiração e expiração. Você pode fazer uma pausa na respiração, deixar pulmões vazios ou cheios, mas a respiração não tem incontáveis direções como a mente.

Assim, segundo o texto de Hatha Yoga Pradipika: controlar a respiração e observar seus ritmos aquieta a mente. Hoje vamos praticar a respiração completa, que acontece na parte diafragmática, na parte média e na parte alta dos pulmões.

Ao fazer esse pranayama, esse exercício respiratório, ao controlar a respiração, você tem controle sobre a mente e as emoções. Você acalma corpo e mente.

Prática da respiração completa

1. Deite, em um local tranquilo, de pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, ou no chão, mãos abaixo do umbigo, com ponta dos dedos médios se tocando. (Se quiser pode unir seus joelhos) Feche os olhos e relaxe seu rosto. Observe o ar entrando e saindo do corpo. Agora, inspire pelo nariz (sem puxar o ar, silenciosamente), contando até 4, sentindo a expansão lateral dos músculos do abdômen.Sinta que os dedos médios se separam. Expire pelo nariz até murchar completamente seu abdômen. (Perceba que as pontas dos dedos médios se tocam novamente, sem você fazer nada com as mãos).

0008577177R-849x565

2. Com as mãos na altura das costelas, com dedos médios se tocando. Inspire, silenciosamente, contando até 4, sentindo que as costelas e o tórax se expandem lateralmente. (Perceba novamente, como os dedos médios se separam, naturalmente.) Expire pelo nariz, até sentir que o abdômen se contrai todo para dentro. (Perceba que os dedos médios se tocam novamente.)

3. Com as mãos acima do peito, uma do lado da outra, com as pontas dos dedos médios se tocando, inspire pelo nariz, contando até 4, sentindo o abdômen inchar e o ar ir até a parte alta dos pulmões. E segure o ar contando até 4, (ou até 2). Expire pelo nariz até murchar o abdômen completamente. Faça tranquilamente, sem forçar nada.

0010885603V-565x849

Essa prática diária, de 5 minutos faz com que a respiração consciente se torne natural em você, durante seus afazeres; quando estiver sentado ou em pé; trabalhando ou no seu lazer. Ela vai lhe dar apoio interior e lhe acalmar.

Em vez de respirar de maneira superficial, você vai respirar de maneira consciente e profunda. Além de aumentar a entrada de prana, que é a energia vital, você aumenta a entrada de oxigênio em seu corpo, o que faz com que você se sinta mais relaxado e revitalizado.

A respiração e a mente estão intimamente ligadas. Ao controlar a respiração, você controla a mente que, imediatamente, se tranquiliza.

Através da respiração consciente e tranquila, você pode melhorar em todos os aspectos. Sua pele rejuvenesce porque passa a dormir melhor, o sangue circula melhor. Você tem mais disposição física e saúde. Beneficia seu corpo e enriquece seu cérebro.

Basta começar a praticar e a transformação vai acontecendo. O corpo faz essa respiração profunda quando você dorme ou relaxa, mas ele precisa registrar isso quando você está acordado para que essa respiração se torne automática também na sua vida diária.

O corpo aprende com facilidade e agradece. Ele é nosso amigo e vamos sentindo como ele gosta de praticar. É como se ele nos pedisse para fazermos algo por ele. É importante sentir muito prazer ao fazer essa técnica. Fazer gostando do que faz. Praticando de maneira leve, gostosa, mas também persistente, com disciplina e constância.

Você precisa perceber que, através do ritmo da respiração, você começa a dominar, a apaziguar a mente. Você vai descobrindo sua paz interior. Você faz seu próprio milagre. Você vai se libertando de condicionamentos e repressões. Começa a acreditar mais em você mesmo, passa a sentir mais autoconfiança, mais entusiasmo pela vida.

Comece agora mesmo a gostar mais de si. Inicie esse amor por você priorizando um horário para curtir a respiração, para curtir sua própria e boa companhia. Sinta como é bom aquietar a mente, sentir-se sereno e de bem com a vida.

Entenda que você é importante, que seu corpo é importante, que a respiração consciente é equilíbrio e saúde. A sensação de calma e o relaxamento que se obtém pela conscientização da respiração são presentes valiosos para você.

0003422038TT-849x565

O que o yoga ensina há mais de 5 milanos, agora está sendo aceito pela medicina. Hoje a ciência comprova que exercícios diários de respiração reduzem os níveis de ansiedade e ajudam no tratamento de uma série de doenças.

Novos estudos conseguiram demonstrar a ação da respiração consciente no sistema nervoso autônomo, que modula as funções vitais involuntárias, como a temperatura do corpo, a pressão arterial e a própria respiração.

Esse sistema está dividido em dois: o simpático, que entra em ação nas situações de alerta, disparando substâncias que estimulam o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, e o parassimpático, que faz justamente o contrário, levando o corpo de volta ao seu estado natural.

0010746047H-849x565

Das funções coordenadas por esse sistema, a única que se pode controlar é a respiração, por isso os médicos já estão ensinando os exercícios respiratórios do yoga para reduzir o estresse, diminuir os sintomas do pânico, amenizar dores crônicas, tratar hipertensão.

Da mesma maneira que a respiração alta e rápida pode desencadear uma crise de pânico, uma respiração consciente e calma pode reduzir a ansiedade e estresse.

Na medida em que você se conscientiza do valor desse treinamento da consciência da respiração, você vai sentir vontade de praticar com regularidade porque percebe como fica mais tranquilo, alegre, animado, saudável, mais corajoso. Boas práticas!

Fique em paz! Namastê!”

Namastê significa “o deus que habita em mim, saúda o deus que habita em você”.

Café e chá podem proteger o cérebro

woman-601568_640

Café e chá podem fazer mais do que apenas lhe acordar, eles também poderiam ajudar a manter o cérebro saudável, de acordo com uma série de estudos recentes. Os investigadores têm ligado estas bebidas à proteção à depressão, doença de Alzheimer e de Parkinson.

Um grande estudo investigou a relação entre depressão e a ingestão de café, chá e bebidas doces, acompanhando mais de 250 mil adultos maduros por 10 anos. Pesquisadores do NIH (National Institutes of Health) registraram o consumo de cada tipo de bebida em 1995 e 1996 e, em seguida, fizeram uma comparação com autorrelatos dos participantes diagnosticados com depressão depois de 2000. Os resultados mostraram que a ingestão de café foi associada à um risco ligeiramente mais baixo para a depressão, de acordo com um artigo publicado em abril de 2014 na revista PLoS ONE. Esse material publicado encontrou pouco efeito relacionado ao chá, mas outros trabalhos o apontam como um protetor.

floral-623538_640

um estudo publicado em novembro de 2013 descobriu que adultos maduros chineses que bebiam regularmente qualquer tipo de chá apresentaram um risco significativamente menor para a depressão: 21% para aqueles que bebiam chá entre um e cinco dias por semana e 41% para os consumidores diários. Os pesquisadores também questionaram sobre as atividades de lazer dos participantes para garantir que o chá, e não a socialização da hora do chá, fornecesse o efeito protetor.

Alguns levantamentos sugerem que os consumidores de café e chá também têm menores taxas de declínio cognitivo. Pesquisa em roedores, que se concentram em compostos específicos presentes no café e no chá, sustenta a ideia de que alguns desses componentes podem reduzir o risco de Alzheimer e Parkinson. Em um desses estudos, publicado on-line em junho do ano passado na Neurobiology of Aging, suplementando a dieta de ratos com um componente do café chamado eicosanoyl-5-hydroxytryptamide, os cérebros dos animais foram blindados contra as alterações patológicas típicas da doença de Alzheimer. Também em 2013, outro experimento descobriu que o mesmo composto teve efeitos protetores contra o modelo de Parkinson. A cafeína pode não apenas defender o cérebro, mas ajudá-lo também, – um artigo da mesma publicação relatou que injetando água potável com cafeína nos camundongos, reduziram-se os emaranhados de proteína observados na doença de Alzheimer e também impediu os déficits de memória.

coffee-631758_640

Ainda é muito cedo para dizer se o café e o chá podem verdadeiramente proteger o cérebro, mas a maioria dos pesquisadores concorda que o hábito diário de consumo não é prejudicial.

Doce e triste

Refrigerantes e bebidas de fruta, açucarados ou adoçados artificialmente, estão associados ao aumento ao risco de depressão, de acordo com o mesmo estudo da NIH que encontrou o efeito protetivo no chá e no café – a primeira investigação nessa categoria seguindo um grande grupo em muitos anos. Pessoas que beberam mais do que quatro refrigerantes diariamente, em 1995 e 1996, apresentaram 30% mais risco de desenvolverem depressão entre cinco a dez anos mais tarde. Bebidas adoçadas artificialmente parecem ser mais ofensivas: entre todas as categorias, aqueles que consumiram as versões diet tiveram o risco de depressão aumentado. Por exemplo, participantes com um consumo diário de quatro ou mais copos ou latas de uma bebida diet com sabor de fruta tiveram 51% mais risco do que os não consomem, enquanto um consumo similar de refrigerantes diets foi ligado a um aumento de risco de 31% entre os consumidores. Especialistas advertem que é muito cedo para concluir que o açúcar ou adoçante estavam causando a depressão, embora seja possível que as pessoas predispostas à doença decidam tomar bebidas mais doces.

Artigo original em Scientific American Mind Volume 26.