“Eu era sedentária até os 35 anos, quando virei o jogo”

Conteúdo original Women’s Health Brasil

Foto: arquivo pessoal

“Não é preciso ser atleta desde criança para competir e ganhar troféus. É só perguntar para Gabriela Giamoniano. Depois de seguir uma vida sedentária por 35 anos, a designer têxtil de São Paulo largou o sofá e passou a se dedicar ao duathlon (modalidade que une corrida e ciclismo). A mudança de hábito gerou tantos comentários das amigas que ela decidiu criar uma página no Facebook para postar suas conquistas, tirar dúvidas e estimular outras mulheres a fazerem o mesmo. “A ‘Atleta Depois dos 35’ é a forma que encontrei de incentivar as outras a, mesmo com a vida agitada do trabalho, encontrar tempo para treinar e se dedicar a um esporte”, diz ela.

Jovem e acomodada

Antes de conhecer o duathlon, Gabi não fazia qualquer tipo de exercício. “Eu era completamente sedentária até os 35 anos – quando virei o jogo! Eu acordava e dormia tarde e me alimentava de qualquer maneira”, relembra. Quem fez ela conhecer o esporte foi seu namorado, Fábio, que usava a bicicleta para se movimentar pela cidade. “Ele foi me ensinando a pedalar – eu não sabia nem trocar as marchas – e fui me arriscando mais, perdendo o medo de andar na rua. Até que passei a usar a bike como meio de transporte.”

Dos passeios na rua, Gabi migrou para as provas. “Como sou muito competitiva, comecei a perceber o quanto era legal ultrapassar outras pessoas, mostrar minha força. Mas meu condicionamento físico não ajudava em nada.” A partir daí, ela decidiu iniciar um treinamento com profissionais para melhorar seu fôlego e ter condições de competir.

Na época, ela sentia o questionamento das amigas. “Sempre falavam: ‘Nossa, você é louca, vai começar a treinar agora, com 35 anos?’ ou então ‘Eu não teria coragem nem tempo, minha vida é muito corrida’. Percebi que as minhas dúvidas eram as mesmas de muitas mulheres que levam uma vida sedentária. Às vezes elas nem imaginam que podem começar a treinar, competir, praticar um esporte”.

Foto: arquivo pessoal

Causa e consequência

O que estimulou Gabi a criar o projeto do blog não foi apenas o estilo de vida das amigas. “Quando encontrei uma pesquisa do Diesporte, percebi que minha voz poderia fazer alguma diferença”, afirma. Ela se refere ao estudo que diz que a maior causa para o sedentarismo no Brasil é a falta de tempo e outras prioridades (estudo, trabalho, família).

“De acordo com o IBOPE Repucom, quando as mulheres são questionadas sobre os motivos que as impedem de praticar atividades físicas, elas citam barreiras emocionais, como medo do fracasso e vergonha. Então decidi montar a página para mostrar o meu dia a dia, mesmo sendo tímida – o que também se tornou um desafio diário.”

Além de incentivar a prática esportiva, Gabi ainda quer mostrar que participar de provas também é saudável. “Competir, ganhar e sentir o orgulho de levar para casa um troféu não é um sonho restrito a quem treina desde a infância. Mesmo depois dos 35 anos, a disciplina e a força de vontade podem render boas medalhas e até mesmo melhorar o desempenho profissional”, conta ela. “E isso em conjunto com o trabalho e os estudos.”

Vida nova e ativa

Hoje a paulistana treina corrida e ciclismo três vezes por semana e, a cada 15 dias, faz um treino técnico de mountain bike nas trilhas. A nova vida ativa influenciou muitas de suas amigas a começarem a olhar a bicicleta como meio de transporte, a investirem na corrida ou na caminhada. “Eu achei tudo isso muito incrível. Senti que estava servindo de exemplo e inspiração para alguém”, diz Gabi. “Tenho uma amiga de Guarulhos (SP) que adora ver minhas fotos, porque assim ela tem vontade de treinar também. Nós mal conversamos, mas estou presente nos dias dela de alguma forma.”

“Hoje me sinto muito mais disposta, me preocupo mais com a alimentação e com horas de sono mais definidas. Fora o fato de ter muito mais fôlego e me sentir mais feliz”, conta. Se notou alguma diferença no corpo? “Sou magrela desde sempre, mas agora minhas coxas estão mais torneadas e minha gordurinha abdominal desapareceu. Está tudo no lugar.”

Antes de abrir espaço em sua rotina para os exercícios físicos, a designer também tinha problemas de ansiedade, como síndrome do pânico, e a prática de esportes a ajudou a tomar as rédeas de sua mente. “Preciso seguir um ritmo para aguentar até o final do exercício, esperar um pouco para a ultrapassagem, treinar com afinco para as provas. Tudo isso exige paciência”, conta. E sempre que ela termina o treino, sente-se muito mais competente e forte por ter conseguido se superar mais um dia. “Quando não treino, me sinto irresponsável, porque eu mesma coloquei as metas e me esforço para conseguir finalizá-las.” E agora não existe mais a história de “não ter tempo pra nada”. “Sinto que basta eu querer algo para arrumar tempo e disposição pra fazê-lo. A idade é apenas um número.”

5 dicas de Gabi para quem quer começar um esporte

  • “Escolha um esporte com o qual você realmente se identifique para sentir-se motivada a fazê-lo com frequência”

  • “Leve em consideração o valor que seria necessário investir para iniciar os treinos. Existem bicicletas bem caras, mas comecei com uma baratinha. E também escolhi a corrida, já que o investimento seria apenas em um bom tênis”

  • “Inicie o esporte com a ajuda de um profissional, porque podem ocorrer lesões sérias se você exagerar ou fizer os exercícios de forma incorreta”

  • “Participe de provas para se manter motivada”

  • “Conheça pessoas que pratiquem o mesmo esporte para tirar dúvidas e estimular você a ir aos treinos”

Carregando seu transporte

“Eu utilizo uma bicicleta dobrável, porque ela pode entrar no metrô e também cabe no porta-malas do táxi. Se eu me cansar ou o pneu furar, é fácil voltar pra casa. Na hora de pedalar, prefira os caminhos com ciclovia e use os equipamentos de segurança, como capacete e lanternas. Faça amizade com outros ciclistas que percorrem o mesmo caminho que você – juntos somos mais fortes. Outra dica: sempre leve uma trava para bicicleta para proteger seu meio de transporte.”

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Tudo vale a pena

Texto original de Obvious

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa)

“Amadurecer é olhar para trás e ver que tudo, todas as particularidades que passamos em experiências anteriores valeram a pena. Não pelas circunstâncias que as precederam, mas sim por notarmos que tudo serve para experiência e aprendizado. Acontecimentos ruins nos coroam não por sermos merecedores desse tipo de experiência, mas por certo, algo devemos aprender e extrair com o que acontece conosco.

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A vida realmente é uma caixinha de surpresas e não sabemos o que nos espera, mas o poder da aceitação em nós é o bálsamo capaz de curar toda e qualquer ferida. Quando amadurecemos emocionalmente, entendemos que a resignação é a resposta para as nossas frustrações, e se algo não aconteceu no momento ou da forma que gostaríamos que acontecesse é por que, muito provavelmente não era pra ser e o destino nos reservará algo ainda melhor.

Quando amadurecemos aprendemos a silenciar nossas rebeldias, entendendo que já passamos a fase da adolescência da alma, e a vida não aquiescerá todas as vezes ao nossos desejos.

Nem sempre é fácil lidar com problemas e a vida nos prega peças para que possamos aprender a lidar. Dificuldades de todos os gêneros, sejam físicos ou emocionais nos acometem para nos tornarmos ainda mais fortes.

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Ao amadurecermos, paramos de agir como crianças egocêntricas e mimadas e passamos automaticamente a nos queixar menos. Assumimos responsabilidade por nossas faltas e procuramos nos tornar pessoas melhores.

No final das contas, quando associamos aquele nosso lado que grita a tresloucada juventude, os sonhos, a falta de aceitação para a conduta que aprendemos (talvez a duras penas) adquirir, resta em nós aquele olhar profundo e a certeza de que sabiamente aprendemos a abrir mão das vãs expectativas que a imaturidade oferece, para adquirir a confiança, a fé e a brandura que apenas a maturidade é capaz de nos outorgar.”

Sobre o luto: como lidar com a morte?

“Talvez a morte seja a temática mais difícil de se lidar porque envolve, justamente, o desconhecido. Não sabemos exatamente o que acontece depois que o corpo pára de funcionar e a alma abandona seu invólucro carnal – costumamos dizer que ninguém nunca voltou para contar o que existe do outro lado. Algumas tradições espirituais são bastante taxativas no que diz respeito à esta passagem e, talvez, o Kardecismo seja a que a aborda mais amplamente. Mas, de qualquer forma e tendo você a religião que tiver, elaborar o luto de um ente querido não é nada simples.

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Não existe uma fórmula mágica sobre como sofrer menos ou sobre como não permitir que seu sofrimento seja prejudicial para a passagem de seu ente querido ou, ainda, uma receitinha caseira de “lidando com a morte em 5 passos”. O que existe é aquilo que você consegue fazer. E isso há de ser bom o suficiente.

Dizem por aí que a morte é um sofrimento para quem fica – e eu particularmente concordo com isso. De acordo com as minhas crenças e de alguns “dogmas” que, para mim, são indiscutíveis, o processo de morte acaba sendo uma libertação muito grande. Eu não tenho uma religião específica e nem sigo uma doutrina ou filosofia estritamente rígida com relação ao processo de passagem, mas acredito em algumas coisas.

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Que sejamos seres espirituais em uma experiência humana mas que, quando esta experiência acaba, uma outra se inicia. Que esta vida é apenas uma das centenas que já tivemos e que ainda teremos, enquanto seres imortais em busca do aprimoramento constante e da reconexão com o divino. Que a morte é sentida, por nós, com grande pesar – mas que, do outro lado, nossas almas sejam recebidas com grande alegria pelos que lá estão. Que recebemos apoio espiritual de nossos irmãos de jornada nestes processos de passagem, principalmente quando eles envolvem, como o caso do seu pai, vícios terrenos. E acredito, piamente, que mesmo acreditando em tudo isso eu sofreria horrores se fosse o meu pai, no lugar do seu.

Eu poderia te passar aqui uma lista de livros, filmes e documentários que poderiam te ajudar a ampliar suas ideias com relação ao tema, poderia te contar de todos os países do mundo em que a morte é celebrada e não lamentada. Eu poderia te contar de como existem tradições milenares em que praticantes bastante evoluídos marcam dia e hora para suas almas abandonarem seus corpos – o que de fato acontece. E poderia te falar também que o seu sofrimento é uma energia e que energia é vibração e tem frequência, o que poderia prejudicar o processo de passagem do seu pai. Mas não vou te dizer nada disso.

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O que eu vou te dizer é: chore. O que vou te dizer é: sofra! Não importa no que você acredita e nem no que quer experimentar, o que você está vivendo neste momento é único e é seu e tem direito de ser como é. Emoções são apenas energia em movimento e energia que é para ser em movimento precisa ser movimentada. Então, permita-se sentir o que está sentido e não ouça ninguém que te diga “faça isso” ou “não faça aquilo”. Faça o que você conseguir fazer. Vão existir dias bons e ruins, dias em que você vai achar que está se sentindo melhor para, no momento seguinte, sentir culpa por estar se sentindo melhor. E dias em que tudo o que você gostaria que acontecesse seria voltar no tempo para dizer coisas que você não disse, ou para dar o apoio que você acha que deveria ter dado e não deu. Dias em que a vida vai parecer completamente sem sentido porque o homem que te deu a vida não existe mais. E dias em que você vai conseguir sorrir quase como se nada tivesse acontecido. E nada disso vai estar errado.

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Cada pessoa é uma e cada processo é um processo. O modo como você vai lidar com a perda do seu pai é seu e ninguém poderá dizer que deveria ser diferente. Acho que nós sofremos com a morte porque ela é a coisa mais definitiva que existe, e não somos bons em lidar com as coisas definitivas – por mais que tenhamos igualmente enorme dificuldade em lidar com as mudanças inevitáveis da vida. Mas a verdade é apenas esta: a morte é a única certeza que temos, desde o momento de nosso nascimento. Tudo o que está vivo um dia não vai mais estar, e isso nos inclui.

Mas, acima de qualquer coisa e independentemente de qualquer que seja a forma de você lidar com o seu processo, se eu pudesse te dar apenas um conselho ele seria: sinta-se grata. Grata por tudo o que você viveu com seu querido pai, por cada lição e aprendizado que você teve com ele. Seja grata por cada célula do seu corpo que, se não fosse por ele, não existiriam. Seja grata pelos bons exemplos, que norteiam as suas escolhas – mas seja grata pelos maus exemplos também, tão importantes quanto os bons na construção de sua identidade. Seja grata e seja grata e seja grata e agradeça por absolutamente tudo – e, um dia, você vai se sentir grata até pela forma com que ele morreu, pois é apenas a consequência inevitável do modo como ele viveu. E quando aprendemos a amar uma moeda, amamos seus dois lados, incondicionalmente.

Se dê o tempo de chegar lá.

Eu te amo, por favor me perdoa, sinto muito, sou grata.
Namastê.”

Texto de Flávia Melissa

Bolo de Chocolate mais gostoso do mundo!

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Chocolate por si só já é motivo de felicidade, não é verdade? Agora imagina o sabor do chocolate concretizado numa sobremesa fofinha, úmida, macia, que derrete na boca. O que a gente achava que estava bom, melhora! E é esse pedacinho do paraíso que você vai aprender a fazer!

Não é uma receita light, diet, nem fit, mas, vamos combinar, vale cada caloria! É aquela nossa premissa: para ter equilíbrio, é preciso balancear os dois lados. Comer uma coisinha mais pesada, com gordura e açúcar, não faz mal, desde que se mantenha uma alimentação saudável, rica em produtos naturais (frutas, verduras e legumes) e a prática de atividades físicas seja regular.

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Um bolinho gostoso com café no fim da tarde é tudo de bom! Ainda mais se for combinado de uma boa conversa e companhias agradáveis. Viver uma boa vida não consente tempo para neuras, nem radicalismos. Permita-se!

A receita é da diva das cozinhas, Rita Lobo. A responsabilidade de materializar essa delícia aqui em casa é do namorido. Ele não tem grandes experiências culinárias, mas arrasa no bolo! Isso significa que se você também não sabe se virar com formas e panelas, pode mandar muito bem e surpreender!

Bolo de Chocolate com Ganache

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Para a massa:

  • 4 ovos
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de chocolate em pó
  • 1 xícara (chá) de óleo
  • 1 xícara (chá) de água
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento
  • Manteiga, farinha e chocolate para untar e polvilhar

Para a cobertura:

  • 200g de chocolate meio amargo
  • 3/4 de xícara (chá) de creme de leite de caixinha

Pré-aqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Unte uma forma redonda ou de pudim com manteiga, formando uma camada fina e uniforme. Faça uma misturinha meio a meio de chocolate em pó e farinha, e polvilhe a forma toda. Desta maneira, o bolo não fica com aquela casquinha branca de farinha. Reserve.

Numa tigela, coloque a farinha, passando pela peneira. Na batedeira, ou numa tigela, coloque o açúcar e o chocolate em pó, passando por uma peneira. Junte os ovos e o óleo. Na velocidade baixa (para o chocolate não subir), bata os ingredientes, até que estejam bem misturados.

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Aumente a velocidade e bata por mais alguns minutos. Caso prefira fazer à mão, use um batedor de arame. Se estiver usando a batedeira, abaixe a velocidade novamente e, aos poucos, vá adicionando a água e a farinha, alternadamente, batendo apenas para misturar. Por último, adicione o fermento.

Transfira a massa para a forma preparada e leve ao forno preaquecido para assar por 30 minutos, até que o palito saia limpo ao ser espetado no bolo. Retire do forno e deixe esfriar por 15 minutos. Coloque um prato de bolo sobre a forma e, com o auxílio de um pano de prato vire de uma vez. Somente quando o bolo estiver frio, espalhe a calda. Sirva a seguir.

AQUI tem um vídeo com o passo a passo, com dicas e macetes da Rita. caso você tenha alguma dúvida ou insegurança.

“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.

Como espantar os pensamentos negativos

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

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Os “diabinhos” não marcam hora para nos incomodar. Eles surgem até mesmo quando a vida está ótima. Fazem com que pensemos que, apesar do bom momento, algo pode dar errado. Ou que você não é bom o suficiente para ter sucesso na vida. Tais pensamentos negativos, naturalmente, fazem muito mal a você.

Em artigo no site da revista “Inc.”, o empreendedor e consultor Larry Kim lista dicas para você esquecer seus demônios interiores e dar ouvido aos “anjinhos” que estão na sua cabeça:

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1. Fale alto o quão incrível você é

Diga, em alto em bom som e para si mesmo, que você é incrível, inteligente, bonito e todos os adjetivos que você quiser. Kim até reconhece que essa dica é meio brega, mas que realmente ajuda as pessoas que precisam de confiança.

2. E escreva o quão incrível você é

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Pegue uma folha de papel e faça três listas. Preencha a primeira com 10 pontos fortes seus. A segunda, com 10 conquistas importantes em sua vida e, por fim, escreva 10 coisas que você admira em si mesmo como pessoa. Não precisa colocar nada muito complexo. Após isso, você terá 30 provas de que você é uma pessoa bem legal. E, de acordo com Kim, tal número é uma pequena parte de todas as coisas boas que você é e faz.

3. Não se compare aos outros

Ou, em outras palavras, não preste muito atenção ao que seus amigos compartilham no Facebook. Até porque eles nem são tão legais assim. Cada pessoa tem sua história. Não é legal comparar sua trajetória e seu atual momento com, por exemplo, pessoas da mesma idade que a sua. Um bom momento pode se transformar em ruim em um piscar de olhos. Kim dá um exemplo bem válido: é bem provável que você esteja em uma situação muito melhor que a das pessoas que eram populares na sua época do colegial.

4. Não exija tanto de si mesmo

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Há pessoas que sofrem muito ao cometer erros, mas são maravilhosamente condescendentes, em caso de falhas semelhantes, com quem os rodeia. Lembre-se que o que você diz ao consolar alguém se aplica a você. Ou seja: errar é humano, o deslize não foi tão ruim assim e você tem totais condições de se reerguer.

5. Cuide-se

Ao se sentir bem, são menores as chances de os “diabinhos” incomodarem seus pensamentos. Por isso, cuide-se: vista-se direitinho, não coma muita besteira, durma o máximo que puder e tente fazer alguma atividade física.

6. E cuide dos outros

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Ajudar quem precisa é outra prática que traz bastante bem-estar, segundo Kim. Voluntariando-se em uma ação social, por exemplo, você consegue perceber que, afinal, sua situação não é tão ruim. Sem falar, claro, em como ajudar alguém em necessidade é gratificante.

7. Aprenda alguma coisa nova

Tente arrumar tempo para aprender. Pode ser uma nova língua, uma arte marcial ou até a andar de bicicleta, caso você não saiba. Ao se tornar bom nesta nova atividade, você mostra a si mesmo que é incrível o bastante para dominar vários campos do conhecimento.

8. Cerque-se de gente boa

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Nem sempre conseguimos nos animar sozinhos. Por isso, cerque-se de gente boa. Seus amigos certamente acham que você é uma ótima pessoa e podem te ajudar. Outra alternativa é procurar um terapeuta. Muita gente tem preconceito com esse tipo de profissional, mas lembre-se que auxílio psicológico não é coisa “para loucos” e pode ajudar os “anjinhos” em sua cabeça a sobrepor os pensamentos negativos.

Dieta pode reduzir o estresse?

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

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Atualmente, muitas pessoas relatam viver com níveis moderados a elevados de estresse. Como nós sabemos muito bem, chegar ao conforto por doces ou outros alimentos é um mecanismo de enfrentamento típico. E, se isso já não fosse ruim o suficiente, uma nova pesquisa sugere que, quando estamos estressados, as calorias do “conforto” podem levar ao ganho de peso ainda mais rapidamente.

Não seria ótimo se houvesse alimentos ou nutrientes que desativassem a ansiedade e repelissem os efeitos negativos do estresse diário? E não é de admirar que vemos tantas revistas e artigos na web sobre “alimentos de combate ao estresse!” Infelizmente, muitos desses conteúdos são apenas peças soltas com pouca, ou nenhuma, base científica.

Às vezes, porém, os jornalistas entrevistam cientistas sobre suas pesquisas. O problema é que, às vezes, os pesquisadores usam a palavra “estresse” para explicar algo muito diferente do que a população em geral pensa como estresse – o que, muitas vezes, leva à confusão.

Estresse Fisiológico versus Estresse Psicológico

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Quando dizemos que estamos estressados, normalmente quer dizer que nos sentimos sobrecarregados ou ansiosos – muitas exigências, prazos e preocupações e sem tempo suficiente, dinheiro e energia para fazer tudo.

Os pesquisadores, por outro lado, muitas vezes, adequam as respostas aos sintomas fisiológicos do estresse, o que não necessariamente correspondem à nossa experiência psicológica. Então, quando eles relatam que um alimento ou nutriente tem um efeito sobre o “estresse”, não significa, basicamente, que você vai se sentir melhor ou pior quando comê-lo.

Carboidratos não refinados causam estresse?

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Sobre a relação entre dieta e estresse, o pesquisador Robert Ludwig falou recentemente ao Morning Edition, da NPR, a respeito de uma experiência que fez em adolescentes obesos, na qual os rapazes que comiam cereais altamente processados no café da manhã tinham níveis mais elevados de adrenalina (hormônio do estresse) do que aqueles que comiam um pequeno desjejum de alta proteína. Os rapazes que comiam mais proteína também sentiram menos fome e consumiram menos calorias no almoço.

Infelizmente, ninguém perguntou aos meninos sobre o seu estado de espírito ou nível de estresse percebido, por isso, não se sabe se as diferentes refeições tiveram qualquer efeito sobre eles se sentirem mais ou menos estressado. No entanto, lendo por alto, você provavelmente concluiu (como fez o repórter) que comer lotes de carboidratos refinados e açúcar fará você se sentir mais estressado e ansioso.

Carboidratos refinados acalmam?

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Em seu livro The Serotonin Power Diet, a Dr. Judith Wurtman afirma que uma grande dose de carboidratos refinados é exatamente o que você deve comer para se sentir mais relaxado e feliz. Isso porque os carboidratos refinados promover a produção de serotonina, um neurotransmissor para “sentir-se bem”.

Então, como é? Devemos comer carboidratos ou evitá-los para vencer o estresse?

A razão pela qual estes dois cientistas parecem estar em contradição é que estão medindo coisas completamente diferentes. Ludwig olha para o efeito da dieta sobre os hormônios adrenais e Wurtman descreve o efeito da dieta sobre os neurotransmissores. Dos dois, os neurotransmissores provavelmente têm uma relação mais próxima com o nosso humor.

No entanto, as desvantagens da abordagem de Wurtman superam os benefícios. Comer carboidratos refinados pode aumentar temporariamente os níveis de serotonina (afinal de contas, é provavelmente por isso que nós damos vazão quando nos sentimos estressados!). Eles também enviam açúcar para o sangue, a insulina, que dá a energia e o apetite, como em um passeio de montanha russa. Lembrando que a montanha-russa em uma base regular é uma boa maneira de aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Felizmente, em relação à conexão de alimentos e humor, comer carboidratos refinados não é a única maneira de aumentar esses neurotransmissores. Sem os efeitos negativos de uma farra de carboidratos, poucos minutos de exercício aeróbico, exposição à luz do sol, fazer um belo favor a alguém ou mesmo, simplesmente, sorrir, são formas comprovadas de reduzir seus níveis de estresse mental e emocional.

Será que o bom humor começa no intestino?

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E agora está se começando a descobrir uma nova conexão humor-comida surpreendente. Acredite ou não, as bactérias que se desenvolvem em nossas entranhas parecem afetar tanto os nossos hormônios do estresse adrenal quanto os nossos neurotransmissores. Ou seja: alimentos prebióticos e probióticos podem ajudar a reduzir a ansiedade e a depressão e melhorar o nosso estado de espírito.

O que isso significa para você, uma vez que ainda não é capaz de “prescrever” alimentos específicos ou suplementos probióticos para tratar ou prevenir desordens de humor específicos?

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A melhor estratégia é cultivar a diversidade. Quanto mais diferentes tipos de bactérias benéficas no seu intestino, melhor. Então, ao invés de colocar todos os seus ovos na cesta de probióticos com o iogurte, tente ramificar-se com outros tipos de alimentos fermentados e cultivados, tais como produtos de soja fermentados como tempeh, natto e miso; e vegetais lacto-fermentados (que é o novo nome fantasia para pickles à moda antiga). Queijo, cerveja e vinho tinto também são fontes de bactérias probióticas.

No lado prebiótico, você pode incentivar ainda mais a diversidade, fornecendo às suas bactérias intestinais lotes de diferentes tipos de fibra. Assim, em vez de depender de um único suplemento de fibra para cumprir sua cota, tente obter a fibra a partir de uma variedade de diferentes grãos, legumes, nozes, frutas e legumes. Como é frequentemente o caso, comer uma variedade de alimentos integrais oferece mais benefícios do que uma dieta composta de uma pequena lista de superalimentos.