Sabe substituir ingredientes em bolos?!

A Pati do blog Fru-Fruta, explica:

“Para prepararmos  com mais segurança receitas que utilizam ingredientes diferentes da tradicional mistura de farinha de trigo, leite, açúcar, manteiga e ovos, temos que começar desconstruindo alguns conceitos.

Para isso, vamos entender qual o papel de cada ingrediente nas receitas tradicionais de bolo?

Farinha de trigo:

Graças à sua proteína, o glúten, essa é a opção perfeita para suportar a expansão causada pela fermentação e gerar a estrutura para o bolo. Diferentemente de um pão, a massa de bolo não deve ser sovada ou muito trabalhada. O glúten ajuda a dar estrutura, mas para a confecção de bolos não é necessária uma rede muito forte para suportar a expansão da massa. Por esse motivo que geralmente adiciona-se o trigo no fim do processo.

Açúcar:

Além do deixar doce (dã), o açúcar também contribui para a expansão da massa e ajuda a manter sua umidade por meio das ligações entre as moléculas de água e de sacarose, deixando o bolo mais… úmido, ué.  Sem açúcar, o bolo fica mais denso e seco.

Ovos:

Os ovos são tipo faz-tudo: eles têm diversas funções no bolo.
Ajudam a dar estrutura, aeração, ajuda a dar liga e são emulsificantes, contribuindo para que os ingredientes se misturem. Quando o bolo vai pro forno, a proteína do ovo coagula com o calor e dá firmeza e textura. Além disso, eles também conferem aeração à massa, deixando o bolo mais leve e fofo.

Leite:

Além de umedecer a massa, o leite também influencia na textura pois apresenta proteínas, podendo interferir na estrutura formada pela massa.

Manteiga:

Auxilia na maciez pois impede que a rede de glúten se forme. A gordura envolve as proteínas da farinha, impedindo que elas se liguem entre si. Além disso, dá sabor à massa.

Substituindo a farinha de trigo branca:

Para trocar por farinha integral, é interessante manter uma pequena porção da farinha refinada para que o resultado final seja de um bolo macio, como eu fiz no bolo de natal. Uma proporção de 60% farinha integral e 40% refinada é interessante, mas é possível reduzir ainda mais a quantidade da segunda.

Para substituir o glúten da farinha de trigo é necessário utilizar ingredientes que façam seus diversos papéis. Geralmente, utiliza-se uma mistura de farinha de arroz, fécula, polvilho e alguma farinha de liga. Também é comum adicionar Goma Xantana ou CMC, que servem para dar mais maciez e elasticidade. No fim do post tem algumas sugestões de mix de farinha. Teste em casa e eleja a sua favorita!

Substituindo:

Os ovos:

Como eles são multi-função, o ideal é tentar entender quais papéis o ovo desempenha em cada receita. Em um bolo sem farinha, por exemplo, o ovo que dá estrutura, liga, umidade e expande…. é quase um omelete alto e doce, na verdade. Banana amassada, as farinhas de liga, vinagre, pasta de amendoim… vários ingredientes podem substituir os ovos em certos aspectos. Dá uma olhada nessa tabela que roda a internet:

A questão aqui é que esses ingredientes não substituem 100% o papel dos ovos em todas as receitas. Meus comentários sobre cada substituto citado acima (de acordo com minha experiência, pode ser que eu esteja errada!) são:

Gel de Linhaça: ajuda a dar liga e adiciona fibras ao bolo;

Gel de Chia: como o de linhaça, ajuda a dar liga e adiciona fibras.. mas deixa com a textura das sementinhas;

Proteína de soja e Ágar-ágar: nunca usei!

Banana Amassada: ajuda a dar liga e umidade, mas deixa sabor residual;

Purê de maçã: ajuda a dar umidade, deixa pouco sabor residual;

Pasta de Amendoim: ajuda com a liga e com a umidade, por ser bem oleosa. Pode reduzir a quantidade de gordura do resto da receita se utilizar essa opção. Ela deixa bastante sabor residual.

Aquafaba: não está nessa lista, mas a espuma feita com a água do cozimento do grão de bico pode ajudar a dar volume e arear. Mas ela não tem tanta estrutura quanto as claras em neve quando levada ao forno.

Substituindo o Açúcar:

Demerara, mascavo, adoçantes… Esse será o próximo assunto da nossa serie. Para o bolo, é bom lembrar que o açúcar ajuda a dar estrutura, leveza e umidade.

Substituindo o Leite:

Pode ser substituido pelos leites vegetais mais “ralos” como o de amêndoas ou soja. Para usar leite de coco industrializado ou de castanha de caju, é só diluir um pouco em água, deixando com uma consistência parecida com a de leite de vaca. Dependendo da receita, também é possível substituir por água, como nos meus bolinhos de caneca de chocolate e de fubá.

Substituindo a Manteiga:

Óleos de cozinha dão um bom resultado em bolos, deixando-os bem fofinhos, mas não são exatamente super saudáveis. O óleo de coco pode ser uma boa opção para substituir gorduras que solidificam em temperatura mais baixas, como a manteiga. Para quem não for vegano, também dá pra usar ghee. Dica extra: azeite de oliva fica uma delícia em bolos de chocolate!

Tamanho da forma:

A forma ou assadeira utilizada pode influenciar muito no sucesso final do seu bolo. Formas com furo no meio, por exemplo, ajudam a distribuir o calor para o centro do bolo, o que pode ser essencial para que um bolo sem glúten (como o de cenoura com chocolate) asse por completo. Como os bolos sem glúten não têm tanta estrutura, pode ser impossível multiplicar uma receita por 2 e usar uma forma maior. O bolo acabará não tendo estrutura, não assará por dentro e virará… uma nhaca! Se quiser fazer alguma receita sem glúten em grande quantidade, minha sugestão é utilizar formas de muffin (cupcake). Fica bem mais fácil pra massa conseguir estrutura em formatos menores.

Outros ingredientes não-convencionais:

Goma Xantana ou CMC:

Ajuda a dar elasticidade e maciez, mas fica com uma textura meio de goma, como o próprio nome diz. Fica gostoso se bem utilizado, e pode ajudar a reduzir a quantidade de gordura da receita.

Vinagre de maçã ou arroz:

Ajuda na fermentação, crescimento, maciez e durabilidade. Eu costumo utilizar esse ingrediente nas minhas receitas de bolo, como no muffin de duplo chocolate e o bolo guirlanda.

Outras farinhas:

Adicionar aveia, farinha de coco, de amêndoas, de quinoa ou outras farinhas nutrivas, mesmo que em pequena quantidade, pode diminuir o índice glicêmico e tornar seu bolo funcional.

Mix de Farinha Sem Glúten

Essas opções são um “garimpo” que fiz pela internet, além de algumas opções que eu já testei.”

Mistura Basicona

Finalidade: pão branco, cupcakes e bolos

  • 1 xícara de farinha de arroz branco
  • 1/4 xícara de polvilho doce
  • 1/4 xícara de fécula de batata
  • Misturas de farinha por Marcelo Fachini

#1

Finalidade: pão branco, cupcakes e bolos

  • 1 3⁄4 xicaras de chá de farinha de arroz branco
  • 2 xícaras de chá de fécula de batata
  • 1 1⁄2 xícaras de chá de polvilho doce
  • 2 colheres de sopa de goma xantana

#2

Finalidade: pão meio integral, cupcakes e bolos

  • 1 1⁄2 xícara de chá de farinha de arroz integral
  • 3⁄4 de xicara de chá de fécula de batata
  • 1 xícara de chá de polvilho doce
  • 1 1⁄2 colheres de sopa de goma guar (ou xantana)

#3

Finalidade: pães, tortas, focaccia, pizzas, etc.

  • 1 xícara de chá de farinha de sorgo
  • 1 xicara de chá de farinha de painço
  • 1 1⁄2 xícaras de chá de farinha de arroz branca
  • 1 1⁄2 xícaras de chá de fécula de batata
  • 2 colheres de sopa de goma xantana

#4

(lowcarb – baixo carboidrato)

Finalidade: pães, tortas, pizzas, etc.

  • 1 xícara de chá de farinha de sorgo
  • 1 xícara de chá de farinha de teff
  • 1 1⁄2 xícara de chá de farinha de painço
  • 1 1⁄2 xícaras de chá de polvilho doce
  • 1 colher de sopa de goma guar
  • 1 colher de sopa de goma xantana
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10 modinhas fitness que valem a pena ser adotadas

Conteúdo original M de Mulher

Mais que moda passageira, comer bem é fundamental para se manter saudável. Mas como separar o joio do trigo (integral), em meio a conselhos que surgem de todo lado? Especialistas ajudam a selecionar as dez manias que merecem, de fato, entrar no seu cardápio.

1. Farinha de banana verde

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Assim como a biomassa da fruta, a farinha ficou famosa por conter uma substância chamada amido resistente – só obtida quando a banana é consumida antes de amadurecer. “Misturada aos alimentos, ela é capaz de tornar a absorção dos nutrientes mais lenta, o que diminui o índice glicêmico das refeições e aumenta a sensação de saciedade”, afirma o nutrólogo Guilherme Giorelli, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, no Rio de Janeiro. Isso significa que os picos de glicemia são evitados e o acúmulo de gordura é menor. A vantagem dessa versão é o sabor mais atraente. Pode ser adicionada a sucos, shakes e sopas.

Quanto consumir: 2 colheres (sopa) por dia.

2. Crepioca

Como o nome sugere o prato é uma espécie de crepe de tapioca – basta misturar o ingrediente com ovos. “A quantidade de tapioca (carboidrato) necessária é menor que na receita original, e o ovo fornece proteína”, diz a nutricionista Patricia Davidson, de São Paulo. A preparação permite vários recheios, como queijo cottage, atum com requeijão e até banana.

Quanto consumir: uma porção por dia.

3. Orgânicos

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“Os agrotóxicos podem desregular nossos hormônios e provocar alterações no funcionamento do intestino”, diz a nutricionista Bianca Innocencio, da Clínica Andréa Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Consumir alimentos orgânicos é, portanto, uma forma de evitar esses problemas. “Mas nem por isso eles estão totalmente liberados, já que são igualmente calóricos”, alerta Giorelli. Escolher essa opção garante, apenas, a abstenção de aditivos químicos.

4. Overnight Oats

Esse café da manhã superprático leva cereais, frutas, iogurte ou leite e é preparado de um dia para o outro (daí o overnight). O contato com os outros ingredientes ajuda a neutralizar o ácido fítico, presente nos cereais, que atrapalha a absorção de nutrientes. “Isso beneficia o sistema digestivo”, explica Guilherme Giorelli.

Quanto consumir: uma porção por dia.

Aprenda a preparar sua overnight oats AQUI

5. Pasta de amendoim

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Mesmo calórico (atenção às quantidades!), esse alimento, comum na dieta dos americanos, ganhou fama por ser uma
rica fonte de proteína e gordura boa, protegendo o coração e favorecendo o ganho de massa magra. Além disso, disfarça a vontade de ingerir doce e garante saciedade por mais tempo.

Quanto consumir: 1 ou 2 duas colheres (chá) por dia da versão sem açúcar.

6. Salada no pote

As múltiplas possibilidades de combinação de verduras, legumes e hortaliças com grãos e proteínas magras possibilitam a criação de refeições completas e saudáveis para qualquer hora e lugar. “O pote de vidro hermético armazena os alimentos e garante que seus nutrientes sejam mantidos”, diz Patricia.

Quanto consumir: até dois potes por dia.

7. Barrinha de proteína

Evolução da barra de cereais, é uma alternativa pobre em carboidratos, sugerida para estimular o ganho de massa muscular em quem pratica exercício. Como a maioria reproduz sabores de chocolate, doce de leite e até de brownie, pode segurar a vontade de comer doce.

Quanto consumir: até duas por dia.

8. Panqueca proteica

A receita leva ovos e whey protein, um prato cheio (trocadilho inescapável) para quem quer aumentar o ganho de massa magra. No lugar da farinha de trigo, os nutricionistas sugerem farelo de aveia, que, rico em fibras, dá mais saciedade e ajuda o intestino a funcionar. Há quem acrescente geleia sem açúcar ou cacau para transformá-la em substituta do doce.

Quanto consumir: até duas por dia.

9. Goji berry

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Essa frutinha vermelha, consumida seca, ficou conhecida por ajudar a rejuvenescer e acelerar o gasto calórico. “O maior benefício é seu poder antioxidante. Ela é capaz de melhorar o funcionamento do organismo todo”, afirma Bianca Innocencio. Adicione ao mix de nuts, à salada de frutas ou ao iogurte para um lanche mais completo.

Quanto consumir: 1 colher (sopa) por dia.

10. Suco prensado

Não é à toa que as versões detox ou multivitamínicas fazem tanto sucesso: um único copo pode fornecer a quantidade de nutrientes e vitaminas de uma refeição inteira. “Se as frutas forem prensadas a frio, os benefícios são ainda maiores e conservados por mais tempo”, diz Guilherme Giorelli. Segundo ele, quanto mais variadas as cores das frutas escolhidas, mais nutritivo é o suco.

Quanto consumir: até dois copos por dia.