Quer ter uma alimentação vegana gastando pouco? Siga estas dicas

Conteúdo original Boa Forma

No início de agosto, o texto “Como é ser vegana e favelada” viralizou nas redes sociais – foram quase 400 compartilhamentos só no Facebook. Ele é de autoria da carioca Thallita Xavier, que publicou a reflexão em seu blog, Sim, sou vegana e feminista preta!. Na visão dela, a ideia de que o veganismo é caro se confunde com o fato de ele ser elitista.

A nutricionista Alessandra Luglio, diretora do Departamento de Saúde e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira, divulgou o post de Thallita em sua página no Facebook. Segundo ela, é possível, sim, seguir uma dieta livre de ingredientes de origem animal sem gastar muito. “São os alimentos mais simples e baratos que existem. Não precisa comprar produtos veganos que estão no mercado e que são mais caros”, comenta.

Se você está pensando em excluir do cardápio carnes, leite, queijos, ovos e mel, por exemplo, mas tem medo de aumentar seus gastos, não desista dessa ideia. O processo de se tornar vegana (pelo menos na alimentação) não é fácil – requer alterações profundas de mentalidade, organização e até de paladar. Mas, quando incorporadas, essas mudanças prometem fazer você economizar. Sério!

A seguir, confira dicas práticas de Alessandra Luglio e da chef Luna Passeri, professora de gastronomia do Namu Cursos, para adotar o veganismo sem ter que se preocupar com sua conta bancária:

1. Tenha certeza de que você quer ser vegana

 

Uma vez que você se propõe a seguir uma dieta diferente, precisa se informar muito sobre ela e estar aberta a modificar seus hábitos alimentares. “É importante entender que a estrela principal do prato serão os legumes, e não mais a proteína animal”, observa Luna.

2.  Aprenda a cozinhar

Se você é do time que diz não saber cozinhar, hora de virar a casaca. Exatamente porque as opções de restaurantes e produtos prontos ainda são poucas (e, por isso, custam muito), é fundamental adquirir habilidades culinárias. “O queijo vegano, por exemplo é supercaro. E, com pouco dinheiro, dá para comprar os ingredientes e fazer um monte em casa”, destaca a chef.

3. Aposte nos alimentos certos

Seu menu básico do dia a dia é o combo arroz, feijão, carne e salada? Saiba que, para dar certo no veganismo, é muito importante variar o cardápio. E, para isso, não é preciso gastar muito – só incluir no menu alimentos diferentes. Entre os ingredientes que não podem faltar estão as leguminosas, que vão muito além do feijão. “Tem que ter, todos os dias, uma quantidade razoável. Pode ser lentilha, ervilha, grão-de-bico…”, exemplifica Luna. Esse grupo alimentar é fonte de nutrientes como proteína, ferro e cálcio.

Verduras verde-escuras – caso de couve, escarola, espinafre – também precisam marcar mais presença no seu prato. “Elas têm um aporte significativo de cálcio e ferro”, diz a nutricionista Alessandra Luglio.

As sementes (de linhaça, girassol, gergelim…) são versáteis e fontes baratas de gorduras boas. “É muito mais acessível consumir ômega-3 pela linhaça do que pelo peixe”, pontua Alessandra.

Comer grande variedade de frutas e legumes também é fundamental. Para economizar, vale ficar de olho na época em que eles estão melhores para o consumo. Nesses períodos, a tendência é que os preços diminuam.

4. Conheça os locais com os melhores preços

Nem sempre a feira ou o supermercado ao lado da sua casa são ideais para comprar seus alimentos. Informe-se sobre os lugares que oferecem bons preços e até se há um dia na semana em que determinados alimentos estejam em promoção. Em São Paulo, por exemplo, a Zona Cerealista é ótima para adquirir castanhas e cereais por preços bem mais amigos.

5. Use a criatividade

“Ninguém consegue sustentar uma dieta vegana sem graça por muito tempo”, garante Luna Passeri. Daí porque é interessante pensar em preparações que não sejam só nutricionalmente completas mas apetitosas também. “Uma feijoada de legumes, por exemplo, é um prato legal e barato”, sugere a professora do Namu Cursos.

6. Planeje-se

Por haver menos opções de alimentos prontos e lugares onde comer, planejamento é tudo na vida de uma vegana. “Pegue um dia para fazer a marmita da semana toda”, propõe Luna. “Se vai comer na rua, pesquisa opções boas de restaurantes. Caso contrário, você fica muito solta e sempre vai acabar comendo arroz, feijão, alface e macarrão”, diz.

Dica: Como conservar o abacate

Dica da linda nutricionista Vanessa Baad
Para nunca mais perder o danado do abacate ou deixar estragar! 😉

Mesmo no frio, excesso de sono pode ser sinal de alerta

Conteúdo original Revista Suplementação

Que o frio do inverno faz um convite irresistível para uma cama quentinha e um filme, todo mundo sabe. No entanto, a vontade permanente de querer dormir ou até mesmo de ficar deitado pode ser um alerta emitido por nosso organismo. Quem dá o aviso é o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo ele, é normal sentir vontade de se jogar na cama depois de um dia todo fora de casa, mas todo o excesso precisa ser bem observado. “Sentir aquela fadiga incompreensível por vários dias consecutivos é sinal de que algo não vai bem com sua saúde. Quando digo saúde, me refiro tanto a saúde física como mental”, afirma.

O especialista elenca que sedentarismo, desequilíbrio hormonal, má alimentação, estresse e sono acumulado são alguns dos problemas que contribuem para o cansaço. “Se não tratado, pode provocar baixa autoestima, enxaquecas e até outras doenças no organismo como psoríase e gastrite,”, revela.

A alimentação bem regulada é, para o médico, a melhor alternativa para despistar e evitar sintomas da fadiga. “O grande segredo de nosso corpo é respeitá-lo e isso começa com uma dieta saudável, que reequilibre nossas funções vitais, valorizando sempre a alimentação rica em frutas e verduras frescas”, lembra.

Além disso, continua, praticar exercícios físicos e relaxar pode não só ajudar como também prevenir o problema. “Em todo caso, sempre é bom procura uma avaliação médica, já que cada corpo é um universo”, ressalva.

Fonte: Theo Webert

Confira dicas para seguir uma alimentação saudável no inverno

Conteúdo original Revista Suplementação

Com a chegada do inverno e, consequentemente, das temperaturas mais baixas do ano, o organismo gasta mais energia para aquecer o corpo e neutralizar a diferença climática. A consequência disso é que as pessoas sentem mais fome durante essa estação. Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbomempresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, deixar de consumir saladas e frutas, diminuir a ingestão de água e incluir ingredientes calóricos na alimentação, são algumas práticas erradas, porém comuns durante o período.

“O consumo excessivo de alimentos mais gordurosos por conta do frio pode aumentar o colesterol e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de causar o aumento de peso”, alerta. A especialista ainda destaca que, pelo fato de serem frescas, muitos acabam deixando as frutas e verduras de lado. “As frutas e hortaliças são fontes de minerais e vitaminas, o que é importante para o bom funcionamento do sistema imunológico e prevenção da gripe, resfriado e problemas respiratórios, muito comuns na estação”. Uma dica da nutricionista é utilizar a criatividade como, por exemplo, colocar raspas de limão nas preparações.  “Já os legumes podem ser cozidos no vapor ou refogados e temperados com ervas frescas”, complementa.

Para a prevenção de doenças, Cyntia lembra que o mel pode contribuir para elevar a imunidade. “O mel, além de combinar com o inverno, é um dos produtos que fortalecem o sistema imunológico e a resistência do organismo, além de fornecer energia ao corpo. Ainda é um excelente antisséptico e antibiótico”. A consultora da Superbom também destaca que, por motivos óbvios, o consumo de bebidas quentes aumenta no  inverno. O café é consumido em grande quantidade. Porém, as pessoas nem sempre conhecem os malefícios que a bebida pode trazer à saúde. “O café é um estimulante que pode causar dependência similar à de drogas. O produto ainda agrava problemas de saúde como a gastrite, especialmente em pessoas idosas. Por conta disso, recomendamos o consumo de produtos alternativos, como a cevada, que tem um sabor semelhante, mas sem nenhuma contraindicação”.

Para a nutricionista, as sopas podem ser ingeridas sem medo contanto que sejam feitas com legumes. Os caldos também são boas opções, mas para incorporar o alimento, a orientação é utilizar inhame, batata doce ou mandioca em detrimento  da batata. “Eles são digeridos mais lentamente pelo organismo e isso traz várias vantagens, como não elevar tanto os índices glicêmicos e dar sensação de saciedade por mais tempo”.

Por fim, mas não menos importante, está a realização de atividades físicas, em conjunto com os hábitos alimentares adequados e saudáveis.  “O frio potencializa a vontade de ficar em casa em baixo do cobertor em vez de ir à academia. Portanto, tenha foco, força de vontade e estabeleça uma rotina de exercícios para que o metabolismo do corpo não desacelere. Assim, os indesejados quilinhos a mais podem ser evitados durante o inverno”, conclui Cyntia.

Fonte: Cyntia Maureen

Receitas com sobras

Conteúdo original Bons Fluídos

Na prática do reaproveitamento, vale inventar e retemperar. Anote as receitas sugerias pela paulista Mônica Mortara. Se quiser, deixe-as fixadas na porta da geladeira e, sempre que perceber que algo vai estragar, entre em ação.

Ratatouille de legumes e verduras

Ingredientes

  • 2 berinjelas
  • 3 abobrinhas
  • 2 pimentões verdes pequenos
  • 2 cebolas médias
  • 2 dentes de alho
  • ½ kg de tomates
  • Tomilho fresco, azeite e sal
Preparo

Corte a berinjela em quadradinhos, salgue e deixe escorrer. Corte as abobrinhas em rodelas e doure-as numa frigideira com azeite. Reserve. Corte o pimentão sem as sementes em anéis e refogue. Junte o pimentão e a abobrinha. Reserve. Lave e enxágue bem as berinjelas, refogue e junte aos outros legumes. Tire a pele e as sementes dos tomates e corte a polpa em tiras. Numa panela grande, aqueça um pouco de azeite e coloque as cebolas cortadas em gomos e o alho amassado. Depois de refogar por alguns minutos, junte os tomates e o tomilho, e as abobrinhas, os pimentões e as berinjelas. Cozinhe por 15 minutos. Pode ser servido como aperitivo, recheio de sanduíche ou ser adicionado ao macarrão.

Delícia de frutas

Ingredientes

  • 2 copos de iogurte desnatado
  • 100g de queijo cremoso light
  • 4 colheres (sopa) de mel
  • 1 caixa de morangos bem maduros
  • 2 mangas maduras
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão
  • Adoçante a gosto
  • Folhas de hortelã
Preparo

Numa tigela, coloque o queijo em temperatura ambiente e misture vigorosamente até ficar cremoso. Junte o iogurte aos poucos, tempere com adoçante a gosto. Leve à geladeira. No liquidificador, bata os morangos com o suco de limão e reserve. Faça o mesmo com a manga. Distribua o mel no fundo de quatro copos. Coloque uma porção de iogurte tomando o cuidado para que não se misture com o mel. Acrescente uma porção de frutas batidas também cuidando para que não se misturem. Enfeite com folhas de hortelã.

Conheça os diferentes tipos de gordura e faça a escolha certa

Conteúdo original Obesidade Infantil Não

As gorduras costumam ser apontadas como vilãs da saúde. Uma reputação infundada. Na verdade, elas são excelentes geradoras de energia, cumprem funções essenciais às células e o nosso corpo só consegue boa parte delas por meio de alimentos. Portanto, elas são necessárias ao desenvolvimento saudável do seu filho; desde que você faça as escolhas certas. O pediatra Hélio Rocha, chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do IPPMG-UFRJ, nos ajuda a decifrar o caminho mais saudável.

Quem são?

As gorduras ou lipídios (assim como os carboidratos/açúcares) são fontes de energia das células. Até mesmo o cérebro – que não usa gordura para obter energia – precisa dela, principalmente nos cinco primeiros anos de vida. Uma curiosidade: o cérebro é o nosso órgão mais gordo; quase 50% do seu peso (seco). A gordura que nos dá força muscular (inclusive para bater o coração) e gera energia para o fígado, os rins e vários outros órgãos é depositada sob a pele (nos tecidos subcutâneos), e, quando em excesso, caracteriza a obesidade, podendo se acumular internamente no abdômen e no fígado, e levar a outros problemas mais sérios.

São gorduras também as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) que se armazenam e têm funções importantíssimas, em especial na fase de crescimento nas membranas celulares. Estas vitaminas podem, como todas as gorduras, serem prejudiciais à saúde quando consumidas em excesso, diz Hélio. As fontes vegetais de gorduras são, na maioria óleos e insaturadas, e as de origem animal são, principalmente, sólidas e, portanto, saturadas. Isto é, mais completas em qualidade, mas com maior capacidade de causar doenças cardiovasculares, como a aterosclerose.

Alta fonte de calorias

“1g de gordura produz de 8 a 9 kcal (quilocaloria)”, explica o pediatra. Calorias indispensáveis para realizar atividades que exigem muita energia, como crescer, exercitar-se e desenvolver-se. Energia também para criar depósitos de reserva, se faltar um dia. Isto fez diferença quando o ser humano dependia de coletar e de caçar para sobreviver. As gorduras acumuladas o mantinha ativo, mesmo sem comer bem por dias. O problema é que essa nossa capacidade continuou em funcionamento e continuamos comendo bastante, porém sem gastar o excesso de energia (a gordura). Resultado: obesidade, fígado gorduroso, aterosclerose, hipertensão, diabetes, câncer e até doenças mentais.

Diferentes tipos

As gorduras são diferentes. Contudo, a base de quase todas é o chamado ácido graxo (uma exceção é o colesterol, por exemplo), que forma os triglicerídeos e as substâncias (fosfolipídios) que constituem as membranas celulares. E os ácidos graxos podem ser saturados ou insaturados. Os saturados dão origem a gorduras sólidas, enquanto os insaturados, a óleos.

As principais fontes de saturados

São as gorduras animais, mas podem ser encontrados em vegetais, como, por exemplo, nas gorduras do coco. Os insaturados podem vir de fontes animais, no entanto, são mais abundantes em vegetais (soja, milho, azeitona, algodão, amendoim, linhaça, colza, entre outros). As gorduras saturadas, quando não solúveis em água, são sólidas em temperatura ambiente. Outra curiosidade. A manteiga já foi fonte de medida de temperatura na velha Inglaterra, e em excesso na alimentação eleva o risco de doenças cardiovasculares.

O Ministério da Saúde recomenda que o total de energia da alimentação diária fornecido pelas gorduras saturadas seja menor do que 10%. As gorduras insaturadas (líquidas em temperatura ambiente) têm menor potencial de causar aterosclerose e são classificadas como funcionais (em especial os carbonos numerados como ômegas 3 e 6).

Não essencial, com somente uma insaturação (time das monoinsaturadas), temos o ácido oleico, presente no azeite de oliva, no abacate e nas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e na colza (couve-nabiça), que é transformado no óleo de canola.

No time das poli-insaturadas estão os óleos vegetais e óleo de peixes “gordos” caçadores de águas profundas (salmão, atum, por exemplo) e de águas rasas (cavalinha e sardinha), ricos em ômega 3. Estes têm efeito protetor contra doenças cardiovasculares e doenças inflamatórias, como artrite e obesidade. E também são constituintes de membranas cerebrais na forma fosfolipídio (essenciais para o funcionamento do córtex – uma área rica em neurônios – e da retina, responsável pelo processamento de imagens, a visão). Nesse time do ômega 3 está a “gordura da inteligência” (ácido docosaexaenoico DHA), que não pode faltar na gravidez e no crescimento cerebral até os cinco anos, sob pena de não se alcançar o total desenvolvimento do córtex e da retina.

Tão importante quanto o ômega 3, temos os poli-insaturados ômega 6. Estão presentes em todos os óleos vegetais, são essenciais e fazem parte das membranas, como fosfolipídios de função pró-inflamatórios. São verdadeiros alarmes, disparando as inflamações, que são mecanismos fundamentais de defesa do corpo. Todavia, em excesso podem desencadear inflamações, como acontece na obesidade. Como o ômega 3, o ômega 6 é indispensável desde a gravidez até os cinco anos de vida para a composição das membranas celulares de todo o corpo em crescimento, incluindo aí o sistema nervoso.

A quantidade recomendada de gorduras desses tipos é de 6% a 10% do total da energia diária, adverte o Ministério da Saúde. Já a gordura trans ou hidrogenada é obtida no processamento de alimentos a partir de óleos vegetais. É tão prejudicial quanto à saturada, pois não se comportam como óleo, mas como gordura dura e com potencial de formar placas e trombos nas artérias. Já o colesterol é uma gordura presente apenas em alimentos de origem animal e também é fabricada no fígado, sendo fundamental para o crescimento, vitamina D – produzida na pele a partir do colesterol – e formação dos principais hormônios do nosso corpo. Em excesso faz mal às artérias.

Algumas formas na prática

Óleo de Palma (dendê)

Contém ácidos graxos saturados, insaturados e poli-insaturados. Estudos indicam que ajuda a manter os níveis normais de colesterol total, além de elevar o colesterol bom, o HDL. Mas também deve ser consumido com moderação, alerta Hélio, lembrando ainda que o óleo de coco tem ácido láurico e, apesar de melhorar o HDL, também eleva o colesterol ruim, conhecido como LDL, quando consumido em excesso.

Palma, que dá origem ao óleo de dendê
Manteiga e margarina

A manteiga apresenta ácidos graxos saturados e colesterol. E a margarina, quanto mais dura, mais ácidos graxos trans ela tem. A margarina é apenas um óleo vegetal hidrogenado, isto é, era insaturado e ficou saturado de hidrogênio, perdendo parte de seus efeitos benéficos. Quanto mais macia, melhor é a qualidade da margarina. Para as duas vale a regra: coma com moderação.

Quantidade diária de gorduras

A recomendação é de 25% a 30% do valor energético total diário de cada indivíduo. Porém, como vimos, a gordura está em diferentes alimentos. Assim devemos adicionar pouco óleo ou azeite aos pratos. Estudo recente apontou o alto consumo de óleos, como o de soja, como o grande vilão da epidemia global de obesidade. Vale lembrar que até os anos 1960, o óleo de cozinha ainda era um produto para poucos e usado com economia. O óleo vegetal é um dos alimentos responsável por 85% das calorias consumidas mundialmente.

O quê fazer?

Não deixar faltar as gorduras essenciais durante a gravidez e o crescimento até os cinco anos. A partir daí, procurar usar até 30% do total de energia vindo das gorduras e fazer uso de diversas fontes. Assim como frutas, legumes, hortaliças, sementes e carnes devem ser variadas, as gorduras cumprem seus melhores desempenhos quando consumidas de fontes variadas e com moderação.

Fontes: Pediatra Hélio Rocha, chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do IPPMG-UFRJ, “Guia alimentar para a população brasileira – promovendo a alimentação saudável” (Ministério da Saúde); “Guia alimentar para a população brasileira – 2ª edição (Ministério da Saúde). Link: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf

Como lavar corretamente os alimentos

Conteúdo original Minha Vida

A higienização correta dos alimentos é fundamental para manter uma dieta saudável. E não é só porque as verduras ficaram expostas no mercado e na feira. O principal risco é o de consumir vegetais cheios de agrotóxicos e compostos químicos, que podem causar dor de cabeça ou alergias digestivas.

“Os cuidados com a higiene de frutas e verduras devem fazer parte da rotina da família e todo mundo precisa saber, com detalhes, os passos básicos da higiene ideal”, afirma a nutricionista Tatiana Branco Barroso, da NutriAction Assessoria Nutricional, de Santos.

Os cuidados em relação à limpeza dos alimentos começa no supermercado, evitando frutas e legumes amassados e verduras com partes escuras. Quem vai manipular o alimento deve lavar bem as mãos antes de começar o preparo e lavar bem os utensílios necessários, evitando usar a mesma tábua de carne para verduras e legumes, por exemplo.

A seguir você confere os passos básicos para higienizar corretamente frutas, verduras e legumes:

1. Lavar bem as mãos

Quem vai manipular o alimento deve lavar bem as mãos antes de começar o preparo e higienizar bem os utensílios necessários, evitando usar a mesma tábua de carne para verduras e legumes, por exemplo.

2. Retirar as partes estragadas e machucadas das frutas, legumes e verdura

Pode acontecer de você só perceber depois que os alimentos estão um pouquinho machucados. Por isso, vale retirar partes que estejam estragadas ou machucadas antes de lavar os alimentos.

3. Lavar em água corrente.

Muitas das frutas e verduras que levamos para a casa carregam consigo micro-organismos que podem causar efeitos colaterais. Por isso lembrar de lavá-las em água corrente ajuda a prevenir possíveis contaminações.

4. Colocar em solução de hipoclorito de sódio

Segundo o clínico geral Paulo Olzon e professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Um dos usos mais comuns do hipoclorito de sódio é para a higienização de frutas, verduras e legumes antes do consumo. Para este fim deve-se utilizar uma colher de sopa do produto na concentração de 2,0% ou 2,5% – ou duas colheres de hipoclorito na concentração de 1% – para cada litro de água. Os alimentos devem ficar imersos nesta solução por dez minutos e depois serem enxaguados com água filtrada.

5. Secar os alimentos

Esse processo pode ser feito com auxílio de utensílios ou é possível deixá-los secar naturalmente. Para as frutas e legumes deixar escorrer bem a água, e para as verduras pode ser utilizado uma secadora doméstica de folhosos.

Outras substâncias

Vinagre: É muito comum usar o vinagre para higienizar hortaliças. De acordo com Tatiana, o vinagre não faz desinfecção das verduras, mas pode servir para ajudar a remover sujeira visível.

Detergente: O detergente também é um item que costuma ser utilizado para fazer a higienização dos alimentos. Para o nutrólogo Roberto Navarro, lavar frutas com detergente pode deixar resíduos químicos na casca do alimento, a não ser que seja muito bem enxaguado. Contudo, o conselho do especialista é fazer a higienização com água corrente e escovinha seguida por molho com hipoclorito de sódio e água.

Água sanitária: O cloro, ou água sanitária, é tão eficaz quanto o hipoclorito de sódio para remover bactérias das frutas e verduras, mas é um produto mais corrosivo. Por isso pode sensibilizar e machucar mais as mãos de quem faz a limpeza”, afirma Navarro. Mas, seguindo as concentrações recomendadas, os efeitos de limpeza são os mesmos.