O que acontece quando você para de malhar?

Conteúdo original Mais Equilíbrio

Então você finalmente consegue sair do sedentarismo e pegar firme na malhação. Um, dois, quatro, seis meses de treino e você já é outra pessoa! Mais disposta, mais saudável… Até que de uma hora para outra tudo muda. Imprevistos, recessos e até mesmo a boa e velha preguiça podem acabam afastando muita gente dos treinos. Mas o que acontece com o corpo quando seguimos esse “mau caminho”?

Assim que diminuímos o ritmo dos treinos, uma série de mudanças começam a acontecer em nosso corpo. De acordo com o Dr. Harry Pino, personal trainer e profissional de reabilitação, nosso corpo sente tudo! Segundo um artigo publicado por George Dvosrsky no portal io9, Pino disse que o quanto mais “fit” você fica, piores os resultados ao parar de malhar, ou seja, “quanto maior a altura, maior a queda”!

Veja abaixo o que exatamente muda quando paramos de malhar:

Perda do condicionamento cardíaco

Você desenvolve menos resistência cardíaca. Além disso, ocorre a perda de flexibilidade, diminuição do ritmo no limiar de lactato (e isso pode ocasionar em mais cãibras nos músculos), e grande redução na concentração de glicogênio nos músculos e atividade aeróbica das enzimas, o que fornece energia pro nosso corpo.

Perda de massa muscular

Sem exercícios regulares o metabolismo começa a ficar mais e mais devagar. Isso significa mais gordura e menos músculos.

Perda de força

Embora nosso corpo tenha memória muscular, a perda de força é inevitável. De acordo com a especialista em força e condicionamento Molly Galbraith, apenas três semanas sem exercícios já são suficientes para deixar qualquer um mais fraco.

Ganho de peso e gordura

Se você parar de malhar e continuar comendo as mesmas besteiras de sempre, é claro que seu corpo vai sentir! De acordo com um estudo liderado pelo pesquisador Nikolaos E. Androulakis, a pausa na malhação implica em ganho de gordura e regressão aeróbica.

Mudança de humor e diminuição da autoestima

Junto com o ganho de peso vem a mudança na aparência e a baixa da autoestima. Afinal, é triste ver aquela barriguinha chapada sumindo lentamente.

Sendo assim, nada de parar de fazer exercícios! Além de fazerem bem pro corpo, são ótimos pra cabeça!

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Conheça o óleo de mostarda

Conteúdo original Lucilia Diniz

Os óleos culinários trazem ácidos graxos à nossa dieta. Mas trazem também os problemas intrínsecos às gorduras na alimentação. Para oferecer uma opção, cientistas dinamarqueses conseguem “domar” a semente de mostarda.

O desafio de alimentar a população global levou fazendeiros e cientistas a colaborarem. Juntos, chegaram nos anos 1970 ao desenvolvimento da canola. Com flor amarela, a planta melhorava geneticamente as características da colza.

Com nome esquisito, a colza é uma oleaginosa rica em ácidos graxos. Mas, ao mesmo tempo, tem alta concentração da toxina ácido erúcico. Removido o risco, o óleo de canola parecia a solução definitiva. Até que, décadas depois, nos deparamos com o aquecimento global.

Na busca de uma lavoura mais resistente e que supra o fornecimento de óleo alimentar, os cientistas encontraram a saída. A pesquisa foi feita pela Universidade de Copenhague (Dinamarca). Quem diria, a alternativa foi encontrada na família. Em muitas formas, a mostarda é similar à colza.

Seu óleo tem as mesmas características, com elevado teor de ácidos graxos mono e poli-insaturados (ômega 3 e 6) e mais antioxidantes e vitaminas. No entanto, seu plantio é muito mais resistente, mesmo quando cultivado sob condições áridas e após a exposição à doenças. A mostarda é, portanto, a melhor candidata para substituir a canola e a colza.

“Até agora tem sido um desafio superar os compostos de defesa das sementes de mostarda, que lhes dão seu sabor amargo característico”. A declaração é de uma das autoras, Dra. Barbara Ann Halkier. “Consequentemente, seus subprodutos se tornam inúteis como alimento”. Em colaboração com a Bayer CropScience, foi encontrada uma solução.

O estudo foi publicado no periódico científico Nature Biotechnology.

Pasta de amendoim é aliada dos atletas e do coração

Conteúdo original Minha Vida

A manteiga ou pasta de amendoim sacia a fome, é saborosa, nutritiva e boa para a saúde. Muitos confundem e acham que o amendoim com seu alto teor de gordura faz parte do grupo das sementes oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas. Na verdade, o amendoim é uma leguminosa, mais próximo dos feijões. Metade da composição da manteiga de amendoim é gordura, e a outra metade é composta por proteína (25%), carboidrato (20%) e fibra (5%). Ela é uma excelente fonte de vitamina E e de vitaminas do complexo B, principalmente B3, B6, folato e biotina. Também é rica em diversos minerais como ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, selênio, cobre, manganês e cálcio. A manteiga de amendoim contém fitosteróis, ácido cumárico e resveratrol, antioxidantes que em conjunto com a vitamina E ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer.

Amiga do coração

Uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition mostrou que o conjunto de antioxidantes pode ser a chave para os benefícios ao coração e aparelho circulatório. Pessoas que comem pasta de amendoim 4 vezes por semana podem reduzir o risco de morte por doença cardíaca em 37%, em comparação com pessoas que não têm o hábito. Outro benefício vem da sua capacidade de diminuir o colesterol LDL, mantendo o bom colesterol (HDL) elevado.

Gorduras saudáveis

Quase 50% da gordura presente no amendoim é ômega-9, o mesmo ácido graxo do abacate e do azeite de oliva e que ajuda a regular o colesterol. O restante se divide entre ômega-6 e dois tipos de gordura saturada, os ácidos palmítico e esteárico, que são a fonte preferida de energia para o coração.

Previne o diabetes

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association mostrou que a ingestão de duas colheres de sopa de manteiga de amendoim 4 a 5 vezes por semana pode reduzir o risco de desenvolver diabetes em 30%. Por ser ótima fonte de ômega-9 ela auxilia no controle do açúcar sanguíneo e também baixa os triglicerídeos, uma gordura composta por três moléculas de glicerol.

Ajuda a emagrecer

O consumo de manteiga de amendoim 2 a 3 vezes por semana reduz em 30% a chance de ganhar peso, de acordo com um estudo publicado na revista Obesity. Isto porque o seu elevado teor de gordura e proteína ajuda na saciedade e reduz a vontade de beliscar entre as refeições. Além disso, o ômega-9 ativa a adiponectina, um hormônio que comanda o corpo a produzir a energia que precisa a partir dos depósitos de gordura, ou seja, ele ativa a queima dos pneuzinhos localizados principalmente na cintura e abdômen.

Boa para quem malha

Manteiga de amendoim é uma excelente fonte de energia e contém um alto teor de proteínas que ajudam na construção muscular. Ela também é rica em potássio e magnésio, que aceleram a recuperação de músculos cansados. A presença de ácido palmítico e esteárico fornece combustível para o coração, aumentando a capacidade vascular. E o resveratrol estimula a síntese de óxido nítrico, uma molécula que exerce numerosas funções no nosso organismo, dentre elas o aumento do fluxo sanguíneo nos músculos, que recebem mais oxigênio e nutrientes.

Como comprar

O ideal é comprar o amendoim orgânico, para evitar a ocorrência de fungos (Aspergillus flavus) que produzem aflatoxina. O melhor armazenamento e métodos de manipulação praticamente eliminam o risco de ingestão de aflatoxina, um conhecido agente cancerígeno. Evite adquirir o amendoim se tiver qualquer sinal de mofo. Os estudos mostram que processar o amendoim reduz o teor de aflatoxina.

Como preparar

Toste o amendoim no forno baixo por 15 a 20 minutos, para preservar os óleos saudáveis presentes nele, e sensíveis a altas temperaturas. Depois coloque no processador ou liquidificador por alguns minutos até ele virar uma pasta. Você pode acrescentar um pouco de sal na mistura. Guarde em recipiente bem fechado na geladeira.

Como consumir

A manteiga de amendoim pode ser consumida ao natural direto na colher, pode ser colocada no pão ou na tapioca, acompanha uma banana, turbina sucos e vitaminas, e também pode ser usada no preparo de pratos diversos: combina com aves, arroz, quinoa e legumes.

Quantidade recomendada

Uma colher de sopa caprichada tem 90 calorias e é a quantidade suficiente para enriquecer a refeição, seja o café da manhã ou um lanche. Quem malha ou tem um estilo de vida ativo pode aumentar o consumo para duas colheres de sopa.

Cupulate: o chocolate de cupuaçu

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O cupulate surgiu de fato no Brasil em 1990, quando seu nome foi registrado pela Embrapa. De sabor, textura, cor e calorias semelhantes ao chocolate, ele é feito a partir das sementes ou amêndoas do cupuaçu, que contêm uma polpa cremosa em seu interior.

É um produto totalmente orgânico, pois não são acrescentados flavorizantes e aromatizantes em sua composição, como no chocolate. Além disso, a gordura do cupuaçu suporta até 2 graus mais do que a de cacau, sendo uma ótima opção para lugares mais quentes – como o Brasil.

O cupuaçu tem polpa e semente maiores, o que aumenta o tempo de fermentação e secagem. Por isso, o cupulate leva um pouco a mais de tempo para ser produzido do que o chocolate tradicional. Por outro lado, há a preservação do sabor da fruta, o que não acontece com a versão de cacau.

Rico em aminoácidos, de melhor qualidade que os do cacau, o cupulate pode ser considerado uma excelente fonte de energia e saúde, já que sua produção é totalmente natural. Pode ser encontrado em barra, bombons e até como ingrediente de cafés e cervejas artesanais!

ABC do Ovo

Já não é segredo que o ovo tem se tornado o protagonista da dieta de quem busca uma vida mais saudável, com menor ingestão de carboidrato e definição muscular. Fato é que, muito antes de “estar na moda”, ele já era a opção de proteína no prato da grande maioria dos brasileiros. De fácil acesso (hoje em dia nem tanto) e de prático preparo, o ovo é um alimento completo e de alto valor biológico. Mas, quanto de ovo se deve comer por dia?! Para ganhar músculos, é preciso mesmo consumir muitos ovos?! E a gema, não faz mal?! Como fica o colesterol?!

Buscando responder essas dúvidas e deixar aqui registrado uma espécie de manual rápido do ovo, compartilhamos as respostas esclarecedoras que a nutricionista Aline Quissak divulgou recentemente em sua conta no Instagram:

1)Você sabe os benefícios dos ovos, quanto comer, como e para quem é indicado?!

Benefícios:
  • Rico em Vitamina B5, que é diminuída durante o stress;
  • Proteina de alto valor biológico;
  • Gorduras do bem na gema (auxilia no hormônio da saciedade);
  • Rico em 13 nutrientes essenciais.
Quanto comer:
  • Isso depende da prescrição do seu nutricionista, mas não tem problema comer de 1 a 4 ovos por dia, ressalva para casos de doenças;
  • Ele possui colesterol, por ser um alimento de origem animal, porém seu consumo moderado e vinculado com alimentos ricos em betaglucanas, como a aveia, não eleva o colesterol sanguíneo. Individualidade sempre!
Para quem é indicado?
  • É indicado para perda de peso, devido ao alto valor de nutrientes que promovem controle hormonal do emagrecimento;
  • Para pessoas com dificuldade de foco e concentração;
  • Para pacientes com ansiedade e vontade exagerada de doces, dentre outras aplicações.

2)Gema mole ou não?!

Desde que o ovo seja de um fornecedor confiável, esteja bem armazenado (geladeira) e seja higienizado antes do uso (devido à salmonela e outros contaminantes), pode comer de acordo com a preferência do paladar de cada um.

3)Mexido, frito ou cozido?!

  • Mexido para quem tem muitos gases;
  • Frito, só se for com azeite de oliva (acidez 0,5, para cozinhar). “Mas não indico sua forma frita, pois a clara desnatura com a temperatura (ou seja, perde a proteína com contato direto ao calor).” Preparado tipo omelete, a gema atua como “protetora” da clara e não permite a perda de proteína – já que a gema suporta maiores temperaturas. Mesmo o ovo mexido é recomendado bater com o garfo primeiro para então levar ao fogo;
  • Cozido possui mais antioxidantes, mas atenção para não liberar o enxofre (aquele contorno esverdeado na gema). “Coloque a água para ferver e então adicione o ovo, contando de 8 a 10 minutos, retire e lave com água fria.” O enxofre produz mais gases.

4)Ovo caipira ou branco, tem diferença nutricional?!

Caipira tem diferença, sim! Devido a ração da galinha e consequentemente diferença no valor nutricional, especialmente vitamina A e E. Porém, caipira não é igual ao ovo vermelho, este só tem a casca e a gema de outra cor.

5)Como faço para escolher o ovo no supermercado, saber se ele está velho ou não?!

Tem aquela dica de colocá-lo na água e ver se boia ou afunda. Mas, não temos um copo com água no supermercado, não é?! Por isso atentem-se: Ovo velho tem a casca lisa, ovo novo é áspero e poroso. Pois o ar, com o passar do tempo, “lixa” a casca, deixando-a mais lisa. Depois que abre: no ovo novo, a clara é espessa tipo gelatina e não líquida, e a gema é centrada.

6)Posso guardar fora, na porta ou na prateleira da geladeira?!

Ovo é SEMPRE na geladeira, nada de usar aquelas galinhas de arame em cima da mesa ou do fogão! E coloquem em um recipiente na prateleira de dentro, não na porta (porta tem variação maior de temperatura e pode estragar seus ovos mais rapidamente). De preferência, comprem em locais onde o ovo é acondicionado sob refrigeração.

 

Como tornar as preparações calóricas mais saudáveis

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Você adora uma fritura? Não resiste a um doce? E a uma massa? Calma! É possível ingerir essas delícias de uma maneira mais saudável. Claro que algumas delas ainda vão continuar não sendo benéficas para a saúde, como as frituras, mas os malefícios podem ser muito reduzidos. Veja como:

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Frituras

O primeiro passo para fazer as frituras mais saudáveis é a escolha do óleo para fritar. “As melhores gorduras para esse fim são o óleo de coco extra virgem, o Ghee e o óleo de semente de uva. Dos óleos mais comumente encontrados, o óleo de soja e canola também são indicados. Eles toleram temperaturas elevadas por apresentarem um alto ponto de fumaça, demandando mais tempo para a gordura se tornar tóxica”, explica a nutricionista e culinarista funcional Anna Forcelini.

Também é importante prestar atenção à temperatura do óleo. “A 180 graus, esse óleo consegue cumprir a missão de fritar sem encharcar o alimento. O óleo não deve passar de 2010 grais, pois começa a entrar em saturação”, alerta a nutricionista e chef Carina Boniatti, da Colherada Gourmet.

A melhor maneira de saber se a temperatura do óleo está bom para a fritura é com um termômetro. Contudo, um método caseiro também pode ajudar. Jogue um pedacinho de pão no óleo, se ele afundar e demorar para voltar significa que ainda está frio. A temperatura está em torno de 180 graus quando jogamos o pedacinho de pão e ele instantaneamente começa a fritar.

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Quando a temperatura fica muito elevada, o óleo passa a soltar fumaça. Caso isso ocorre, este óleo deve ser descartado, pois ele possui substâncias que elevam os riscos de câncer. Utilize uma frigideira anti-aderente e pouco óleo. “Nada de fritura em imersão. Se precisar cozinhar o alimento por dentro, frite até dourar e leve ao forno para finalizar o cozimento. Dessa forma diminui a exposição do alimento ao óleo aquecido”, orienta Anna Forcelini. Se houver sobra de óleo, não reutilize.

Também é possível empanar de uma maneira mais saudável. Substitua o ovo por 3 colheres de linhaça ou chia triturada e deixadas de molho em 6 colheres de água por 10 minutos. Essa mistura formará um gel que terá a mesma função do ovo. Em seguida passe em farinhas de maior teor de fibra: farinha de arroz integral para sem glúten ou farinha de aveia. Sementes de gergelim misturadas na farinha agregam mais qualidade e textura na preparação.

Também é possível fazer alimentos assados similares a frituras. Um deles é a batata. Ao fazê-la no forno, coloque duas colheres de sopa de óleo, sal e algumas ervas. Essa quantidade é para duas a três batatas e leve ao forno com temperatura de 200 graus por 20 a 30 minutos. Também é possível empanar com a milharina ou o farelo de aveia ou flocos de amaranto para proporcionar maior crocância.

Carne vermelha

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A carne vermelha não deve fazer pare da alimentação diária, seu consumo deve ser restrito a duas vezes por semana, intercalando com fontes vegetais de proteína, peixe, frango e ovos. “E sempre respeitando a porção que devemos consumir na refeição: 1 porção é igual a palma da mão. Os cortes com menos gordura são o patinho, o músculo e a maminha. Nos demais cortes é importante remover toda gordura aparente”, afirma Anna Forcelini.

A melhor maneira de consumir as carnes vermelhas é cozido em molho. “Isto porque sempre que tem o tostado há produção de algumas substâncias tóxicas para o corpo. Quando é feita com um molho, a carne termina o cozimento dentro de um líquido e não vai produzir substâncias tão agressivas para o organismo”, orienta Carina Boniatti. Opte pelo molho de tomate, que tem poucas calorias e é rico em licopeno, substância com forte ação antioxidante que contribui para a prevenção do câncer de próstata.

Também é importante consumir a carne acompanhado de legumes e verduras. “Os crucíferos (brócolis, couve flor, couve manteiga, repolho) são ótimos aliados em pratos carnívoros pois contêm sulforafanos, compostos bioativos com ação anticancerígena”, destaca Anna Forcelini.

Massas

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Você adora uma macarronada? Não resiste a uma lasanha? Nestes casos, é importante optar pelas massas deitas com farinhas integrais. “Elas são mais saudáveis por serem ricas em fibras e contaram com vitaminas e minerais que são perdidos durante o processo de refinamento. Outro substituto é o macarrão asiáticos a base de arroz por serem mais leves e de mais fácil digestão”, diz Anna Forcelini. A escolha dos molhos também é essencial para que o prato fique mais magro e saudável. Neste caso, o molho de tomate também é uma ótima alternativa.

Pão

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Os pães mais saudáveis são os menos industrializados, feitos de farinha integral e/ou centeio. “Melhor ainda quando adicionados de outros alimentos funcionais como chia, quinoa e aveia”, destaca Anna Forcelini. Sempre leia o rótulo, escolha aquele que traz farinha integral como o primeiro item da lista de ingredientes. Outra forma é encontrar uma padaria que faça o pão integral de forma mais natural, sem aditivos e conservantes.

Doces

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O principal problema dos doces é a grande quantidade de açúcar adicionada. “Primeiro, temos que reduzir a quantidade de açúcar, pois o paladar do brasileiro é muito doce. É interessante substituir o açúcar comum pelo de cocô”, afirma Carina Boniatti.

Outra alternativa saudável é o açúcar mascavo, que possui um pouco mais de nutrientes do que o açúcar comum. O adoçante de xilitol também é uma boa alternativa para o consumo.

Salgadinhos

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Alguns petiscos salgados saudáveis são as castanhas, a pipoca, palitos de cenoura acompanhados de pasta de grão de bico e palitos assados de batata doce. “As castanhas devem ser consumidas moderadamente devido ao teor calórico, mas por outro lado fornecem gordura de boa qualidade, zinco, selênio, aminoácidos e saciam a fome. A pipoca pode ser adicionada de especiarias para alterar o sabor e sair da monotonia”, orienta Anna Forcelini.

Existem alguns salgadinhos de pacote saudáveis. A melhor maneira de observar se o produto é bom para a saúde ou não é lendo os rótulos. “Verifique a proporção de cada ingrediente, se a farinha branca vem listada em primeiro, seguida da gordura e do açúcar já sabe que não é uma boa opção”, constata Anna Forcelini.

Refrigerantes

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Nenhum refrigerante é saudável. “O refrigerante é uma bebida rica em químicos, cada vez que a tomamos ingerimos uma bebida que vai atrapalhar nosso organismo e dificultar a perda de peso, mesmo sendo light”, diz Carina Boniatti.

Uma bebida saudável que pode ajudar a matar a vontade de refrigerante é a água com gás com limão espremido. “Esta fruta é rica em nutrientes que vão favorecer o seu metabolismo”, destaca Carina Boniatti.

Escolha a gordura certa para ativar o metabolismo

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Demonizar as gorduras é praxe nas conversas sobre dieta. A birra encontra respaldo em, basicamente, duas explicações: as calorias que elas acrescentam à dieta e o suposto prejuízo causado na saúde. “O problema é que muita gente confunde gordura com fritura”, afirma a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo. Existem várias fontes de gorduras e muitas delas são essenciais ao funcionamento do organismo e para absorção de vitaminas.

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O próprio óleo usado nas frituras é uma fonte importante de ômega-6, gordura importante para a saúde do coração, por exemplo. “O erro está em aquecer este óleo e transformá-lo em gordura saturada, forma que entope as artérias”, explica a especialista.

O segredo, portanto, está na escolha certa, como indica a Sociedade Brasileira de Cardiologia: até 30% das calorias totais da dieta devem ser gorduras, sendo que o consumo de a gordura saturada deve ser menor que 7%, da poliinsaturada (peixes e linhaça) de até 10%, e até 20% de gordura monoinsaturada (azeite de oliva). A seguir, veja nove áreas do seu corpo que saem ganhando quando você seleciona bem o tipo de gordura que vai para o seu prato.

Cérebro

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As gorduras compõem cerca de 60% do cérebro e não podem faltar numa dieta de quem deseja ter memória afiada e raciocínio rápido. A nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo, explica que a maioria dessas gorduras são ácidos graxos poliinsaturados, como o ácido araquidônico e o ácido decosahexanóico (chamado de DHA, um tipo de ômega 3). “O equilíbrio entre ômega-3 e ômega-6 protege a estrutura responsável pela transmissão do estímulo de um neurônio para o outro”, afirma o nutrólogo Roberto Navarro, de São Paulo, lembrando que o ideal é igualar o consumo destes dois ômegas.

“O ômega-3 pode aumenta o número de sinapses (conexões entre os neurônios), uma vez que o DHA está presente na constituição da mielina, responsável pela transmissão de impulsos nervosos. Mais estudos estão sendo realizados para confirmar o potencial dessa gordura na prevenção e melhora do Alzheimer e da depressão”, diz Fabiana. O ômega-3 é encontrado peixes de águas frias e profundas como salmão, arenque, sardinha e atum. O ômega-6 aparece nos ovos, no leite, nas carnes vermelhas e no óleo de girassol, por exemplo.

Funcionamento das células

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Toda célula é recoberta por uma membrana de gordura. “A membrana celular define os limites da célula e atua como uma barreira, controlando o que entra e o que sai da célula. Essa seleção é importante para que o metabolismo funcione adequadamente”, explica a nutricionista Fabiana Honda. Os fosfolipídios, encontrados na soja e nos ovos, são os principais componentes das membranas celulares, junto às gorduras poliinsaturadas, também encontradas na linhaça.

Ossos

Embora não haja relação direta entre o consumo de gorduras e os ossos, elas são essenciais para a absorção de vitamina D, nutriente essencial para a absorção e fixação de cálcio nos ossos.

Circulação

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Segundo o nutrólogo Navarro, o vaso sanguíneo sofre influência direta do tipo de gordura que comemos. “Uma dieta rica em ômega-3 melhora a circulação sanguínea, porque esta gordura tem poder desinflamante e diminui a pressão nos vasos sanguíneos”. Protegendo a saúde dos vasos, a circulação é facilitada, o que beneficia tanto a saúde do coração quanto a do cérebro, pois há melhora da irrigação sanguínea.

Coração

Estudos comprovam que gorduras poliinsaturadas, como o ômega-3, diminuem a concentração de colesterol LDL (mau colesterol), além de possuírem efeito antiinflamatório, diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares. Por isso a importância do consumo das gorduras presentes nos peixes como atum, arenque, sardinha e salmão e na linhaça. Óleos vegetais (girassol, canola, soja) também são ricos em Omega 6. Alguns deles suportam temperaturas mais altas, podendo ser usadas em frituras (como é o caso do óleo de soja), mas prefira utilizá-los crus, em saladas, por exemplo.

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A nutricionista também lembra a importância de consumir gorduras monoinsaturadas, como a do azeite de oliva. Segundo ela, o consumo desse tipo de gordura diminui as taxas de LDL e aumenta as de HDL, o bom colesterol. “Seu consumo inibe a formação de coágulos e a produção de óxido nítrico, importante agente regulador da pressão arterial”, afirma.

Pulmões

O liquido surfactante pulmonar é 90% composto de gordura, principalmente saturada. Esse líquido é essencial para manter o funcionamento dos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas da respiração. A gordura saturada é encontrada em alimentos protéicos de origem animal como carnes, frango, peixes, ovos e leite, além do óleo de coco.

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Rins

Estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná mostrou que a gordura ômega-3 é uma competente reguladora das funções renais. Segundo Fabiana, o ácido aracdônico – um tipo de gordura ômega-6 -, ao ser metabolizado, está relacionado a melhorias na função renal, proporcionando melhoras em quadros de dano glomerular (glomérulo é a região dos rins onde acontece a filtragem do sangue), em várias formas de insuficiência renal aguda e/ou crônica, nefrotoxicidade (efeito venenoso de algumas substâncias, tanto químicos tóxicos como medicamentos, sobre os rins) e nefropatia diabética (doença dos rins que ocorre em pacientes com diabetes).

Hormônios

Para que os hormônios sejam produzidos normalmente, o consumo de gorduras é essencial ? o organismo necessita de uma quantidade mínima para fazer a síntese hormonal. Por outro lado, o excesso de gordura saturada provoca desequilíbrios na secreção dos hormônios. Assim, as gorduras saturadas devem representar apenas 7% do total de calorias ingeridas diariamente.

Transporte de vitaminas

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As vitaminas A, D, E e K são chamadas de lipossolúveis. Isso quer dizer que elas apenas são absorvidas no sistema digestivo quando se ligam à gordura que ingerimos em nossa dieta. “Essas vitaminas só conseguirão entrar no sangue junto à gordura”, diz Navarro. Mas não precisa ser a gordura aparente da carne, fontes mais saudáveis, como azeite de oliva, óleo de coco e fontes de ômega-3, como linhaça e peixes de águas profundas, cumprem bem este papel.