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Fitoenergética: o poder de cura das plantas

Conteúdo original Mais Equilíbrio

O uso de plantas e ervas para tratar e curar doenças sempre foi comum entre muitos povos. Com a fitoenergética não é diferente: além das substâncias contidas nas plantas capazes de curar enfermidades, ervas e especiarias formam um sistema natural de cura, pois promovem equilíbrio e elevação de consciência por meio da energia das próprias plantas.

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Esse conceito surgiu a partir dos estudos de dois terapeutas holísticos, Patrícia Cândido e Bruno Gimenes, os quais se apoiaram em pesquisas sobre a bioeletrografia, que serve para analisar o padrão energético de um indivíduo após a utilização de compostos fitoenergéticos. Tal técnica realiza a fotografia do campo energético, e está sendo desenvolvida desde 1906, com base nos estudos do cientista Roberto Landell de Moura.

A fitoenergética compreende o uso da energia das plantas como forma de auxiliar no controle das emoções e pensamentos, fatores-chave para o desenvolvimento de doenças. “A fitoenergética é uma terapia que propicia a elevação da consciência e do discernimento, estimulando profundos sentimentos de altruísmo, capazes de gerar influência sobre a anatomia dos seres vivos, agindo nas causas geradoras das doenças”, salienta Bruno.

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Mas não basta apenas ingerir as ervas, é necessário compreender a importância de se colocar vontade e energia positiva nas intenções. “A energia vital e mental impregna-se nos vegetais com muita facilidade, por isso é importante levar em conta a força do pensamento positivo”, explica Patrícia.

No Brasil, o uso de plantas como forma de promover melhorias na saúde é algo cultural. Um estudo feito pela Universidade Federal do Amazonas aponta que 97,7% dos entrevistados fazem uso regular das plantas para fins medicinais. E dentre essas plantas, os terapeutas Patrícia e Bruno destacam três:

Cravo da Índia

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Quando usada em forma de infusão ou tempero, esta especiaria estimula a concentração e aumenta a capacidade de concentrar energia para materializar sonhos. O cravo também estimula o senso de observação e propicia clareza nos pensamentos.

Alecrim

Esta planta auxilia a liberar traumas, medos e outros fatores negativos adormecidos na alma. Segundo Patrícia, o alecrim trabalha o aumento da sabedoria para amar e viver.

Dente-de-leão

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Esta planta estimula as pessoas a aproveitarem as oportunidades que surgem na vida. O dente-de-leão propicia o aumento da autoestima e gera sentimentos de gratidão e humildade.

Vale destacar que existem várias formas de aplicar a fitoenergética. As ervas podem ser preparadas em forma de chá ou infusão, ou ainda, podem ser utilizadas em saladas, sucos e até mesmo colocadas em sachês posicionados dentro da fronha do travesseiro, de forma que o aroma seja exalado do sachê e sentido pelo indivíduo.

Tisana: bebida para todas as horas

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Sabe aquele “chazinho” de camomila para acalmar os nervos que sua mãe ou avó já deve ter feito algum dia? E aquele de hortelã ou erva-cidreira para minimizar os efeitos de uma gripe ou resfriado? Pois bem. Essas bebidas caseiras que citamos, assim como outras parecidas que costumamos chamar de chás, na verdade, são denominadas de tisanas.

A nomenclatura “chá de ervas” é frequentemente utilizada para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas – casca, folhas, flores, etc). No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis, como o chá verde e o branco, por exemplo.

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A tisana consiste em adicionar ervas em água e deixar ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tampado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tampado) por até 15 minutos.

Além de ajudar na desintoxicação e redução do estresse, a tisana pode ser uma aliada na redução de medidas. Isto porque é feita com diversas plantas que, combinadas entre si, aumentam os benefícios da bebida. A infusão não contém cafeína e pode ser tomada principalmente nos meses após o inverno, já que no frio tendemos a consumir mais gorduras e sobrecarregamos a função do fígado e dos rins.

Para preparar a tisana, você deve escolher uma planta principal. O dente-de-leão e a ulmeira são duas plantas que têm efeito depurativo, preferidas de celebridades como Madonna. Outra bastante usada é o ginseng, que devolve o equilíbrio ao organismo, e a passiflora, que ajuda no sono.

Aprenda algumas combinações de ervas que você pode preparar em casa:

Tisana anti-insônia

Age diretamente no sistema nervoso, diminuindo as tensões nervosas e musculares.

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  • 1 col. (sopa) de casca de maracujá
  • 1 col. (sopa) de capim-cidreira
  • 1 col. (sopa) de camomila

Tisana para boa digestão

Combinação de ervas capaz de melhorar a digestão dos alimentos, evitando que eles fiquem parados nas paredes do intestino e acumulem toxinas.

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  • 1 col. (sopa) de camomila
  • 1 col. (sopa) de hortelã
  • 1 col. (sopa) de espinheira-santa

Tisana termogênica

Aumenta a queima de calorias e reduz o colesterol.

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  • 1 col. (sopa) de hibisco
  • 3 cm de gengibre
  • 1 pedaço de canela em rama (3 cm)
  • 1 col. (sopa) de laranja amarga

Fontes: Chá Benefícios, Mais Equilíbrio e Wikipedia

Conheça os tipos de chá e seus benefícios

Conteúdo original de M de Mulher

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Confortar o corpo e a alma não é o único benefício do chá. Dependendo da erva com a qual é feito, ele também é capaz de acabar com o mal-estar, estimular o metabolismo, deixar o cérebro mais alerta e até auxiliar na perda de peso.

Não são poucas as plantas com propriedades terapêuticas: de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem cerca de 60 espécies que ajudam a manter a saúde plena e podem ser ingeridas sem prescrição médica.

Mesmo assim, se a ideia é tomar um determinado tipo de chá todos os dias, é importante consultar um médico ou um nutricionista para monitorar o tratamento, pois existem contraindicações e efeitos adversos relacionados a algumas ervas. Altas doses de chá de alho, por exemplo, podem causar desconforto gastrointestinal e de carqueja, queda de pressão arterial.

O jeito certo

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“Tradicionalmente, o chá é preparado por infusão. O ideal é juntar a água fervente às ervas e manter a mistura abafada por três minutos. Quando o chá for composto da casca e do caule da planta, é preciso ferver a água com essas partes de dois a cinco minutos”, ensina Sula de Camargo, que é membro da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Não é necessário adoçá-lo.

A erva ideal

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Para aproveitar as propriedades terapêuticas dos chás, compre ervas a granel. Mas fique de olho na embalagem – caso contrário, há risco de levar para casa espécies contaminadas ou velhas. “Prefira os produtos com certificados de qualidade. As embalagens devem ser fechadas a vácuo ou com o sistema zip lock e exibir o nome científico da planta, a procedência, a data de validade e a parte da planta que contém”, ensina Michelly Eggert, professora de um curso de naturologia.

Poção mágica

Que tal incluir algumas xícaras de chá no seu dia? Para fazer as receitas poderosas que indicamos nesta reportagem, reserve 50 gramas de cada erva recomendada, misture-as bem e guarde num recipiente de vidro com tampa. Para preparar a bebida, use 1 colher (sopa) da combinação para cada 350 ml de água fervente. Faça o chá uma só vez e tome de acordo com as instruções dadas até sentir alívio dos sintomas.

Digestivos

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Quais são – Cáscara sagrada, boldo-do-chile, camomila, espinheira-santa, carqueja e hortelã-pimenta.

Benefícios – “As plantas com esse poder promovem o relaxamento da musculatura do trato gastrointestinal, reduzindo tanto as cólicas quanto o desconforto no abdome. Também diminuem os gases que se formam no intestino e no estômago e facilitam, e muito, todo o processo digestivo”, explica a nutricionista Sula de Camargo.

Receita esperta – Reúna boldo, hortelã-pimenta, carqueja e camomila.

Beba – 1 xícara (chá) meia hora depois das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar).

Contraindicações – Grávidas e lactantes.

Termogênicos

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Quais são – Canela, gengibre, cravo-da-índia, chá verde e laranja-amarga.

Benefícios – São indicados para potencializar a termogênese – processo regulado pelo sistema nervoso que leva à transformação da glicose e da gordura em energia. Eles aceleram o metabolismo e aumentam a queima de calorias, por isso o consumo é recomendado para quem segue dietas de emagrecimento.

Receita esperta – Combine canela, gengibre, cravo e chá verde.

Beba – 1 xícara (chá) de duas a quatro vezes ao dia.

Contraindicações – Grávidas e cardíacos.

Antivirais

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Quais são – Alho, eucalipto, gengibre, limão, sabugueiro, salgueiro, alcaçuz e guaco.

Benefícios – Fortalecem o sistema imunológico e têm propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. Algumas plantas, como o gengibre, são ainda mais poderosas: elas conseguem dificultar o
acesso dos vírus às células, impedindo que as doenças – principalmente gripes e resfriados, tão comuns nesta época do ano -, acabem se instalando no organismo.

Receita esperta – Junte limão, gengibre e alho (de preferência frescos).

Beba – 1 xícara (chá) três vezes ao dia.

Contraindicações – Grávidas, lactantes, pessoas que sofrem de gastrite e que geralmente têm pressão baixa.

Diuréticos

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Quais são – Quebra-pedra, chapéu-de-couro, cavalinha, cana-do-brejo, bardana e dente-de-leão.

Benefícios – Estimulam o bom funcionamento dos rins, colaborando com a eliminação da urina. “Como essas plantas auxiliam na reabsorção de sódio e de água, atuam no processo de desintoxicação e no tratamento das infecções urinárias”, explica Michelly Eggert.

Receita esperta – Misture cavalinha, cana-do-brejo, chapéu-de-couro e quebra-pedra.

Beba – Três xícaras (chá) por dia (de manhã, à tarde e à noite).

Contraindicações – Grávidas e pessoas com pressão baixa. Quem sofre de insuficiência renal ou cardíaca também não deve lançar mão desse tipo de chá.