Publicado em Saúde e Bem-estar

Saiba treinar em academias de condomínios

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As academias dentro dos condomínios não param de crescer. Atualmente, cerca de 90% dos novos empreendimentos deverão contar com uma academia de ginástica. Até mesmo os prédios mais antigos estão conseguindo se adaptar para ter esse espaço de bem-estar. No entanto, será que todas as pessoas estão preparadas para usar estes espaços?

A preocupação com as academias em condomínios se deve ao fato de nestes locais existir um público heterogêneo, como adolescentes, adultos, pessoas na terceira idade ou mesmo com algum problema de saúde ou restrição médica. Além disso, no geral, os condomínios não possuem programa ou professor de educação física para dar a orientação necessária que envolve avaliação, prescrição e acompanhamento das atividades.

Essa tendência das academias em condomínios é alimentada pelas dificuldades ligadas à falta de tempo das pessoas em se dirigir a uma academia convencional – em geral, as pessoas que não gostam de academia, não têm tempo ou colega com quem deixar os filhos. O único obstáculo que não dá para alterar é a “preguiça”.

Para quem não tem um personal trainer exclusivo, a disciplina exige muito mais comprometimento do atleta. Geralmente, essas academias em condomínios contam com esteiras, bicicletas, elípticos, estações de musculação, pesos livres e outros acessórios, como bancos, anilhas, barras, bolas, etc. Existem algumas que são compatíveis com uma academia convencional, mas a maioria tem uma estrutura menor, o que não é impeditivo para a realização de um bom trabalho que proporciona os resultados esperados.

Todavia, para quem pretende começar a usar a academia dentro do seu condomínio, alguns cuidados básicos devem ser tomados.

1. Faça um bom check up médico

O aval de um especialista é indispensável. Naturalmente, não pode ser um simples exame de rotina, mas, sim, um laudo detalhado com eletrocardiograma, testes de esforço, nos quais serão observadas as alterações do coração e da pressão arterial de repouso, esforço e recuperação.

2. Use trajes adequados

Uma roupa inadequada pode limitar movimentos e causar acidentes. Por isso, não deixe de usar tênis e vestuário elástico.

3. Não se empolgue demais

A atividade física tem um caráter muito subjetivo. É bem comum as pessoas terem uma percepção de intensidade, mas o corpo responder de outra maneira. Isso acontece quando fazemos exercícios achando que a carga está muito leve e aumentamos o peso. Uma semana depois as dores no corpo evidenciam o erro. Por isso, para manter a segurança vá devagar e respeite seus limites.

4. Saiba usar a esteira

Toda esteira tem um dispositivo de segurança que deve ser fixado na camiseta do usuário. Se essa pessoa se afastar muito da zona de segurança o dispositivo será acionado e a esteira irá parar de funcionar automaticamente.

5. Evite treinar sozinho

Ao contrário de uma academia normal, que sempre tem gente, a do condomínio, às vezes, pode não ter. Por isso, por segurança procure treinar em horários que tenha pelo menos mais uma pessoa.

6. Se nunca treinou

Em casos de pessoas que nunca praticaram atividades físicas, não é recomendado se aventurar antes de consultar um personal trainer.

7. Hidratação

Observe se na academia há ou não bebedouro. Caso não haja, leve uma garrafa com água e se hidrate antes, durante e depois da atividade.

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Publicado em Música

Músicas que vão acabar com a sua ansiedade

Conteúdo original Pequenas Empresas, Grandes Negócios

música pode ser uma grande aliada de pessoas que precisam chegar a um determinado estado de espírito: dependendo da playlist, dá para ficar mais acordado, concentrado e feliz ou menos ansioso.

Com o objetivo de ajudar pessoas que sofrem com a ansiedade, a Mindlab, consultoria britânica especializada em soluções em neurociência para empresas, resolveu criar a lista de músicas perfeitas para resolver este problema.

Para escolher as canções, segundo a “Inc.“, a Mindlab fez uma bateria de testes com grupos de voluntários. Na pesquisa, eles eram orientados a resolver problemas de lógica enquanto ouviam músicas. Todos estavam conectados a sensores.

Algumas das músicas tocadas diminuíam a intensidade da região do cérebro que funciona mais em situações de estresse e ansiedade e, segundo a Mindlab, facilitavam a resolução dos desafios.

A canção mais eficaz contra a ansiedade, que reduziu em média 65% da ansiedade dos participantes do experimento, é “Weightless”. Composta pelo grupo Marconi Union, a música teve a colaboração de terapeutas para ser feita. O compasso lento e o fundo de tons graves diminuem os batimentos cardíacos e os níveis de cortisol, o hormônio do estresse e da ansiedade, na corrente sanguínea, de acordo com a consultoria.

Confira abaixo “Weightless” e as outras canções mais eficazes contra a ansiedade, segundo a Mindlab 🎧 :

Publicado em Saúde e Bem-estar

Treinos lentos podem ser a melhor maneira de malhar

Conteúdo original Women’s Health Brasil 

E então o instrutor da academia alegremente grita “mais rápido!”, enquanto aumenta a velocidade da sua esteira ou bicicleta ergométrica. Você até tenta esconder o olhar de ódio, mas, sinceramente, precisava disso? Não nos entenda mal, amamos treinos pesados, nosso tempo é precioso e queremos resultados o quanto antes. Mas, depois de um dia estressante no escritório e um trânsito frenético para chegar à academia, ser ofuscada por luzes de discoteca e ensurdecida por músicas animadas enquanto me forço até o limite é realmente a melhor coisa para o meu corpo?

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Desde que o Hiit, o famoso treino intervalado de alta intensidade, e o CrossFit foram adotados nas academias, a mentalidade “treine forte ou vá para casa!” se tornou o mandamento fitness de muita gente. Porém, eles foram criados exatamente para estressar e dar um choque no organismo — assim, seus músculos são obrigados a se adaptar e seu metabolismo a turbinar –, o que nos leva a questionar: o quanto é realmente bom todo esse estresse quando você já está vivendo a mil por hora nos outros aspectos da sua vida?

Em defesa das apaixonadas pelo Hiit, ele realmente produz menos picos de cortisol do que uma corrida de longa distância, mas também não é exatamente um SPA para os hormônios do estresse. “Um treino que exige velocidade e fúria acaba forçando tanto corpo quanto mente”, diz o nutricionista e fisiologista do exercício Wellington Pinheiro, de São Bernardo (SP). Além disso, exercícios de execuções rápidas e intensas aumentam os riscos de lesão, o que prejudicaria sua forma física, caso precise se afastar por algum tempo até se recuperar.

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Revezar é a solução

Você não precisa abandonar de vez o treino de alta carga, mas trocar por um mais leve nos dias em que você teve uma apresentação no trabalho, uma briga com o parceiro ou uma reunião nada animadora na escolinha dos filhos pode ser mais benéfico para sua mente e corpo. Um relatório do Conselho Americano de Exercícios verificou que o Hiit queima apenas um pouco mais de calorias do que as atividades mais lentas. No entanto, um estudo norueguês mostrou que as mulheres que limitaram o treino a três dias da semana ganharam mais condicionamento físico do que aquelas que praticaram com maior frequência.

Escolher um ritmo mais lento não é sinônimo de resultados mais demorados. “As pessoas associam treino e carga pesados com resultados. No entanto, a série também pode ser intensa ao aumentar o tempo de exposição do músculo a cada posição”, explica o educador físico Guilherme Leme, instrutor de musculação da academia Bio Ritmo, em São Paulo.

Um exemplo é o método do personal trainer americano Justin Gelband, responsável pela forma das modelos da Victoria’s Secrets. Os corpos alongados e sequinhos de nomes como Alessandra Ambrósio, Lily Aldridge e Laís Ribeiro foram esculpidos com exercícios isométricos controlados. Não é a toa que os músculos delas parecem tão duros: “Os movimentos bem curtos exigem força e coordenação, o que faz com que corpo e cérebro se conectem. Ao executá-los lentamente, você está criando resistência o tempo todo, recrutando mais fibras do que se usasse um impulso”, explica o professor de educação física com especialização em reabilitação musculoesquelética Carlos Carvalho, de Santo André (SP).

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Por serem bem pausados, poucos minutos de treino podem parecer uma eternidade, mas, para muitos, é a melhor maneira de malhar. “A pessoa ganha mais força e consciência corporal, pois o movimento é feito de maneira lenta e sem descanso”, explica Carlos.

Mas não é para todas. A atividade pode ser bem desafiadora, fazendo com que iniciantes tenham que suportar a dor pós-treino por vários dias. No entanto, os fãs da técnica apreciam tanto o desafio mental quanto o físico. “Os alunos ficam muito empolgados quando veem os resultados. E também relatam aumento de concentração e controle da ansiedade nas demais tarefas do dia, já que o treino exige domínio do próprio corpo e da respiração”, comenta Carlos.

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Os fisiculturistas já usam repetições lentas desde a década de 40. “Elas ajudam até mesmo na hora da apresentação deles, uma vez que dão maior consciência da contração dos músculos”, diz Carlos. E os benefícios não se limitam apenas à aparência. O norte-americano Ken Hutchins, que aperfeiçoou a técnica para esses atletas em 1982, notou que os movimentos lentos ajudam também mulheres com osteoporose a desenvolverem músculos e aumentarem a densidade óssea de forma segura.

Mesmo assim, se você ainda prefere treinos extremos para suar muito, tudo bem! Afinal, o que vale mesmo é misturar os estilos para ter melhores resultados. “Cada pessoa é diferente e única, mas, no geral, mudar os estímulos de treino é a melhor maneira de garantir bons resultados”, avisa Guilherme.

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Entre o bom e o ruim há mais do que se imagina

Conteúdo original World of Dance

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“Há pessoas que dão a impressão de terem nascido com um humor privilegiado, uma capacidade maior de superar obstáculos, uma resistência especial para enfrentar quaisquer circunstâncias. Sem contar que nunca parecem cansadas, estão sempre sorridentes, arrumadas e perfumadas, prontas para a próxima festa. Outras parecem caminhar pela vida acompanhadas por uma nuvem negra. Para estas, o copo está constantemente meio vazio, e lembram a hiena do desenho Lippy e Hardy, sempre repetindo: “Ó dia, ó vida, ó azar, eu disse que não ia dar certo.”

Mas tanto a percepção de indivíduos que parecem ter saído de um comercial de margarina quanto a dos eternos pessimistas não correspondem à verdade. Todo mundo reage a estímulos externos e está sujeito a oscilações de humor.

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O que diferencia as pessoas é a forma como pensam e sentem as adversidades. Todos têm seu dia ruim, quando nada parece dar certo, mas é a intensidade e a frequência das respostas emocionais que vão definir os comportamentos das pessoas e sua qualidade de vida.

Se os contratempos se repetem, as frustrações se avolumam e a balança do cotidiano parece pender com mais constância para o lado negativo, a resistência a tais dificuldades pode sobrecarregar o indivíduo, atrapalhar suas noites de sono, modificar seus hábitos alimentares, causando-lhe estresse, ansiedade e depressão.

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Ele fica mais vulnerável às dificuldades e passa a dar um peso exagerado a tudo, desde problemas no trabalho e de relacionamento a aborrecimentos comuns no dia a dia, como engarrafamentos, atrasos, telefonemas inúteis para operadoras de telefonia. Irrita-se e sofre por qualquer motivo e olha tudo com lentes de aumento, supervalorizando defeitos e pequenos deslizes em si mesmo e nos outros.

Quando se é dominado por longo tempo pela sensação de desvalor, de ser inadequado, falho e indigno de afeto; por insegurança, medo, dúvidas, tristezas e pensamentos repetitivos de culpa e ressentimento que, em vez de refletir a realidade, a distorcem, deve-se considerar a possibilidade de haver desenvolvido um transtorno e ser indicado procurar tratamento psicológico.

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Segundo Epicteto (filósofo grego, século 1 d.C.), “O que perturba o ser humano não são os eventos, mas a interpretação que se faz deles.” Já ia me esquecendo. Sobre as pessoas referidas no início do texto, que veem tudo em cor-de-rosa, como Pollyanna, personagem símbolo de superação e otimismo, que nunca reclamam nem se indignam com injustiças e maldades dirigidas a elas, também podem se beneficiar de psicoterapia. Afinal, quanta raiva e insatisfação estarão escondidas pelo eterno sorriso de anúncio de creme dental?”

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Aeróbico em jejum: tire suas dúvidas

Você já ouviu falar do AEJ? Esta é a sigla usada para a prática de fazer exercícios aeróbicos em jejum. Há quem diga que o hábito ajuda na queima de gordura, mas será que é verdade mesmo?

A polêmica do AEJ divide opiniões de especialistas e adeptos. Para desmistificar o hábito, conversamos com o Dr. Jomar Souza (Especialista em Medicina do Exercício e do Esporte e Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBMEE). Ele nos falou mais sobre os efeitos de malhar com o estômago vazio.

Segundo ele, ainda não temos uma comprovação fidedigna de que treinar sem comer realmente ajude na perda de peso. ” Imaginando que uma pessoa treine pela manhã após acordar precisamos considerar que ela passou de 6 a 8 horas sem se alimentar e isto vai gerar uma queima de proteína estocada no músculo com consequente redução da massa muscular”, explica.

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Dr. Jomar Souza também acrescentou dizendo que ninguém deve treinar em jejum. O ideal mesmo é comer pelo menos 30 minutos antes de iniciar o exercício. “Pode ser uma fruta pequena, um copo de suco ou uma barrinha de cereais”, diz.

O médico ainda afirma que comer bem pouquinho só é vantajoso para quem vai praticar treinamentos muito intensos, pois comida em excesso pode gerar vômitos. Ou seja: malhar sem comer, jamais. Segundo o especialista, a única coisa que se perde  com a técnica é a massa magra.
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