Saiba treinar em academias de condomínios

Conteúdo original Mais Equilíbrio

As academias dentro dos condomínios não param de crescer. Atualmente, cerca de 90% dos novos empreendimentos deverão contar com uma academia de ginástica. Até mesmo os prédios mais antigos estão conseguindo se adaptar para ter esse espaço de bem-estar. No entanto, será que todas as pessoas estão preparadas para usar estes espaços?

A preocupação com as academias em condomínios se deve ao fato de nestes locais existir um público heterogêneo, como adolescentes, adultos, pessoas na terceira idade ou mesmo com algum problema de saúde ou restrição médica. Além disso, no geral, os condomínios não possuem programa ou professor de educação física para dar a orientação necessária que envolve avaliação, prescrição e acompanhamento das atividades.

Essa tendência das academias em condomínios é alimentada pelas dificuldades ligadas à falta de tempo das pessoas em se dirigir a uma academia convencional – em geral, as pessoas que não gostam de academia, não têm tempo ou colega com quem deixar os filhos. O único obstáculo que não dá para alterar é a “preguiça”.

Para quem não tem um personal trainer exclusivo, a disciplina exige muito mais comprometimento do atleta. Geralmente, essas academias em condomínios contam com esteiras, bicicletas, elípticos, estações de musculação, pesos livres e outros acessórios, como bancos, anilhas, barras, bolas, etc. Existem algumas que são compatíveis com uma academia convencional, mas a maioria tem uma estrutura menor, o que não é impeditivo para a realização de um bom trabalho que proporciona os resultados esperados.

Todavia, para quem pretende começar a usar a academia dentro do seu condomínio, alguns cuidados básicos devem ser tomados.

1. Faça um bom check up médico

O aval de um especialista é indispensável. Naturalmente, não pode ser um simples exame de rotina, mas, sim, um laudo detalhado com eletrocardiograma, testes de esforço, nos quais serão observadas as alterações do coração e da pressão arterial de repouso, esforço e recuperação.

2. Use trajes adequados

Uma roupa inadequada pode limitar movimentos e causar acidentes. Por isso, não deixe de usar tênis e vestuário elástico.

3. Não se empolgue demais

A atividade física tem um caráter muito subjetivo. É bem comum as pessoas terem uma percepção de intensidade, mas o corpo responder de outra maneira. Isso acontece quando fazemos exercícios achando que a carga está muito leve e aumentamos o peso. Uma semana depois as dores no corpo evidenciam o erro. Por isso, para manter a segurança vá devagar e respeite seus limites.

4. Saiba usar a esteira

Toda esteira tem um dispositivo de segurança que deve ser fixado na camiseta do usuário. Se essa pessoa se afastar muito da zona de segurança o dispositivo será acionado e a esteira irá parar de funcionar automaticamente.

5. Evite treinar sozinho

Ao contrário de uma academia normal, que sempre tem gente, a do condomínio, às vezes, pode não ter. Por isso, por segurança procure treinar em horários que tenha pelo menos mais uma pessoa.

6. Se nunca treinou

Em casos de pessoas que nunca praticaram atividades físicas, não é recomendado se aventurar antes de consultar um personal trainer.

7. Hidratação

Observe se na academia há ou não bebedouro. Caso não haja, leve uma garrafa com água e se hidrate antes, durante e depois da atividade.

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Vale a pena se exercitar apenas um dia por semana?

Sem dúvida você faz o seu melhor para malhar regularmente. Mas, às vezes, a vida, o trabalho, e o happy hour ficam no caminho. Felizmente, um novo estudo mostra que você não precisa se envergonhar em ser uma “guerreira de final de semana” – ou melhor, alguém que só tem tempo para malhar uma ou duas vezes por semana.

O estudo, publicado no periódico JAMA Internal Medicine, analisou a população com base em uma pesquisa com 64.000 adultos e descobriu que as pessoas tiveram 30% menos risco de morrer durante o estudo quando fizeram pelo menos o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa – independentemente se esses minutos fossem separados em um, dois, ou seis treinos por semana.

Enquanto os pesquisadores dizem que mais estudos precisam ser feitos futuramente, isso basicamente significa que, sim, você pode encontrar sua meta fitness semanal em torturantes 150 minutos por semana, se isso satisfaz suas necessidades. Albert Matheny, especialista certificado em força e condicionamento do SoHo Strength Lab and Promix Nutrition, nos EUA, aponta que o estudo comparou pessoas que se exercitaram em algum grau contra aquelas que não fizeram exercício nenhum. Ou seja: não é tão chocante esperar que aqueles que fizeram  exercício de alguma forma se saíram melhor. “Mover-se é melhor do que não se mover”, diz ele.

E Doug Sklar, um personal trainer certificado e fundador do estúdio de treinamento baseado em Nova York PhilanthroFIT, concorda. “Isso simplesmente reforça o que muitos sabiam ou já suspeitavam há anos – a atividade física regular – em uma intensidade apropriada – pode ser benéfica para sua saúde a longo prazo”, diz ele.

Entretanto, Sklar nota que enquanto se exercitar duas vezes por semana é suficiente para os iniciantes, é realmente melhor tentar fazer mais. “Para pessoas mais experientes, eu recomendaria de três a cinco vezes por semana”, diz ele.

Matheny diz que se exercitar regularmente muito provavelmente fará você ser ainda mais saudável do que aqueles que malham aqui e ali. “Quão saudável você quer ser?”, ele pergunta. “Todo mundo pode se mover por pelo menos 22 minutos todo dia – e isso dá mais que 150 minutos por semana.”

Entretanto, se você está presa ao tempo e sabe que só pode se exercitar uma ou duas vezes por semana, Sklar recomenda um treino que mexa com o corpo todo junto a algum HIIT (treino intervalado de alta intensidade). “O componente da força vai ajudá-la a desenvolver e manter massa magra e densidade óssea, enquanto o HIIT vai elevar sua frequência cardíaca e desafiar seu sistema cardiovascular”, explica ele.

Matheny diz que você deveria manter sua frequência cardíaca elevada durante todo o exercício, que também deveria consistir em exercícios de mobilidade e movimentos em diferentes planos (não apenas se movendo para frente ou para um lado). Isso pode incluir um aquecimento com seu próprio peso corporal, treino de força e intervalados, e corrida ou natação, segundo ele.

Por mais que seja possível se exercitar intensamente uma ou duas vezes por semana, Matheny diz que é muito melhor ser consistente, se você puder. “Você não precisa ir com intensidade todo dia, e inclusive seria melhor se você não fizesse isso, mas você deveria se mover todo dia de alguma forma”, diz ele.

8 atitudes saudáveis que aprendemos com Khloé Kardashian

Quem acompanha reality shows sabe exatamente do que e de quem estamos falando. Quem não,  basta saber que entre os dramas e agitos do programa ‘Keeping up with the Kardashians’, que acompanha o dia-a-dia da família mais famosa da tevê americana, os Kardashian-Jenner, há algumas lições a absorver.

A mais relevante delas é a discussão em torno das pessoas transgêneras, bandeira levantada pelo patriarca da família, Caitlyn Marie Jenner (nascida William Bruce Jenner), campeão olímpico, que, depois de anos vivendo numa luta constante em não se reconhecer no sexo e corpo de nascimento, resolveu fazer a transição de gênero, transformando-se numa mulher. Uma história e tanto!

Outro ponto interessante, e que interessa diretamente ao blog, é a mudança no corpo e na saúde de uma das irmãs da família, Khloé. A vida dela teve altos e baixos, como crises no casamento, o envolvimento do marido com drogas e um processo de divórcio (que parece ter estacionado). Apesar de trabalhar com moda e imagem, a Khloé sempre foi muito gente da gente: comia besteira, não seguia dietas e mantinha uma estrutura mais encorpada e com curvas. Mas, isso mudou completamente após sua separação, com uma rotina equilibrada de exercícios e alimentação saudável e hoje ela é uma referência de saúde e superação. Que tal se inspirar?!

Antes de depois da Khloé

Conteúdo original M de Mulher:

De todas as meninas do clã Kardashian-Jenner, Khloé é uma das que mais frequenta a academia e se dedica para manter um estilo de vida saudável – é só conferir as fotos que a  modelo publica no Instagram.  Em seu novo livro “Khloé – Strong Looks Better Naked”, ainda sem tradução para o português, ela compartilha alguns conselhos fundamentais para você se manter firme na dieta e, acima de tudo, no treino. Confira alguns truques para aumentar a sua motivação:

1. Use o exercício para acabar com o tédio e a ansiedade

Durante o seu casamento com o jogador Lamar Odom, Khloé precisou se mudar para Dallas. Segundo a celebridade, essa foi a primeira vez em que ficou longe da família e amigos. E o remédio para lidar com a solidão? Se exercitar regulamente. “Foi assim que eu comecei a lidar com meu próprio isolamento, visitando a academia do hotel todos os dias e, às vezes, duas vezes por dia. Com o tempo, eu fui me empolgando com os treinos”, revela.

2. Não dê ouvidos aos comentários sobre o seu corpo

Acredite: Khloé sempre gostou de suas curvas – até quando ela era mais cheinha. “Na verdade, eu estava tão confortável com minha aparência que, de alguma maneira, isso acabou moldando a minha personalidade. Eu era uma garota feliz, alegre e otimista. Eu nunca pensei sobre o meu peso, e como resultado, não era estressada – como a maioria das meninas da minha idade”, explica.

3. Encontre um exercício que você ama

Khloé é apaixonada por treino aeróbico e, descobrir isso, fez uma grande diferença no treino. “Se você quer saber o que realmente vai transformar o seu corpo, aqui está a resposta: encontre um exercício que você ama. Do contrário, não vai conseguir manter uma rotina de exercícios”, explica.

4. Determine as comidas que são certas para você

Atualmente, a celebridade segue uma dieta que evita laticínios – apesar de que, segundo ela, diminuir o queijo foi a parte mais difícil! “De certa forma, você é um laboratório. A resposta do seu corpo irá dizer exatamente o que funciona ou não para o seu organismo. Aposte no que te faz bem”, afirma.

5. Estabeleça metas

Quando Khloe se encontrou pela primeira vez com o seu personal Gunnar Peterson, ela precisou estabelecer metas para que ela pudesse seguir um plano de exercícios completo. Você deseja perder 3Kg? Quer conquistar o abdômen da JLo? Não importa o seu objetivo, certifique-se de que você estabeleceu metas para chegar lá. Quando perguntam se ela está treinando para algum evento específico, Khloé responde: “Sim, estou. Estou treinando para a vida”.

6. Sinta os benefícios

O seu abdômen pode demorar um pouco para ficar definido ou talvez você não enxergue os resultados na balança. O importante é que você entenda (e sinta!) os benefícios da atividade física. Assim, você nunca vai faltar o treino ou deixar o exercício de lado.

7. Evite a balança

Como já falamos antes, a modelo nunca se viu como uma pessoa gordinha. “Perder peso foi um efeito colateral agradável, não o objetivo”. Por isso, ela fica longe da balança e, na verdade, nem sequer tem uma casa. Ela enxerga o progresso pelo caimento das roupas, pela forma como ela se sente e pelos músculos visíveis – em seus braços ou barriga.

Toda linda e sarada em ensaio sensual para a revista Complex

8. Beba muita água – em todos os momentos!

No livro, você também encontra algumas receitas. Mas o segredo do corpão, segundo Khloé, é beber muita água. Não à toa ela mantém, pelo menos, quatro jarras de água em seu frigobar. E, para variar, a celeb gosta de incluir diferentes combinações de frutas.

Os benefícios do amendoim na alimentação pré e pós treino

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Não é segredo que investir em uma boa alimentação pré e pós-treino é essencial para conseguir bons resultados depois da malhação. Mas o que muita gente não sabe é que o amendoim pode ser aquele aliado especial que você precisa para conquistar o corpinho dos sonhos.

Segundo a nutricionista da ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), dra. Vanderlí Marchiori, alimentar-se corretamente antes e depois da prática de exercícios físicos faz toda a diferença. “Dentre as várias opções de alimentos, uma boa indicação é o amendoim, que possui alto valor nutritivo. Isto porque o corpo precisa estar bem nutrido e com boas reservas de energia para que se tenha um bom desempenho em todas as etapas do treino. Da mesma forma, comer corretamente após se exercitar é essencial para obter os resultados desejados”, explica ela.

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Além de ser rica em ácidos graxos insaturados, a semente é uma excelente fonte de proteína vegetal, fibras, vitaminas antioxidantes e minerais, entre eles vitamina E, selênio, magnésio e manganês, e fitoquímicos como o resveratrol.

“Consumir amendoim antes da atividade física é uma boa opção, seja para correr no parque, praticar um esporte coletivo ou até mesmo para a musculação. Por ser fonte de energia, pode ser combinado com outros alimentos, como frutas, tapioca, batata doce ou até mesmo pães integrais”, indica.

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Segundo a nutricionista, o consumo adequado é de 30g diários antes da prática de atividades físicas e 50g após o treino. “O amendoim tem a capacidade de manter os níveis de glicose no sangue estáveis. Como os exercícios tendem a reduzir estes níveis rapidamente, ele ajuda em sua estabilidade e garante um maior tempo de exercício sem desgaste intenso. Consumi-lo após a atividade física garante um interessante aporte proteico e bastante útil para a recuperação das fibras musculares, o que garante a otimização na formação de massa muscular”, explica.

Outros benefícios do amendoim:

Nada de cãimbras

Rico em potássio, o amendoim também previne o aparecimento de câimbras, garantindo a inclusão de exercícios para algumas pessoas com mais dificuldades, como quem realizou cirurgia bariátrica e necessita incluir a atividade em sua rotina, mas apresenta desconforto.

Menos dor muscular

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Além do potássio, a semente também é rica em magnésio, mineral que deve estar presente nas refeições, pois reduz as dores após a realização de atividades físicas e possui um papel especial no trabalho muscular, já que está muito relacionado ao ganho de massa magra e promove manutenção dos ossos, mantendo-os fortes e saudáveis.

Resistência lá em cima

A vitamina E, poderoso antioxidante, também está presente na composição do amendoim. Sua função está em aumentar a resistência muscular, reduzindo dores após o estresse gerado na atividade física sob os músculos.

Sem lesões

A vitamina impede que os radicais livres danifiquem as membranas celulares, pois o crescimento muscular e sua recuperação estão extremamente ligados a membranas celulares saudáveis. O consumo de amendoim como fonte de vitamina E é uma excelente estratégia para a prevenção de lesões.

Método Tabata: treinos curtos e intensos

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Você já ouviu falar no método Tabata. Ele está presente em aplicativos, indicações de blogueiras, sites de saúde e exercícios físicos e parece ter conquistado os praticantes. Mas o que realmente significa? O protocolo de tabata é um método de treino intervalado de alta intensidade que foi desenvolvido pelo pesquisador japonês Izumi Tabata, inicialmente para ser utilizado com a equipe de patinação de velocidade do Japão.

“Nos anos 90, uma equipe de pesquisadores japoneses decidiram que iriam buscar a resposta sobre que método era mais eficiente para o emagrecimento. Liderados pelo PhD Izumi Tabata, eles saíram em busca de respostas. Pesquisaram todo tipo de exercício, desde os aeróbicos de baixa intensidade, até exercícios de força. Sua pesquisa com o resultado foi divulgada no renomado Medicine and Science in Sports and Exercise e é considerado até hoje um marco na ciência do exercício físico. O que Tabata e seus pesquisadores conseguiram comprovar foi que a intensidade do exercício é tão importante ou até mais que o volume. Portanto, o mesmo pesquisador criou o método Tabata, que tem o respaldo científico de que funciona e deu origem a muitos outros programas que se basearam em sua metodologia.” Fonte Treino Mestre

A proposta do método veio de trabalhar e desenvolver as aptidões cardiorrespiratória e de força/resistência simultaneamente em um curto espaço de tempo trazendo de brinde um elevado gasto energético e a promessa de elevar o que chamamos de EPOC (excesso de consumo de oxigênio pós exercício) que em teoria ajuda a queimar mais gorduras. Essa novidade tem se popularizado muito no mundo inteiro e com o Brasil não poderia ser diferente, já que o sonho de todo mundo é conseguir resultados em pouco tempo.

O treino tabata em si tem uma duração total de 4 minutos, sendo 20 segundos realizando o máximo de repetições de um exercício que conseguir e 10 segundos de descanso. Esse procedimento deve ser repetido por oito vezes. Devemos lembrar que a proposta inicial foi apenas para o exercício agachamento livre, mas o método pode ser adaptado e realizado através da execução completa de outros exercícios que envolvam uma grande quantidade de massa muscular como a flexão de braço, por exemplo.

Tabata emagrece?

É importante que fique claro que o tabata é um método que vai trazer um gasto energético mais elevado e ainda pode ser que deixe seu corpo metabolizando um pouco mais de gordura por alguns minutos ou horas depois do treino. Mas isso não é sinônimo de emagrecimento, que só vai acontecer com um balanço calórico negativo, ou seja, tem que ingerir menos calorias do que gasta.

Tempo x intensidade

É impossível falar qual é mais importante: volume (tempo) ou intensidade. Isso porque vai depender dos objetivos e nível de condicionamento físico de cada um, sem contar a possível existência de algum problema de saúde, nível de coordenação e o quanto aquela pessoa sabe executar corretamente o exercício.

Dificilmente um iniciante, sedentário que nunca praticou atividade física pode iniciar com um método desse, se ele por acaso for um hipertenso, cardíaco, e tiver algum problema na articulação do joelho e ainda for fazer o tabata com agachamento piorou.

As limitações não se estendem apenas aos iniciantes, o treinamento funcional é hoje uma realidade, mas a grande massa tem tido nos últimos anos experiências com treinos usando apenas máquinas guiadas e quando você coloca uma pessoa dessa para agachar ela não sabe, não tem memória motora para isso. Por isso, a atividade física deve ser planejada a realidade de cada um, vai ter momentos que o volume de treino vai ser priorizado e vai ter momentos que a intensidade vai ser priorizada, ai entra o que chamamos de periodização de treino. Por conta disso, antes de sair fazendo esse protocolo procure a orientação de um profissional de educação física que entenda do assunto.

Frequência

Para se obter benefícios no sistema cardiorrespiratório e força/resistência a orientação é praticar o tabata 2 a 3 vezes por semana, se quiser mais contribuições para o emagrecimento de 3 a 7 vezes por semana, vale lembrar que os benefícios de força/resistência são apenas para a musculatura utilizada no exercício escolhido.

Combinações

No que diz respeito a benefícios de força/resistência o tabata deve ser combinado com outros exercícios tradicionais ou funcionais que vão trabalhar outros músculos. Por exemplo, fiz um tabata usando o agachamento, ai nesse dia posso realizar exercícios para membros superiores trabalhando a musculatura do tronco, dorsal, peitoral, bíceps, tríceps e deltoide (ombro), por exemplo. Além disso pode mesclar com outros métodos desde que esse método não solicite tanto a musculatura que vai ser utilizada no tabata. Por exemplo: fazer 40 minutos de corrida e depois o tabata no agachamento.

Dor depois da atividade física: Mitos e Verdades

Por Jessica Moraes em Mais Equilíbrio

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Quem pratica dança, musculação ou outro exercício de intensidade provavelmente já sentiu fortes dores musculares, que podem indicar uma carga acima da capacidade individual. Apesar dos benefícios que a atividade física oferece é preciso ter cuidado com os excessos.

O especialista em ortopedia Bernardino Santi explica como a intensidade da dor pode revelar a efetividade do exercício: “Essa sensação de ‘músculo pesado’ pode significar que o exercício teve o efeito inverso e causou danos ao organismo. Esse desconforto pode ocorrer logo após a atividade ou, até mesmo, alguns dias depois. Ele costuma aparecer quando há uma mudança, retomada ou aumento de intensidade na atividade, e seus efeitos, positivos ou negativos, variam de acordo com a intensidade da dor”.

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Por isso a situação deve ser avaliada para cada caso. A Dor Muscular Tardia, por exemplo, é a mais frequente e se caracteriza pela sensação de dor, cansaço muscular com diminuição da elasticidade muscular e diminuição de força nos músculos utilizados. Isso ocorre por consequência de microtraumas causados no tecido muscular.

Mas este sintoma indica que, necessariamente, o exercício não fez bem ao corpo? A dor muscular leve, após a prática de atividades físicas, é comum e não significa necessariamente lesão muscular. “Caso os sintomas de dor se agravem ou continuem por mais de cinco dias, um especialista deve ser procurado para indicar um tratamento e analisar mais profundamente o quadro, que pode significar um problema mais sério. Respeite os sinais de seu corpo e saiba dos seus limites”, observa Santi.

O especialista expôs oito mitos e verdades mais comuns sobre o tema, explicando cada um deles:

1) A dor muscular após exercícios é sempre negativa – MITO

A dor muscular que acontece após o esforço físico é diferente das lesões musculares. A dor leve após a atividade física é comum em muitos casos, mas, se for forte e ocorrer em pequenos esforços, pode significar que há lesões, entorses ou outras complicações sistêmicas.

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2) Sentir dor após o exercício físico pode ser sintoma de outro problema físico – VERDADE

A dor pode significar uma série de quadros, incluindo lesões como luxações, distensão muscular, rupturas dos tendões e até fraturas. Esses são problemas mais sérios e podem ser consequência de excesso em intensidade ou carga de exercícios.

3) Outros órgãos ou medicamentos podem ser responsáveis pelas dores – VERDADE

Não se deve nunca descartar problemas em outros órgãos ou sistemas que podem ser causadores dos desconfortos musculares. Alguns medicamentos anticolesterol podem causar estas dores musculares, portanto deve-se sempre avaliar o paciente individualmente.

4) Há mais de um tipo de dor que seja possível sentir após atividade física – VERDADE

A dor aguda, que é outro tipo de dor, ocorre durante ou imediatamente após o exercício. Ela reflete sinais de fadiga e representa a consequência da produção de substâncias químicas decorrentes do exercício e que são eliminadas dentro da primeira hora de repouso.

5) Sentir dor após a musculação é comum e o desenvolvimento muscular só acontece quando isso ocorre após o exercício – MITO

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Este é um dos equívocos mais comuns. A dor não é necessária e o músculo pode crescer apenas com tensão. A maioria das pessoas pensa que a sensação de dor é necessária para o crescimento muscular, mas é possível ganhar massa muscular sem sofrê-las, sejam elas leves ou intensas.

6) Deve-se evitar o uso do músculo que está dolorido – MITO

A dor não é necessariamente um aviso para interromper as atividades daquele músculo. Exercícios posteriores podem aliviar as dores, apesar de agravá-las no início. É um sinal de que o corpo está se acostumando com a atividade.

7) As dores musculares podem ser evitadas, mesmo com a prática de exercícios – VERDADE

Quando a atividade é praticada regularmente e você acaba adquirindo condicionamento físico para treinos mais puxados, as dores tendem a diminuir ou sumir. Fazer alongamentos também pode prevenir os atletas esporádicos de eventuais lesões.

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8) Apenas o tempo pode curar a dor muscular – MITO

Alguns suplementos alimentares combinados às vitaminas C e E podem colaborar para o tratamento da dor. Outras ações como massagem suave no local, acupuntura, terapia com florais, compressas quentes e frias e shiatsu também podem ajudar!

Suor e malhação – esse esforço regular pode salvar a sua vida

Fonte: Science Daily
Tradução livre de autoria do blog

A atividade física que te faz inchar e suar é fundamental para evitar a morte prematura, segundo descobriu um grande estudo australiano com adultos de meia-idade.

Os pesquisadores acompanharam 204.542 pessoas em mais de seis anos e compararam aqueles que se engajaram em uma única atividade moderada (como natação poucas vezes na semana e tênis social) com aqueles que praticaram pelo menos alguma atividade vigorosa (como corrida e ginástica aeróbica).

Eles descobriram que o risco de mortalidade para os adeptos de exercícios vigorosos foi entre 9 a 13 por cento mais baixo do que aqueles que apenas fizeram atividade moderada.

“Os benefícios da atividade vigorosa são aplicados a homens e mulheres de todas as idades, independentemente da quantidade total de tempo gasto fazendo atividades”, disse o autor principal do estudo, Klaus Gebel, do Centro de Prevenção de Doenças Crônicas da James Cook University.

Já o co-autor da pesquisa, Melody Ding, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Sydney, disse que atividades que exigem mais força e empenho do praticante devem ser mais fortemente incentivada em diretrizes clínicas e de saúde pública. Pois, “os resultados mostram que sendo ou não obeso, tendo ou não doença cardíaca ou diabetes, se você consegue fazer alguma atividade vigorosa, isso pode lhe oferecer benefícios significativos para a longevidade.”

A Organização Mundial de Saúde – e as autoridades de saúde de países como os Estados Unidos, Reino Unido e Austrália – aconselha que os adultos devem acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana.

“A orientação permite que as pessoas escolham o nível de intensidade do exercício, ou uma combinação de níveis, considerando dois minutos de exercício moderado o equivalente a um minuto de atividade vigorosa”, disse Ding. “Pode não ser uma troca de dois-para-um simples, que é a base das orientações atuais”, disse ela. “Nossa pesquisa indica que incentivar atividades vigorosas pode ajudar a impedir mortes evitáveis ​​em idades prematuras.”

O estudo classificou os participantes em três grupos: os sedentários, aqueles mantinham 30 por cento ou mais de atividade em nível vigoroso e aqueles que relataram sempre manter o nível vigoroso.

A taxa de mortalidade para os que relataram ter até 30% atividade vigorosa foi 9% mais baixa do que os que não mantêm nenhuma atividade nessa intensidade. Já para aqueles cuja rotina de exercício era vigorosa por mais de 30% do tempo, a taxa de mortalidade foi reduzida em 13%.

Então, quem deve obter se exercitar assim e quanto precisa fazer? “Nossa pesquisa indica que mesmo pequenas quantidades de atividade vigorosa pode ajudar a reduzir o risco de morte prematura”, disse Gebel. Para aqueles com restrições médicas, idosos em geral e quem nunca fez qualquer atividade intensa ou exercício é sempre importante conversar com um médico primeiro. “Estudos anteriores indicaram que o treinamento intervalado (HIIT), com tiros de maior esforço, também é viável às pessoas mais velhas, incluindo os que estão obesos ou acima do peso.”

Referência:
Klaus Gebel, PhD,; Ding Ding, PhD; Tien Chey, Mappstats; Emmanuel Stamatakis, PhD,; Wendy J. Brown, PhD; Adrian E. Bauman, PhD. Effect of Moderate to Vigorous Physical Activity on All-Cause Mortality in Middle-aged and Older AustraliansJAMA Internal Medicine, April 2015 DOI:1001/jamainternmed.2015.0541