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Aprenda a fazer o autoexame da pele e previna o aparecimento de melanomas

Conteúdo original Revista Suplementação

Maio é o mês do Combate ao melanoma e todos sabem que principalmente no verão os índices de radiação atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho). Mas a verdade é que a radiação também é um fator de preocupação no inverno.

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“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e de se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, orientou a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua. Portanto, morar num país como o nosso e com níveis de radiação tão altos, a realização do autoexame dermatológico está indicada para todos.

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O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, possuem mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras, têm lesões em áreas de atrito, como área da peça intima, soutien, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando. Para a Dra. Claudia Marçal, “podemos realizar este procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”.

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“Este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele muito clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento”, alerta Dra. Claudia.

Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta Dra. Claudia.

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Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

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“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada. “Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda Dra. Claudia.

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Autoexame da pele

  • Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
  • Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
  • Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
  • Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
  • Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
  • De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
  • Sentada (o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
  • Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

Fonte: Dra. Claudia Marçal

Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB e Membro da American Academy of Dermatology cme na Harvard Medical School.

Manchas escuras nas unhas e o que elas significam

Conteúdo original Minha Vida

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As unhas, como diversas outras partes do corpo, podem dar dicas importantes sobre a saúde. As manchas são um bom indicio, já que vários problemas diferentes podem causar manchas nas unhas. De modo geral, as unhas podem ficar manchadas de marrom, preto, roxo, azul, verde ou vermelho.

Manchas comuns

A causa mais comum de manchas nas unhas é o hematoma que surge devido a um trauma, que pode ser muito agudo, como fechar o dedo numa porta, por exemplo; ou crônico: quando usamos sapatos apertados ou praticamos algum esporte de impacto. Essas manchas são arredondadas, acastanhadas, arroxeadas ou enegrecidas, mas tendem a “subir” com o crescimento das unhas, deixando a raiz da unha limpa.

No hematoma, houve um sangramento por lesão do leito da unha (o local onde a placa da unha está apoiada). Pode ser doloroso, no caso do trauma agudo; ou indolor, nos casos crônicos. Esse quadro não tem maior gravidade e o médico deve ser procurado apenas nos casos agudos, acompanhados de dor ou quando existe deformidade da unha.

Sintomas mais graves

No entanto, existem outras manchas que podem significar algo mais grave, como uma infecção e até mesmo um tumor de pele. Quais são os sinais de gravidade?

Manchas listradas

 

As manchas listradas castanhas e negras são as mais preocupantes. Principalmente quando se trata de uma listra presente em apenas uma das unhas e que se alarga rapidamente. Também devemos nos preocupar se elas vão ficando mais escuras e mais largas, lentamente, com o passar dos anos. Isso pode ser uma pinta que está presente na fábrica da unha e, assim como as pintas do restante da pele, podem ser benignas ou malignas. Se você tem um sinal desses nas suas unhas é interessante que um dermatologista examine você.

As manchas listradas escuras presentes em várias unhas podem surgir em pessoas orientais e da raça negra e nada mais são que “manchinhas” que surgem por machucadinhos na fábrica da unha. Assim como essas pessoas podem manchar a pele após um ferimento, por possuírem muitas células produtoras de melanina, também pode ocorrer o mesmo fenômeno na fábrica da unha. Isso pode surgir com ou sem inflamação atual das unhas. Também pode ser uma sequela de micose ou indicar uma micose em atividade.

Em resumo: se surgir uma linha ou listra escura em uma única unha é melhor procurar o médico para ser examinado. Esse tipo de problema pode ser o melanoma da unha, um tipo agressivo de câncer de pele. A boa notícia é que quando esse diagnóstico é feito logo no início do quadro, o tratamento é rápido e geralmente leva à cura completa da doença, sem riscos para o paciente.

Manchas azuladas ou vermelhas

Tumores benignos das unhas são muito raros, mas também podem surgir com manchas azuladas e vermelhas. Em geral, isso é acompanhado de dor. Os sinais mais preocupantes, nesse caso, seriam: o surgimento de inflamação e de deformidade na unha, que pode ficar com um aspecto incomum. Neste caso também é importante ser examinado pelo especialista.