Paralisia do sono: como acontece, diagnóstico e tratamento

Conteúdo original Minha Vida

Estima-se que até quatro em cada dez pessoas podem ter vivenciado a paralisia do sono alguma vez na vida. O fenômeno acontece no meio da noite, quando a pessoa acorda, mas não consegue mover seu corpo.

Sonhos e alucinações, às vezes envolvendo imagens assustadoras, em geral estão presentes, e a pessoa pode desenvolver um trauma para dormir. Na grande maioria das pessoas, a paralisia é um evento passageiro, relacionado com algum estresse ou mudança de hábito do sono, e não uma doença.

Existem várias crenças populares que tentam explicar a origem do fenômeno, e é importante que a pessoa saiba que há uma explicação científica para o fenômeno e procure ajuda de um profissional da área.

Como a paralisia do sono acontece

A paralisia do sono acontece quando a pessoa acorda durante o estágio REM (rapid eye movement = movimento rápido dos olhos). Esse estágio se caracteriza por atividade cerebral intensa e sonhos bastante vívidos.

Durante o sono REM nós também temos um relaxamento muscular importante. É normal que nosso sonho envolva movimentos, mas nosso corpo não responde a eles, o que evita acidentes com a própria pessoa ou companheiros.

A sensação de paralisia acontece porque o cérebro da pessoa despertou antes do corpo. Neste momento, o cérebro pode ainda estar envolvido com sonhos, numa espécie de confusão mental. A pessoa tem uma sensação terrível de não se mexer, além de estar vivenciando as imagens do sonho recente.

Como é feito o diagnóstico?

Se os episódios de paralisia estiverem repercutindo na vida da pessoa, é importante que procure um profissional na área de Medicina do Sono.

O especialista irá procurar por doenças que possam ser a causa da paralisia do sono, como a narcolepsia e outras doenças neurológicas. Se for necessário, pode ser solicitado o exame de polissonografia, para avaliar todas as fases do sono e outros distúrbios como a apneia do sono, que também pode levar a despertares e sensação de sufocamento no meio da noite, que se confundem com o quadro da paralisia.

Tratamento para paralisia do sono

Se for identificada uma doença como a narcolepsia ou apneia do sono, o tratamento será direcionado para o problema. Na maioria dos casos, não se encontra uma causa específica para a paralisia.

É importante manter a calma durante os episódios e focar em alternativas para evitar o problema. Hábitos do sono mais saudáveis, como ir para cama em horários regulares, fazer atividades mais calmas próximo de dormir e evitar bebidas alcoólicas e medicamentos que relaxam a musculatura, são bastante eficazes. Também é importante respeitar o número de horas de que o corpo de cada um necessita e ter atenção a problemas emocionais, como ansiedade.

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Transtorno do Pânico: o que é e como tratar

Muita gente passa por episódios e experiências que incluem dois sintomas que podem parecer bem comuns: dor no peito e ansiedade. Mas será que eles são realmente inocentes ou querem indicar algum tipo de desordem? Vamos abordar um estado que inclui esses sintomas: o transtorno do pânico.

Síndrome do pânico, transtorno do pânico e ataque de pânico são tudo a mesma coisa ou tem alguma diferença? Antes de falarmos do que se trata esse quadro, é importante diferenciarmos cada situação.

O que é o Transtorno do Pânico?

Ter um ataque de pânico é diferente do transtorno do pânico. Um ataque de pânico ocorre de repente e, normalmente, atinge o seu pico dentro de 10 minutos antes que o paciente se acalme. O incidente inclui uma intensa sensação de medo ou ansiedade, juntamente com, pelo menos, quatro dos seguintes sintomas:

  • Suor
  • Dor no peito
  • Taquicardia
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Formigamento
  • Tremor / agitação
  • Náusea / desconforto abdominal
  • Arrepios / afrontamentos
  • Medo de morrer

O transtorno ou síndrome do pânico, por outro lado, é diagnosticado quando os ataques de pânico são recorrentes e imprevisíveis. Pois eles parecem ocorrer do nada e os pacientes, muitas vezes, sofrem com o medo de ter outro. Este receio deve ser tecnicamente presente durante, pelo menos, um mês para que a pessoa seja diagnosticada com transtorno do pânico.

E esse medo é tão grande que começa a mudar a maneira como as pessoas se comportam, a fim de evitar que os episódios de pânico aconteçam. Por exemplo, aqueles com transtorno podem se recusar a deixar suas casas por medo de ter um ataque em lugares públicos ou em meio a multidões. Eles podem recusar-se a tomar um ônibus ou participar de reuniões de trabalho por medo de sofrerem um ataque. Isto é referido como “agorafobia” ou o medo do lado de fora.

Além disso, pelos sintomas serem tão angustiantes, os pacientes, muitas vezes, têm muito medo de possivelmente estarem sofrendo um ataque cardíaco e serem vistos várias vezes nas salas de emergência por alarmes falsos. Na verdade, ataques de pânico e ansiedade são algumas das causas mais comuns de dores no peito.

Quem sofre com o Transtorno do Pânico?

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Cerca de 5% da população sofre de transtorno do pânico, embora estudos mostram que até um terço de nós já experimentou um ataque de pânico. Ele tende a ser duas vezes mais comum em mulheres e pode começar cedo, ainda na adolescência.

O transtorno do pânico tende a ocorrer em pessoas com histórico familiar de ansiedade, mas fatores ambientais também contribuem para o seu desenvolvimento. Por exemplo, pessoas que experimentam eventos estressantes ou que tenham sofrido traumas de infância podem desenvolver o transtorno do pânico, especialmente se elas já têm uma tendência genética.

O que pode ser confundido o Transtorno do Pânico?

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Antes de chegarmos às conclusões, é importante descartar outras causas, fatores e sintomas semelhantes. Ao discutir seus sintomas com o seu médico, você provavelmente fará um exame de sangue para descartar o hipertireoidismo, além de um possível eletrocardiograma e/ou monitoramento cardíaco, se tiver sintomas cardíacos, tais como palpitações ou dor no peito.

A cocaína, anfetaminas e o uso excessivo de cafeína também podem desencadear ataques de pânico e/ou agravá-los. Portanto, se você for usuário dessas substâncias, é importante parar e compartilhar essa informação com o seu médico.

Como é tratado o Transtorno do Pânico?

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A primeira linha de tratamento é feita com um grupo de medicamentos chamado “Selective Serotonin Reuptake Inhibitors” (ou SSRIs) [traduzindo: Inibidores Seletivos da Recaptação], que tendem a funcionar muito bem na prevenção de futuros ataques de pânico através da regulação das substâncias químicas do cérebro, que são muitas vezes são desequilibradas em pacientes com distúrbios de pânico. Essas drogas podem demorar de 2 a 6 semanas para começar a fazer efeito, mas tendem a reagir bem para a maioria das pessoas.

Alguns médicos prescrevem benzodiazepínicos, como o alprazolam, que são necessários nas primeiras semanas, até que o SSRI entre em ação. No entanto, as benzodiazepinas são altamente viciantes e têm efeitos colaterais significativos. Elas não devem ser tomadas a longo prazo e não são o  melhor tratamento para a desordem de pânico.

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Também é importante dormir o suficiente todos os dias, exercitar-se e evitar a cafeína, a fim de minimizar os sintomas.

Além disso, muitos pacientes com transtorno de pânico automedicam-se com álcool, abuso de substâncias ou medicamentos prescritos. Essa atitude pode aliviar temporariamente os sintomas, porém irá piorar a situação em curto prazo.

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Portanto, se você sofre de transtorno do pânico, busque a ajuda de que precisa com um médico generalista ou um psiquiatra que poderá prescrever-lhe o tratamento adequado, o que pode incluir medicamentos, terapia de diálogo ou ambos. O que você não deve fazer é negociar um transtorno com outro, criando um vício apoiado em seu pânico.

Por favor, note que todo o conteúdo aqui é estritamente para fins informativos. Este conteúdo não substitui qualquer conselho, julgamento ou raciocínio médico, que é o seu provedor habilitado de saúde pessoal. Por favor, procure sempre um profissional licenciado em sua área sobre todas as questões e problemas relacionados com a saúde.

Fonte: Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog