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Novo mês, novas perspectivas

Nas mãos, uma fonte de vitalidade

Conteúdo original Bons Fluidos Digital

Segundo os Vedas, livros que guardam sabedoria indiana, a natureza é composta de cinco elementos – água, terra, fogo, ar, espaço – que, assim como os planetas, tem influência sobre o funcionamento dos nossos órgãos vitais, representados por cada um dos cinco dedos. Quando esses elementos estão em equilíbrio, gozamos de plena saúde. A doença é resultado da desarmonia.

Os mudras, gestos específicos capazes de reequilibrar os centros energéticos do corpo, ajudam a reequilibrar os elementos e chacras. “Ao tocar a ponta do dedo relacionado a um deles. “Ao tocar a ponta do dedo relacionado a um deles com a ponta do polegar dessa mão, você ativa vários tipos de energia e as harmoniza”, diz a terapeuta Márua Roseni Pacce.

O polegar se relaciona ao elemento fogo, rege o plexo solar (região da boca do estômago e o abdômen). O indicador representa o elemento ar e relaciona-se ao coração. O dedo médio concentra as energias do espaço, que regem a garganta. O anular simboliza o elemento terra, que tem sua energia concentrada na região pélvica. O dedo mínimo rege o elemento água, os rins, os ovários e as gônadas.

Bem-vindo, outono!

Que tudo venha assim, no silêncio, devagar, sem fazer alarde. Leve como uma folha que cai no outono (…)

Maíra Cintra

7 passos para começar a meditar

Conteúdo original Mais Equilíbrio

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Já está comprovado que a meditação tem a capacidade de transformar a vida de uma pessoa e fazer com que ela realmente descanse. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia e publicada na revista Translational Psychiatry afirma que um período de práticas de meditação promove o relaxamento por tempo mais prolongado que o mesmo período de férias.

Os coachs e escritores Bruno Gimenes e Patrícia Cândido, autores da obra “Conexão com a Prosperidade” e fundadores da instituição espiritual Luz da Serra, ensinam os 7 passos iniciais que devem ser dados para começar a meditar. “Para níveis avançados, é importante procurar instrutores, mas qualquer um pode iniciar o processo de meditação com essas práticas”, explica Bruno.

Segundo Patrícia, a meditação pode ser um desafio no começo. “O segredo é não desistir e colocar a prática como parte do seu dia a dia”, completa.

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1– Escolher um bom local:

Segundo os escritores, a escolha do local influencia diretamente no processo de meditação. “O local ideal vai ser aquele em que você consiga se conectar com você mesmo, que não sofra interrupções e o principal, em que você se sinta confortável”, explica Patrícia. Bruno conta que, caso não seja possível criar um cantinho para meditação em casa, pode ser um espaço dentro do próprio quarto, por exemplo. “Velas, plantas e incensos são bem-vindos”.

2– Determinar uma posição confortável:

O segundo passo é definir uma posição realmente confortável para permanecer imóvel por algum tempo. “O ideal é estar sentado, então a dica é usar uma almofada firme para ter mais estabilidade”, explica Bruno, que alerta para evitar sentar-se na própria cama.

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3- Garantir silêncio

Mesmo que algumas pessoas consigam se concentrar com barulhos ao redor, o ideal é manter um ambiente silencioso. “Para entrar em estado de relaxamento, tome um banho quente, e em seguida desligue o celular e aparelhos eletrônicos”, sugere Patrícia.

4- Concentrar-se na respiração

Segundo os especialistas, é necessário focar-se completamente na respiração para afastar os pensamentos. “Crie uma percepção da sua respiração, sinta o ar entrando e saindo dos seus pulmões, respirando de forma lenta”, ensina Bruno. Patrícia ensina que, quando pensamentos vierem à mente, basta voltar a se concentrar na respiração. “Você pode imaginar inspirar a pureza e expirar as tensões, e assim esse processo de concentração vai, aos poucos, conduzir a mente ao estado de meditação”.

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 5- Mantenha o hábito de fazer os exercícios

Como a meditação é algo muito próprio de cada um, o importante, segundo os especialistas, é manter a prática e ir moldando-a conforme for evoluindo. “Existem meditações guiadas e não guiadas, e a escolha depende de cada pessoa”, explica Patrícia. A escritora conta que os iniciantes podem se sentir mais confortáveis na primeira opção. “Também existem mantras, que são os sons sagrados da tradição budista, e que têm o poder de criar encantamentos e atrair as melhores vibrações”, explica, destacando que existe a possibilidade de criar um mantra próprio.

6- Acalmar a mente

Bruno conta que a meditação tem como principal objetivo o de silenciar e acalmar a mente, e esse é o grande ponto de partida para as transformações internas capazes de combater a ansiedade, insônia e outros sintomas da vida moderna. “Com tantos estímulos externos, acabamos nos esquecendo da possibilidade de nos desligar e entrar em contato com nosso mundo interior”, destaca. Assim, as primeiras tentativas de meditação deverão ser interrompidas por diversos pensamentos que virão à tona. “Sempre que eles surgirem na mente, retorne sua atenção para o seu propósito e foque naquele momento, pois os seus problemas estarão lá quando você terminar, e você estará em melhor estado para poder resolvê-los. E quanto mais você fizer esse exercício, mais fácil será da próxima vez”, completa Patrícia.

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7- Voltar devagar 

Assim que o período de meditação acabar, Bruno conta que não se deve levantar rapidamente. “Após fazer o exercício, retome sua respiração normal e calmamente abra seus olhos”, ensina. Segundo Patrícia, deve-se encerrar a meditação com o sentimento de gratidão ou uma oração que mentalize todos os seres humanos e a natureza. “Mexa braços e pernas devagar, alongue-se e aos poucos vá voltando à sua rotina”.  Após seguir todos os passos, os especialistas contam que basta colocar a meditação na rotina. O ideal é que começar meditando por cerca de 10 a 15 minutos por dia, e passar para 30 minutos após um mês. Eles destacam que a prática regular é transformadora: melhora a facilidade de se concentrar e de se desvencilhar do turbilhão de pensamentos que ocorre ao longo do dia.

Caldo de Cana para turbinar o treino

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O caldo de cana já foi considerado um vilão para os praticantes de atividade física e hoje, depois de uma série de pesquisas sobre o tema, se tornou um dos melhores alimentos para ser consumido antes ou depois do exercício. Isso se deve ao fato dele ser rico em glicogênio, por isso fornece bastante energia ao organismo e principalmente ao músculos, potencializando o treino.

Além disso, é fonte das vitaminas A, B e C, bem como dos minerais ferro, cálcio, potássio e magnésio. A garapa, nome popular da bebida é recomendada no pré-treino para dar energia, e no pós treino, para ajudar a recuperar os músculos, evitando a fadiga, além de hidratar o corpo rapidamente e repor as vitaminas e minerais perdidos durante a prática de atividade física.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acompanhou a rotina dos jogadores de um time de futebol, a fim de avaliar como o corpo deles reagia diante de tantos exercícios. O principal marcador mensurado foi a ureia, que ajuda a verificar se há ou não perda muscular.

Os suplementos energéticos industrializados comumente ingeridos ao final dos treinos foram substituídos pelo caldo de cana, que possibilitou a diminuição dos índices de ureia no sangue, significando menor queima de massa muscular durante o exercício. Além disso, melhoraram a performance dos treinos, conseguindo correr mais.

Natural e por isso bastante saudável, a bebida, ao contrário do que muitos pensam, possui poucas calorias. Um copo de 250 ml de caldo de cana possui apenas 124 kcal (a mesma medida de suco de laranja possui 173 kcal).

E quando comprada no famoso carrinho de rua, você pode adicionar outros ingredientes, como limão, gengibre e água de coco, aumentando a oferta de nutrientes, ajudando até a combater doenças renais.

Natureza versus criação: Qual é mais importante?

Quando se trata de saúde mental, o debate da natureza versus a criação se mantém com força. Com a melhora da tecnologia, as imagens do fMRI (imagem funcional de ressonância magnética) e da sequenciação do genoma demonstram que as doenças mentais são mais influenciadas pela biologia do que nunca antes se acreditou.

Mas, a influência da experiência de vida é indiscutível. Enquanto a tendência histórica para culpar as mães pela doença mental de uma criança crescida (ela era muito fria, muito sufocante, etc) tem sido, felizmente, reduzida em grande parte, não há como negar que as experiências da infância desempenham um papel na saúde mental de adultos. Mas o que é mais importante: a natureza ou a criação?

Natureza versus Criação

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Num estudo deste ano, a prestigiosa revista Nature Genetics se comprometeu a sublime tarefa de reanalisar praticamente todos os estudos em gêmeos realizados nos últimos 50 anos: 2.748 estudos, para sermos exatos, que inclui mais de 29 milhões de gêmeos.

E, por que estudos individuais? Gêmeos monozigóticos (isto é, idênticos) têm a mesma composição genética, tal como se desenvolveram a partir do mesmo ovo fertilizado. Assim, quaisquer diferenças entre os gêmeos são devidas, por extensão, ao meio ambiente.

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Então, qual é a resposta no debate natureza-criação? Segundo os pesquisadores, é cerca de 50 a 50. Especificamente, cerca de 49% de variação entre indivíduos é devido à genética e 51% é devido ao meio ambiente.

Podemos chamar isso de um empate entre natureza e criação, mas, ao mesmo tempo, o estudo incluiu a herdabilidade de características de todo o espectro, desde a altura (que é principalmente genética) ao que os pesquisadores apelidaram de “valores sociais” (que são, na maior parte, do ambiente).

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Mas o que a média de 50 a 50 nos diz? Em suma, as conclusões que podemos tirar são menores do que as perguntas que o estudo mostra. Em geral, perguntar se a porcentagem de um determinado traço é genética ou ambiental é apenas uma maneira de olhar para o equilíbrio natureza-criação, e talvez o menos efetivo.

Outra visão é a de que a genética predispõe o indivíduo ao distúrbio, como a depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo, e o ambiente sugere o equilíbrio. Numa analogia menos delicada, a genética carrega a arma e o ambiente puxa o gatilho.

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Contudo uma outra maneira de olhar para a questão da natureza versus a criação é: a genética determina uma série de possíveis resultados e o meio ambiente determina o intervalo de terras individuais; por exemplo, em termos de QI, a genética determina a gama de possíveis capacidades intelectuais, e o ambiente a nutrição em anos de educação, o número de livros em casa, enfim, determina quão longe dentro desse intervalo o QI vai subir.

Em suma, a conclusão de 50 a 50 é mais complicada do que à primeira vista. Mas, olhe para esse número de outra maneira e verá que, de qualquer forma, os pais sempre serão culpados.

Referência

Polderman, TJC, et al.  (2015). Meta-analysis of the heritability of human traits based on fifty years of twin studies. Nature Genetics. doi:10.1038/ng.3285

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog.

Beleza gera mais beleza? Quando olhamos para o belo do cotidiano trazemos o melhor para dentro de nós

Texto de Rosane Queiroz

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“Fui assaltada. Pela beleza. Era uma terça-feira luminosa, por volta de 11h. Parei o carro no farol vermelho, com o vidro aberto. Um homem, segurando quatro buquês de rosas na mesma mão se aproximou e, como quem aponta uma arma, ostentou aquele mar de rosas, bem diante do meu nariz. Deu para sentir o perfume. “São lindas!”, comentei.
O farol abriu e segui em frente, com um sorriso. Senti que o vendedor quase me ofereceu um ramalhete de presente, pelo encanto que as flores despertaram em mim. A beleza de algo ou alguém talvez possa ser medida assim, pelo tamanho do impacto e deleite que provoca. A imagem daquelas flores robustas, envoltas em celofane, me acompanhou até em casa.
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Ao chegar, o encanto se quebrou. Abri o laptop e, no meu feed de notícias, uma amiga dizia: “Eu não quero ver um homem sendo queimado vivo!”, referindo-se a mais um vídeo-barbárie dos terroristas islâmicos, exibido nas redes sociais naquela semana. Entre o horror e as rosas, lembrei do que tinha ouvido há poucos minutos: “Ver o belo é um treino e uma escolha”, disse o professor Basilio Pawlowicz, filósofo e cofundador da Associação Palas Athena, organização sem fins lucrativos que tem como missão aprimorar a convivência humana por meio da articulação  de culturas e de saberes diferentes. Bonito, não?
Professor Basilio, um doce senhor de olhos azuis, sotaque argentino e fala suave, confessa que todos os dias pela manhã se deprime “un poquito” ao ler os jornais. “As feiuras do mundo são mais do que evidentes. Resgatar o belo é uma necessidade imperiosa. Mas onde ele está?”, o filósofo mesmo se pergunta.
Bem-humorado, se declara compadecido com minha dura tarefa de buscar o significado da beleza e traduzi-la em palavras. “A clareza do jornalista é uma gentileza para o leitor. Sem beleza, ninguém lê nada”, ele desafia. “Pergunte a um sapo o que é belo e ele dirá que é sua fêmea. Pergunte a mesma coisa a um filósofo e ele responderá com um imbróglio”, brinca, citando Voltaire. Para sair do “imbróglio”, três parágrafos depois, vamos à beleza que mora na filosofia. Não há como fugir do feio, concordamos eu e o sábio Basilio.
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Somos produtos desse tempo, portanto, possuímos as virtudes e defeitos dele. Reconhecer a existência da feiura, e, no entanto, optar bela harmonia (sem se alienar), é um caminho possível. Imagine: “Se alguém lhe oferece um prato de comida estragada, com mau cheiro, o que faz? Vai comer? Você é o resultado daquilo com o que se alimenta. Da qualidade dos pensamentos depende a qualidade da nossa vida. Se nos comprometemos apenas com as fealdades do mundo, enxergando apenas o que há de ruim, também nos tornamos feios, deprimidos, cúmplices dos horrores”, diz o professor. (…)”
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Pense nisso e cerque-se do que é belo. Aguce seus sentidos para enxergar aquilo que realmente pode ser capaz de preencher a sua alma e o seu espírito!
Boa semana!