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Dieta cetogênica e gripe: qual é a relação?!

Dieta cetogênica e gripe: qual é a relação?!

Você decidiu experimentar a dieta cetogênica. A dieta pobre em carboidratos e gorduras pode ser ótima para diminuir o peso corporal e pode dar-lhe um impulso no desempenho de resistência, mas o corpo muitas vezes precisa de um pouco de tempo para se adaptar ao uso da gordura como sua principal fonte de energia. Muitas vezes, há alguns sintomas envolvidos durante esse período de adaptação.

Esses sintomas são chamados de “gripe-cetogênica”, um conjunto comumente experimentado de efeitos colaterais associados à retirada de carboidratos. Os sintomas relatados incluem: alterações de humor, irritabilidade, fadiga e tontura. Isso pode soar como sintomas de abstinência do abuso de substâncias. Curiosamente, estudos recentes compararam o efeito dos carboidratos (particularmente açúcar) no cérebro com o efeito de drogas viciantes como a cocaína. Esses sintomas da cetogênica podem durar entre um dia a duas semanas.

O que causa o gripe cetogênica?

Os carboidratos normalmente contribuem muito para as necessidades de energia do corpo. Quando eles são restritos na dieta, o corpo responde através de uma série de mudanças para a transição do uso de glicose como fonte de energia para o uso de gordura como fonte de energia, bem como cetonas.

Essa troca de engrenagem pode ser entendida como uma resposta positiva do organismo; mas também é o motivo da gripe cetogênica. Primeiro, o açúcar no sangue cai e causa hipoglicemia, que é a baixa de açúcar no sangue. Depois, mudanças ocorrem em outros sistemas corporais que alteram os níveis de eletrólitos, água e hormônios – o que pode levar à desidratação durante a dieta cetogênica.

Evite estas atividades se você está experimentando a dieta cetogênica

Como com qualquer tipo de doença, seu corpo reagirá com algumas limitações físicas ou até mesmo mentais. Se você não está se sentindo 100%, não deve forçar o seu corpo. Embora esses sintomas parecidos com os da gripe possam ser temporários, o ideal é que você espere até que os sintomas desapareçam antes de fazer:

  • Atividade física extenuante;
  • Extrapolar o seu horário de dormir;
  • Contar calorias.

Recomendação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a distribuição dos macronutrientes para indivíduos saudáveis seja de: 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. A dieta cetogênica vai completamente contra a orientação da OMS e ainda pode causar uma série de problemas de saúde. Por isso, a grande maioria dos médicos nutrólogos e nutricionistas não recomendam que as pessoas façam a dieta cetogênica para a perda de peso.

Esta dieta só é orientada para crianças com crises de convulsão e mesmo assim deve ser realizada com acompanhamento médico. Diversas pesquisas mostraram que este tipo de dieta ajuda a reduzir a quantidade de crises de convulsão, mas mesmo neste caso a dieta deve ser realizada com supervisão médica.

Este artigo foi originalmente publicado pela HVMN.

Cinco dicas para reduzir o açúcar

Conteúdo original de Terra Saúde

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Pense em um quilo de açúcar. Sim, um desses pacotes que compramos no supermercado e com o qual podemos encher o açucareiro várias vezes. Parece muito, não? Mas é a mesma quantidade que um adulto consome, em média, em duas semanas. E os adolescentes ingerem um pouco mais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que o açúcar seja apenas 5% da dieta – e isso inclui aquele presente em alimentos que nem imaginamos. De acordo com a OMS, o ideal é que o açúcar seja apenas 5% da dieta – e isso inclui aquele presente em alimentos que nem imaginamos.

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Muitos se surpreenderão de que seja tanto. Sabemos em quais alimentos é óbvio que haja açúcar, como chocolates e biscoitos. Mas também há grandes quantidades “escondidas” em outras comidas que não necessariamente são consideradas doces.

A BBC preparou algumas dicas para que você diminua a quantidade de açúcar que consome no seu dia a dia, para assim ter uma vida mais saudável.

1. Qual deve ser o limite diário?

Em março deste ano, a OMS reduziu sua recomendação de consumo diário de açúcar para uma dieta saudável a 5% do total de calorias ingeridas. O limite máximo é de 10%. Essa recomendação é um desafio, considerando os hábitos alimentares de hoje em dia. Nos países ocidentais, o açúcar pode representar até 15% da ingestão diária de fontes de energia.

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No entanto, alguns nutricionistas vão além e recomendam o consumo de menos de 3% na dieta. Esses limites são para todos os tipos de açúcar contidos nos alimentos, tanto os naturais – os existentes no mel, leite e sucos de fruta, por exemplo – como o açúcar cristal e o refinado, porque o corpo não distingue a diferença entre suas versões naturais e processadas.

Na prática, todos os tipos de açúcar são transformados em glicose e frutose e acabam processados pelo fígado.

2. Quanto é isso em colheres de chá?

Esta é a recomendação da OMS para uma pessoa adulta que consuma aproximadamente 2 mil calorias por dia:

O limite máximo de 10% corresponde a 50 gramas de açúcar por dia, o que corresponde a, mais ou menos, 12 colheres de chá.

Para seguir o limite considerado ideal, de 5%, é preciso cortar os números acima pela metade.

3. Quanto açúcar há numa lata de refrigerante?

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Só uma lata do tamanho convencional, de 330 ml, contém, em açúcares, o equivalente a nove colheres de chá, ou seja, mais que a quantidade ideal recomendada pela OMS. São 36 gramas em uma lata de refrigerante de cola. A versão light, por sua vez, tem zero açúcar.

4. Quanto de açúcar há ‘escondido’ em alimentos não considerados doces?

As bebidas que mais contém açúcar são (da maior quantidade para a menor): milkshakes, refrigerantes, água com sabor de frutas, energéticos e sucos de fruta artificiais. Essas bebidas não nos deixam tão satisfeitos como comidas sólidas que não são doces, mas têm o mesmo número de calorias.

Um suco de laranja de 150 mil contém 12,9 gramas de açúcar, equivalente a 3 colheres (de chá) de açúcar. A recomendação para as crianças é a de consumir água ou leite (sem açúcar) em vez de refrescos e sucos de fruta com adição de açúcar.

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O álcool também é um problema: segundo dados de uma pesquisa feita no Reino Unido entre 2008 e 2012, 10% do total de açúcar consumido pelos adultos vêm de bebidas alcoólicas. Em segundo lugar vêm os molhos: molho barbecue, ketchup ou molho agridoce… todos têm açúcar. Algumas colheres de molho podem contar a mesma quantidade de açúcar que um donut (!).

Por sua vez, um iogurte de fruta de 125 gramas contém 15,9 gramas de açúcar. A mesma quantidade de iogurte natural tem 11,6 gramas, segundo a Public Health England. E alguns produtos “light” ou “diet” também não são necessariamente tão seguros, porque, para potencializar o sabor, os fabricantes compensa o baixo teor de gordura acrescentando mais açúcar.

5. Como calcular o quanto de açúcar há em algum produto?

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Essa pode ser uma tarefa confusa porque, nos rótulos, o açúcar pode aparecer sob diferentes nomes. Mas quase todos eles terminam em “ose”: glicose, frutose, sacarose, lactose, maltose, xarope de milho, que contém frutose concentrada.

Entretanto, um bom jeito de calcular o açúcar presente é se concentrar no item “Carboidratos (dos quais açúcares)”. Em geral, se há mais de 15 gramas de açúcar por 100 gramas, é considerado um produto com alto teor de açúcar. Se for 5 gramas por cada 100 gramas, é um produto com baixo teor de açúcar.