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Testado: Minha experiência com a Desodalina

Muito raramente me utilizo de textos em primeira pessoa para postagens por aqui, mas neste caso é essencial, pois vim contar uma experiência. Há alguns meses (e até recentemente tive o estoque renovado), recebi uma remessa do termogênico Desodalina, da Sanibras, em parceria com a loja Bom Suplemento.

A postagem apresentando o produto e benefícios está disponível aqui.

Fiz o uso durante alguns meses, consumindo em diferentes condições e dosagens, para conseguir perceber o resultado e efeitos no meu corpo. A conclusão é: funcionou sim para mim, principalmente quando aliado à alimentação equilibrada e prática de atividade física.

Estou agora em um protocolo de perda de gordura, com dieta bem balanceada, sem açúcares e baixo carboidrato, treinando de cinco a seis vezes por semana e a Desodalina tem me ajudado na aceleração do metabolismo e no controle da ansiedade. Mesmo quando não estava na rotina regrada de alimentação e exercícios, senti que o suplemento reduziu bastante aquela sensação de querer comer o tempo todo, sabe?! Eu diminui a frequência de beliscos, em especial no período da tarde.

A realidade é aquilo que a gente já sabe, mas fica procurando soluções alternativas para não encarar: não existe milagre! Nenhum suplemento vai funcionar sozinho e “fazer” você emagrecer, se não houver empenho e redução de ingestão de calorias. Para emagrecer é preciso gastar mais do que estoca, não tem jeito! E para isso, mexer-se com regularidade e comer comida de verdade (frutas, verduras, legumes, cereais e beber água) é primordial.

A Desodalina não terá efeito considerável se você comer desordenadamente. Ela vai agir queimando ‘x’ quantidade de gordura e se você ingerir ‘2x’ mais gordura, o efeito acabará sendo vencido, entende?! Assim como qualquer outro suplemento, que tem a função real de auxiliar e não de trabalhar sozinho.

Em geral estou muito satisfeita com o resultado, ainda mais agora que estou entrando firme na terceira semana do meu protocolo e já percebo resultados visíveis em redução de medidas e aumento de resistência física. Não senti qualquer efeito colateral ou alteração negativa durante o teste, mas recomendo a consulta com um profissional da área médica e/ou nutricional.

É um produto que funciona para mim e realmente se tornou um aliado no meu trabalho diário por um objetivo específico. Pode ser que funcione para você também, ou não, e daí a importância da orientação profissional. Se você achar que vale a pena, busque auxílio, leve a embalagem do produto, trace uma meta e siga firme, que o resultado vem!

Quem já experimentou e/ou faz uso, tem dúvidas ou considerações a fazer, deixa seu comentário, compartilhe sua opinião! 😉

App: BTFit é gratuito, dinâmico e eficiente

BTFIT

Fazia tempo que não rolava resenha de aplicativo por aqui, não é mesmo?! O lado bom, é que, nesse período de ausência, surgiram alguns apps que valem muito a pena serem compartilhados e que, de fato, vieram para somar e facilitar nossas vidas. Um exemplo disso é o BTFit, uma ferramenta para treinamento funcional gratuito que pode ser executado em qualquer lugar.

Para quem já está fazendo conexões mentais, nós sanamos as dúvidas. Sim, a sigla BT é uma contração, para não dizer marca registrada, da rede Body Tech de academias, mega conhecida e frequentada pelo país inteiro, incluído celebridades e personalidades da mídia/ redes sociais, como as musas fitness Gabriela Pugliesi  e Juju Norremose e a jornalista global Varuska Donato.

Veruska Donato e Gabriela Pugliesi - Reprodução Instagram
Veruska Donato e Gabriela Pugliesi – Reprodução Instagram

Mas, não se desespere. A grande sacada do BTFit é que você não precisa ser aluno da academia para usar. Ele dá acesso gratuito a aulas coletivas diariamente, que ficam disponível até às 23h59 de cada dia. Todos os dias o aplicativo disponibiliza novas aulas, sem necessidade de atualização, em  quatro categorias de exercício: Abdominal, 20 Minute Workout, Dança e Mat Pilates.

Aulas coletivas

As aulas coletivas nada mais são do que vídeos de aulas gravadas em estúdio, com o personal do dia, são vários que se alternam dentro das categorias, e auxiliares, que acompanham e executam os movimentos como alunos. São abertas a todos os usuários do aplicativo e duram cerca de 20 minutos.

BTFIT Coletivas

Os vídeos são muito bem produzidos e a gente se sente como se estivesse mesmo em uma aula presencial de academia. Isso porque os profissionais são super atenciosos e têm total domínio do programa. Explicando melhor: eles dão dicas durante todo o treino de postura, respiração, como adaptar o exercício de acordo com a sua dificuldade (como fazer se está difícil ou como potencializar quando está fácil demais). Além de nos incentivarem a não abandonar o treino ou desistir do movimento.

Foi um formato tão bem pensado e usa profissionais realmente preparados, que, às vezes, você tem a sensação de que está sendo assistido. Os professores sabem o momento que você arrega e lhe dá aquela chamada pra voltar, sabe quando você começa a entortar e fazer errado e lhe corrige. Eu, como usuária, fiquei surpresa e virei fã. Quebra aquela distância e monotonia de interagir com o celular ou tablet e torna a experiência mais humana e real.

Como funciona

Como são vídeos, há todo aquele inconveniente de carregar e baixar o arquivo. O positivo aqui é que o vídeo fica hospedado no próprio aplicativo e, uma vez baixado, fica lá. Caso a aula venha a se repetir, você já terá o vídeo baixado e aula disponível, sem perda de tempo.

BTFIT perfil

A proposta do aplicativo é servir como um personal online mesmo. Então, além das aulas, você pode preencher seu perfil, com seus dados pessoais e medidas e ir atualizando e acompanhando seu progresso durante o uso. As aulas também são contabilizadas no seu perfil, que tem um medidor diário, em minutos e calorias. Como incentivo, o aplicativo lhe oferece conquistas, medalhas e estrelas a cada evolução que você faz, como completar algumas aulas, manter a periodicidade, gastar mais calorias etc.

O chato é que para as aulas serem válidas no seu perfil, é preciso baixar os vídeos das aulas, não somente carregar e assistir, e participar da pesquisa de dificuldade no final do treino, que pode ser fácil, na medida, ou difícil. Digo que é chato, porque você acaba dependente do plano de dados, da velocidade da internet e de outras adversidades. Cada vídeo tem, em média, 70mb. Por isso, dependendo de como é a sua relação com a internet, é bom se planejar para que a malhação não seja um aborrecimento.

Personal Trainer Online

 

Para quem quer um treinamento exclusivo, pensado para você, de acordo com as suas necessidades e objetivos, além das aulas coletivas, há a possibilidade de usar o Personal Trainer Online. É mais uma ferramenta dentro do aplicativo, paga, em planos semanais (R$14,99) ou mensais (R$95,99), onde um profissional do grupo Body Tech monta uma grade de treino e faz o acompanhamento da sua evolução.

Se você tem dúvidas se vale ou não a pena pagar pelo serviço, pode experimentar gratuitamente por 30 dias. Não sei se nessas condições há alguma contrapartida que obrigue algum pagamento condicional posterior, tipo usar os 30 dias e ter que assinar pelo menos uma semana. Não testei essa ferramenta, então, como a Glória Pires, não sou capaz de opinar. 😛

BTFIT Personal

Os Treinos

Venho usando o BTFit como complemente ao meu treino por, mais ou menos, um mês. Sou aluna regular do 20 Minute Workout e fiz algumas aulas de Dança. Ainda quero experimentar as duas outras categorias. A minha impressão do que testei até agora é bastante positiva. Com exceção da Dança que, para mim, é mais leve, não tem uma aula em que eu não termine pingando de suor.

Sinto bastante intensidade, apesar da curta duração. São 20 minutos matadores. Em geral, eu considero as aulas moderadas, porque, mesmo exigindo bastante, não é nada que eu não consiga fazer. E tem efeito, gente. No dia seguinte, tudo fica dolorido, como se tivesse ido para musculação mesmo.

O bacana é que não é repetitivo, ainda que se trabalhem os mesmos grupos musculares, os movimentos são diferentes a cada aula. Para quem não gosta de malhar ou está começando, as aulas de Dança são bem interessantes. Já quem curte uma vibe mais zen, tem o Mat Pilates, que ainda não fiz, mas já dei uma olhada e parece ser bem efetivo. É legal porque você pode variar, combinar mais de uma aula, intercalar com a academia, fazer no final de semana, enfim.

Aula de workout da professora Fernanda Manhães
Aula de workout da professora Fernanda Manhães

Eu gosto muito, virou um queridinho e já faz parte da minha rotina. Não exige equipamentos, a não ser um colchonete, água e toalhinha. Recomendo super. Se você não tem tempo, não curte o ambiente da academia, tem vergonha ou não sabe por onde começar, o BTFit resolve seus problemas. Não tem mais desculpas.

Claro que a indicação é que você procure um médico para indicar se está apto ou não para fazer atividades físicas. O próprio BTFit, ao primeiro acesso, possui um formulário rápido de triagem a fim de reconhecer se você deve ou não utilizar o aplicativo sem riscos a sua saúde. É um app gratuito e está disponível para dispositivos Android e iOS. 

Experimente e venha contar o que achou! Vale ressaltar que este post não é publicidade, é uma opinião de usuária, livre de qualquer interferência. 😉

A saída da insatisfação

Texto de Karina Miotto
Publicado na Revista Bons Fluídos
“Se “a necessidade é a mãe da invenção”, como disse Platão, no mundo das emoções podemos traçar um paralelo e dizer que “a insatisfação é a mãe da motivação”. E nem precisa ser uma baita insatisfação para dar vontade de se mexer e mudar as coisas. “Somos seres desejantes. Estamos o tempo todo querendo algo”, diz o psicanalista Oswaldo Ferreira Leite Netto, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
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O profissional vai até mais além afirmando que a semente do descontentamento nasce conosco. E continua até o último suspiro de vida. O choro de um bebê, por exemplo, traduz um desconforto. Com o tempo, vamos só mudando a forma de dizer que assim não está bom. Ou seja, faz parte da natureza humana querer mais.
“A insatisfação é o motor de todas as buscas, a força que conduz à autonomia”, diz o psicanalista, que também dirige o Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Saber identificar o tipo de desagrado, contudo, é um passo fundamental nesse processo. É que existem, segundo o psicólogo Irineu Deliberalli, dois modelos de insatisfação: a do ego e a da alma.
A primeira está ligada ao universo da “criança interior”, relacionado aos primeiros 7 anos de vida, em que as experiências permanecem no subconsciente, com influência na vida adulta. É aquele lado “reclamão”, que espera que as coisas aconteçam de determinado jeito, sem se importar com as inúmeras variantes externas – start perfeito para a ansiedade, a raiva, o pessimismo e o desejo de controle.
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Na onda dessas emoções negativas, o risco é agir por impulso e causar estragos. Ou entrar no papel de vítima das circunstâncias. Um estrago. Ou entrar no papel de vítima das circunstâncias. Um exemplo simples: alguém que precisa pegar uma conexão aérea e não consegue porque o primeiro avião atrasou. Dependendo da maneira como se lida com o imprevisto, a situação pode seguir tranquila ou tensa.
A história é outra quando a raiz da decepção está na alma. “Nesse caso, o clamor vem do coração”, diz Deliberalli. Por maior que seja o incômodo, o desejo de encontrar respostas cria uma abertura para que o novo se manifeste e potencializa as chances de uma solução, mesmo que demore. Com isso, trabalhamos a paciência, da auto-observação e até da criatividade, ao questionar o que podemos fazer para que o desgosto momentâneo seja visto como um desafio instigante. Em matéria de satisfação abaixo da média, portanto, o problema é um só: como escapar da frustração que paralisa e pegar o impulso da motivação?

Se tá chato, agite

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É caso de trocar o refrão “I can’t get no satisfaction”, dos Rolling Stones, por um mantra mais positivo, como o da canção Do It, de Lenine: “Tá doendo, chora/ Tá caindo, escora/ Não tá bom, melhora”. O que poderia ser o hino do desencanto acaba servindo de incentivo, ainda mais no terceiro verso: “Se tá chato, agite” e, finalmente, na mesma música: “Não se submeta”.
Esse é o lado bom de um sentimento que poderia entorpecer, mas, bem canalizado, faz com que se saia da enganosa zona de conforto rumo ao terreno do desconforto – cheio de potencialidades. “Quando conseguimos encarar a insatisfação de frente, vemos que, na verdade, ela é um excelente alerta”, diz o educador ambiental Nicolas Gomez, por experiência própria.
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Nicolas, não faz muito tempo, vivia no piloto automático. O casamento de cinco anos dava óbvios sinais de desgaste, com brigas frequentes. No trabalho, o dia a dia também não empolgava. Mas, como podia-se dizer que estava tudo bem, afinal, o cotidiano seguia na medida do que é conhecido, Nicolas ia levando. Até que um dia não conseguiu mais mentir para si mesmo.
Quebrar com o que estava estabelecido exigiu coragem para deixar o orgulho de lado e assumir que a vida merecia revisão. Nesse momento de lucidez, é natural se sentir inseguro. Mas esse mesmo sentimento pode ser o ponto da virada. “Vulnerabilidade é o berço da inovação, da criatividade e da mudança”, diz Brené Brown, professora da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, e pesquisadora dos temas vulnerabilidade, coragem, autenticidade e vergonha.
Na dúvida sobre qual direção seguir, Nicolas teve uma atitude positiva: começou a meditar e abandonou temporariamente o cenário de sempre, embarcando em uma viagem voltada para a natureza e o autoconhecimento. Nessa pausa, veio a certeza do que já sabia internamente: nem o casamento nem o emprego combinavam mais com ele. Decidir mudar tudo de uma vez, não foi fácil, mas trouxe um aprendizado. “Hoje, quando sinto qualquer tipo de insatisfação, me afasto da rotina e mergulho no silêncio”, diz.

Perguntas pertinentes

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Para quem ainda está com a cabeça formigando, cheia de dúvidas, uma dica é se fazer perguntas como: “O que, em mim, atraiu essa sensação de desagrado?”, “O que realmente faz sentido?”, “Quais forças devo acionar internamente para mudar a minha realidade?”. Muitas vezes, há um evento que divide a vida em antes e depois.
Lembra da escritora Elisabeth Gilbert? A história da sua imensa infelicidade com o casamento e o trabalho, que a levou à depressão, deu origem ao best-seller Comer, Rezar, Amar (ed. Objetiva). Sua jornada com final feliz vendeu mais de 10 milhões de cópias pelo mundo. Ela ficou famosa, rica, casou de novo. Mas, logo em seguida, enfrentou uma nova avalanche de questionamentos.
As pessoas começaram a perguntar se ela não tinha medo de nunca mais fazer sucesso. E agora, como lidaria com as expectativas sobre o próximo livro? E se fosse um fracasso? Seria capaz de escrever algo tão bom outra vez? Diante da miríade de julgamentos e pressões, a autora diz que encontrou um porto seguro para onde volta todas as vezes que precisa calibrar o medidor da satisfação. Como sempre amou escrever, decidiu que continuaria dando seu melhor, mesmo que o melhor para ela fosse diferente da opinião das outras pessoas. “O que digo a mim mesma quando fi co realmente enlouquecida com isso é: não tenha medo. Apenas faça o seu trabalho”.
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Para Debora Noal, psicóloga da organização internacional Médicos Sem Fronteiras, a tranquilidade diante de uma nova escolha vem de uma coerência interna. “Quando decidi partir para a primeira de muitas missões humanitárias que faria, senti como se o Réveillon de Copacabana estivesse dentro de mim. Era uma satisfação plena!”, conta.
Elisabeth, Debora e também Nicolas (o educador ambiental) encontraram o caminho. Mas e quando a escolha não é tão clara? Vivemos em uma época em que as opções soam infinitas, como explica o psicólogo Barry Schwartz, no livro O Paradoxo da Escolha – Por que Mais é Menos (A Girafa Editora).
Como diante de um menu de restaurante de mil páginas, imaginando se a escolha do prato principal será a ideal – diante de tantos que parecem tão bons quanto aquele. Se não conseguimos dar um passo adiante na direção da escolha, a refeição pode virar angústia. Com a mudança, o processo é parecido. Se ficamos travados, mesmo sentindo que é necessário um movimento, provavelmente é porque, pouco à frente, temos vislumbres de julgamentos, fracassos, ou até mesmo de precisar vivenciar situações ainda piores. “A vida espera por você, de braços abertos, em toda sua beleza”, estimula Jamie Sams, em As Cartas do Caminho Sagrado (Rocco Editora). Confiar no poder do Universo é uma chave preciosa para sair da estagnação.

Menos culpa, mais coragem

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“Invariavelmente, ou a insatisfação paralisa ou impulsiona você”, afirma Rodrigo Fernandez, master coach e consultor de desenvolvimento humano. Quando não conseguimos sair do lugar – o que, nos casos mais graves, pode resultar em longos períodos de contrariedade e sofrimento – vale se questionar sobre o medo das consequências.
“Há momentos em que não nos sentimos prontos para avançar e o bom é refletir sobre isso com coragem, longe da culpa, pois essa sensação pode causar mais estagnação ainda e um quê de vitimização. Sem esquecer, aliás, que vitimizar-se pode ser uma estratégia para atrair amor e atenção”, pontua o psicoterapeuta junguiano Michel Zaharic.
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Neste capítulo, entra em cena o famoso medo do que os outros vão pensar. “Na escola, por exemplo, preparamos as crianças para o mercado de trabalho, não para serem bem-sucedidas emocionalmente. Crescemos perdidos em nossas emoções”, diz Zaharic. Faria diferença aprender que mudar é morrer para o velho e nascer para o novo. No entanto, o psicoterapeuta lembra que não somos treinados para lidar com a morte, nem simbolicamente. “Ela é fim de um ciclo e renascimento.”
Quando uma etapa termina, outra começa. Sempre. Vale a pena acreditar que a mudança trará novas alegrias e aprendizados. Para ajudar a sair do lugar, o coach Rodrigo Fernandez sugere: “Dê as mãos a quem fortalece você na jornada, busque alternativas, saia da inércia”. E lança o desafio: “Que tal, nas próximas 24 horas, tomar alguma atitude que combata sua insatisfação?” Faça um plano, pense em “como”, trace uma meta e parta para a ação.
Como disse Albert Einstein, “não há maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”. A frase lembra a fábula do clássico Quem mexeu no meu queijo? (ed. Record), de Spencer Johnson.
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Na história, dois ratinhos e dois duendes viviam em um labirinto à procura do queijo que os faria felizes. Depois de encontrá-lo, caíram na rotina. Já sabiam o caminho e o queijo estava ali, esperando por eles, diariamente. Tudo bem cômodo, até que um belo dia o queijinho sumiu. Na metáfora, o queijo representa os desejos humanos comuns, como ter um bom trabalho, boa saúde ou estar em um relacionamento amoroso.
A reação de cada personagem diante do inesperado, então, vai revelando lições. Os ratinhos, atentos, rapidamente encontram outro estoque do alimento. Já os duendes perdem tempo pensando que tudo vai voltar a ser como antes. Passam a se sentir frustrados, irritados e com menos energia, até que um dos duendes percebe a paralisia imposta pelo medo e começa a rir de si mesmo. “A vida segue em frente e nós também deveríamos fazer o mesmo”, ele conclui. A partir dessa decisão, eles passam a sentir um enorme senso de aventura e liberdade, embora não sem momentos de desânimo e de algumas dificuldades.

Satisfação e propósito

Valorizar cada experiência acaba por gerar um sentimento de gratidão que ajuda a ter mais calma e positividade para lidar com as adversidades futuras. Basta olhar para o lado e para nossa própria história para perceber a importância das conquistas diárias rumo à mudança que queremos. É um passo de cada vez. Um olhar com mais carinho para si mesmo, a mente que vai se tornando mais assertiva, um perdão aqui e acolá, uma decisão corajosa ou uma sabedoria que não se tinha antes, e o poder pessoal vai sendo resgatado e, com ele, a vontade de expandir horizontes.
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“Ostra feliz não faz pérola”, é a máxima do livro homônimo (ed. Planeta) de Rubem Alves, em que ele diz algo essencial sobre a importância da insatisfação: “Pessoas felizes não sentem necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes, a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade”.
É essa coceirinha que nos leva, de tempos em tempos, a repensar a própria trajetória, pegar de volta a bússola nas mãos, pedir demissão do trabalho, se separar, retomar uma atividade que dava prazer ou abandonar um velho vício. Insatisfação faz parte. E tem a capacidade de fazer cada um se reinventar.
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Quando isso acontece, o labirinto de impasses é desfeito, nem que seja por uma nova temporada, e se pode desfrutar da plenitude que o mestre espiritual indiano Osho descreve: “Você está obedecendo ao seu coração, você não está obedecendo a ninguém. Não está sendo forçado a obedecer. O seu amor é resultado da sua liberdade, sua confiança é resultado da sua dignidade – e ambos vão fazer de você um humano mais pleno”, ensina o mestre, satisfeito da vida.”