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Receita: Yakissoba Low Carb

Yakissoba Low Carb

por Food Network BR

  • 2 cenouras raladas em forma de espaguete 
  • 2 colheres (sopa) de óleo de gergelim 
  • 2 colheres (sopa) azeite  
  • 300g de peito de frango picado 
  • Pimenta-do-reino a gosto 
  • 1 cebola picada 
  • Alho a gosto 
  • 1 couve-flor pequena cortada em buquê 
  • ½ maço de brócolis 
  • 1 abobrinha picada em cubinhos 
  • 1 pimentão vermelho 
  • 2 xícaras (chá) de repolho roxo picado 
  • 2 xícaras (chá) de molho shoyu 
  • Sal a gosto  
Modo de preparo:

Rale a cenoura no sentido do comprimento em um mandolim. Você também pode usar um ralador ou mesmo uma faca para cortar a cenoura em “fios” de espaguete.

Aqueça o azeite e o óleo de gergelim na panela  e adicione o peto de frango. Tempere com pimenta do reino a gosto, alho e cebola e deixe dourar. Quando o frango estiver pronto, adicione os legumes fatiados, o macarrão de cenoura, o molho shoyo e misture.

Cozinhe até os legumes ficarem al dente, cerca de 5 minutos. Coloque sal a gosto.

 

Hara Hachi Bu: o segredo da vitalidade japonesa

Você já notou que existe uma espécie de padrão no estereótipo dos japoneses (geralmente em forma e não aparentam muito a idade)? E já ouviu falar que a maior população com mais de cem anos de idade vive no Japão? Pois é! Isso porque, além das diferenças culturais, gastronômicas e estilo de vida, eles mantêm uma prática que faz toda a diferença na saúde: Hara Hachi Bu.

Hara Hachi Bu

Nós brasileiros temos fama de expansivos e calorosos. O que não é diferente quando o assunto é comida. Nada como admirar aquela fartura de buffet ou um prato bem caprichado, com coisas gostosas e suculentas que enchem a boca de água e nos fazem comer com olhos, certo? Só que não!

O termo japonês Hara Hachi Bu significa “coma até que você esteja 80% completo” ou, literalmente, estômago 80%. Ele é um hábito cultural de controle de calorias original de Okinawa. Como a própria denominação explica, consiste em uma rotina alimentar de velocidade média a lenta, que se encerra em um determinado ponto de satisfação, que não é aquela de estômago cheio e estufadinho, como estamos habituados.

80

É uma prática excelente e fácil de seguir. E, ao contrário do que você pode estar pensando, esse princípio não encoraja o desperdício; não significa que você deixar 20% de sua refeição no prato. Mas, sim, comer aos poucos, em pequenas porções, até que não sinta mais fome.

Entenda a eficiência do Hara Hachi Bu

Quando o alimento entra em seu estômago, os receptores de estiramento internos ajudam a transmitir uma mensagem para o cérebro dizendo que você está cheio. Mas essa mensagem não é instantânea! Demora 20 minutos para chegar. E você realmente se sente mais completo 20 minutos depois de largar o garfo.

Isso significa que se você comer até que esteja 100% cheio na mesa, estará passando por cima da capacidade do seu estômago em cada refeição. Daí aquela sensação de peso, estufamento, preguiça e sonolência depois de comer. O que é muito ruim, pois o estômago se estende cada vez que você fizer isso, o que lhe leva, gradualmente, a ter que comer mais e mais para se sentir satisfeito.

Essa sabedoria cultural vem chamando atenção de especialistas em saúde e pesquisadores da mortalidade humana por apresentar resultados muito superiores em relação a outras partes do mundo. O Hara Hachi Bu é, inclusive, alvo de investigação do médico, atuante no Havaí, Bradley J. Willcox, um especialista em geriatria e co-pesquisador do Estudo de Centenários de Okinawa.

Isso porque lá, nas ilhas de Okinawa, as taxas de doença cardíaca são 80% mais baixas e os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são bem menores do que nos Estados Unidos. Os níveis de colesterol dessa população geralmente permanecem abaixo dos 180, as taxas de homocisteína são baixas e a pressão arterial se mantém dentro do ideal.

Os casos de câncer – especialmente de mama, cólon, ovário e próstata – são entre 50% e 80% mais baixos. E as fraturas de quadril em Okinawa ocorrem 20% menos em comparação com os japoneses do continente e 40% menos do que nos Estados Unidos. Além dos registros de demência, que são raros.

No entanto, okinawanos que adotam estilos alimentares ocidentais têm taxas semelhantes de doenças do coração da população norte-americana. Okinawanos jovens, que comem mais alimentos processados, têm um risco maior de doença cardíaca do que seus parentes idosos.

Um estudo com 100 mil habitantes de Okinawa que se mudaram para o Brasil e adotaram hábitos alimentares locais, apontou uma expectativa de vida 17 anos menor do que se eles continuassem a viver em Okinawa.

Enquanto isso, em Okinawa…

A dieta tradicional local tem ênfase em legumes, grãos integrais, frutas, alimentos à base de soja, peixes e carnes magras em quantidades limitadas. É considerada um modelo para uma alimentação e envelhecimento saudáveis, que não só reduz o risco de doenças cardiovasculares, como também ajuda a minimizar a produção de radicais livres – moléculas que danificam as células geradas, principalmente, pelo metabolismo dos nossos corpos.

Através da prática do Hara Hachi Bu, os okinawanos são a única população humana a manter um hábito auto-imposto de restrição calórica. Eles consomem cerca de 1.800 a 1.900 calorias por dia.

O índice típico de massa corporal (IMC) gira em torno de 18 a 22; para comparação, o IMC comum em adultos com mais de 60 nos Estados Unidos é de 26 a 27.

Autores como Bradley, Craig Wilcox e Makoto Suzuke acreditam que o Hara Hachi Bu pode agir aumentando a expectativa de vida dos praticantes. Okinawa tem a maior proporção do mundo de centenários: a cada 100.000 pessoas, 50 tem cem anos ou mais.

A atividade física regular ao longo da vida também faz a diferença. Tai Chi Chuan, caminhada e jardinagem são formas comuns de exercício nessa região do Japão, o que ajuda o praticante a permanecer magro e em forma.

Curiosidade

No livro Três Pilares do Zen (Three Pillars of Zen), de 1965, o autor Hakuun Yasutani, em sua palestra para iniciantes zazen, conta a seus alunos sobre o livro de Zazen Yojinki (Precauções a observar em Zazen/ Precautions to Observe in Zazen), escrito por volta de 1300, que aconselha aos praticantes comer cerca de dois terços da sua capacidade.

Yasutani, por sua vez, recomenda a seus alunos comerem até preencherem oitenta por cento e repete um provérbio japonês:

“Oito partes de um estômago cheio sustentam o homem e os outros dois sustentam o médico”.