Tag: paciência

Sou de um tempo simples…

“Sou filha de um tempo simples, em que a conta de telefone custava caro, e a gente escrevia cartas enormes para os amigos nas férias. As fotografias eram reveladas depois que o filme de 36 poses acabava, e as músicas eram gravadas em fitas, que a gente presenteava quem amava. Tudo era mais difícil, mais demorado, mais suado… mas a gente era dono da própria situação. Se tinha que resolver um assunto, era olho no olho, cara a cara. Se queria dar um tempo, vestia um pijama e esquecia. Era preciso mais paciência com as demoras, mas havia uma liberdade, uma possibilidade de não ser encontrado, uma alegria no anonimato e um respeito pela própria ordem interna que recompensavam todo o resto…”

Fabíola Simões

Seja gentil. Só isso

Conteúdo original Bons Fluídos

meditar1

Como o poeta certa vez lembrou, há pedras no caminho. Grandes ou medianas, elas atravessam os planos, e a linha reta que tentamos traçar vira um borrão. Nos aborrecemos, esbravejamos. Em segundos a raiva estrangula a garganta e incendeia a face. E, para piorar, a autocondenação pode passar dias hospedada na mente, tornando tudo mais difícil do que já é. Mas não precisa ser assim. Podemos arredondar algumas pontas da vida. Podemos encontrar maneiras mais gentis de lidar com a gente mesmo e com as adversidades.

O monge budista Thich Nhat Hanh, nascido no Vietnã, ensina que “temos que acolher o sofrimento como uma mãe que embala seu bebê com todo amor. Dessa forma o apreço e a compaixão por si mesmo irão brotar naturalmente”. O que nos tira do prumo e provoca aflição pode ser algo realmente sério, como também situações imprevistas, longe de serem trágicas, mas que nos assustam ou complicam o dia. Uma ligação do laboratório solicitando a refação do exame – “Será que tenho uma doença grave?”, a mente dispara –, o computador que resolve apagar o relatório que não foi salvo, o pé enfiado por descuido no cimento de uma obra na calçada.
rapper-1991345_960_720
Todos esses são testes para os nervos. Desestabilizadores e potenciais geradores de fúria. Mas há veios mais saudáveis por onde despressurizar. Para que consigamos ser benevolentes com nossas limitações e capazes de contornar o destempero nos momentos de tensão, precisamos pegar mais leve e relativizar as coisas. “No dia a dia as pessoas exigem muito de si mesmas e até se maltratam. A gentileza para consigo mesmo é reflexo da atitude oposta, do autocuidado, do autoamor, que prevalece quando conseguimos nos ver com bons olhos”, diz a psicóloga Carla Bologna Wanderley, de São Paulo.
Os perfeccionistas, informa a especialista, tendem a sofrer mais com os dissabores. Para eles é difícil conviver com a realidade irregular e imperfeita. Mas há também perfis estourados, que explodem ferindo a si mesmos e as pessoas ao redor. No ápice da tormenta, o melhor a fazer é se afastar da situação e mergulhar no silêncio interior. Um passo atrás e o cenário ganha nitidez, sabe como é?. Desse ponto fica mais fácil se valer da flexibilidade de resposta para mudar de perspectiva e até de opinião. Sair do piloto automático, do habitual, e rapidamente reagir de maneira mais habilidosa. Isso é ser mais gentil consigo mesmo e com aquilo que nos acontece.
meditar3
O método mindfulness, que significa atenção plena, auxilia nesse aprendizado. “Mindfulness é a consciência que emerge quando prestamos atenção ao momento presente com abertura e intenção de fazer escolhas ponderadas”, define a paulista Moira Malzoni, instrutora da modalidade, formada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Com o treino, a atitude de estar presente no aqui e agora e de fazer escolhas conscientes perpassa todas as atividades diárias e vira ferramenta útil até no ápice do nervosismo – para o bem de todos. “A prática implica acolher nossas necessidades e se dar carinho, o que acaba se estendendo ao entendimento dos outros.”
Aceitação O primeiro passo para modificar a resposta a qualquer situação que nos leva a atitudes extremas como as protagonizadas pelo executivo é aceitar que eventos desagradáveis acontecem. Todo mundo comete erros, às vezes, por desatenção – como a de enfiar o pé no cimento a caminho do trabalho. É normal esbravejar, xingar a si mesmo e até fazer escândalo. Contudo podemos superar esse padrão e reconhecer que, sim, aconteceu, mas estamos lidando com a adversidade da melhor maneira possível. “Nossa tendência frente às contrariedades é não aceitá-las, e isso dificulta as coisas”, ressalta Moira.
meditar2
O mindfulness nos ensina a prestar atenção às experiências do presente com curiosidade, sem interpretar ou julgar os fatos com base em experiências passadas. Você pode até continuar se irritando no trânsito, por exemplo, mas vai, aos poucos, melhorar sua resposta a esse estímulo, já que terá estoque de calma e centramento.
Lucidez Se podemos modificar nossas reações e substituí-las por outras menos automáticas, podemos mudar o rumo da realidade. Essa percepção nos leva a usar aquela inteligência superior que assume o leme e compreende que quando coisas ruins acontecem temos a chance de revisar algumas atitudes e adotar estratégias mais positivas. Em vez de praguejar, podemos começar aquele processo de compreensão que tanto queremos e que significa reagir sem violência.
meditar7
A consciência adquirida é o que nos leva a ponderar sobre os fatos e nos conhecermos melhor: “Como é esse erro que acabei de cometer?”; “Como eu estava quando reagi dessa forma?”; “O que pensei naquele instante?”; “Como meu corpo foi afetado por isso?”. “Não se trata de um procedimento analítico, e sim de uma conexão consigo mesmo num espaço interno de silêncio”, destaca Moira.
Esse autoexame refinado foi o que levou o executivo Marcelo Maia a um novo enfrentamento do cotidiano. “Esse entendimento nos ajuda a ficar mais receptivos com aquilo que a vida traz, da forma como ela traz. Passei a perceber os sinais que estavam me levando a outra crise, como me sentir impaciente e desanimado com a parceria profissional. Então parei, interrompi o fluxo da raiva, conversei com as pessoas envolvidas e resolvi as coisas de um jeito racional”, conta ele.
Gentileza. Abrir-se para o aprendizado embutido numa provação ou num imprevisto desagradável é a maneira mais perspicaz de deixar que os problemas sejam gentis com a gente. Quanto mais resistimos, mais nos maltratamos. Por outro lado, quanto mais flexíveis conseguimos ser, menos nos desgastamos.
meditar6
“Se formos capazes de passar pelas fases da aceitação e da tomada de consciência (lucidez), certamente iremos agir com mais abertura perante a vida”, assegura Moira. “É perda de tempo se martirizar com os problemas e deixar de aprender com eles”, opina Maia. Segundo o executivo, outra grande conquista desse treino rotineiro é ser capaz de dar aos problemas sua proporção real, o que funciona como uma blindagem contra a autodepreciação.
O ganho amplificado de mergulhar diariamente no próprio silêncio é que, quando somos menos reativos, menos agressivos, as pessoas à nossa volta também passam a agir da mesma maneira. “É como se desarmássemos os outros”, compara ele. Ser gentil consigo mesmo e com a vida vai gerando uma vibração suave que, aos poucos, toma conta do círculo de relacionamentos e mais além. É quase imperceptível como tudo acontece, mas é amorosamente eficaz. E aí reside o começo da esperança.
meditar5

Para interromper uma atitude intempestiva

O método mindfulness oferece um exercício providencial, que pode ser feito em qualquer lugar, para melhor observar nossas reações e trazer mais calma. Ele se chama Pare (originário do inglês stop). Veja abaixo como praticá-lo:

PARE agora o que você está fazendo

AR Deixe o ar entrar, respire por alguns instantes. Se precisar, respire profundamente três vezes e permita-se estar calmo
REPARE Observe suas sensações corporais, suas emoções e tudo o que está acontecendo para tomar a melhor decisão

EXECUTE Só depois de ter cumprido os três passos anteriores, escolha, conscientemente, qual ação vai tomar

meditar4

Na trilha do autoperdão

Muitas vezes, lembra a psicóloga Carla Bologna Wanderley, não conseguimos ser gentis com nós mesmos porque deixamos que vozes destrutivas que nos marcaram no passado continuem reverberando internamente, como: “Você é um desastre, só faz coisa errada”. “Se acreditarmos que isso é verdadeiro, não vamos ser capazes de sentir autocompaixão”, ela alerta. Para neutralizar esse condicionamento e voltar a se amar, propomos, a seguir, um exercício elaborado pela instrutora de mindfulness Moira Malzoni. “Ele ajuda a cultivar emoções positivas acerca de nós mesmos.”
1: Sente-se confortavelmente numa cadeira, com a coluna reta, as pernas descruzadas e os pés bem apoiados no chão
2: Feche os olhos e observe a respiração por três a cinco minutos. Só então mentalize as seguintes frases, observando como se sente ao repeti-las internamente em silêncio: “Eu posso me aceitar como eu sou” “Eu posso entrar em contato com o que eu estou sentindo” “Eu posso ser gentil comigo mesmo” “Eu posso me amar como eu sou”
3: Repasse as frases lentamente por cinco a dez minutos. Fique à vontade para incluir dizeres de sua autoria desde que estejam embebidos de amor

Para ler toda manhã, por Ricardo Coiro

Texto de Ricardo Coiro em CONTI Outra

Obs: preencha as lacunas abaixo com o seu nome e não tenha medo de falar sozinho.

 

______________, por favor, não deixe que a sua esperança no amor sincero seja nocauteada por aqueles que vivem a proclamar, aos berros, que o amor não passa de uma ilusão.

girl-666011_960_720

Não permita, em hipótese alguma, que as mentiras recém-descobertas apaguem a sua fé na existência de gente sincera e disposta a lutar, com unhas e dentes, para que a verdade – a palavra sem máscaras e interesses egoístas – caminhe livre por aí.

Não autorize, nem sob a mira de um revólver, que a sua capacidade de crer no carinho gratuito seja fraturada pelos pontapés dos que têm o peito oco e assassinada pela leitura das barbáries que, infelizmente, batem ponto no jornal de cada dia.

E mesmo que todos ao seu redor se tornem seres desonestos e capazes de pisotear, sem culpa, a cabeça alheia, ______________, não se sinta menor por ser o único – ou um dos poucos – a começar pelo final da fila e a não enriquecer, corruptamente, do dia para a noite.

smile-191626_960_720

Não se sinta covarde quando optar por engolir sapos, aprisionar xingamentos e, sabiamente, correr para bem longe de uma briga.

______________, na corrida de cada manhã, junto com o suor que expele dos seus poros, para o bem da sua saúde, expulse também os mais perigosos venenos que alguém pode conter: o desejo de vingança e a inveja dos que têm mais.

Pare, de uma vez por todas, de pagar na mesma moeda, pois agindo assim, muitas vezes, ao invés de uma atitude nobre, você acabará copiando uma atitude ruim. Se o seu amigo não procurar você, em vez de fazer o mesmo e contribuir para o esfriamento de uma amizade, seja o responsável pelo reencontro: ligue, convide e vá até ele. E daí que você fará o esforço maior? Lembre-se, sempre, o valor inestimável das amizades. Quando a sua namorada for grossa com você, diferente dos gritos que deu em ocasiões anteriores e de atitudes que só levaram a lugares ruins, experimente cuspir paciência, desferir gentileza e bombardeá-la com sorrisos que evaporam o ódio.

time-839884_960_720

Não se deixe enganar pelos comprimidos vendidos como se fossem verdadeiras passagens a paraísos. Quando, por ventura, mesmo sem um tostão no bolso, você precisar viajar: leia uma poesia do Leminski ou um conto do Cortázar.

Não tenha tanto medo da morte, mas, por favor, dê mais valor à vida e não confie tanto na suposta existência do dia de amanhã.

Uma vez por ano, se puder, por uma semana, esconda o relógio, a agenda e o celular. E diferente do que faz em sua rotina normal, dê voz de comando aos seus instintos: esqueça o horário de almoço e coma só quando estiver com fome; não se obrigue a dormir depois da novela e feche os olhos somente quando você estiver com sono; permita-se o luxo de fazer apenas aquilo que você sente vontade e de se negar a realizar qualquer tarefa que você comumente faz por dinheiro, carreira ou currículo.

____________, toda manhã, depois do despertador e antes do pão na chapa, releia este texto em voz alta e, se não for pedir muito, vez ou outra, finja que não ouviu a sua nutricionista e mantenha o miolo todo no pão.

Comer sem sofrer

Conteúdo original El País

cutlery-948563_640

“Comer de forma compulsiva pode ser um comportamento substitutivo. Nem sempre é algo que se faz pelo próprio prazer de comer, e sim para mascarar emoções como a frustração, a raiva, a tristeza e a ansiedade, provocadas pelo estilo de vida, as circunstâncias de cada um ou a forma de interpretar o ambiente onde se vive.

Comer, além de ser vital para a sobrevivência, também pode ser um prazer. Não apenas o ato em si, mas tudo o que o cerca: a arte de cozinhar, compartilhar uma noitada com alguém, o que se conversa durante e depois da refeição. Mas o ato de comer também pode virar um inimigo; a geladeira, o rival a derrotar; um cálculo matemático contando calorias e desencadeando um sentimento de culpa por consumir o que é proibido, numa verdadeira luta contra você mesmo.

chunks-594496_640

Por que a ansiedade e a tristeza induzem ao consumo de alimentos calóricos, ricos em gorduras e carboidratos? São muitos os estudos demonstrando que alimentos como o chocolate reduzem a fome, melhoram o estado de espírito e estimulam a atividade. O consumo de carboidratos leva a estados de bem-estar e tranquilidade, e o açúcar influi na liberação de serotonina e endorfinas. Mas nem tudo o que reluz é ouro, pois um artigo da revista British Journal of Clinical Psychology informou que o prazer proporcionado pelo chocolate é de curta duração e costuma vir acompanhado de sentimentos de culpa para quem considera que não deveria consumi-lo.

A serotonina e as endorfinas desempenham um papel fundamental na regulação do bem-estar. As pessoas que não se realizam com o trabalho, que se sentem sozinhas, que se apegam a dietas impossíveis de seguir ou que vivem outras situações frustrantes acabam procurando consolo na comida, em lugar de solucionar o problema de origem. Afogar as mágoas abrindo a porta da geladeira e mantendo uma luta interna entre “quero comer, mas não devo” são atitudes que servem apenas como remendos para as emoções. Se isso realmente fosse eficaz, o sorriso e a tranquilidade ressurgiriam. Mas a verdade é que logo a pessoa volta a estar tão triste e ansiosa como antes de comer o que não foi uma escolha, e sim um impulso de saciar sua ansiedade.

cook-366875_640

A relação entre emoções e alimentação é bidirecional. O que se ingere provoca mudanças na conduta: a cafeína do café excita e desperta, o açúcar e a glicose dão energia, e o consumo de álcool desinibe. Os estados de humor também interferem nos hábitos alimentares. Uma vida equilibrada favorece condutas saudáveis. Se alguém pratica esporte, descansa de forma apropriada, gosta do seu trabalho, aproveita o tempo livre e dispõe de tempo para cozinhar de forma saudável e comer pausadamente, tenderá a se alimentar melhor. Uma pessoa que se esforça em fazer exercícios também se esforçará em escolher alimentos saudáveis.

Outra das variáveis que causam angústia com a comida é a necessidade absurda de responder a um cânone de beleza relacionado à perfeição. Perder peso de forma saudável, como aconselham os nutricionistas, é mais uma questão de bom senso do que de experiências que provocam privações e depois geram um efeito rebote, alterando o seu humor.

Viver em paz para comer com tranquilidade

frog-927768_640

Se você é dessas pessoas angustiadas com seu peso e com dietas e se deseja desfrutar da alimentação de forma tranquila e harmoniosa, experimente seguir os seguintes conselhos:

Tenha paciência e consiga um ritmo no qual tudo flua

Perder peso não é algo que se consiga da noite para o dia. Quanto mais exigente você for com seu objetivo, maior será a pressão. Seja sensato: é melhor um objetivo de longo prazo, que permita conciliar sua vida com as relações pessoais e o trabalho.

Não se trata de tudo ou nada

burger-500054_640

O que se tenta conseguir de forma imediata pode gerar um efeito rebote. Não faça tolices com a dieta. Consulte um profissional para orientá-lo. Não há milagres na perda de peso.

Não abuse do autocontrole

As pesquisas sobre a força de vontade e o autocontrole indicam que o sucesso depende da sua capacidade de dizer não e de decidir o que é certo. Mas, se você estica a corda e não se permite uma escorregada de vez em quando, isso também poderá levar você a um fracasso maior.

Planeje-se

bun-268237_640

Se você não quer comer o que não está nos seus planos, tenha a despensa cheia de coisas que esses planos permitem. Facilite. É muito difícil ter fome e não saber o que comer porque lhe faltam os alimentos permitidos. Não vá ao supermercado quando tiver fome.

Visualize aonde você quer chegar e como será sua vida quando conseguir o objetivo

Imagine o tipo de roupa que poderá vestir ou como se sentirá bem ao caminhar. Poderá começar a praticar esportes que agora cansam demais, e deixará de ter dores em articulações e complicações decorrentes do sobrepeso.

Seja flexível com você mesmo

spaghetti-507764_640

Não há por que ser perfeito. Exigir-se demais e não se permitir uma margem de erro elevará seu nível de ansiedade e insatisfação. De vez em quando, e de forma planejada, decida em que vai transgredir a dieta: um almoço com amigos, uns petiscos na noite de sexta-feira ou alguma comemoração. Agora, não use esse “capricho” para comer descontroladamente, valendo-se da mítica frase “amanhã começo outra vez”.

Procure argumentos

As pessoas geralmente não sentem empatia por quem é capaz de controlar uma situação à base de sacrifício e renúncias. Em muitos casos, seu sucesso é o fracasso de outros. Haverá muita gente que ira incitá-lo a fugir da dieta, porque fracassar e cair nas tentações fará de você “um dos nossos”. Use a técnica do disco riscado, que consiste em repetir muitas vezes, com o mesmo tom de voz, a mesma frase: “Obrigado, prefiro continuar na dieta”. Não tente se justificar nem convencer os outros. Quando perceberem que você tem ideias claras e não se deixa abater, abandonarão a provocação.

Saboreie a refeição

melon-625130_640

Reserve um tempo para comer tranquilo, mesmo que seja só meia hora. Prepare uma salada atraente. A comida nos atrai não só pelo paladar, mas também pela visão.

Adie, não proíba

Quando sentir a necessidade imperiosa de um doce, não se martirize com um debate interno entre “poxa, vai lá, não tem nada de mais” e “o que você vai fazer com tudo o que já conseguiu?; nem pense nisso!”. Tente por conta própria adiar o desejo em lugar de proibir o capricho. O proibido é muito atraente, ao passo que adiar o impulso fará com que você se distancie dele e decida mais tarde se realmente continua com vontade ou se foi apenas um desejo momentâneo. Durante essa espera, acalme sua ansiedade com um chá, uma fruta ou com alguma atividade relaxante.

Pratique o bom humor e faça coisas agradáveis

fruits-850491_640

Aproveite a vida. Ela é mais do que perder peso. Faça esporte, saia com amigos, leia e procure o prazer em novos hobbies. Se o seu estado de espírito for positivo, não precisará recorrer à comida para se sentir melhor.

Às vezes não são os quilos que pesam, e sim a mochila cheia de frustrações, de obrigações, de submissão ao que vão dizer ou do fato de sermos coadjuvantes no filme da nossa própria existência. Antes de começar a riscar alimentos da lista, elimine o que lhe aperta na vida.”

Como reclamar do jeito certo e conseguir o que quer

Páscoa é tempo de reflexão e introspecção. Embora muitas vezes a gente esqueça, é um feriado religioso, que nos exige pensar nas nossas ações e refazer estratégias para uma vida mais tranquila, leve e harmônica. Para isso, é preciso exercitar o lado que não é tão trabalhado no dia-a-dia, como as reclamações. Até para isso há um jeito certo, menos prejudicial ao bem-estar e à saúde.

1. Mantenha a calma

buddha-473151_640

Isso também pode significar dar um tempo longe do computador ou telefone até que você se acalme. Quando responde a alguém com raiva, você imediatamente o coloca na defensiva – o que já gera um problema de comunicação.

2. Não comece a conversa com ameaças

Eventualmente, você pode precisar ameaçar com uma ação legal ou deixar uma opinião bem negativa online. Mas uma ameaça nunca deve ser parte do seu primeiro inicial. Primeiro, dê a empresa ou indivíduo a chance de fazer as coisas direito.

3. Seja educado

Seja excessivamente educado. A fórmula que funciona bem é começar com uma declaração de gratidão, sendo o próximo estado a preocupação e, em seguida, pedir as medidas adequadas para a resolução do seu problema e terminar com um agradecimento.

4. Mantenha seus argumentos reunidos

tax-468440_640

Antes de entrar em contato tenha a certeza de que leu todas as regras e regulamentos e de que as datas e valores estejam corretos. Assim, será mais fácil argumentar e comprovar a sua razão na causa pretendida.

5. Faça um pedido específico

Declare o seu problema, o que foi feito e o que você quer que seja realizado em linguagem concisa e simples, evitando ruídos, confusões ou interpretações duvidosas.

6. Negocie com a pessoa certa

business-19148_640

Se você não tem certeza de quem é a pessoa responsável a resolver o seu problema, procure questionar usando algo como: “você pode me ajudar a encontrar a pessoa certa para que eu possa discutir esta questão?”

7. Use uma linguagem neutra

Não faça da conversa um diálogo pessoal. Descreva o comportamento desejado ou a ação que pretende. Deixe de fora os palavrões e evite recorrer a xingamentos. Começar na defensiva e com palavras ofensivas não ajudam em nada a se conseguir o que quer .

8. Escale a hierarquia somente quando necessário

Avance sistematicamente através dos níveis adequados. Por exemplo, converse com o supervisor, se não resolver, então, procure o próximo responsável no nível acima do supervisor. Se você ainda não estiver satisfeito, busque sites de reclamações, redes sociais e órgãos de atendimento ao consumidor.

9. Documente tudo

Se você chegar a um acordo, repetir tudo verbalmente com datas, quem são os responsáveis, valores e qualquer outra informação pertinente fica mais difícil. Por isso, tente enviar e-mails ou documentos escritos com todos os dados registrados e documentados.

10. Não busque um advogado antes da hora

hammer-620009_640

Se você ainda não chegou a um acordo ou resolução depois de seguir todas as etapas anteriores, então talvez deva considerar contatar um advogado. Esse profissional deve ser o último recurso e não deve ser relevado com grandes expectativas, pois cada processo exige uma complexidade diferente.

Claro que há momentos em que precisamos reclamar e cada pessoa sabe da sua personalidade e necessidades. O que indicamos é evitar o estresse e o desgaste. Esperamos que esses 10 passos possam ajudá-lo a reclamar construtivamente e obter os resultados que você está procurando.