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Cientistas criam garfo que simula o sabor de sal

Conteúdo original Minha Vida

Pesquisadores japoneses da Universidade de Tóquio desenvolveram um protótipo de garfo que usa a estimulação elétrica para simular o gosto de sal. O garfo é movido a bateria e conta com um cabo condutivo, que completa um circuito quando o talher entra em contato com a língua, estimulando eletricamente as papilas gustativas.

O produto seria uma ótima alternativa para pessoas com problemas de pressão alta e que precisam reduzir o consumo de sal devido ao sódio.

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Este protótipo de garfo cria a sensação de salgado e azedo e tem níveis ajustáveis de estímulo, já que cada pessoa tem papilas gustativas únicas. Para elaborar este protótipo foram gastos apenas US$ 18,00 em componentes eletrônicos.

Ainda não se sabe quando ou se este garfo será comercializado. Porém, caso isto ocorra será preciso realizar um procedimento de calibragem no produto, pois quando levado ao limite ele proporciona um gosto metálico.
Os pesquisadores afirmaram ainda que ressaltar o sabor doce é muito difícil, por isso uma versão do garfo para alimentos doces provavelmente não será realizada.

Receita: Nugget caseiro saudável

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É bom quando a gente não precisa pensar muito no cardápio por já ter alguma coisinha pronta, não é mesmo? E melhor ainda é quando você conhece a procedência e qualidade do alimento. Uma das razões pelas quais a sociedade moderna opta por produtos industrializados é a praticidade, característica que, felizmente, vem tornado-se cada vez mais viável e comum ao dia-a-dia de todos nós.

Aqui no Equilibre-se somos contra radicalismos e neuras. Porém, como o próprio nome denuncia, prezamos pelo equilíbrio e acreditamos que pequenas mudanças nos hábitos e nas escolhas fazem toda a diferença na melhora da saúde e qualidade de vida.

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A receita de hoje é um grande exemplo de uma adaptação simples, e até mais econômica, que pode valorizar a alimentação da sua família sem prejuízo de sabor e, o mais importante, sem a perda do prazer em comer (e comer bem).

Também é uma forma saborosa de incentivar o paladar da criançada para opções mais nutritivas e saudáveis, treinando-as para um olhar menos restritivo e mais receptivo. E, claro, uma carta na manga para um aperitivo rápido e gostoso a ser servido como entrada ou tira gosto.

Nugget Caseiro Saudável

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Receita original de Alimentação Fitness

  • 500g de peito de frango cortados em cubos (ou no formato que você desejar);
  • 1 colher de sopa (rasa) de Milharina (flocos de milho) ou farinha de rosca;
  • 1 colher de sopa (rasa) de Farinha de linhaça;

  • 1 limão;

  • Sal e temperos;

  • 2 ovos batidos.

Junte a milharina e a farinha de linhaça em uma vasilha ou prato, apenas o suficiente para empanar os pedaços. Bata os ovos e reserve. Tempere os pedaços de frango com sal, limão e orégano. Passe esses pedaços no ovo batido e depois na farinha de rosca/milharina. Empanando mesmo! Leve ao forno pré-aquecido em 220 graus por cerca de 15 minutos. Eles não ficarão dourados como quando fritos, mas ficarão cozidos e super saborosos. Cuidado para não deixar assar demais, pois os pedaços podem ficar secos.

Dica Alimentação Fitness: Pode-se congelar para assar depois ou congelar já assado e esquentar quando for comer. Rende 40 nuggets pequenos.

Informações Nutricionais:
24 kcal por nugget
Carboidrato: 2,2 g
Proteínas: 1,8g
Gordura: 1,0g

Como ensinar as crianças a comerem saudavelmente

Texto de Naíma Saleh, na Revista Crescer

Você sabia que cerca de 90% das crianças não cumprem as recomendações diárias de consumo de vegetais nos Estados Unidos? O altíssimo índice vai contra as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão estabelece que é necessário ingerir, pelo menos, 400 gramas todos os dias.

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Muitos pais dizem que os filhos não gostam de comer verduras e legumes, mas não existe segredo para inserir estes itens com sucesso no menu dos pequenos. A melhor maneira de implantar na criança o gosto pela alimentação saudável é oferecer e expor esse tipo de comida o tempo todo e estimular o contato o quanto antes.

“As pesquisas que temos até agora mostram que a exposição repetida tem um impacto mais consistente no aumento da aceitação de vegetais por crianças pequenas”, explica a PhD Susan Johnson, professora de Pediatria e Diretora do The Children’s Eating Laboratory, na Universidade de Colorado-Denver, uma das participantes de um dos painéis da American Society for Nutrition(ASN).

No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que todas as capitais da região Sudeste estão entre as dez cidades que mais comem frutas e hortaliças no país. Enquanto, em média, apenas 24,1% dos brasileiros consomem cinco ou mais porções cinco vezes da semana ou mais, em Vitória, o índice sobe para 26% e, em Belo Horizonte, para 32%. Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, a média de consumo é de 25%.

A mesma pesquisa, batizada de Vigitel 2014, revelou que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso. Os números mostram que a taxa de jovens com menos de 18 anos obesos é de 17,9%, um índice que se manteve estável nos últimos anos, mas ainda considerado muito alto.

E qual a indicação para combater a obesidade e o excesso de peso? Praticar exercícios físicos e ter uma dieta equilibrada e rica em (adivinhe só!): frutas, verduras e legumes.  “Esses alimentos fornecem vitaminas e sais minerais importantes para a criança. Possuem boa quantidade de fibras que regulam o intestino e colaboram para a prevenção de doenças antes exclusivas de adultos, como diabetes tipo 2, pressão alta e obesidade”, explica a nutricionista Beatriz Botequio, da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição.

Como introduzir vegetais na dieta da criança

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que, a partir dos 6 meses de idade, período exclusivo de aleitamento materno, sejam introduzidos novos alimentos na dieta do bebê, em forma de papas e sopinhas. Primeiro, vêm as frutas e, depois, as verduras e legumes. Muitas vezes, ao primeiro sinal de rejeição da criança, os pais voltam atrás.

“Na aflição de o filho não comer, os pais desistem de oferecer o ‘alimento novo’ e dão a opção que sabem que o filho aceita, como o leite ou mamadeira. Esse comportamento reforça à criança que ela não precisa dos novos sabores”, explica Beatriz.

Os especialistas da American Society for Nutrition recomendam que as crianças provem o mesmo alimento pelo menos entre 8 e 12 vezes antes de dizerem que não gostam. No entanto, a maioria dos pais desiste lá pela terceira ou quarta tentativa.

É claro que insistir para que seu filho pelo menos sinta o gosto da comida – não precisa engolir se não gostar! – não é uma tarefa das mais fáceis: tem choro, reclamações e pedidos de clemência. No entanto, é preciso resistir. “Nascemos com o paladar apurado para o doce. Já, para os demais sabores (azedo, amargo e salgado), é preciso aprender a acostumá-lo”, explica Beatriz.

Os pais são o exemplo

Essa resistência a alimentos novos não acontece apenas com legumes e verduras. “No consultório, quando dizemos que é preciso dar fígado para a criança, muitas mães fazem uma cara horrorosa, na frente do filho”, conta o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, do Hospital Albert Einstein (SP).

Como esperar que a criança coma de bom grado um alimento que os próprios pais abominam? Isso leva a outro aspecto do problema. Uma travessa de couve, de brócolis ou de alface não vai parar em cima da mesa espontaneamente. Alguém deve comprá-los, lavá-los, cozinhá-los…

Preparar verduras e legumes dá trabalho – ainda mais quando os próprios pais não têm o hábito de comer esse tipo de alimento. Lembre-se de que você é o primeiro modelo de comportamento do seu filho. Ele aprende a andar vendo você caminhar, a falar vendo você conversar e a se alimentar observando como – e o quê – você come.

Muitas vezes, pais e mães se queixam de que a criança se alimenta superbem na escola, prova novos alimentos sem problemas, mas, em casa, dá o maior trabalho e rejeita tudo que não seja arroz ou batata frita.

“Na escola existe o fator socialização. A criança vê os coleguinhas comendo e quer comer também. Faz parte de um ritual. Em casa, muitos pais apenas colocam o prato na frente da criança e querem que ela coma. Não dá. É preciso inserir a comida em um contexto”, alerta Huberman.

Isso inclui desligar a TV na hora das refeições, todos se sentarem à mesa juntos, envolver a criança na hora de pôr a mesa e de tirar os pratos, enfim, transformar todo o processo em um evento que pede a participação dos pequenos. “Levar as crianças à feira ou ao supermercado, deixando que elas toquem os alimentos e participem da escolha, ou mesmo permitir que ajudem no preparo de alguma receita, pode ser interessante”, recomenda Beatriz.

Para ajudar você, selecionamos 5 dicas para ajudar nas refeições aí na sua casa:

1 Coloque-se no lugar da criança

 

Imagine só fazer uma viagem para um país exótico, com comidas inteiramente diferentes das que você está acostumado. Pense na Índia, na Tailândia ou no Japão. É impossível garantir que você vai adorar tudo o que provar – talvez alguns temperos pareçam estranhos demais, alguns cheiros não lhe agradem e, para você, alguns sabores sejam realmente desagradáveis. Para a criança, é a mesma coisa. Tudo o que tem um gosto diferente do leite (ou do que ela já se acostumou a comer) é exótico e nem sempre parece bom na primeira provada.

2 A cara da comida às vezes não agrada

Antes de experimentar para ver se o gosto agrada ao paladar, muitas crianças torcem o nariz para determinadas comidas. Por isso, vale investir em apresentações criativas para montar pratos coloridos e atraentes. Veja algumas ideias AQUI.

3 Perceba se o problema não é a comida em si, mas a atenção

Toda refeição vira aquele circo: seu filho que não quer mais comer, se levanta da mesa, você acaba perdendo a cabeça e seu almoço se transforma em uma verdadeira novela mexicana. Você acha que a criança não percebe que a atitude dela controla toda a dinâmica da refeição? “A comida pode se tornar um jeito de se sobressair e, às vezes, até de se diferenciar de um irmãozinho que acabou de nascer”, comenta Huberman.

4 Não tente esconder no prato aquilo que a criança não gosta

Nada de tentar camuflar uma rodela de beterraba embaixo do bife ou esconder pedacinhos de couve em meio ao purê como quem não quer nada. A criança pode ficar desconfiada e ela precisa saber o que está comendo. Uma estratégia totalmente diferente (e bem mais eficaz) é enriquecer receitas com vegetais.

Por exemplo, preparar um molho de tomate com diversos legumes batidos no meio ou rechear uma torta de frango com uma porção de legumes. Vale também insistir em diferentes modos de preparo. Se o seu filho não comeu brócolis cozido, tente prepará-lo gratinado, refogado, em forma de purê, em forma de bolinhos, como recheio de uma massa… Solte a criatividade!

5 Criança com fome come

Essa máxima nunca falha. Se quando seu filho estiver realmente com apetite houver escolhas saudáveis disponíveis, ele vai comer. Mas, se ele souber que há sempre um pote de sorvete por perto, você já sabe o que acontece.