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A percepção do volume de alimentos

O grande número de calorias em uma prato cheio de comida gordurosa pode não ser a única razão pela qual você sai da mesa sentindo-se cheio. Um estudo apresentado em uma reunião da Sociedade de Psicologia Britânica, em 2017, sugere que sensações de fome e saciedade podem estar ligadas à forma como percebemos uma refeição e não apenas em quantas calorias consumimos.

Em duas ocasiões, pesquisadores britânicos serviram aos participantes do estudo uma omelete de três ovos para o café da manhã, mas disseram aos voluntários que a primeira refeição tinha dois ovos e a segunda tinha quatro. As pessoas que achavam ter comido um desjejum menor relataram sentir fome mais cedo e também comeram mais durante o dia; ao contrário dos que pensaram ter consumido um café da manhã maior. O estudo não detectou alterações nos hormônios da fome, sugerindo que nossas percepções mentais de uma refeição podem influenciar significativamente a ingestão de alimentos mais tarde.

Assim, para ficar satisfeito, com menos calorias, tente adicionar volume de baixa caloria às refeições; por exemplo, preencha um prato de macarrão integral ou ovos mexidos com legumes. Colocar mais alimentos em um prato ou em uma tigela pode enganar o cérebro para pensar que você está consumindo muitas calorias e, por sua vez, você precisará de menos comida em refeições e lanches ao decorrer do dia.

Fonte: Idea

Checklist do amor: a diferença entre o gostar e outros sentimentos

Conteúdo original Revista Bons Fluídos

1. É amor ou medo?

O sentimento de “eu não mereço receber amor” é uma das principais causas de problemas em um relacionamento. Se você não é capaz de amar a si mesma, como vai amar o outro?

2. É amor ou dependência? 

É claro que você deve pedir ajuda ao seu parceiro. Mas quando a dependência ultrapassa o limite, você começa a ver no outro a única forma de sobrevivência! A sensação de que você não consegue viver sem o outro, além de prejudicar o relacionamento à dois, vai afetar a sua autoestima.

3. É amor ou carência?  

Amar alguém e precisar do outro para ser feliz tem a sua diferença. No estado de carência, você oscila entre os sentimentos de medo e ansiedade o tempo todo: medo do outro te deixar, ansiedade quando ele não está.

4. É amor ou eu tenho algo a ganhar com isso?

Amor não inclui a palavra ganho, porque suas atitudes não esperam algo em troca – é sobre ser e estar junto. Se você dá amor pra receber amor, eventualmente vai se desapontar.

5. É amor ou sacrifício?

Tem limite: sacrifícios saudáveis baseados no amor e aquele sacrifício baseado no medo – de desapontar, de perder, de ser deixado. Quando você percebe a diferença, fica mais fácil saber quando o amor vai bem.

6. É amor ou estou tentando mudar o outro?

Se incomodar com algumas atitudes é uma coisa, mas não dá pra amar alguém e, ao mesmo tempo, tentar mudar quem essa pessoa é – já parou pra pensar que talvez você não a ame de verdade e ame uma ideia que você tem dela?

7. É amor ou estou tentando controlar essa pessoa?

Aonde vai, com quem, por que motivo. São perguntas como essas que demonstram o controle excessivo com outro, ultrapassando o carinho e o cuidado. Amor é sobre crescer junto e o controle excessivo impede esse crescimento.

Renda-se à Yoga: 10 bons motivos para praticar

 

Que a atividade física é essencial à saúde do corpo, e faz superbem, a gente já está cansada de saber. E, com certeza, você já deve ter ouvido por aí a teoria de que existe sim um tipo de exercício físico para satisfazer cada corpinho sedentário. Mas, e na prática? Você é desses que não gosta de nada? Tudo é monótono, frustrante e cansativo? E, que tal a yoga? Pode parecer muito calmo e chato, porém é uma prática bem complexa. Para te fazer pensar em começar a se mexer, sem sofrimento, a gente te apresenta 10 bons motivos para se tornar um yogi.

Se você ainda não entende muito bem do que se trata, a embaixadora da yoga da índia da ONG Arte de Viver, Kamlesh Barwal define e explica alguns dos benefícios:

Reprodução Bons Fluídos Digital

O que é a yoga?

Yoga é uma antiga prática física, mental e espiritual e, há vários anos, têm atraído o interesse de milhares de pessoas de muitas culturas e formações diferentes. Yoga ganhou popularidade no Ocidente como uma forma de se perder peso ou como um exercício físico. Mas as pessoas encontraram também alívio para muitos outros problemas, tais como: ansiedade, estresse, estafa mental, vícios e insônia.

Qual é a vantagem de ligar yoga com a meditação?

Enquanto as posturas fortalecem o corpo, os pranayamas (exercícios respiratórios) e a meditação levam a mente para dentro, diminuindo as ondas de pensamento.

Quais são os benefícios da yoga?

São muitos: melhora a saúde, a memória e a concentração, aguça o intelecto, diminui o estresse do organismo e aumento os níveis de energia. Faz aumentar também a intuição e a criatividade, imprescindíveis para superarmos os obstáculos e problemas diários. No nível físico, alguns dos benefícios reportados são: melhora a flexibilidade dos músculos, melhora a postura e o alinhamento do corpo, melhora a digestão, circulação e sistema imunológico, melhora a função neurológica e dos órgãos endócrinos e melhora dores crônicas.

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Gostou? E ainda tem mais! Conheça agora todas as vantagens que a modalidade tem a oferecer ao organismo, à alma e à autoestima.

1. Músculos fortes

Muita gente ainda acredita que a yoga é apenas uma técnica de relaxamento. Nada disso. Ela movimenta cada pedacinho do corpo. Seu grande apelo é fortalecer e alongar os músculos, beneficiando o corpo como um todo – o que geralmente não ocorre em modalidades como a musculação, principalmente quando esta é feita de maneira exagerada.

2. Maior percepção do corpo

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A yoga é poderosa para ampliar a consciência corporal, que se estende também para além da sala de aula. Com o tempo, o praticante consegue detectar os sinais mais evidentes de tensão muscular e, assim, é capaz de controlar melhor as situações de estresse. A pessoa passa a perceber com mais facilidade vícios de postura, como sentar ou andar projetando o abdômen para a frente.

3. Quilos a menos na balança

As modalidades que mais mandam quilos extras embora são a power yoga – técnica que combina sequências de posturas aleatórias com respiração dinâmica – e a ashtanga vinyasa yoga, séries fixas de movimentos com graus progressivos de dificuldade. “Em aulas intensas, é possível perder até 600 calorias”, contabiliza o professor Júlio Fernandez. Ambas são ainda eficientes para trabalhar a capacidade respiratória em favor do emagrecimento. O controle da inspiração e da expiração do ar ajuda a diminuir a ansiedade e, por tabela, o desejo de comer.

4. Menopausa light

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A yogaterapia hormonal tem sido usada com grande sucesso para aliviar os incômodos dessa fase da vida, quando a mulher se depara com frequentes ondas de calor e perda de libido. “As posturas agem principalmente sobre os ovários, a hipófise, a tireoide e as glândulas suprarrenais, estimulando o aumento dos níveis de estrógeno, hormônio que cai significativamente com a suspensão da menstruação”, explica a criadora do método, a yogaterapeuta Dinah Rodrigues.

5. Integração total

Segundo a tradição da yoga, possuímos sete pontos de energia ao longo do corpo, conhecidos como chacras. Eles se relacionam aos órgãos vitais, regem as emoções e ainda fazem o elo com o mundo sutil. Enfraquecidos ou muito estimulados, podem trazer problemas emocionais ou até mesmo doenças. Se forem mantidos em equilíbrio por meio da prática de posturas específicas, são eficientes na integração do corpo, da mente e do espírito.

6. Vida longa

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Para as pessoas que praticam yoga, a passagem do tempo não é medida em anos, mas em número de inspirações e expirações que a pessoa faz ao longo da vida. “Quanto maior a capacidade respiratória de um indivíduo, menor o número de respirações que ele faz por minuto. Isso significa que, entre uma respiração e outra, o ar está sendo saboreado e absorvido de maneira adequada”, resume a professora Anna Ivanov. Por isso, os exercícios respiratórios (pranayamas) são tão importantes quanto as posturas e a meditação.

7. Alegria, alegria

Um dos objetivos da yoga é conseguir cessar o fluxo contínuo de pensamentos, que faz com que percamos o foco do que é realmente importante. “Quando atingimos esse estado, é possível sentir durante alguns segundos uma indescritível sensação de felicidade”, constata a professora Ana Borella.

8. Mente quieta

Durante a meditação, o cérebro trabalha mais lentamente e os ruídos causados pelos pensamentos se tornam sutis. A agitação constante causa a instabilidade emocional e enfraquece o sistema imunológico. “Quando ocorre um espaço entre um pensamento e outro, chega a quietude. É como se a mente se calasse e o silêncio interno passasse a ser um alimento para a alma”, descreve Márcia de Luca.

9. Vida leve

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Silenciar a mente também eleva o astral. Estudos realizados pelas universidades de Stanford e Columbia, nos Estados Unidos, comprovaram que essa atividade libera endorfina, hormônio que atua sobre o sistema nervoso central e aumenta a sensação de bem-estar, deixando o dia a dia mais alegre.

10. Coração em paz

Manter o bom humor em dias de muita agitação e embaraços não é fácil. Domar a irritação nas horas em que você só pensa em fugir do mapa também é complicado. Apesar da prática da yoga não transformar sua vida num mar de rosas, ela é bastante eficiente para enfrentar os momentos difíceis.

Fontes: Bons Fluidos Digital, M de Mulher

Por que gostamos de ouvir música triste?

Música triste pode evocar emoções positivas, revela um novo estudo realizado por pesquisadores japoneses publicado na revista Frontiers in Psychology (Fronteiras na Psicologia). “Os resultados ajudam a explicar porque as pessoas gostam de ouvir música triste”, diz Ai Kawakami e colegas da Universidade de Artes de Tokyo e do RIKEN Instituto de Ciência do Cérebro, no Japão.

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Kawakami e seus colegas pediram a 44 voluntários, entre músicos e não-especialistas, para ouvir duas peças de músicas clássicas tristes e uma peça de música alegre. Cada participante foi obrigado a usar um conjunto de palavras-chave para avaliar tanto a sua percepção da música, quanto o seu próprio estado emocional.

As peças tristes de música incluíam “La Séparation” em Fá menor, de Glinka,  e “Sur Mer” em Sol menor, de Felix Blumenfeld. A peça de música alegre foi a “Allegro de Concierto” em Sol maior, de Granados. Para controlar o efeito “feliz” da chave principal, eles mesclaram pedaços das duas peças, tocando trechos das peças tristes na alegre e vice-versa. [Você também pode ouvir as músicas e vivenciar essa experiência, basta clicar nos nomes das composições.]

Os pesquisadores explicaram que a música triste evoca emoções contraditórias porque os participantes do estudo tenderam a senti-las como trágicas, menos românticas, e menos alegres do que eles mesmos se sentiram ao ouvir.

“Em geral, a música triste induz tristeza nos ouvintes e tristeza é considerada como uma emoção desagradável. Se a música triste, na verdade, evoca apenas emoção desagradável, nós não queremos ouvir”, escreveram os pesquisadores.

“A música que é percebida como triste, na realidade, induz a emoção romântica, bem como a emoção triste. E as pessoas, independentemente de sua formação musical, experimentam esta emoção ambivalente ouvindo a música triste”, acresceram.

Além disso, ao contrário da vida diária, a tristeza experimentada através da arte, na verdade, gera uma sensação agradável, possivelmente porque não representa uma ameaça para a nossa segurança. E isso pode ajudar as pessoas a lidarem com as suas emoções negativas na vida cotidiana, concluíram os autores.

“A emoção vivida por música não tem nenhum perigo direto ou dano ao contrário da emoção vivida no dia a dia. Portanto, podemos ainda desfrutar de emoção desagradável, como a tristeza. Se sofrermos da emoção desagradável evocada através da vida diária, a música triste pode ser útil para aliviar a negatividade dessa emoção”, acrescentaram.

Jornal de referência:
Kazuo Okanoya, Kentaro Katahira, Kiyoshi Furukawa, Ai Kawakami. Sad music induces pleasant emotion. Frontiers in Psychology, 2013; 4 DOI: 10.3389/fpsyg.2013.0031

Captou a mensagem? Isso significa que nem sempre o desejo de escutar uma música triste ou sentir-se bem ao ouvi-la é um sinal de depressão ou infelicidade. Mais do que um estado, é uma experiência emocional. Apenas uma válvula de escape para externar toda a negatividade presente na sua vida.

Então, se joga no bode, cante alto, se apegue na sofrência e desapegue de tudo que é ruim, pra ser mais leve, menos estressado e mais feliz.

Fonte: Science Daily
Tradução literal de autoria do blog.