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Entenda a relação entre a tireoide e o ganho de peso

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A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida popularmente como ?gogó?. Tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto). Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Também desempenha um papel no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração e no humor. Como um maestro de orquestra, quando em perfeito estado de funcionamento, garante o equilíbrio e a harmonia do organismo. Se houver produção insuficiente ou exagerada dos hormônios tireoidianos temos o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, respectivamente.

No hipotireoidismo, tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem, também, cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue e, até depressão. Na verdade, o organismo fica todo mais devagar. Enquanto no hipertireoidismo, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara, geralmente acima de 100 batimentos por minuto; o intestino solta; a pessoa fica agitada; dorme pouco, pois se sente muito acelerada, mas também muito cansada (esgotada). Nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas e perda de peso acentuada sem intenção também aparecem.

Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos nos dois quadros clínicos, como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo menstrual. Também pode aumentar as chances de aborto e do risco de osteoporose e fraturas. A semelhança entre os sintomas é um fator que dificulta o diagnóstico do tipo de doença na tireóide, por isso os exames TSH sérico e ultrassom da tireoide são essenciais para fazer o diagnóstico.

O metabolismo de uma pessoa com hipotireoidismo sem tratamento fica mais lento, logo, mesmo realizando atividade física e dieta, o organismo perde menos energia do que o esperado. Além disso, o que a balança mostra muitas vezes, espelha a maior retenção de líquidos, que aumenta o peso. Contudo, quando se começa a tratar o hipotireoidismo, pode ocorrer diminuição do peso, que é modesta e primariamente mais por perda de líquidos do que de gordura. Obesidade está associada ao diagnóstico de hipotireoidismo em menos de 5% dos casos.

Vários estudos demonstram que as pessoas que ganham peso com hipotireoidismo aumentam o peso no máximo em até 10%. E quando são devidamente tratados voltam a perder peso, desde que os vilões, como sedentarismo e alimentação inadequada sejam abordados.

No hipertireoidismo descompensado a rápida perda de peso pode ser relevante, mas após diagnóstico e tratamento, há readequação do peso. Vale lembrar, que hormônios tireoidianos não devem ser tomados com objetivo de emagrecer, já que promovem maior perda de músculos do que de gordura!

Sobre o luto: como lidar com a morte?

“Talvez a morte seja a temática mais difícil de se lidar porque envolve, justamente, o desconhecido. Não sabemos exatamente o que acontece depois que o corpo pára de funcionar e a alma abandona seu invólucro carnal – costumamos dizer que ninguém nunca voltou para contar o que existe do outro lado. Algumas tradições espirituais são bastante taxativas no que diz respeito à esta passagem e, talvez, o Kardecismo seja a que a aborda mais amplamente. Mas, de qualquer forma e tendo você a religião que tiver, elaborar o luto de um ente querido não é nada simples.

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Não existe uma fórmula mágica sobre como sofrer menos ou sobre como não permitir que seu sofrimento seja prejudicial para a passagem de seu ente querido ou, ainda, uma receitinha caseira de “lidando com a morte em 5 passos”. O que existe é aquilo que você consegue fazer. E isso há de ser bom o suficiente.

Dizem por aí que a morte é um sofrimento para quem fica – e eu particularmente concordo com isso. De acordo com as minhas crenças e de alguns “dogmas” que, para mim, são indiscutíveis, o processo de morte acaba sendo uma libertação muito grande. Eu não tenho uma religião específica e nem sigo uma doutrina ou filosofia estritamente rígida com relação ao processo de passagem, mas acredito em algumas coisas.

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Que sejamos seres espirituais em uma experiência humana mas que, quando esta experiência acaba, uma outra se inicia. Que esta vida é apenas uma das centenas que já tivemos e que ainda teremos, enquanto seres imortais em busca do aprimoramento constante e da reconexão com o divino. Que a morte é sentida, por nós, com grande pesar – mas que, do outro lado, nossas almas sejam recebidas com grande alegria pelos que lá estão. Que recebemos apoio espiritual de nossos irmãos de jornada nestes processos de passagem, principalmente quando eles envolvem, como o caso do seu pai, vícios terrenos. E acredito, piamente, que mesmo acreditando em tudo isso eu sofreria horrores se fosse o meu pai, no lugar do seu.

Eu poderia te passar aqui uma lista de livros, filmes e documentários que poderiam te ajudar a ampliar suas ideias com relação ao tema, poderia te contar de todos os países do mundo em que a morte é celebrada e não lamentada. Eu poderia te contar de como existem tradições milenares em que praticantes bastante evoluídos marcam dia e hora para suas almas abandonarem seus corpos – o que de fato acontece. E poderia te falar também que o seu sofrimento é uma energia e que energia é vibração e tem frequência, o que poderia prejudicar o processo de passagem do seu pai. Mas não vou te dizer nada disso.

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O que eu vou te dizer é: chore. O que vou te dizer é: sofra! Não importa no que você acredita e nem no que quer experimentar, o que você está vivendo neste momento é único e é seu e tem direito de ser como é. Emoções são apenas energia em movimento e energia que é para ser em movimento precisa ser movimentada. Então, permita-se sentir o que está sentido e não ouça ninguém que te diga “faça isso” ou “não faça aquilo”. Faça o que você conseguir fazer. Vão existir dias bons e ruins, dias em que você vai achar que está se sentindo melhor para, no momento seguinte, sentir culpa por estar se sentindo melhor. E dias em que tudo o que você gostaria que acontecesse seria voltar no tempo para dizer coisas que você não disse, ou para dar o apoio que você acha que deveria ter dado e não deu. Dias em que a vida vai parecer completamente sem sentido porque o homem que te deu a vida não existe mais. E dias em que você vai conseguir sorrir quase como se nada tivesse acontecido. E nada disso vai estar errado.

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Cada pessoa é uma e cada processo é um processo. O modo como você vai lidar com a perda do seu pai é seu e ninguém poderá dizer que deveria ser diferente. Acho que nós sofremos com a morte porque ela é a coisa mais definitiva que existe, e não somos bons em lidar com as coisas definitivas – por mais que tenhamos igualmente enorme dificuldade em lidar com as mudanças inevitáveis da vida. Mas a verdade é apenas esta: a morte é a única certeza que temos, desde o momento de nosso nascimento. Tudo o que está vivo um dia não vai mais estar, e isso nos inclui.

Mas, acima de qualquer coisa e independentemente de qualquer que seja a forma de você lidar com o seu processo, se eu pudesse te dar apenas um conselho ele seria: sinta-se grata. Grata por tudo o que você viveu com seu querido pai, por cada lição e aprendizado que você teve com ele. Seja grata por cada célula do seu corpo que, se não fosse por ele, não existiriam. Seja grata pelos bons exemplos, que norteiam as suas escolhas – mas seja grata pelos maus exemplos também, tão importantes quanto os bons na construção de sua identidade. Seja grata e seja grata e seja grata e agradeça por absolutamente tudo – e, um dia, você vai se sentir grata até pela forma com que ele morreu, pois é apenas a consequência inevitável do modo como ele viveu. E quando aprendemos a amar uma moeda, amamos seus dois lados, incondicionalmente.

Se dê o tempo de chegar lá.

Eu te amo, por favor me perdoa, sinto muito, sou grata.
Namastê.”

Texto de Flávia Melissa

Aeróbico em jejum: tire suas dúvidas

Você já ouviu falar do AEJ? Esta é a sigla usada para a prática de fazer exercícios aeróbicos em jejum. Há quem diga que o hábito ajuda na queima de gordura, mas será que é verdade mesmo?

A polêmica do AEJ divide opiniões de especialistas e adeptos. Para desmistificar o hábito, conversamos com o Dr. Jomar Souza (Especialista em Medicina do Exercício e do Esporte e Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBMEE). Ele nos falou mais sobre os efeitos de malhar com o estômago vazio.

Segundo ele, ainda não temos uma comprovação fidedigna de que treinar sem comer realmente ajude na perda de peso. ” Imaginando que uma pessoa treine pela manhã após acordar precisamos considerar que ela passou de 6 a 8 horas sem se alimentar e isto vai gerar uma queima de proteína estocada no músculo com consequente redução da massa muscular”, explica.

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Dr. Jomar Souza também acrescentou dizendo que ninguém deve treinar em jejum. O ideal mesmo é comer pelo menos 30 minutos antes de iniciar o exercício. “Pode ser uma fruta pequena, um copo de suco ou uma barrinha de cereais”, diz.

O médico ainda afirma que comer bem pouquinho só é vantajoso para quem vai praticar treinamentos muito intensos, pois comida em excesso pode gerar vômitos. Ou seja: malhar sem comer, jamais. Segundo o especialista, a única coisa que se perde  com a técnica é a massa magra.
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10 aprendizados que vêm com a rejeição, a perda e o fracasso

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

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Rejeição, perda e fracasso. Ninguém começa uma empreitada esperando terminá-la com alguma dessas palavras. Nenhum atleta ouve o tiro da largada esperando o último lugar. Nenhum empreendedor traça a falência como objetivo no final do mês. Mas é impossível escrever uma trajetória de sucesso apenas com vitórias. Você já deve ter ouvido o quanto experiências negativas foram importantes para as pessoas que admira. Qualquer história de superação envolve justamente isso: ver valor na derrota.

Nas palavras do escritor americano Denis Waitley: “O fracasso deveria ser nosso professor, não nosso coveiro. A falha é um atraso, não uma derrota. É um desvio, não uma rua sem saída. O fracasso é algo que conseguimos evitar apenas se não dissermos nada, se não fizermos nada e se não formos nada.”.

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Em sua última coluna no site da revista Entrepreneur, o empreendedor Thai Nguyen lista 10 aprendizados que vêm depois de uma situação negativa. “O que diferencia pessoas bem sucedidas das outras é sua resposta às experiências que deram errado. Elas lambem suas feridas, mas continuam no campo de batalha. Elas encontram forças em suas cicatrizes”, afirma ele.

10 aprendizados que vem com a rejeição, a perda e o fracasso

1. Você verá suas paixões com mais clareza

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É difícil tomar decisões. Normalmente quem é muito criativo está envolvido em diversas atividades ao mesmo tempo. Mas existe um limite do quanto é possível se esticar para cumprir vários objetivos e tarefas. “Em muitos casos, o fracasso vem de uma paixão que perdeu a força. Você vai perceber que não estava tão apaixonado por aquele projeto quanto pensou”, diz o empreendedor. Quando você tira do caminho aquilo pelo qual não sente tanta atração, ganha tempo para se dedicar ao que realmente te tira o fôlego.

2. Você descobrirá novas habilidades
Você provavelmente já ouviu histórias de alguém que, para salvar uma vida, conseguiu reunir forças para levantar um carro ou correr absurdamente rápido. Episódios como estes são chamados de “força histérica” e se caracterizam por um indivíduo conseguir fazer coisas que não sabia que era capaz em pró de uma causa. Ao enfrentar uma perda, o empreendedor precisa reunir forças e desenvolver habilidades para lidar com o fracasso. “Experiências negativas nos forçam a responder de maneiras que vão além do que achávamos possível. Um obstáculo pede para ser superado”, afirma Nguyen.

3. Você descobrirá quem são seus amigos de verdade

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Caia no chão e veja quem aparece para te ajudar a levantar. Claro, hoje em dia, todos são muito ocupados. Mesmo assim, é sempre possível achar tempo para as coisas que realmente valorizamos. “Eu estou muito ocupado” pode ser traduzido para “não é tão importante.” Chegar ao fundo do poço é o momento de averiguar quais relações são verdadeiras e saudáveis para você. “Você vai querer continuar investindo naqueles que estão ajudando a curar suas feridas e se distanciar aqueles que não aparecem.”

4. Você encontrará seus “pontos cegos”
Às vezes, para aprender uma lição é preciso um grande choque. Basta um acidente para que um motorista nunca mais se esqueça de checar o ponto cego do retrovisor. Apesar de existirem hábitos e habilidades que só são adquiridas em momentos negativos, o fracasso também nos lembra daquilo que somos capazes de fazer, mas que não colocamos em prática no dia a dia – como prestar atenção ao ponto cego do retrovisor.

5. Você jogará para longe todo orgulho e arrogância

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Ninguém é imune ao orgulho ou à arrogância. O fracasso é uma maneira de desenvolver a humildade – o que, nas palavras de Nguyen, é a qualidade mais atraente e lucrativa que qualquer um pode ter. “A rejeição substituiu o orgulho por humildade e a humildade pode ser aquilo que vai te salvar de uma queda pior”, diz o empreendedor.

6. Você criará “casca”
Você já sentiu a textura da pele de um lutador? Depois anos de treinamento, chutando e batendo em sacos de pancada, sua pele se torna mais grossa e resistente. “Qualquer um que levanta para perseguir seu sonho deve se preparar para rejeição, críticas e até pessoas mal intencionadas”, afirma Nguyen. Depois de receber vários socos, você perceberá que não pode agradar a todos e, assim, se tornará mais forte e confiante.

7. Você deixará de perguntar “e se?”

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São duas palavras capazes de tirar o sono de qualquer um. “E se?”. O bom de perseguir uma dúvida é que você acaba percebendo – a duras penas às vezes – que embarcou na jornada errada. E é o fracasso que faz você perceber isso. A curiosidade pode virar um tormento e distrair o empreendedor do que ele realmente deveria estar fazendo. Muitas vezes, aceitar essa dúvida e tentar fazer aquilo que você acha que deve fazer é a única maneira de tirar a prova de qual é o caminho certo e qual o errado. Se a tentativa deu errado, é hora de superar e partir para a próxima.

8. Você finalmente pedirá ajuda
Qualquer um com uma paixão e uma ambição acaba sendo afetado pela síndrome de super-herói, ou seja, quando se acha que dá para fazer tudo sozinho. “Quando a palavra ‘ajuda’ desaparece do seu vocabulário, o mais provável é que seus planos não funcionem. Você perceberá que a habilidade de delegar é crítica para o progresso”, diz o empreendedor.
A dor nos ensina a deixar de ver ajuda como uma forma de fraqueza para vê-la como uma capacidade de formar uma equipe.

9. Você voltará a planejar

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Fracassar obriga o empreendedor a planejar tudo de novo. O processo de reavaliar e refinar produtos ou ideias de negócio traz resultados melhores. Nguyen cita o exemplo de Diana Nyad, de 64 anos, que se tornou a primeira pessoa a nadar a travessia de Cuba à Flórida, sem uma jaula de proteção de tubarões. “Era a quinta vez que ela tentava. Ela tentou uma vez em 1978 e três outras vezes de 2011 a 2012, até ter sucesso [em 2013].”
Em sua quarta tentativa, Diana foi impedida de completar o trajeto por causa de águas vivas que deixaram seu rosto inchado. Na quinta vez que tentou, ela usou uma máscara e luvas para impedir os ataques e foi assim que conseguiu.

10. Você valorizará seu sucesso
Valor e significado aparecem com mais destaque depois de dificuldades. As maiores celebrações vem depois de batalhas difíceis. “Você perceberá que perseguir um sonho não é um caminho só de borboletas e arco-íris. Quando a jornada inclui voltar ao chão, limpar a poeira e tentar de novo, você expressará uma gratidão maior na linha de chegada.”