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Preferências musicais podem estar ligadas ao nosso modo de pensar, diz estudo

Conteúdo original de Minha Vida

Você já parou para pensar por que nós temos gostos musicais específicos ou por que você gosta de um gênero de música e de outro não? Pouco se conhece sobre os fatores que podem influenciar em nossos gostos, mas o fato é que demora apenas alguns segundos para sabermos quando queremos ouvir uma música ou quando preferimos pular para a próxima faixa. Estudiosos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, resolveram investigar mais a fundo este assunto e fizeram uma descoberta bastante inusitada sobre as músicas que escutamos.

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De acordo com o estudo, publicado no site revista científica PLOS One no mês de julho, as nossas preferências musicais estão diretamente relacionadas à nossa personalidade e ao nosso modo de pensar. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores reuniram dados de aproximadamente 4 mil pessoas, que foram recrutadas por meio de redes sociais.

Na primeira fase, elas responderam a um questionário elaborado para que os cientistas entendessem como pensavam e reagiam cada um dos participantes, na segunda, elas escutaram 50 músicas de 26 gêneros e subgêneros musicais diferentes, e na terceira, avaliaram cada uma delas. Em seguida, os pesquisadores analisaram as informações coletadas e descobriram que existe uma forte relação entre o perfil psicológico traçado por meio do questionário com as avaliações individuais dadas às músicas.

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Se uma pessoa tem o chamado “cérebro empático”, que diz respeito à habilidade de reconhecer e reagir aos pensamentos e sentimentos dos outros, ela tenderá a preferir gêneros como R&B, soul e country. Já se ela tiver aquele que chamamos de “cérebro sistemático”, ligado à capacidade de entender regras e sistemas, ela preferirá heavy metal, punk, entre outros estilos parecidos.

Os pesquisadores também descobriram que pessoas mais empáticas tendem a preferir músicas mais calmas, com letras tristes e melancólicas ou até mesmo mais poéticas. Já quem é mais sistemático costuma preferir gêneros mais animados e intensos, com letras fortes e mais divertidas.

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Os estudiosos ainda acreditam que essa pesquisa poderá ter reflexos até mesmo na indústria da música. Segundo David Greenberg, principal autor do estudo, grandes serviços de streaming musical, como Spotify e Apple Music, investem muito dinheiro para descobrir novas e diferentes formas de saber que músicas seus usuários gostariam de ouvir. “Com estudos como este em mãos, pelos quais é possível traçar a forma de pensar das pessoas, identificar possíveis gostos musicais será muito mais fácil e prático”, disse em entrevista coletiva.

Hábitos tóxicos: Ruminação

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Ruminação significa estar pensando (e pensando e pensando) sobre algo perturbador, mas, de uma forma passiva, sem realmente agir. Para explicar melhor, vamos usar a taxonomia: animais como vacas, veados, cabras e ovelhas pertencem à subordem Ruminantia. Esses ruminantes costumam regurgitar seus alimentos parcialmente digeridos e mastigá-los novamente.

Da mesma forma, pessoas ruminantes mastigam seus pensamentos, por assim dizer, uma e outra e outra vez. Muito diferente, mas, essencialmente, o mesmo conceito. Mas, como isso funciona para a imagem mental?

O que é tão ruim na ruminação?

A ruminação faz as pessoas pensarem que estão trabalhando em um problema, mas, além de não produzir soluções, também agrava o problema. Todo o tempo e energia que o pensamento leva, poderia ser usado para corrigir o problema.

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Não só isso, mas ruminação parece ser a causa que prejudica as habilidades de resolver problemas, o que torna os ruminantes menos propensos a tomar medidas sobre uma possível solução, torna-os mais pessimistas sobre o futuro e mau humorados.

Na verdade, aqueles que ruminam têm maior propensão para desenvolver depressão, quatro vezes mais do que a taxa de quem não rumina. É como um hamster correndo freneticamente em uma roda, esgotando-se, sem realmente ir a qualquer lugar.

Finalmente, a maior desvantagem da ruminação, além do fato de ela não funcionar, é que afasta as outras pessoas. Ruminantes chegam a ajudar com mais frequência do que os não-ruminantes, mas tendem a compartilhar sua miséria com os demais, a ponto de serem chatos.

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Além disso, embora possam ser simpáticos à primeira vista, depois de um tempo, as pessoas ficam frustradas quando o ruminante nunca parece tomar medidas para resolver os seus problemas, mesmo após a escuta paciente, simpatia sincera e bons conselhos. Em suma, você pode levar um ruminante até a solução, mas não pode fazê-lo agir.

Ironicamente, os indivíduos que ruminam realmente valorizam seus relacionamentos românticos, família e amigos, a ponto de se sacrificarem muito para salvar qualquer um deles. Mas, muitas vezes, não veem que contribuem para o estresse nesses relacionamentos por cismar com problemas reais e imaginários, lamentando a todos o quão terrível a sua vida é e não tomar qualquer ação. Eles colocaram seus relacionamentos em um pedestal, mas, em seguida, arrasta-os para baixo, juntando-os ao bolo da ruminação.

Como posso saber se estou ruminando?

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A ruminação tem três características essenciais que a tornam única:

Traço 1: É repetitiva

Tal como os nossos amigos da espécie bovina, ruminantes mastigam alguma coisa uma e outra vez. Não só os ruminantes não superam, como eles também examinam o problema de todos os ângulos: Por que isso aconteceu? Por que ela disse isso? Por que eu faria isso? Isso não era justo. O que isto significa? E a lista continua.

Traço 2: É passiva

Ruminantes dizem pensar demais a fim de resolver um problema, mas, em vez disso, estudos descobriram que eles não são particularmente eficientes em encontrar soluções. Além disso, mesmo quando não há uma boa solução, eles têm dificuldade para se motivar a realizar. Por exemplo, um estudo de 2006 descobriu que mulheres que ruminam são mais propensas a adiar em ver um médico após a descoberta de um nódulo em sua mama.

Traço 3: A ruminação é sobre o passado, não o futuro

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Esse é o traço que difere ruminação de preocupação. A ruminação centra-se no passado: “Se eu tivesse feito X” ou “Como eu pude ter sido tão estúpido”. Por outro lado, a preocupação é com o futuro: “O que acontece se Y” ou “eu não sei, acho que serei capaz de lidar com isso. “

4 maneiras de acabar com a ruminação

Então o que fazer? Aqui estão quatro dicas para eliminar esse hábito pela raiz.

Dica 1: Dê-se por arrependido

Todo mundo faz coisas estúpidas das quais se arrepende. Então, pare sua espiral descendente soltando um grande suspiro e dizendo: “OK, o que aconteceu…” E, em seguida, siga em frente. É clichê, mas, ao invés de focar no que poderia ter sido, se concentre no que pode ser e tente.

Dica 2: Distraia-se

A já falecida Dr. Susan Nolen-Hoeksema era a rainha da investigação sobre ruminação. Em 1993, ela explicou que o hiato de gênero na depressão deveu-se não a biologia, aos papéis de gênero ou teorias freudianas, mas a ruminação.

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Vamos dar algum contexto: a ruminação afeta ambos os sexos da mesma maneira. Mais uma vez, tanto homens quanto mulheres que ruminam desenvolvem depressão numa taxa quatro vezes maior do que os não ruminantes.

No entanto, as mulheres são 70% mais predispostas que os homens a sofrer de depressão ao longo de toda a vida. Por quê? Acontece que, em geral, as mulheres são mais propensas a serem ruminantes, enquanto eles são mais tendentes a ficarem presos em seus maus humores e de se debruçar sobre o que aconteceu, o porquê e como.

Em contraste, os homens (de novo, em geral) tendem a ser fixadores e mesmo que a solução não seja tão eficaz, ir para algum lugar ou mesmo extravassar quando são confrontados com um problema, eles tendem a fazer algo que os distrai e muda o humor.

Claro, estas são generalizações. Há muitos homens que ruminam e muitas mulheres que não o fazem. Mas, em geral, as mulheres ruminam e tornam o seu humor pior, enquanto os homens distraem-se e melhoram o humor.

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Assim, como usar distração de forma eficaz? Felizmente, a distração não tem que ser uma grande coisa; você não tem que sair de férias ou se envolver em terapia de compras para distrair-se. Mesmo pequenas coisas sem sentido, como visualizar mapas via satélite ou imaginar formatos nas nuvens, vão funcionar. O que nos leva para…

Dica 3: Reduza o tempo e o espaço disponível para ruminar

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Há uma lenda urbana que a carpa japonesa, ou koi, crescerá tanto quanto o espaço que lhe derem. Coloque-as em um tanque pequeno e elas vão permanecer com apenas alguns centímetros de comprimento. No entanto, coloque-as em uma lagoa e elas vão crescer grandes, com bocas e olhos escancarados. O mesmo acontece com a cisma.

Então, distraia-se um pouco mais. Mantenha-se ocupado com atividades que são significativas para você. Pense duas vezes antes de recusar um convite social. Vá trabalhar fora. Inscreva-se em aulas que você ache interessantes. Claro, não é preciso ficar exausto, mas diminua o espaço livre para cismar e sua ruminação vai ficar cada vez menor.

Dica 4: Faça algo um pouco difícil

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Realizar algo que exige um pouco mais de dificuldade, mas ainda dentro de suas habilidades, constrói o que chamamos de domínio, ou a crença, na sua própria capacidade de fazer coisas.

A falta de domínio, juntamente com a falta de confiança, é, muitas vezes, uma grande barreira para ruminantes, que, frequentemente têm boas intenções mas, simplesmente não conseguem fazer as suas ideias acontecerem.

O ruminante pode realmente querer mudar de carreira, deixar o velho rancor ou, finalmente, sair da casa de seus pais, mas sem a confiança de que o que ele tenta vai fazer a diferença é improvável que isso aconteça.

Portanto, o ruminante pode identificar um passo que ele precisa tomar como uma dificuldade, como descobrir os requisitos para um programa de certificação ou o orçamento para um novo apartamento. Controle e domínio são o oposto da passividade e, à medida que crescem, transformam a longínqua ruminação em ação confiante.

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Então, com a prática, você pode deixar a ruminação para as vacas. E se você se pegar ruminando, sempre pode distrair-se com um suave “moo”. Você é um ruminante? Quais medidas toma para reduzir a cismar? Compartilhe seus pensamentos com a gente na seção de comentários abaixo ou na nossa página do Facebook.

Referências:

Kessler, R.C., Berglund, P., Demler, O., Jin, R., Koretz, D. et al. (2003). The epidemiology of major depressive disorder: results from the National Comorbidity Survey Replication (NCS-R). JAMA, 289, 3095–105.

Lyubomirsky, S., Layous, K., Chancellor, J., & Nelson, S.K.  (2015). Thinking about rumination: The scholarly contributions and intellectual legacy of Susan Nolen-Hoeksema.  Annual Review of Clinical Psychology, 11, 1–22.

Lyubomirsky, S. & Nolen-Hoeksema, S. (1995). Effects of self-focused rumination on negative thinking and inter-personal problem solving. Journal of Personality and Social Psychology, 69, 176–90.

Lyubomirsky, S. & Nolen-Hoeksema, S. (1993). Self-perpetuating properties of dysphoric rumination. Journal of Personality and Social Psychology, 65, 339–49

Lyubomirsky, S., Kasri, F., Chang, O., Chung, I. (2006). Ruminative response styles and delay of seeking diagnosis for breast cancer symptoms. Journal of Social and Clinical Psychology, 25, 276–304.

Nolen-Hoeksema, S. & Davis, C. (1999). “Thanks for sharing that”: Ruminators and their social support networks.  Journal of Personality and Social Psychology, 77, 801-814.

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog

Selah Sue: música boa e versátil para todos os momentos

Se você é uma pessoas musical, que adora ouvir música para embalar qualquer tarefa e gosta de conhecer novos sons, nós temos uma sugestão: Selah Sue. Uma cantora belga, que já é famosa na Europa, principalmente na França, mas ainda vai dar muito o que falar pelo mundo afora.

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A Selah tem uma voz meio rouca, diferente e pouco provável em relação à sua aparência de menina frágil e fashion. A música não tem um estilo definido, mas tem muita personalidade.

Em algumas músicas, a melodia lembra os arranjos da (diva negra maravilhosa, super mulher, mãe de seis filhos) Lauryn Hill, como em Raggamuffin.

Outras já tem um quê de hip hop, como Peace of Mind, – que é ótima para ouvir correndo ou em caminhadas rápidas.

Se você não é muito familiarizado com o inglês, não se preocupe. As letras da Selah são bem sentimentais e carregadas de mensagens. Ela segue a linha da Adele, sempre contando algum tipo de história ou experiência pessoal através da música. Summertime é um exemplo disso

Assim como a mega fofa e amorosa Mommy (que embalou nossa homenagem ao Dia das Mães):

E mesmo ainda sendo desconhecida pela maioria do público brasileiro, e uma artista relativamente jovem, ela já tem parcerias de peso, como o Cee-Lo Green.

Gostou? Quem é fã de músicas calminhas e com letras que permitem cantar junto, cheias de emoção, vai procurar para carregar no mp3. E é bom ficar de olho, porque com certeza a Selah Sue vai estourar logo logo.

(E fica a pergunta: como é que ela sustenta esse coque topetudo, gente?!)

Como enfrentar e superar seus medos

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Cada um de nós tem um momento imaginário que tememos, de parar o coração. Se você é tímido às câmeras, por exemplo, pode se preocupar em parecer tolo no vídeo. Ou se você tem medo de conflitos, pode imaginar-se desajeitadamente tentando afirmar-se e, em seguida, começar a chorar. O que fazer? Para evitar a ginástica e o esgotamento emocional e ficar longe dos medos, damos 4 dicas para enfrentar essa fraqueza e seguir adiante.

1 Mantenha a “reprodução do filme”

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Seja qual for o seu medo, não aperte o “pause” em sua história de horror imaginando o pior momento possível. Ao invés disso, mantenha o filme rolando até que você se sinta seguro.

Como ponto de partida, sempre que você imaginar seu medo, deixe o pior cenário para trás, para então chegar a uma conclusão segura. Assim, você se sentirá melhor preparado para lidar com o que sair do planejado, o que, talvez, nem venha a acontecer.

2 Encare

Eventualmente, você se cansará de sentir medo. Então, quando estiver cansado de se segurar na zona de conforto, dê um giro de 180 graus e posicione a sua vontade de mudar.

Esteja disposto a ficar no palco, entrar no avião, pedir um aumento ou fazer tudo o que você teme. Sua disposição é mutuamente exclusiva de seu medo – você pode estar apavorado e, ainda assim, estar disposto a superar suas fraquezas.

3 Coloque no papel

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Se você gosta de registrar pensamentos ou mantém um diário, esta dica é para você. Primeiro, anote o que te amedronta. “Eu desperdicei a minha vida.” “Ninguém me ama.” “Todo mundo pensa que eu sou um grande perdedor.” O que quer que seu cérebro grite, coloque para fora e passe para o papel.

Depois de alguns dias, volte a olhar sobre o que você escreveu. À luz do dia, alguns de seus medos podem parecer bastante melodramáticos. Ou talvez você perceba que eles não passam da opinião distorcida de alguém, como um parceiro negativo, um pai frio ou uma “amiga” malvada. É o seu pensamento e a sua visão de mundo, mas quem sabe você tenha internalizado essas críticas e inseguranças ao longo dos anos.

Em seguida, escreva uma resposta ao seu medo. Na primeira vez em que tentar fazer isso, provavelmente você não será capaz de pensar em nada, mas continue tentando. Escreva imaginando o que o seu maior fã diria. Deixe o seu advogado de defesa interno construir um argumento. Anote todas as provas que minam o seu medo, mesmo aqueles que acha que não deveria escrever. Crie um arsenal de contrapensamentos que você possa usar da próxima vez em que o botão do medo for empurrado.

No entanto, se você não puder suportar o enfrentamento dos seus medos ou não consegue pensar em qualquer prova contrária, procure um terapeuta que você goste e confie. Esse profissional irá ajudá-lo a enxergar uma luz maior do que esses medos e te ajudar a descobrir que eles não são tão fortes quanto você pensa.

4 Enfrente sem pressa

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Você não tem que saltar com os dois pés. Pelo contrário, enfrentar medos significa começar pequeno. Diante à pressão, você pode se sentir insignificante e enxergar a tarefa muito maior do que ela realmente é. Reduza a ansiedade, deixe que o nó no estômago seja desfeito e faça o que tem que ser feito.

Então, depois de realizar seu objetivo pequeno, siga adiante em busca de um desafio um pouco maior. Progrida lentamente. O objetivo de enfrentar o seu medo não serve para mudar sua personalidade, mas para ajudá-lo a ser mais flexível e confortável sendo você mesmo. Com prática e tempo, você terá uma ligação equivalente entre a vontade e o comando do seu cérebro.

Enfrentar seus medos, especialmente no início, fará você se sentir mal. Esse não é uma viagem confortável. Mas, pouco a pouco, você trocará seus medos pela confiança.

No momento em que acontecer, você não vai perceber que a mudança está acontecendo. Em vez disso, vai olhar para trás e perceber o quão longe chegou. Você vai se pegar fazendo tudo o que tinha medo sem pensar.

Fonte Quick and Dirty Tips
Tradução livre de autoria do blog.