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“A mulher precisa parar de sentir culpa”, diz especialista

Conteúdo original de Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

O começo de 2014 foi um período difícil para a terapeuta Thirza Reis, de 35 anos. Depois de se separar do marido, ela percebeu que não conseguiria carregar sozinha tudo aquilo que agora tinha nas mãos. Além dos filhos Gael (2 anos na época) e Nolah (dois meses), Thirza era sócia de duas empresas, nas quais atuava como coach e psicóloga. “É difícil demais ser Mulher Maravilha, dar conta de todas as demandas que se recebe por ser mulher”, diz.

Thirza Reis, criadora do programa Vem Ser Mulher (Foto: Guilherme Taboada/ Reprodução PEGN)

Quando notou que o discurso era parecido com o das pacientes que atendia, a empreendedora decidiu pensar diferente. Ela passou a buscar uma maneira de amenizar o isolamento que as mulheres sentem quando fazem dupla jornada em casa, sem ninguém para dividir as tarefas ou conversar.  Em junho daquele ano, criou o programa Vem Ser Mulher, para desenvolver a confiança e autoestima dessas mulheres e também criar uma rede de apoio entre elas. De lá para cá, 150 já passaram pela iniciativa, que acontece em Brasília e no Rio de Janeiro em workshops com duração de um dia.

Apesar de ter sido inspirado pelas preocupações de uma mãe empreendedora, o programa tem participantes de perfis variados. São donas de casa, donas de empresas, altas executivas que não querem ter filhos, profissionais que conquistaram muito na carreira e agora querem construir uma família, entre outros.

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Reunir mulheres diferentes em uma mesma sala tem ensinado um bocado à terapeuta. “É quando você percebe o tamanho da cobrança que as mulheres enfrentam”, diz. Na entrevista a seguir, Thirza conta o que viu e aprendeu ao longo de um ano tocando o Vem Ser Mulher:

Por que o objetivo do programa é resgatar a autoestima de mulheres?
Queremos resgatar a autenticidade de cada mulher. Eu brinco que estamos trabalhando uma contracultura. Criamos um espaço onde é possível sair dos estereótipos que ditam qual a maneira certa de ser mãe, de ser profissional, de ser feminina. A verdade é que não existe um formato único de tocar a vida. Cada mulher tem de encontrar um formato que se adeque à ela.

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Vemos cada vez mais mulheres tomando o rumo da própria vida, sendo “donas do próprio nariz”. Essa falta de confiança é algo que vem mudando, certo?
Sim, ainda bem. Mas ainda existem muitas vozes críticas que fazem a mulher ficar insegura. Que solteira nunca ouviu alguém perguntar quando ela vai casar e ter filhos? Que dona de casa nunca foi julgada por não ter uma carreira? São vozes que fazem a mulher sentir que sempre precisa compensar algo, mesmo que seja algo que ela não pode – ou não quer ser. Algumas mulheres querem ter filhos, outras não. Algumas querem trabalhar fora, outras não. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. O que importa é que a decisão tem de ser dela. Não pode ser fruto de uma cobrança da sociedade.

A maior cobrança feita à mulher é em relação à maternidade?
Não somente. A beleza, por exemplo, é muito cobrada da mulher. A pesquisadora americana Brené Brown certa vez mapeou os principais motivos que fazem a mulher sentir vergonha dela mesma. E a crítica que mais afeta as mulheres é a que fala sobre a imagem dela, sobre a questão da beleza. Logo depois, é a maternidade. A maternidade atinge muito aquelas que não são mães. É como uma sombra, independente de você querer ter filhos ou não. O maior motivo de vergonha para os homens, por outro lado, é quando alguém os julga fracos ou fracassados.

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Os homens são cobrados da mesma maneira que as mulheres?
Na minha visão, não. Por exemplo, antes, existia uma divisão de tarefas: o homem era o provedor e a mulher ficava em casa. Mas agora a mulher se tornou provedora também e não aconteceu um ajuste quanto às tarefas de cada um. Pelo contrário, houve um acúmulo de tarefas pela parte da mulher no relacionamento. Vejo muito o discurso: ‘meu marido é maravilhoso, ele me ajuda tanto’ e acho isso ruim. Ele está sendo bacana porque está ajudando a cuidar do filho ou da casa dele?

Quando o marido “ajuda” parece que a responsabilidade é da mulher e ele atua como um assistente. Estamos caminhando para uma mudança desse cenário, mas histórias assim ainda são comuns. Se não fosse, a mulher não sentiria tanta culpa. A mulher tem uma capacidade incrível de se doar, de acompanhar os outros. Se ela não fizer isso junto com um profundo processo de avaliação de quem ela é, ela corre os risco de se perder no meio do caminho.

Felicidade é nosso destino

“Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.

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As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.

A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.

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Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”).Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.

Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso. Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.

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Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia. Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.

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Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa… Pense nisso.”

(Zíbia Gasparetto)

Como construir (ou desistir de) um hábito

Fonte: Quick and Dirty Tips
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radução livre de autoria do blog

Quando o ano começa todos somos tomados pelo otimismo e pela força de vontade. Nos decidimos a fazer tudo que não fizemos, entrar em forma, emagrecer, terminar ou iniciar um relacionamento, trocar de emprego… Mas, semanas depois, começamos a perceber que é mais fácil falar sobra a mudança do que realizá-las.

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Pensando nisso, listamos cinco passos para te ajudar a começar a construir o caminho para conquistar aquilo que deseja (e descobrir se realmente deseja):

Passo #1: Questione com sinceridade

Certifique-se que é algo que você realmente quer. Pergunte-se: Por que estou fazendo isso? Se a resposta começa com um algo como: “Bem, provavelmente seria bom se eu …”, ou “eu deveria talvez …”, pode ser a hora de repensar.

Além disso, para quem você está fazendo? Se ninguém pudesse vê-lo e lhe fosse garantido não receber qualquer tipo reconhecimento, você ainda faria? Se ao responder sentir-se duvidoso ou extremamente inseguro (de um jeito ruim), considere mudar seu objetivo para um que lhe faça sorrir e brotar borboletas em seu estômago.

Passo # 2: Torne seu objetivo específico

Muitas vezes nossos objetivos são vagos e essas ideias são difíceis de realizar. É hora de concretizar. A meta concreta é aquela que você pode medir ou observar. Assim, “Perder peso” torna-se “Vestirei o tamanho 36” e “Socializar mais” vira “Vou participar de grupos comunitários e manter amizades”, por exemplo.

Passo # 3: Divida a meta em pequenas etapas

Se você se sente ansioso(a), relutante ou intimidado(a) por uma meta a que se propõe a longo prazo, divida-a em pequenas etapas. Você deve aumentar o foco, mas para menos. Não é preciso enxergar toda a floresta, nem mesmo uma árvore. Você deve focar em uma folha ou um galho. Aproximar-se da menor etapa e trabalhar nela permite-lhe esquecer o resto da meta e impede-lhe de sentir-se sobrecarregado.

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Se ainda assim, sentir-se um pouco pressionado ou resistente a cada passo, divida ainda mais. Ninguém precisa saber dos seus métodos, nem tem o direito de lhe cobrar, a não ser você mesmo.

Passo # 4: Torne seu plano insensato

Se não é conveniente e fácil, você não está buscando estabilizar a mudança. Se você tem um objetivo recorrente, vincule-o a algo que você já faz rotineiramente. Isso muitas vezes requer algumas modificações em seu entorno para incluir sugestões ou lembretes. Por exemplo, se o objetivo é lembrar de tomar um medicamento frequentemente esquecido, vincule-o a escovar os dentes de manhã e coloque a embalagem perto de sua escova.

Alterar seu entorno ou rotina para tornar as coisas conveniente pode exigir algum inconveniente substancial no início. Mas uma vez que tudo é automatizado, vinculado, e conveniente, seus hábitos já estabelecidos serão assimilados e impulsionados.

Passo # 5: Parecerá errado e estranho à primeira vista

Nas primeiras vezes que você fizer coisas novas, não será particularmente gratificante. Na primeira aula de pilates, por exemplo, você não saberá qual equipamento usar. A primeira reunião no clube do livro será um pouco estranha. Durante a tentativa de escrever cartões de aniversário, você possivelmente acabará navegando no Facebook. Não importa o que você tente, provavelmente estará ansioso(a). É nesse momento que a imperfeição é incentivada. Por isso, permita-se errar, estragar tudo e fazer mal feito. Basta continuar persistindo, buscando melhorar, para ver o que acontece.

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Vá em frente, comprometa-se com a mudança, reflita sobre os 5 passos e seja vitorioso(a).

8 caminhos para ser feliz

Por Luis Miguel Andrés (Plan Sin Fin)

“1. Não deposite esperanças no passado nem na estúpida crença de que só lá poderá ser feliz: está desperdiçando oportunidades incríveis no presente, lugar que habitarás para o resto de sua vida, para começar de novo, para ser feliz.

2. Não se apegue, não tente deter a passagem do tempo nem finja que algo não terminou quando na verdade já aconteceu. Nada dura para sempre, nem o bom nem tampouco o mal: se fundamenta a sua felicidade em algo material, seja uma empresa, sua esposa ou marido, seus filhos, um carro… estará dando força para que, uma vez que isso esteja fora do controle, seja um completo infeliz.

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3. Não se engane planejando e maquinando continuamente o que é que te faz feliz: assim está deixando de lado o domínio das emoções, a alegria de viver e de sentir. Todos os que estiveram à beira da morte e voltaram dizem o mesmo: o que lembram de quando estavam indo embora é o mesmo do que quando retornam: mosaicos feitos de pequenos momentos que se dividiam com os seres mais queridos. Nunca ninguém se lembrou do último contracheque ou da última letra da hipoteca.

4. Não adie nenhuma decisão, não temas viver como um principiante, não deprecie o dom que te foi dado. Se traíres a si mesmo, trairá as possibilidades que te foram confiadas para ser feliz. Muito pouco basta. Na verdade, quase nada. Como dizem os taoístas: quem muito acumula, sofrerá grandes perdas.

5. Não seja surdo com a sua intuição e satisfaça seus desejos na medida que puder, ou não os aumente se sabe que não poderá preencher-los. Sentir-se infeliz é sentir-se insatisfeito, podemos ser responsáveis se não nos propusermos metas impossíveis que, suspeitosamente, se parecem muito com as do vizinho e não como genuinamente nossas.

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6. Se você se mantiver sempre ativo no trabalho, se deixará levar pelo turbilhão de acontecimentos, cavalgarás todo o tempo em cima de um tigre louco que só parará quando quiser, sem que você possa decidir o momento. Cultive a arte de estar em si mesmo, sentir seu corpo, seja através da meditação ou de um esporte mais dinâmico.

7. Se fechar toda a possibilidade para o novo, inclusive se congelar o seu conceito de felicidade e não a deixar fluir, estará condenado à dor. Os conceitos mudam conosco, com nossas vivências e nossas experiências. Se não puder mudar, ao menos tente aceitar a mudança. Pela imitação, diziam na Idade Média, também se chega à santidade. Imita o seu melhor ‘eu’, e assim, personagem e ator se tornarão um.

8. Partindo do ponto de querer ser bem-sucedido em tudo , incluindo o desejo de ser feliz, novamente estaremos colocando a energia no lado oposto: o fracasso, que será a sombra que nos cercará. Todos buscamos o mesmo: a verdadeira conquista é reconhecer no outro nossa oportunidade de ser feliz, de reencontrar esse estado de ânimo e de vibrar o máximo que pudermos com ele.